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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O que é esporte


Para entender o esporte do ponto de vista acadêmico, é necessário desenvolver algo mais do que uma simples definição do termo.
A descrição e explicação científica exigem precisão. Isto é necessário tanto para assuntos de relevância prática ou teórica.
Claro que nem todos podem concordar com esta definição, mas ela nos permite distinguir o esporte da brincadeira, recreação, disputa ou espetáculo e permite estudá-lo em seus relacionamentos com outras partes importantes da vida social.
O esporte é um fenômeno cultural e social que influencia e sofre influência da sociedade e muitas vezes seus problemas são os mesmos da própria sociedade.
Cada vez mais o esporte se torna parte do nosso mundo social. Ele se relaciona com a vida familiar, com a educação, política, economia, artes e religião. Com maior entendimento é possível mudá-lo de forma que mais pessoas se beneficiem das coisas positivas que ele tem a oferecer.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Exercícios físicos orientados voluntários

Eliane Jany barbanti
Um dos objetivos principais dos Educadores de Práticas Esportivas é incentivar a prática de atividades físicas feita de maneira voluntária, porém, segura e prazerosa. Para tanto, bastam apenas algumas informações e sugestões básicas.
De um modo geral a caminhada sempre foi e será uma ótima maneira de se manter a forma e a saúde. Feita corretamente estimula o coração, pulmões, e todo sistema circulatório. Além disso, é a forma mais simples de se exercitar regularmente. Sendo assim, bastam apenas algumas orientações para que os praticantes possam ser estimulados a aproveitar efetivamente as atividades físicas voluntárias orientadas.
Primeiramente devemos informar sobre os princípios básicos de treinamentos que são ferramentas simples com que se podem contar:
Frequência, Intensidade e duração.
A frequência refere-se a quanta vezes por semana deve-se exercitar; a melhor indicação é ao menos três vezes por semana.
A intensidade poderá ser controlada pela Zona Pessoal de Treinamento, que é mais uma questão de segurança e de ganho cardiovascular, os fisiologistas recomendam exercícios aeróbios a uma intensidade entre 60% a 80% da máxima frequência cardíaca. Os quadros apresentados a seguir referem-se a uma intensidade mais avançada semelhante ao do FITNESS, onde a proposta de trabalho é de intensidade entre 72% a 87% da máxima frequência cardíaca. É importante que o praticante saiba conhecer a sua Zona de Treinamento, no entanto, deve-se considerar que a melhoria cardiovascular tem relação com o nível inicial da condição cardiovascular do aluno e que 60% é o limite mínimo para se obter melhoras, de acordo com os guias de orientação.
A duração significa quanto tempo de exercício deverá ser praticado. Os exercícios aeróbios devem ser realizados por um período de 15 a 60 minutos de acordo com o American College of Sports Medicine (1978).
O objetivo destes exercícios é aumentar a resistência cardiorrespiratória. Para atingir os benefícios, os praticantes devem manter a frequência cardíaca dentro da Zona de Treinamento por um período prolongado, para tanto os exercícios devem ser contínuos e utilizando grandes grupos musculares.



DICAS PARA O PRATICANTE:

Faça sempre aquecimento antes de iniciar qualquer atividade.
Beba água antes, durante e depois das atividades físicas.
Use tênis que absorva o impacto e mantenha a estabilidade dos pés.
Se durante a atividade, sentir qualquer desconforto, fadiga, ou tontura, pare imediatamente.
Faça atividade física regularmente. A falta de continuidade pode ser prejudicial à saúde.
Sempre faça alongamentos antes, durante ou no final de qualquer atividade física.

Alongamento
Alongar é muito importante para a manutenção do corpo saudável. Na atividade física o alongamento pode melhorar o desempenho do praticante.

DICAS PARA O PRATICANTE:

Permanecer aproximadamente 16 segundos no ponto em que sentir uma tensão na musculatura respire livremente.
Progredir-se for possível avance um pouco, relaxe e mantenha a nova posição mais 30 segundos se possível.
Fazer balanceios. NÃO TENTE O LIMITE DO ALONGAMENTO, BALANCEANDO O CORPO.
Dispersar. Faça os alongamentos com tranqüilidade e tente se concentrar nas regiões que estão sendo alongadas.
UM HÁBITO SAUDÁVEL
UTILIZE ESTE QUADRO COMO SUGESTÃO


Para manter o corpo saudável recomenda-se como

PROGRAMA BÁSICO
A prática de uma atividade AERÓBIA (significa literalmente com oxigênio ou na presença de oxigênio, popularmente diz-se aeróbica ou aeróbica), três vezes por semana com sessões de no mínimo 30 minutos de duração.
Se não vem praticando, comece com sessões de 15 minutos. Daí para frente procure progredir 5 minutos por semana até atingir 45 minutos ou mais.
A caminhada como já foi dito é uma ótima maneira de se manter a forma e a saúde. Como é a forma mais simples de se exercitar regularmente, pode ser feitas em locais agradáveis bosques e parques e na companhia de pessoas que também apreciam este hábito, aproveitando também o aspecto sócio-fisiológico que a modalidade oferece.
Inicie a sessão caminhando 5 minutos em ritmo leve para aquecer-se. Da mesma forma termine a sessão caminhando os últimos 2 minutos levemente.
Exercite-se na ZONA DE TREINAMENTO própria para a sua idade. Por uma questão de segurança e de ganho cardiovascular, a maioria dos especialistas recomenda exercícios aeróbios a uma intensidade de 60 a 80% da freqüência cardíaca de reserva; 60% é o limiar mínimo para se conseguir a melhoria cardiovascular, no entanto é bom lembrar que o ganho tem relação com o nível inicial da condição cardiovascular da pessoa.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pesquisa associa depressão à barriguinha

Segundo estudo norte-americano, acúmulo de gordura pode ser causa de sintomas da depressão nas mulheres
Gordura abdominal x depressão
Estudo publicado na edição de maio da revista científica Psychosomatic Medicine revela que a depressão está associada ao acúmulo de gordura no abdômen. E, segundo especialistas, esse tipo de gordura envolve os órgãos na linha da cintura, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e diabetes.
Ao analisar mais de 400 mulheres de meia idade, os pesquisadores da University Medical Center, em Chicado, EUA, observaram uma forte associação entre a presença de sintomas de depressão e a chamada gordura viceral (medida por tomografia computadorizada). E essa relação era mais significativa entre aquelas com sobrepeso ou obesas.
Apesar de serem necessários maiores estudos, os autores da pesquisa acreditam que a depressão desencadeia o acúmulo dessa gordura por meio de certas mudanças químicas no corpo, como a produção de cortisol, o hormônio do estresse, e compostos inflamatórios.
Fernando FischerDisponível on line em Pesquisa associa depressão à barriguinha http://www.revistasportlife.com.br/index.asp?codc=1043

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tratamento da dependência química e depressão

TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA ASPECTOS BÁSICOS
A série “Diálogo” - após as publicações do Guia Para a Família e do opúsculo sobre as drogas conhecidas como Cocaína e Crack-, prossegue apresentando obra sobre Aspectos básicos do tratamento da síndrome de dependência de substâncias psicoativas, de reconhecido valor científico e de conhecimento necessário.
O autor, professor MARCOS DA COSTA LEITE, membro do respeitoso e acatado Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas-GREA, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mais uma vez traz sua contribuição e coloca graciosamente à disposição da comunidade o reconhecido talento de médico psiquiatra.
O próprio título da obra deixa patente a importância de se tratar o usuário, seja qual for seu enquadramento: experimentador; ocasional; habitual; dependente.
Na obra, claro fica, ainda, que a prevenção é o melhor dos caminhos. Mais, prevenir o uso e abuso de drogas consiste em ajudar os usuários e dependentes, até para que possam sair da marginalização, reintegrando-se à comunidade.
A propósito, a Secretaria Nacional Antidrogas não poderia, com a presente publicação, deixar passar despercebida a importância da correção fraterna, ou seja, o dever de fazer notar a outros o seu afastamento do nosso padrão cultural, baseado no racionalismo, visando à preservação das integridades psicológica e mental, que podem ser afetadas pelas drogas ilícitas e de abuso. Lutar contra as drogas significa, também, transmitir preocupações, oposições, conhecimentos, valores sólidos e informações, em contexto humano e, portanto, marcado pelo amor.
ALBERTO MENDES CARDOSO
Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Agita São Paulo aponta falta de atividade física


Um estudo realizado pela Secretaria de Saúde, em parceria com o Celafiscs, entidade responsável pela execução do programa Agita São Paulo, mostra que 29% dos paulistas com mais de 60 anos não praticam nenhuma atividade física ou fazem algum exercício de maneira irregular.
Dos mil entrevistados, 28,9% não atendem às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o acúmulo de 30 minutos de atividades físicas, que exijam movimento corporal, pelo menos cinco dias por semana.
Entre os idosos, 8,4% foram considerados totalmente sedentários.
Outros 10,3% foram classificados como irregularmente ativos totais, ou seja, erram no tempo e número de dias em que fazem alguma atividade física. E 10,2% foram avaliados como irregularmente ativos parciais.
A segunda faixa etária com maior prevalência de sedentarísmo ou prática de atividade física insatisfatória é entre os paulistas de 30 a 39 anos.Entre as pessoas de 19 a 29 anos esse índice é de 18,3% praticamente empatado com os 18,2% de pessoas que estão na faixa entre 40 e 49 anos.
Fonte:
A Tribuna 27/3/2009

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Adição, drogadicção, drogadicto

A dependência química não é uma doença aguda. Trata-se de um distúrbio crônico e recorrente. E essa recorrência é tão contundente, que raramente ocorre abstinência pelo resto da vida depois de uma única tentativa de tratamento. As recaídas da drogadicção são a norma. Portanto, a adicção deve ser abordada mais como uma doença crônica, como se fosse diabetes ou hipertensão arterial.
Considerando o fato da dependência química ser um distúrbio recorrente e crônico, alguns autores mais realistas consideram como um bom resultado terapêutico, tal como se deseja no tratamento da hipertensão arterial, asma brônquica, reumatismo, diabetes, etc, uma redução significativa do consumo da droga, e longos períodos de abstinência, supondo a ocorrência de recaídas ocasionalmente. Muitos acham que este seria um padrão razoável de sucesso terapêutico, da mesma forma que em outras doenças crônicas, ou seja, o controle da doença, mas não a sua cura definitiva.
Vamos chamar de "psicoativas" as drogas psicotrópicas, portanto, com efeito sobre o Sistema Nervoso Central.
Convencionalmente, vamos chamar ainda de "psicoativas" as drogas de caráter ilícito, cujo efeito por ela produzido é de alguma forma agradável ao usuário. Pois bem. Quando se usa uma droga psicoativa, o efeito proporcionado por ela adquire para a pessoa um caráter de recompensa prazerosa.
A maioria das definições de adicção a drogas ou dependência de substâncias inclui descrições do tipo "indivíduo completamente dominado pelo uso de uma droga (uso compulsivo)" e vários sintomas ou critérios que refletem a perda de controle sobre o consumo de drogas.
As pesquisas, hoje em dia, caminham através da Psiquiatria e da Psicologia Experimental, juntamente com a Neurobiologia. Todas essas áreas se esforçam para identificar os elementos emocionais e biológicos que contribuem para alterar o equilíbrio do prazer (homeostase hedonista), alterações esta que dá origem àquilo que se conhece como drogadicção (droga-adicção). A palavra "adicção", em português, é um neologismo técnico que quer dizer, de fato, "drogadicção".
O tema "drogas" é muito complexo, multidimensional e tem atraído a atenção da maioria dos países. Nas últimas duas décadas, importantes avanços nas ciências do comportamento e nas neurociências vieram contribuir para um melhor entendimento na questão do abuso de drogas e da drogadicção (droga-adicção).
A neurociência tem identificando circuitos neuronais envolvidos em todos tipos de abusos conhecidos, assinalando regiões cerebrais, neuroreceptores, neurotransmissores e as vias neurológicas comuns afetadas pelas drogas. Também têm sido identificados os principais receptores das drogas suscetíveis de abuso, assim como todas as ligações naturais da maior parte desses receptores.
Neurologicamente a drogadicção deve ser considerada uma doença. Ela está ligada a alterações na estrutura e funções cerebrais, e isso torna a drogadicção fundamentalmente uma doença cerebral. Inicialmente, o uso de drogas é um comportamento voluntário mas, com o uso prolongado um "interruptor" no cérebro parece ligar-se, e quando o "interruptor" é ligado, o indivíduo entra em estado de dependência química caracterizado pela busca e consumo compulsivo da droga.
Abstinência como Critério de DependênciaQualquer discussão sobre drogas psicoativas inevitavelmente desemboca na questão sobre a dúvida se uma droga em particular causa ou não dependência, e se essa dependência é física ou psicológica.
Em essência, essa questão gira em torno de se ocorrem ou não sintomas físicos relativos à síndrome de abstinência quando o usuário pára de consumir a droga, o que é tipicamente chamado de dependência física pelos profissionais da área. Havendo abstinência, considera-se um sinal de que há dependência.
O que freqüentemente se acreditava era o seguinte; quanto mais graves e exuberantes os sintomas físicos da síndrome da abstinência, mais séria ou perigosa deveria ser a dependência da droga em questão. Mas isso não é verdade. Os sintomas de abstinência que ocorrem, quando ocorrem, atualmente não mais constituem uma questão clinicamente relevante. Clinicamente falando, vejamos por exemplo, os seríssimos sintomas de abstinência da heroína. Apesar de muito dramáticos eles podem, agora, ser controlados com medicação apropriada.
Por outro lado, é bom saber que muitas das substâncias mais perigosas e causadoras de forte dependência não costumam provocar sintomas físicos graves na abstinência.
O craque e a metanfetamina são exemplos disso. As duas drogas provocam alto grau de dependência, mas a suspensão do uso causa poucos sintomas físicos de abstinência, muitíssimo menores que aos sintomas da síndrome de abstinência do álcool e da heroína.
Na realidade, interessa à psiquiatria moderna saber se a droga causa ou não sua busca e uso compulsivo, mesmo diante de conseqüências sociais negativas e de saúde. Essa tem sido, atualmente, a essência da dependência química. Não interessa mais delimitar territórios entre a dependência física e psíquica, pois ambas exercem papel primordial na manutenção do vício.Os esforços terapêuticos devem ser dirigidos não à droga em si, nem tampouco deve ser exclusivamente dirigidos às condições existenciais do drogadicto, mas sim, à pessoa do paciente. Que pessoa é essa sobre a qual se abateu a doença da dependência?
Devemos considerar a dependência à luz da abstinência, ou seja, só podemos considerar dependente a pessoa que experimenta algum tipo de mal-estar quando abstinente. É por isso que o estudo da dependência química sempre enfocou, conjuntamente, a manifestação da síndrome de abstinência produzida pela interrupção abrupta da administração da droga. Essa síndrome se caracteriza por sinais físicos, como por exemplo, o tremor e alterações do sistema nervoso autônomo nos casos de alcoolismo, ou o desconforto e dor associados à abstinência dos opiáceos, cocaína e heroína e assim por diante. Para entender melhor a Síndrome de Abstinência, notadamente do álcool, veja Delirium Tremens.
Mas, para conceituarmos a abstinência em si, seja ela devida à supressão da maconha ou da heroína, devemos observar quais são os aspectos clínicos comuns a abstinência de todas as drogas. Talvez a expressão mais adequada para se referir a esse aspecto comum às abstinências em geral seja um estado afetivo negativo. Dentro desse estado afetivo negativo encontram-se várias emoções negativas, como disforia, depressão, irritabilidade e ansiedade.
Síndrome de Abstinência pelo DSM.IVDependência de Substância pelo DSM.IV
Aspecto Popular
Nesses últimos anos, férteis para a neurociência, têm sido analisados minuciosamente as alterações bioquímicas que ocorrem dentro da célula após a ativação dos receptores por drogas. Essas pesquisas vêm revelando importantes diferenças entre os cérebros das pessoas adictas e das não adictas.
Não obstante, paralelamente aos avanços científicos em relação à questão das drogas, tem havido um dramático descompasso entre tais avanços científicos e sua repercussão e/ou aplicação junto ao público geral, junto à prática médica, ou junto às políticas de saúde pública.
Um dos fatos que pode constatar a defasagem entre os fatos científicos e a percepção do público geral sobre o abuso de drogas é, por exemplo, as muitas pessoas que vêem o abuso de drogas e a adicção como problemas sociais a serem resolvidos apenas com soluções sociais. Algumas insistem exclusivamente numa maior atuação do sistema de justiça criminal. A conseqüência dessa defasagem é um atraso significativo no processo de se ter sob controle o problema do abuso de drogas.
Dia-a-dia a ciência vem nos mostrando que o abuso de drogas e a adicção são também problemas de saúde. Uma importante barreira à compreensão da drogadicção sob um modelo médico e de saúde é o tremendo estigma associado ao usuário de drogas ou ao drogadicto. Quando a opinião pública é mais benevolente sobre um adicto em drogas, considera-o vítima da sua situação social. Quando não benevolente, a sociedade clama por punições contundentes ao "drogado".
A visão popular mais comum sobre os drogadictos é que são pessoas fracas e más, que não querem levar uma vida norteada por princípios morais nem controlar seu comportamento e a satisfação de seus desejos. Há muitas pessoas que acham que pessoas adictas não merecem nem receber tratamento ou, o que é pior ainda, algumas pessoas consideram aquelas que trabalham na prevenção do abuso de drogas, como também portadoras de ideologias diferentes do público geral, portanto, passando a ser igualmente problemáticas e indesejáveis.
A divergência entre a maneira de ver o usuário de drogas como uma "pessoa má" e de vê-lo como um "portador de doença crônica" é de fundamental importância para a compreensão e atuação junto ao problema.
Aspecto Social
Seria a drogadicção uma doença? Essa é uma pergunta de conotação muito mais sociológica que médica. A medicina e a psicologia investem em muitas pesquisas partindo do pressuposto que se trata, no mínimo, de uma condição anômala no controle dos impulsos. Se a drogadicção não fosse uma anomalia, pela lógica, não se poderia pesquisá-la tanto assim, pois a medicina não costuma pesquisar entusiasticamente o normal.
A drogadicção não é apenas uma doença a nível cerebral. Melhor seria vê-la como uma doença cerebral onde os contextos sociais em que se desenvolveu e se manifestou têm importância crítica. Um dos elementos sociais envolvidos na drogadicção é a exposição a estímulos condicionantes. Esses estímulos podem ser importantes fatores na vontade de consumir drogas e mesmo nas recaídas que acontecem depois de tratamentos bem-sucedidos.
A importância dos contextos sociais (estímulos ambientais) no desenvolvimento da drogadicção pode ser exemplificada pelos drogadictos em heroína que adquiriram o vício na guerra do Vietnã. Depois da guerra e de volta aos seus lares, o tratamento dessas pessoas foi muito mais fácil e com muito mais êxito que o tratamento de drogadictos por heroína que adquiriram o vício nas ruas e longe da guerra.
Para os soldados viciados os estímulos ambientais (que não existiam mais depois da guerra) foram prioritários sobre os elementos pessoais. Para os viciados nas ruas talvez não se possa dizer o mesmo.
Devemos entender a dependência química como uma doença bio-psíco-social, formada por componentes biológicos, psicológicos e de contexto social. É claro que as estratégias de abordagem do problema devem incluir, igualmente, elementos biológicos, psicológicos e sociais. Por isso não deve ser tratada apenas a doença cerebral subjacente à drogadicção, más tratar, sobretudo, as alterações emocionais do paciente, bem como abordar os problemas sociais.
As entidades sócio-comunitárias que lidam com o assunto, muitas vezes preferem não se envolver nessa discussão. Entretanto, faz parte da compreensão dos "Narcóticos Anônimos" que a adicção é, de fato, uma doença.
De fato, nas instituições grupais que lidam com esse problema, quando se aceita o fato de tratar-se de uma doença, sobre a qual somos impotentes (como costumam dizer), tal aceitação fornece uma base para a recuperação através de programas de ajuda mútua, como é o caso dos Doze Passos dos Narcóticos Anônimos.
Para esses grupos de auto-ajuda, a pessoa com Drogadicção se apresenta ativamente (usando a droga) ou não, mas sempre será apropriada a utilização da palavra "doença" para descrever a condição do adicto.
Como a questão das drogas ultrapassou em larga escala os limites da medicina, os profissionais das diversas áreas, desde a medicina, religião, psiquiatria, legislação, até o direito penal, definem a adicção em termos que são apropriados para suas atuações.
Aspecto Psicológico
Estudando psicologicamente a formação de hábitos, veremos que, como comprovam estudos experimentais de psicólogos comportamentais, todos os comportamentos reforçados por uma recompensa positiva (agradável) tendem a ser repetidos e aprendidos. As futuras e sucessivas repetições tendem a fixar não só esse comportamento que conduz à recompensa mas, também, pode fixar os estímulos, sensações e situações eventualmente associados a esse comportamento. Os usuários de drogas referem, por exemplo, que ao ver certos lugares ou pessoas, ao ouvir certas músicas, etc., experimentam grande vontade de usar a droga.
A psicologia social identifica elementos importantes que podem estar envolvidos na falta de autocontrole para o consumo de drogas, bem como em outros comportamentos descontrolados, tais como fazer apostas, comer de forma compulsiva, etc. É de interesse formular conceitos que expliquem como essas falhas de regulação levam, em última instância, à adicção no caso do uso de drogas ou a um padrão de tipo adictivo em comportamentos não relacionados ao consumo de drogas.
Um dos conceitos é o chamado "sofrimento em espiral". O sofrimento em espiral é um conceito segundo o qual, em alguns casos, uma primeira falha de autocontrole levaria a um sofrimento emocional, sofrimento este que inicia um ciclo de falhas repetidas de autocontrole, onde cada falha traz mais sentimentos negativos à pessoa, como sentimentos de culpa, por exemplo.
Assim, a primeira experiência de consumo de drogas pode se repetir de acordo com as circunstancias pessoais e sociais, ocasionando uma recaída e dando surgimento a falhas no autocontrole. Nesse caso, o conceito de sofrimento em espiral será utilizado para descrever o desregulação progressivo do sistema cerebral de recompensas no contexto dos ciclos repetidos de adicção.
Um dos elementos psicológicos muito provavelmente implicados na manutenção da dependência seria o grande desconforto das síndromes de abstinência. Essa crise de mal estar seria uma das bases explicativas para o uso compulsivo e continuado da drogas.
Embora a idéia da abstinência como favorecedora da manutenção da dependência seja motivo de controvérsias, existem evidências cada vez maiores sobre a presença de estado afetivo negativo (comum nas abstinências) pode favorecer o início do desenvolvimento de dependência, bem como contribuir para a vulnerabilidade à recaídas.
Para referir: Ballone GJ - Adicção, Drogadicção, Drogadicto - in. PsiqWeb, Internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br/, revisto em 2005
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Para referir:Ballone GJ - Adicção, Drogadicção, Drogadicto - in. PsiqWeb, Internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br/, revisto em 2005

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Emotional addiction – the toll of worrying and anxiety

Vício emotivo – o pedágio para preocupação e ansiedade Posted using ShareThis
Emotional addiction – the toll of worrying and anxiety

Dependência emocional - o pedágio para preocupação e ansiedade
De acordo com o Anxiety Disorders Association of America, transtornos de ansiedade afetam 18,1% da população E.U.A., ou aproximadamente 40 milhões de adultos. Eu sou um deles. Embora eu sinta apenas ansiedade leve, posso me relacionar com pessoas que tem medo da experiência.. O medo do desconhecido. O medo de mudança. Medo do futuro. Medo e ansiedade é uma parte da vida. A "fuga ou luta resposta" está impressa em nossa química coletiva a fim de que nossa espécie sobreviva. Mas o que costumava ajudar o homem a estar alerta e cuidadoso (principalmente a necessidade de viver num ambiente hostil) é deformado na era moderna. Mesmo que já não exista mais ameaça à nossa volta, continuamos em alerta elevado e os nossos corpos equivocadamente acionam o sistema de alarme interno, quando não há perigo. Experimentamos preocupação persistente, excessiva e irrealista sobre coisas cotidianas. Adentramos preocupações, usando o nosso sistema imunológico e não muda nada. Então, como podemos mudar? Médicos e terapeutas sugerem que identificar compreender e mudar o nosso pensamento errado. Para os adictos, este território é familiar e é a base dos 12 Passos.

As dicas a seguir dizem respeito ao transtorno de ansiedade generalizada, ansiedade ou leve. Os casos mais graves de ansiedade podem estar relacionados a uma memória inconsciente, a um efeito colateral de um medicamento ou a uma doença e deve ser investigado pelo seu médico.
Sinta-se livre para acrescentar a esta lista, ou comentar sobre o que ajuda a gerir as suas preocupações?
COMO TRATAR ANSIEDADE SUAVE
• Aceitar que você não pode mudar.
• Peça ajuda se você precisar dela.
• Evite estimulantes, como medicamentos de alergia, cafeína, nicotina e descongestionantes.
• Não seja dominado por uma coisa, como o trabalho ou relacionamentos.
• Não se sinta culpado quando você tem que dizer "não" para funções ou tarefas extra.
• Energize o corpo com exercícios regulares.
• Abastecer seu corpo com alimentos saudáveis (evitar açúcares e sais).
• Praticar relaxamento e meditação • Reevaluate and rearrange your priorities
• Reavaliar e reorganizar as suas prioridades
• Programe um tempo para se divertir.
• Dar risadas dissolve a tensão
• Procure ajuda profissional quando você está sobrecarregado
• Mantenha-se em uma programação regular do sono
• Tire alguns minutos de tempo silencioso cada dia.

Tradução: Eliane Jany Barbanti





domingo, 25 de setembro de 2011

Aspectos instrumentais e emocionais da saúde

O bem - estar psicológico pode variar de acordo com o tipo de exercício realizado e com fatores envolvidos na prática, como o ambiente, os instrutores e a própria pessoa.
Os aspectos instrumentais e emocionais da saúde proposto por HACKFOT (1994:166), citado por SAMULSKI (2002) são:
FITNESS, BEM-ESTAR, MAL-ESTAR/DOENÇA, DEFICIÊNCIA.As recomendações a serem dadas para se obter os benefícios esperados do exercício físico sobre o bem-estar psicológico são:
A atividade física realizada com esse fim deve ser cautelosamente escolhida, tendo em consideração as recomendações existentes e as características individuais da pessoa para a qual o exercício está sendo recomendado.
FONTE
SAMULSKI, D. Psicologia do esporte, São Paulo, Ed.Manole Ltda., 303-. 312 cap.13. 2002.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Núcleo de Psicologia do esporte e atividade física

Saúde Núcleo trata dependentes químicos e depressivos com exercício físico
Por Bruno Lupion 18/12/2008
São Paulo (AUN - USP)
http://www.usp.br/aun/_reeng/materia.php?cod_materia=0812069

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dependência Química, abusos, compulsões

Entre a psicologia e o esporte: as matrizes teóricas da psicologia e sua aplicação ao Esporte

Resumo
O crescente interesse pela prática da Psicologia do Esporte tem transferido a discussão sobre seus fundamentos teóricos para um plano secundário. Neste ensaio buscou-se percorrer parte da trajetória da Psicologia do Esporte, mais especificamente nas últimas 4 décadas, em busca dos conceitos e referenciais teóricos que sustentam, na atualidade, o pensamento e a prática de profissionais envolvidos com a área, para um entendimento da circunscrição do campo de atuação. Para tanto são discutidas questões como a alocação da Psicologia do Esporte enquanto sub-área das Ciências do Esporte e/ou especialidade da Psicologia e ainda as transformações ocorridas no esporte contemporâneo e seus desdobramentos relacionados ao fenômeno esportivo, meio e finalidade da prática da Psicologia do Esporte.
Palavras chave: psicologia do esporte; ciências do esporte; psicologia; esporte; olimpismo.
Considerações Gerais
Para que se desvende uma teoria é necessário conhecer mais que as publicações científicas. É preciso a compreensão de seu contexto histórico e desdobramentos do que num momento foi ‘linha’, no sentido de se tornar uma referência de estudos, e depois se tornou ‘crítica’, por apresentar os elementos necessários para uma reflexão e sua re-elaboração.
Em cada uma das fases descritas, pesquisadores partiram de objetos de estudo da Psicologia para produzir um conhecimento próprio da Psicologia do Esporte (personalidade, motivação, traço, facilitação social, assertividade). O resultado desses esforços culminou em teorias e métodos inacabados por não abarcarem de maneira integral o sujeito ou o fenômeno estudado, levando esses pesquisadores a abandonarem a área de investigação ou a metodologia adotada em busca de novos objetos e objetivos de pesquisa. Esse padrão histórico tem contribuído para que vários programas de pesquisa apresentem dificuldade em se manter produtivos, dificultando a criação de um referencial teórico amplo para a área, atrasando o avanço e o crescimento da Psicologia do Esporte.
Ao longo de um século de vida a Psicologia do Esporte já conta com um volume considerável de conhecimento produzido e com uma dúvida que paira sobre psicólogos e estudioso da área: afinal a Psicologia do Esporte é uma sub-área das Ciências do Esporte ou especialidade da Psicologia? Ao que tudo indica a resposta a essa pergunta ainda está longe de ser dada. Os estudiosos envolvidos com o ensino e a pesquisa tenderão a responder que pertence à primeira enquanto que psicólogos afirmarão que pertence à segunda. Reserva de mercado, embates ideológicos e escolhas acadêmicas influenciarão diretamente essa resposta, que pouco contribuirá para seu desenvolvimento.
A proposta dessa revisão foi olhar para a Psicologia do Esporte e ver como se deu o movimento de construção teórica de uma área que nasceu par e passo com a fisiologia e o comportamento motor e foi se aproximando do comportamento humano e da psicodinâmica ao longo de um século.
Ao observarmos atentamente o movimento ocorrido nos últimos 40 anos poderemos perceber que a Psicologia do Esporte acompanhou de perto a dinâmica ocorrida na Psicologia Geral, ou seja, o objeto de estudo foi o ser humano, seu comportamento e subjetividade, no contexto esportivo ou de atividade física. No entanto, a forma de se analisar esse fenômeno seguiu de perto os caminhos e influências ditados pela Psicologia Geral, independente do país onde essa produção ocorreu.
Não queremos, com isso, afirmar que essa área ande no encalço de uma ‘ciência mãe’ e que isso signifique a reprodução de um modelo pronto e consagrado. Arriscaríamos isso sim, afirmar que a Psicologia do Esporte vem confirmar a necessidade de ampliação de fronteiras para a compreensão da complexidade humana, no contexto esportivo. Tanto isso ocorre que ao nos depararmos com alguns artigos referentes a modalidades esportivas coletivas ou grupos onde se pratica atividade física perguntamos se aquela análise é psicológica ou sociológica, se as reflexões sobre a gênese do movimento intencional são da antropologia ou da filosofia ou se o estudo de uma disfunção orgânica é do âmbito da medicina ou da fisiologia do esporte.
Acredito que em um momento onde os esforços se concentram na busca daquilo que nos unifica – as nações, os interesses econômicos, as proximidades culturais - definir as fronteiras uma área estaticamente seria caminhar na contramão da história. É fato que o corporativismo é uma forte motivação (quase arriscaria dizer que é motivação intrínseca) para a demarcação dessas fronteiras e também um grande impedimento para o avanço das discussões. Por isso tentamos passar ao largo dele e nos ater às questões acadêmicas.
Grande parte da literatura aponta que o futuro reside na interface entre as várias áreas de conhecimento que buscam compreender o fenômeno humano a partir de sua complexidade, interface essa que permite à Psicologia do Esporte estudar o indivíduo no contexto esportivo e da atividade física tanto nos aspectos que remetem ao fenômeno da subjetividade como das relações sociais, respeitando as diferenças teóricas, porém exigindo rigor metodológico.
Fonte
Temas em Psicologia da SBP—2004, Vol. 12, no 2, 93– 104
Entre a psicologia e o esporte: as matrizes teóricas da psicologia e sua aplicação ao esporte
Katia Rubio
Universidade de São Paulo

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Tabagismo no H.U

Revista Espaço Aberto USP nº 94, de agosto de 2008.
por Cinderela Caldeira
O site Tabagismo do Hospital Universitário (HU) traz algumas dicas importantes para quem enfrenta problemas com o cigarro e quer parar de fumar. Explica a relação entre tabagismo e depressão, destrói mitos ligados ao cigarro, explica os perigos do fumo passivo e indica os benefícios que resultam do abandono do vício. Uma equipe foi colocada à disposição para tirar dúvidas dos internautas.
http://www.tabagismo.hu.usp.br/
Tabagismo no H.U
Assuntos tratados:
Aproveite e combine com as Atividades do CEPEUSP:PROGRAMA ATIVIDADE FÍSICA E DEPRESSÃO E GRUPO ATIVIDADE FÍSICA ANTITABAGISMO
Para maiores Informações clique aqui

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Exercícios físicos recomendados para dependentes químicos em recuperação

EXERCÍCIOS AERÓBIOS PARA DEPENDENTES QUÍMICOS EM RECUPERAÇÃO

CAMINHADA
São atividades aeróbias, principalmente quando praticadas por pessoas sedentárias.
O consumo de cocaína, maconha, tabaco e álcool, resultam em alterações principais vias nervosas.
O aumento da exigência metabólica resulta na adaptação destas diversas vias nervosas
Destacando-se como principais benefícios:
Normalização dos níveis de áreas da atenção, memória e controle motor.
Controle da ansiedade.
Diminuição da gordura corporal; aumento da força e resistência muscular; flexibilidade, do tônus muscular, da agilidade. Prevenção de várias doenças.
AUMENTO: Dos níveis de Serotonina nas áreas de humor.
Síntese e liberação de Endorfinas. Taxa basal.
DIMINUIÇÃO: Depressão. Compulsão e Estresse.
CONDICIONAMENTO FÍSICOAto ou efeito de condicionar o corpo, tornando-o apto para realização de tarefas motoras específico.

O condicionamento físico é dirigido para o desenvolvimento de todas as capacidades relacionadas à condição física.।

Objetivos de o Condicionamento Físico melhorar a aptidão física proporcionar segurança durante o exercício e promover a saúde। Semelhante ao FITNESS.Os resultados relacionados à saúde são concernentes ao CONDICIONAMENTO

FITNESS
O conceito de FITNESS está ligado à saúde funcional: Envolvimento confortável /produtível atividades diárias। FÍSICO: Desenvolvimento equilibrado de todas as capacidades relacionadas à Condição Física características motoras tais como: RESISTÊNCIA FORÇA VELOCIDADE FLEXIBILIDADE COMPOSIÇÃO CORPORAL। É utilizado nas aulas: Ginástica Aeróbia, Exercícios Localizados, Rítmicos Variados, Step, Circuit-Training, Alongamento, etc।
São realizados com música para facilitar o desenvolvimento das atividades।
NATAÇÃO
A Natação é um ato de propulsão e auto-sustentação na água com movimentos combinados de braços e pernas aprendidos pelo homem através do instinto ou observando os animais। É considerada um dos exercícios mais completos na atualidade। Excelente para melhorar o condicionamento físico traz vários benefícios ao organismo, como os citados।

A Natação é utilizada pelos dependentes químicos em recuperação como simples divertimento ou com finalidades terapêuticas. Importante como exercício físico para: manutenção da saúde meio de defesa contra afogamentos, em operações de salvamento ou finalidade terapêutica.
Na Natação são quatro estilos de nados competitivos: crawl (livre) o mais rápido de todos, borboleta (golfinho), costas e peito (clássico) o mais lento. Com a combinação destes estilos, temos o medley (golfinho, costas, peito e crawl).

EXERCÍCIOS NÃO AERÓBIOS PARA DEPENDENTES QUÍMICOS EM RECUPERAÇÃO
MUSCULAÇÃO

costas. Ajudar a elevar a taxa metabólica. Melhora a circulação nos membros inferiores do nosso corpo ajuda o sangue a retornar ao coração (músTipo de treinamento físico onde se empregam pesos progressivamente mais pesados para melhorar a forma física. A prática consistente auxilia na DQ:
Definir a musculatura e ajudar a redefini-la. Manter a elasticidade da pele. Ajudar-nos a manter nossa força funcional para atividades cotidianas Ajudar a aliviar os sintomas de artrite ao fortalecer os músculos que dão suporte que envolve as articulações.
Aumentar a densidade óssea. Melhorar a postura. Prevenir dores nas culos da perna fortes contraem durante o movimento ajudando a empurrar o fluxo sangüíneo e volta para o coração).
Estudos também sugerem que a musculação é útil para diminuir a pressão sangüínea.
EXERCÍCIOS LOCALIZADOS
Exercícios de força e resistência muscular localizada. Flexibilidade, elasticidade, alongamento.
Os exercícios localizados melhoram: O humor geral. Sintomas da depressão e ansiedade. Melhoram a auto-imagem, auto-estima e confiança.
ALONGAMENTOÉ a extensão do músculo além de seu comprimento em repouso. Favorece aos dependentes químicos nos aspectos físicos principalmente para: Os que têm problemas na coluna. E nos Aspectos Psicológicos como no complemento do: Controle da Ansiedade. Estresse, Depressão. Fadiga ou perda de energia.
YOGAA Yoga é um estado da mente. Existem muitas linhas de Yoga, que são maneiras de se atingir o mesmo fim, ou seja, a MEDITAÇÃO.
A linha de Yoga adotada pelo CEPEUSP é o HATHA YOGA. São compostos de exercícios de alongamento, exercícios respiratórios e técnicas de meditação. Como a MEDITAÇÃO é um estado calmo da mente, livre do estresse e ansiedade, pressupõe-se que seja de grande ajuda para os dependentes químicos.

RELAXAMENTO
Atividade que visa utilizar a Psicologia Esportiva/Atividade física, como um campo próprio, aplicando técnicas planejadas e dirigidas para o ALÍVIO DO ESTRESSE CONTROLE DA ANSIEDADE.
Aplicando-se exercícios para o bem estar físico intelectual emocional espiritual mental. Controle da ansiedade. Estresse. Depressão. Elasticidade, flexibilidade e alongamento relaxamento, reúne-se fatores físicos e psicológicos como um todo, promovendo o equilíbrio total do indivíduo, facilitando assim suas ações e condutas.

FONTESBARBANTI, E. J. Efeito da Atividade Física na Qualidade de Vida Em Pacientes com Depressão e Dependência Química. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, v11, n 1, p. 37-45. 2006.
BARBANTI, V. J. Dicionário de Educação Física e do Esporte. São Paulo, Ed. Manole Ltda., p.517. 2003.
BARBANTI, V. J.; GUISELINI, M. A. Fitness Manual do Instrutor, Ed. Balieiro, 1993.
BUDNEY A J; HUGHES JR; MOORE BA; NOVY PL. Marijuana abstinence effects smokers in marijuana smokers maintained in their home environment. Ach Gen Psychiatry; 58 (10): 917 – 24 2001.
FERREIRA, S E; TUFIK, S; MELLO, M. T. Neuroadaptação: uma proposta alternativa de atividade física para usuários de drogas em recuperação. Rev. Bras. ciênc. Mov, 9 (1), 2001.
GHAROTE,M.L. Técnicas de Yoga. Phorte Editora, 2006.
MEYER T; BROOKS A. Therapeutic impact of exercise on psychiatric diseases: guidelines for exercise testing and prescription. Sports Med; 30 (4): 269-79, 2000
READ, JP; BROWN RA; MARCUS, BH; KAHLER, CW; RAMSEY, SE; DUBREUIL, ME; JAKICIC, JM; FRANCIONE, C. Exercise attitudes and behaviors among persons in treatment for alcohol use disorders. J Subst Abuse Treat; 21 (4): 199-206 2001.
RODRIGUES M.R. DEVEZA C. SANTAELLA D.F. Estudos Sobre o Yoga. Editora Phorte, 2003

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aliados da mente e do corpo







Por Maria Clara Matos
fotos por Francisco Emolo
Exercícios físicos e socialização são as armas do Cepeusp contra a dependência química e os sintomas da depressão.
Com muita calma, mas também muita alegria, Waldemar Prado da Silva, estagiário em Educação Física, conduz a aula de fitness, que visa a auxiliar no tratamento da depressão. “Há um livro que diz ‘movimento gera alegria’ e é nisso que eu acredito”, revela. O curso faz parte de um programa criado por Eliane Barbanti, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividades Físicas (Nupsea) do Cepeusp, que busca, além de promover a melhoria de pessoas com depressão, ajudar no tratamento de dependentes químicos. A professora destaca que as substâncias produzidas durante a atividade física podem atuar como coadjuvantes dos tratamentos e auxiliam na remissão dos sintomas da depressão, assim como da abstinência.
Ricardo Moreno, médico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (Ipq-HC) e coordenador do Grupo de Doenças Afetivas (Gruda), explica “depressão é uma doença médica, que tem como base uma disfunção da química do cérebro em três sistemas de neurotransmissão chamados de noradrenalina, serotonina e dopamina. Essa disfunção é responsável pelos sinais e sintomas da depressão”.
Mas o especialista esclarece: “não há uma falta de produção de substâncias, o cérebro as produz, mas a utilização delas é falha em indivíduos com depressão ou em depressão”.
O especialista atenta para alguns sintomas da doença como humor depressivo ou irritável, tristeza e angústia; pensamentos ruins e pessimistas; alucinações; perda de apetite, sendo que em 15% dos casos pode haver aumento do apetite; alterações motoras, como a lentificação dos movimentos; insônia e possibilidade de “hipersônia” novamente em 15% dos pacientes e dores no corpo inespecíficos nos braços, nas pernas e na barriga.
O fato de estarem em grupo contribui bastante para a socialização e para quetenham um suporte emocional”, destaca Eliane Barbanti
A professora Eliane aponta que os exercícios promovem a liberação de endorfinas e serotoninas, que atuam na auto-estima, na diminuição do estresse, da ansiedade, fadiga e perda de energia. Além disso, ela destaca que a participação e socialização em grupos são muito produtivas para os pacientes: “Eles se sentem apoiados e o fato de estarem em grupos ajuda muito na autoconfiança e em se sentirem apoiados em relação aos seus problemas”.
Martha Aldred, aluna das aulas de ginástica e física especialista em proteção radiológica do Instituto de Física, comenta que faz todas as aulas religiosamente: “Quando eu não faço, sinto falta. Às vezes eu acho que a ginástica faz mais bem do que a medicação. Estou querendo parar com o remédio e ficar só com os exercícios”. Mas o dr. Moreno chama a atenção para o fato de que os exercícios não podem atuar isoladamente.
Ele enfatiza que o exercício ajuda na depressão, porque além de funcionar como incentivo, também estimula o cérebro na produção de neurotransmissores. Isso provoca sensação de bem-estar no paciente. Martha Aldred revela que já melhorou muito com a ajuda dos exercícios. Mas adverte que as atividades físicas não podem sem ser utilizadas como antidepressivos, uma vez que sua atuação não se sustenta ao longo do tempo: “Parou o exercício, voltam os sintomas, diferentemente do que ocorre com os medicamentos, em que o paciente o toma uma vez ao dia e os efeitos se prolongam. Após o tratamento da depressão, suspende-se a medicação e os sintomas não voltam.”
No que se refere ao auxílio do exercício no tratamento a dependência química, André Malbergier, psiquiatra coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos do Álcool e Drogas (Grea-Ipq-HC-FMUSP), afirma que a maior parte das pesquisas relacionadas ao esporte refere-se à dependência da nicotina. “Os trabalhos mostram que a atividade física como um todo pode ajudar nos resultados daqueles que pretendem parar de fumar.” Já em relação às demais drogas a recomendação é mais indireta, explica Malbergier. Mas ele não deixa de salientar que se o paciente é uma pessoa sedentária, obesa, ou tem dificuldade de mobilidade, os exercícios físicos só podem auxiliar no tratamento.
"Enfocamos aqui não uma atividade física com o máximo de
desempenho, mas sim o trabalho em grupo, conversas e apoio”, enfatiza Waldemar Prado Ferreira".
Para os pacientes envolvidos nesse tipo de trabalho, o Cepeusp possui um atendimento diferenciado. Eliane Barbanti realiza entrevistas com os candidatos e de acordo com cada caso s encaminha para as diversas modalidades oferecidas. “Procuramos indicar a (atividade) que melhor possibilita sua melhora de acordo com o psicodiagnóstico.” Segundo a especialista, “existe uma readaptação da área cerebral em que as drogas atuam e nessas áreas o exercício irá atuar também”.
Eduardo Luiz da Rocha César, educador físico especialista em dependência química do Grea-Ipq-FMUSP, destaca “quando bem direcionada e embasada em parâmetros científicos, atua como elo terapêutico importante por intervir no corpo do paciente durante todo o processo de recuperação”. Ele ainda explica que as transformações pelas quais passa o corpo do paciente “têm relação direta com a auto-estima melhorada, assim como, uma liberação durante e após os exercícios de substâncias responsáveis pela sensação de prazer”.
Veja também:
"Depressão é uma doença médica" Ricardo Moreno, psiquiatra do Hospital das Clínicas, revela um pouco do ainda obscuro universo da depressão e de seus atuais tratamentos.
“A droga atua no que chamamos de circuito do prazer” Segundo André Malbergier, psiquiatra do HC, a droga atua no cérebro promovendo grande desbalanço no sistema


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Deixe suas pegadas na areia

Além do ar mais limpo e uma paisagem exuberante, exercitar-se na praia é ótimo para relaxar e, ao mesmo tempo, aprimorar o seu condicionamento físico e queimar calorias
Conheça os benefícios de correr na praiaTécnicos de corrida do mundo inteiro afirmam que, para não desanimar no esporte, é preciso mudar sempre o cenário do treinamento. E por que não aproveitar o verão e o ambiente gostoso da praia? “Correr na areia oferece muitos benefícios: você pode ganhar mais força e estabilidade, pois trabalhará sua propriocepção (conscientização do corpo e orientação)”, explica Flávio Borges, personal trainer e especializado em corrida.
Ele também afirma que correr na areia é muito mais difícil, pois esse terreno absorve mais o impacto do corpo, o que obriga o praticante a imprimir mais força para impulsionar o corpo para a frente. Conseqüentemente, o gasto calórico é maior, dependendo da velocidade e da sua estrutura física, uma hora desse exercício pode queimar de 500 a 600 calorias - perfeito para quem quer entrar em forma!
Fernando Fischer
Imagens Shutterstock
Disponível na internet em Deixe suas pegadas na areia http://www.revistasportlife.com.br

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Primeiro marcador de cérebro da depressão: as mudanças estruturais do córtex causam a depressão

Institute Science Daily (Mar. 26, 2009) -
Apreciação de um dos maiores estudos que se possa imaginar indicam que a depressão tem diferenças estruturais no cérebro - um afinamento do hemisfério direito - parece estar ligado a um maior risco de depressão, de acordo com a novos estudos na Columbia University Medical Center e do New York State Psychiatric Institute.A pesquisa foi liderada por Myrna Weissman, Ph.D., professor de epidemiologia na psiquiatria, Columbia University College of Physicians e cirurgiões, e diretor da Divisão de Epidemiologia no New York State Psychiatric Institute, e co-autor sênior do estudo , e Bradley Peterson, MD, diretor do Child & Adolescent Psychiatry e diretor da RM Investigação no Departamento de Psiquiatria na Columbia University Medical Center e do New York State Psychiatric Institute, e primeiro autor do estudo.
Publicado no início da próxima edição online da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores descobriram que as pessoas com alto risco de desenvolver depressão tiveram um desgaste de 28 por cento o direito córtex, da superfície externa do cérebro, em comparação às pessoas com nenhum risco conhecidos.
A drástica redução surpreendeu investigadores, que dizem que é compatível com a perda da matéria do cérebro tipicamente observada em pessoas com doença de Alzheimer e esquizofrenia. “A diferença foi tão grande que a princípio, nós quase não acreditamos. Mas temos verificado e re-verificado todos os nossos dados, e verificado por todas as possíveis explicações alternativas, e ainda a diferença estava lá", disse o Dr. Peterson.
Dr. Peterson diz que o córtex mais fino pode aumentar o risco de desenvolver depressão por romper a capacidade de a pessoa prestar atenção, e interpretar, dicas sociais e emocionais de outras pessoas. Testes adicionais mediram o nível de cada pessoa a desatenção e memória para esses sinais. Quanto menos tecido cerebral uma pessoa tinha no córtex direito, pior se saiam, nos testes realizados sobre a atenção e memória.O estudo comparou a espessura do córtex pela imagem do cérebro de 131 indivíduos, com idades entre 6 a 54 anos de idade, com e sem uma história familiar de depressão. Estruturais diferenças foram observadas na prole biológica de indivíduos deprimidos, mas não foram encontrados na descendência biológica daqueles que não eram deprimidos.
Um dos objetivos do estudo era determinar se anormalidades estruturais no cérebro predispor as pessoas à depressão ou eram a causa da doença. Dr. Peterson disse, "Porque estudos anteriores biológicos apenas focalizavam em um número relativamente pequeno de indivíduos que já sofriam de depressão, as suas conclusões não foram capazes de fazer ver se essas diferenças representaram as causas da doença depressiva, ou uma conseqüência”.
O estudo constatou que o córtex mais fino do lado direito do cérebro não se correlaciona com depressão na realidade, apenas um aumento de risco para a doença. Foram indivíduos que apresentaram uma redução adicional no cérebro no lado esquerdo, que passaram a desenvolver depressão ou ansiedade. Disse Dr. Peterson. “Nossos achados sugerem fortemente que sim, se tiver córtex mais fino do lado direito do cérebro, pode estar predispostos à depressão e também pode ter alguns problemas cognitivos e desatenção”. Quanto mais fino for o córtex mais você terá problemas cognitivos e de atenção. Se você tiver, em adicional na mesma região do hemisfério esquerdo, isso parece tornar você sobre mais vulnerável a desenvolver sintomas de uma doença manifesta, “disse o Dr. Peterson”.
Feito em participantes de um dos mais longos multi-geracional Estudos da Depressão.
Os participantes foram encontrados das "Crianças em alto e baixo risco de depressão", um estudo anterior, que foi iniciado há 27 anos pelo Dr. Weissman. Enquanto em Yale, o Dr. Weissman começou a triagem para analisar os familiares de risco para depressão. Ela identificou as pessoas com depressão moderada a grave, bem como as pessoas com nenhuma doença mental, e acompanhou essas famílias, por mais de 25 anos. Dr. Weissman considerou que a depressão foi transmitida entre as gerações nas famílias de alto risco e, por 20 anos de acompanhamento Dr. Peterson convidou para colaborar com imagens dos participantes. O estudo inclui agora avós, seus filhos e netos.
As futuras implicações clínicas dos achados
Comentando sobre os potenciais implicações clínicas dos achados, Dr. Peterson disse: "Se o mecanismo ou via para a doença, na verdade é executada a partir do córtex mais fino para estes problemas cognitivos que afetam a atenção de uma pessoa e a sua capacidade de interpretar social e emocional pista - isto sugere que pode haver potenciais novos tratamentos ou utilizações de tratamentos já existentes para a intervenção de tomada”. Por exemplo, tanto as terapias comportamentais que visam melhorar a atenção e memória e / ou medicamentos estimulantes atualmente utilizados para déficit de atenção e desordem de hiper-atividade, possa emergir como possíveis tratamentos para as pessoas que têm depressão familiar e este padrão de adelgaçamento cortical, de uma forma altamente personalizada de tomada de decisão e de tratamento do médico, pois pode ser que o tratamento sua desatenção poderia melhorar seu processamento de informação social. Este conjectura é inteiramente especulativa, neste ponto, mas é uma lógica para testar a hipótese com base nas conclusões deste estudo";
Próximos Passos
Usando a função ressonância magnética (fMRI), com 152 indivíduos, com idades entre 12 a 20, com e sem uma história familiar de depressão, o Dr. Peterson e o Dr. Weissman planejam aprender mais sobre o padrão de córtex mais fino, observando os circuitos de ativação funcional durante atribuições de atenção para examinar o modo como esses grupos diferem.
Reexaminando os indivíduos no futuro também se espera permitir aos investigadores determinar se a redução em questão diz respeito aos neurônios cerebrais em vez de apoiar outras células no cérebro, conhecida como GLIA. Além disso, testes específicos comportamentais e cognitivos podem ajudar a identificar mais definitivamente os percursos causais que levam de afinamento do córtex à depressão.
Peterson, Weissman, e seus colegas também planejam o estudo do DNA desses indivíduos para determinar se existe um gene específico que contribui para ter um elevado risco para depressão. Os pesquisadores podem, portanto, investigar se os indivíduos com risco de depressão neste gene têm maiores afinamentos do córtex.
Background
Uma doença muito familiar, a depressão é uma das principais causas de incapacidade no mundo para as pessoas de 15 a 44 anos de idade, e está associada com aumento da mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares, a má higiene pessoal e suicídio.
O início precoce da depressão, o que ocorre antes da vida adulta, tende a ser familiar e é geralmente caracterizada como sendo mais crônico e com maior gravidade.
Até agora, não existem estudos de estrutura cerebral na depressão que se concentraram na espessura cortical.
Este estudo foi apoiado por uma subvenção de financiamento do Instituto Nacional de Saúde Mental do National Institutes of Health.
FONTE
EXTRAÍDO DO ORIGINAL: Early Brain Marker For Familial Form Of Depression: Structural Changes In Brain's CortexAPA MLA MLA Columbia University Medical Center (2009, March 26). Early Brain marcador de forma familial da depressão: as mudanças estruturais no cérebro da Cortex. ScienceDaily. Retrieved
Tradução Eliane Jany Barbanti

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tabagismo no mundo

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.
O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).
O INCA desenvolve papel importante como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Programa "Tabaco ou Saúde" na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticas e atividades controle do tabagismo nessa região, e no apoio à elaboração da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, idealizada pela OMS para estabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo.
Na UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO- USP , através do UBAS –UNIDADE BÁSICA DE ATENDIMENTO AO SERVIDOR, existe um tratamento gratuito, formado por um grupo multidisciplinar chamado GRUPO ANTI TABAGISMO, que auxilia os funcionários da USP que tem interesse em parar de fumar e incentivam também a parceria com o NUPSEA na prática das ATIVDADE FÍSICAS.

FONTES:
BANCO MUNDIAL, 1999. A epidemia do tabagismo: Os governos e os aspectos econômicos do controle do Tabaco. The World Bank, agosto.
Doll R, Peto R. 9ª Conferência Mundial sobre Tabacco e saúde. Paris, 1994.
Doll, R. & Peto,R.; Wheatley K, et al. Mortality in relation to smoking: 40 years’observations on male. British Doctors. BMJ, 309: 301-310, 1994.
International Agency of Reaserch in Cancer (IARC). Environmental Carcinogens mathods of analysis and exposure measurement. Passive Smoking. Vol 9, Scientific Publications n.31, Lyon, France 1987.
Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Instituto Nacional de Câncer - INCA, Falando sobre Tabagismo. 3ª edição, 1998.
MINISTERIO DA SAÚDE. Instituto Nacional de Câncer/Fundação Getúlio Vargas. Cigarro Brasileiro. Análises e Propostas para Redução do Consumo. Rio de Janeiro, 2000.
Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Instituto Nacional de Câncer - INCA. Estimativas da Incidência e Mortalidade por Câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2002.
ROSEMBERG, J. Pandemia do tabagismo – Enfoques Históricos e Atuais São Paulo – SES, 2002.
U.S. Department of Health and Human Services. The health consequences smoking: a report of the Surgeon General. Washington DC; U.S. Government Printing Office, 2004.
World Health Organization. World no-Tobacco Day. Tobacco and poverty: a vicious circle, 2004.
World Health Organization (WHO). Tobbaco Free Iniciative. http://www.who.int/tobacco/en

sexta-feira, 18 de março de 2011

6 dicas para os treinos de bike

Saiba o que fazer antes e depois de dar aquela pedalada
Aprenda o que fazer depois dos treinos
- Não pare de repente. Pedale suavemente nos instantes finais do treino, entre 5 min a 10 min. A cadência não deve ser menor do que 85 rpm, mas pedale suavemente. Deixe a bike se mover só com o peso das pernas. Esse movimento funciona quase como uma massagem leve, já que a contração-relaxamento muscular ajudam na limpeza dos resíduos da musculatura da perna.
- Você já pode começar a sua recuperação antes de o treino acabar. Beba isotônicos, minerais, carboidratos líquidos etc.
- Tome uma ducha.
- Pese-se antes da pedalada. Após o treino, pese-se novamente, para saber quanto líquido perdeu. Tome o referente àquilo que perdeu, lembrando que 1 ml de água pesa 1 g, portanto se perdeu 500 g, tome 500 ml de líquido.
- Mantenha as pernas para cima por alguns minutos, para ajudar na drenagem linfática.
- Alongue.
- Alguns ciclistas tomam anti-inflamatórios depois dos treinos, como aspirina ou ibuprofeno. Antes de fazer uso de qualquer medicamento, consulte o seu médico.
Karina Bernardino

quinta-feira, 3 de março de 2011

Personalidade do atleta vencedor

Pode-se afirmar que existe uma relação entre a pessoalidade da pessoa e sua opção ou escolha para a prática deste ou daquele esporte. A grande divisão ou classificação poderia ser feita considerando aquelas pessoas voltada para os esportes competitivos e as outras, para os não-competitivos. Entre essas atividades esportivas teríamos ainda que classificar pessoas voltadas para esportes competitivos de esforço físico, de resistência, de estratégia, etc. Assim como, entre os não-competitivos, teríamos aqueles voltados ao condicionamento de resistência, de força, de habilidade, de persistência, etc. Enfim, como vemos, no esporte descortina-se todo um universo de atividades que atenderiam igual universo de vocações, inclinações e pessoalidades.
Apesar das dificuldades e da complexidade de pesquisas na relação entre o esporte e a pessoalidade, o que se pretende pesquisar são os traços da pessoalidade do esportista (e não sua patologia). Algumas pesquisas comparam a pessoalidade de atletas vitoriosos com atletas que fracassam.
Morgam (1987) diz que os atletas vitoriosos respondem, mais freqüentemente, ao perfil denominado iceberg profile.
Esta característica iceberg profile não se trataria de uma pessoalidade particularmente “fria”, mas de um modelo definido por Morgam e caracterizado por atitudes dirigidas para se conseguir evitar, com sucesso, momentos de neurose, depressão, fatiga, confusão e ira, e de se manter orientado por normas que dizem respeito ao vigor, ao sucesso, à vitória e à outros valores culturalmente preconizados (conduta espartana).
Fala-se em iceberg profile porque todos os traços negativos se encontram ocultos ou submersos, enquanto sobressai um único traço positivo (dirigidos à conduta vitoriosa e exemplar) visivelmente por cima. Os atletas que possuem este perfil costumam estar mais concentrados que os outros em suas metas, adaptam-se às circunstancias adversas com maior facilidade, mantêm excelente nível de autoconfiança, enfrentam eficazmente a tensão e elaboram planos detalhados para a conquista das metas.
Sobre isso, Ommundsem (1999) estudou 136 atletas jovens e constatou que a percepção da própria capacidade esportiva boa diminui a ansiedade durante a competição. Atletas mais autoconfiantes experimentaram menos ansiedade somática que aqueles que duvidavam de suas propias aptidões.
As eventuais conseqüências da pessoa iceberg profile seriam aquelas relacionadas à frustração diante de sua não-vitória, frustrações diante da não-vitória de seus alunos, filhos ou mesmo de seus ídolos. Seriam ainda as frustrações (evidentemente, seguidas de depressão) decorrentes do envelhecimento, já que ninguém consegue se manter indefinidamente com a mesma vitalidade.
Gould (1988) e Hardy (1996) consideram que os esportistas de alto nível (profissionais) têem muitos e complexos objetivos implicados na vitória estabelecidos pelo ego, e suas motivações podem se basear na realização de uma satisfação narcisista. Algumas vezes a busca desses objetivos pode ser considerada como uma estrategia adaptativa para combater uma situação de ansiedade determinada por um ego carente de autoafirmação.

BibliografiaGould D, Eclund RC, Jackson AS - 1988 US Olympic Westring excellence; I. Mental preparation, precompetitive cognition and affect. Sport Psychologist 1992; 358-362.
Hardy (1996) Hardy L, Jones G, Gould D – Undertanding psychological preparation for sport, Chichester; Willey, 1996
Laurent E, Cury F – Valeur predective d’um modèle tridimentionnel dês buts d’accomplissement sur la motivation intrinsèque et l’etat d’ansiété cognitive, symposium 7 Théories de la motivation agressivité et sport, Sci Motr no. 38-39: 1999; 107-108
Morgan, WP - Exercise and mental health. Washington DC, Emisphère,1987.
Ommundsem Y, Pedrsen BH The role of achievement goal orientations and perceived ability upon somatic and cognitive índices os sport competition trait anxiety. A study of youth athletes Scand J Méd Sports, 1999; 9: 333-343.
Por Eliane Jany Barbanti

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Personalidade do atleta

De acordo com Auweele, Cuyper, Mele e Rzewnickl (1993), a definição de personalidade é bastante ampla, pois inclui conceitos e termos como sejam os de traços, estados, qualidades e atributos, todos eles variáveis na constância ou nas alterações de comportamento, refiram-se estes, por exemplo, às motivações, aos estilos de atenção, às manifestações emotivas ou à eficácia.
Nenhum ser humano mostrará traços que já não existam em outros indivíduos, como uma espécie de patrimônio do ser humano, ou seja, a todos os indivíduos de uma mesma espécie são atribuídos os traços característicos dessa espécie. Entretanto, a combinação individual desses Traços em proporções variadas numa determinada pessoa caracterizará sua Personalidade ou sua maneira de ser.
O senso comum de um sistema sócio-cultural costuma elaborar uma relação muito extensa de adjetivos utilizados para a argüição dos indivíduos deste sistema: sincero, honesto, compreensivo, inteligente, cálido, amigável, ambiciosos, pontual, tolerante, irritável, responsável, calmo, artístico, científico, ordeiro, religiosos, falador, excitado, moderado, calado, corajosos, cauteloso, impulsivo, oportunista, radical, pessimista, e por aí afora. Podemos considerar Traço Predominante da pessoa em apreço a característica que melhor a define, como se, entre tantos traços tipicamente e caracteristicamente humanos, este traço específico predominasse sobre os demais.
O conceito de traço é uma pedra central da construção da personalidade do indivíduo e os traços psicológicos podem ser definidos como estruturas internas estáveis que servem como predisponentes do comportamento e, conseqüentemente, podem ser "indicadores" de futuros comportamentos.
Contudo, é também um fato que os indivíduos não se comportam da mesma maneira perante diferentes situações
Nos finais dos anos 7O o grande debate sobre o modelo de pesquisa, que deveria englobar não só a problemática dos traços psicológicos próprios, como também a influência do meio envolvente.
Segundo Cox, Qiu & Liu (1993), "não é como o atleta se sente e responde geralmente, que tem mais importância, mas sim como ele se sente e responde num determinado momento". As emoções podem ser traduzidas por vários estados que podem ser de ansiedade, de alegria, de preocupação, de stress, de tristeza e de medo e são, muitas vezes, estas emoções que determinam as ações.
A preocupação conjunta com "envolvimentos-traço psicológico prestação desportiva" fez com que muitos investigadores abandonassem o modelo do estudo das características "puras", avaliadas apenas, ou, sobretudo, em laboratório, em favor dum modelo de interação, mais sistêmico e com mais informação, que tem em conta o contexto.
Inicialmente, os modelos de investigação centravam-se, predominantemente, na identificação da personalidade do atleta. Nas duas últimas décadas esses modelos tendem, cada vez mais, a considerar a interação entre a personalidade e o meio envolvente.
As manifestações ou os estados emocionais têm-se revelado como fatores importantes na prestação desportiva.
Martens (1977) apresenta o conceito de "traço de ansiedade em competição” como representativa das diferenças individuais na percepção da competição enquanto considerada como uma ameaça, e salienta ainda a diferença entre o "traço geral de ansiedade" e o "traço de ansiedade para situações específicas".
Orlick e Botteril (1975) afirmam que a preocupação com a competição e o fato de o atleta ir ser avaliado pode influir negativamente e provocar o abandono ou a participação reduzida. Contudo, alguns atletas (Gould e al. 1983) relatam que as suas preocupações com a competição não afetam a sua "performance" e alguns sentem que a sua prestação desportiva é melhor quando se sentem ansiosos. As conseqüências das manifestações de ansiedade em competição dependem, por certo, da freqüência, da duração e da intensidade com que elas se apresentam.
A identificação das relações entre critérios de sucesso desportivo e as características psicológicas do atleta são, hoje, uma das maiores preocupações de treinadores e psicólogos do desporto.
Como já foi mencionado o conceito de traço é uma pedra central da construção da personalidade do indivíduo e os traços psicológicos podem ser definidos como estruturas inter estáveis que servem como predisponentes do comportamento e, conseqüentemente, podem ser "indicadores" de futuros comportamentos.
Pois bem. É exatamente a predominância de alguns traços e a atenuação de outros que acaba por constituir a pessoalidade de cada um. Enfim, é como se o artista conseguisse extrair uma cor única e muito pessoal misturando uma série de cores básicas encontradas em todas as lojas de tintas. Como os traços básicos do ser humano são infinitamente mais numerosos que as cores básicas do exemplo, as combinações entre esses traços serão infinitas, fazendo disso a infinita diversidade de pessoalidades.
A combinação dos Traços resultará uma unidade funcional humana completamente distinta de todas os demais. É difícil pensar nestes Traços de outra forma, senão como uma certa inclinação inata submetida à influência agravante ou atenuante do meio, inclinação esta, responsável pela maneira como a pessoa se apresentará ao mundo ou ao convívio gregário. Entre os fatores constitucionais, um forte traço de ansiedade na pessoalidade, entendido como uma predisposição de sensibilidade inata para perceber certos estímulos como ameaçadores, é um fator preditivo para estados exagerados de ansiedade, cognitiva e somática, estimulados pela competição.
Quando o traço de ansiedade é suficiente para fazer com que essa emoção seja somatizada, ou seja, se transforme em problemas orgânicos ou físicos (hipertensão, gastrites, diarréia crônica, vômitos, urticária, etc), talvez os esportes individuais ou não-competitivos fossem mais bem indicados.
Pessoas com baixo limiar de tolerância às frustrações também são muito problemáticas em relação aos esportes competitivos. Esse traço, de baixo limiar de tolerância às frustrações, aparece desde cedo no desenvolvimento da pessoa, caracterizando-as como crianças birrentas, “nervosas”, teatrais, exigentes sobre suas pretenções. Dependendo do grau de intolerâncias às frustrações, pessoalidades com este traço podem contra-indicar esportes competitivos ou tornam-se atletas pouco éticos.
Laurent (1999) considera os fatores constitucionais dirigidos segundo duas orientações: pelo rendimento e/ou pelo controle, ou seja, dirigido pela carga afetiva que a tarefa da competição impõe ou pelo Ego do atleta.
Ele ainda entende as motivações do atleta distinguindo três objetivos:
1 - O atleta pode perseguir seu objetivo e demostrar assim sua capacidade. O fato de buscar um rendimento desejável (ou desejado) não está necessariamente ligado ao aumento da ansiedade cognitiva, mas está sim, ligado ao aumento da motivação.
2 – Pode, por medo, evitar o risco de mostrar sua eventual incompetência. A evitação do risco pode levar ao aumento da ansiedade cognitiva e diminuição da motivação e do rendimento.
3 – Pode, ainda, tentar dominar seu compromisso com a competição ou esporte através do domínio da disciplina e da técnica. O dominio da disciplina diminui a ansiedade cognitiva e aumenta a motivação.

BibliografiaAuweele, Y.V., Cuyper,B., Mele,V. & Rzewnicki,.(1993) Elite Performance and Personality:From description and Prediction to Diagnosis and intervention.In Robert N.Singer, Milledge Murphey e L.Keith Tennant (Eds.), Handbook of Research Sport Psychology (pp257-289). New York: McMilln Publishing Company.
Cox, H.R., Qiu, Y. & Liu, Z. (1993). Overview of Sport Psychology In Robert Singer, Milledge Murphey e L.Keith Tennant (Eds.), Handbook of
Research on Sport Psychology, (pp.3-31). New York: MacMillan Publishing Company.
Gould, D., Horn, T., & Spreemann, J (1983) Perceived Anxiety of Elite Junior
Wrestlers Journal of Sport Psychology, 5, 58-71.Laurent (1999)
Martens, R. (1977) Sport Competition Anxiety Test. Champaign, Illinois: Human
Kinetics Publishers
Orlick, T. e Botteril, C. (1975). Every kid can win. Chicago: Nelson-Hall.
Veja ainda:
Personalidade do atleta vencedor




Por Eliane Jany Barbanti

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