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quarta-feira, 15 de julho de 2015

sábado, 16 de maio de 2015

Saiba identificar se seu parceiro é bipolar

Os sintomas da mania são mais exuberantes e isso torna a identificação da doença mais fácil

Saiba identificar se seu parceiro é bipolar
Entender os sintomas do transtorno bipolar e buscar o tratamento correto são os primeiros passos para qualquer relacionamento. De modo geral, o transtorno bipolar é uma variação de humor que vai das crises de euforia a depressão grave.
É comum as pessoas acharem que o problema atinge mais mulheres, mas os homens também podem ter a doença. Acontece que eles vão menos ao médico, embora muitos possuam problemas sérios e nem desconfiem.
Para você descobrir se seu parceiro, irmão ou um amigo próximo tem o transtorno, preste atenção nessas atitudes. Neles, os sintomas da mania são mais exuberantes e isso torna a identificação da doença mais fácil. Nesse caso o paciente vive um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento que o indivíduo está vivendo.
Caso seu parceiro ou pessoa próxima começar a gastar demais, por exemplo, e ficar irritado por motivos banais ou até agressivo quando contrariado, são alertas de uma possível bipolaridade.
Outra característica é a desinibição sexual, que pode ser tão intensa, fazendo com que o bipolar corra o risco de trair a namorada ou esposa com outras mulheres.
O quadro depressivo também pode fazer parte do cotidiano dos homens bipolares, afetar o namoro e levar inclusive a separação do casal. Na depressão, a libido do homem cai, há perda de interesse para diversas atividades, ele não sente mais prazer em estar com a parceira. Ou pode ocorrer o oposto, onde o namorado fica excessivamente inseguro e dependente da parceira.
"Nem todas as mulheres conseguem suportar essas situações. É preciso saber que esses altos e baixos da doença não possuem cura, mas há tratamento. E incentivar o parceiro a procurar um médico é fundamental", aconselha o psiquiatra e pesquisador do Programa de Saúde Mental da Mulher da Universidade Federal de Pernambuco, Amaury Cantilino.
Apesar de todos os dissabores, manter o relacionamento é possível, afirma o psiquiatra. "As pessoas que convivem com um bipolar precisam conhecer a doença e seus sintomas para que saibam identificá-los no momento em que aparecem. Tanto a namorada, quanto a família do paciente, devem se tornar parceiras no tratamento, no sentido de ajudar o especialista com informações e comportamentos que nem sempre o paciente consegue identificar em si mesmo", conclui.
Natália Farah 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Considerções gerais sobre a depressão e exercício físico

A depressão é um transtorno de humor que engloba uma variedade de distúrbios psicológicos.
Pode ser recorrente ou crônica e até levar a morte.
O Programa de Atividade Física como Complemento ao Tratamento da Depressão oferece exercícios físicos para indivíduos que apresentem quadro clínico com episódios depressivos leves e moderados, que estejam tomando medicamentos para depressão.
A prática de exercícios e a intervenção medicamentosa têm sido utilizadas simultaneamente no tratamento da depressão. Evidências científicas indicam não haver riscos adicionais para a saúde quando os exercícios físicos são associados ao tratamento medicamentoso, desde que estes estejam sob supervisão médica apropriada.
Tipos de Depressão
A Depressão pode se manifestar como Depressão Típica ou Depressão Atípica. A Depressão Atípica é uma maneira disfarçada da Depressão se apresentar. Isso acontece, normalmente, naquelas pessoas que não se permitem sentimentos sem motivo e, apesar de já terem ido à muitos consultórios médicos com as mais variadas queixas e de terem feito inúmeros exames, continuam achando que a medicina ainda não conseguiu descobrir a causa de seus problemas.A Depressão Típica, por sua vez, se manifesta com todos os sintomas emocionais típicos, tais como apatia, desinteresse, tristeza, desânimo, etc. A Depressão pode ser entendida como um estado afetivo rebaixado. Portanto, o que mais se constata na Depressão Típica é um cansaço ou inibição das atividades físicas e psíquicas tal como se houvesse uma perda de energia geral. Para as pessoas deprimidas todas as atividades parecem mais cansativas, difíceis e tediosas. Há um comprometimento do ânimo geral para tudo, inclusive para as atividades que deveriam dar prazer.
Veja mais em Tipos de Depressão

EXERCÍCIO FÍSICO E DEPRESSÃO

•Os períodos de aquecimento como os de resfriamento sempre são as diretrizes de segurança adotadas.
•A intensidade leve e moderada são as mais indicadas para reduzir os sintomas depressivos.
•A variabilidade individual no condicionamento e na adaptação sempre dita a progressão da atividade.
•O exercício é uma sub-categoria das atividades físicas de tempo-livre; onde há uma: organização, estruturação e repetição de movimentos corporais.
DÚVIDAS SOBRE DEPRESSÃO - PsiqWeb Disponível on line em http://gballone.sites.uol.com.br/voce/dep.html.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Exercícios físicos e depressão - Um forte aliado contra a depressão


Qualquer pessoa querendo sair de uma situação de saúde abalada e difícil, entre as várias recomendações que vai ouvir, uma será a atividade física. Pelo menos a maioria absoluta das doenças pode ser revertida com exercícios físicos e disso quase todo mundo sabe da mesma forma que sabe que o fumo faz mal à saúde.
Entre as doenças do mundo moderno a depressão é uma que os exercícios físicos podem fazer diferença no tratamento principalmente se tratada por uma equipe multidisciplinar. A doença geralmente é grupada em fatores psicológicos, genéticos e biológicos e em todos, os exercícios podem agir.
Separação, morte de cônjuge ou familiar próximo, aposentadoria, sensação de inutilidade, perda de status, diminuição da vitalidade entre outras, são considerados os mais fortes fatores psicológicos.
Entre os fatores genéticos é certo que algumas pessoas podem apresentar tendência. Determinadas situações cotidianas para uns não representam nada enquanto para outros pode ser o fim do mundo.
Entre os fatores biológicos além da queda natural de hormônios podemos citar as drogas e o alcoolismo.
Não é nenhuma novidade que as drogas ilícitas como a maconha, a cocaína e o crack escravizam uma parcela da população, mas o grande problema são as legalizadas como o álcool, o tabaco, os ansiolíticos, as anfetaminas e/ou os moderadores do apetite recrutando um percentual bem maior de pessoas de ambos os sexos. A dependência dessas drogas pode levar à depressão em diversos níveis. Claro, uma vez instalada a depressão por conta de uma dependência química ou do álcool o sujeito só tem chance de cura se procurar ajuda e o exercício físico tem sido recomendado principalmente no sentido de eliminar as toxinas, melhorar o relacionamento com pessoas, as condições músculo-esqueléticas, a cardiovascular, resgatar a auto-estima entre outras vantagens. Os médicos reconhecem que essa é uma guerra difícil de vencer onde mais da metade tem recaída após abstinência por um período, mas qualquer atitude é sempre mais promissora quando incluída a atividade física.
Uma das pesquisas fidedignas no final dos anos 90 concluiu que pacientes tratados com medicamentos e exercícios têm mais sucesso na cura da depressão e menos chances de recaídas quando comparados a grupos tratados apenas com medicação, grupo esse que apresenta uma melhora significativa apenas inicial. Veja mais em Tratamento da Depressão
Em longo prazo a atividade física principalmente quando feita todos os dias passa a dominar o sujeito criando um novo vício. Ou seja, há uma troca de um vício ruim por um salutar. Isso, segundo Cooper de deve a liberação pelo sistema nervoso central de substâncias chamadas endorfinas que causam uma sensação de bem estar permanecendo por várias horas depois de encerrado o exercício. É mais evidente nas atividades de média e longa duração, superior respectivamente a 30 e 60 minutos. Essa sensação os corredores conhecem bem por muitos mencionados como o “barato da corrida”.
Na questão da queda hormonal com o envelhecimento, em pessoas sadias, o mais evidente ocorre no sistema nervoso central com os neurotransmissores responsáveis pelo estado de humor que o exercício estimula. A queda natural da força pode ser revertida ou pelo menos retardada com a musculação, exercício que parece estimular a secreção da testosterona e hormônio de crescimento. As pesquisas atuais dão conta que os melhores rendimentos estão associados ao volume semanal de treinamento, intensidade, descanso adequado entre as seções e massa muscular envolvida. Alta intensidade de curta duração envolvendo grandes grupos musculares está associada às melhores respostas da testosterona imediatamente após o término do exercício. Entretanto vale lembrar que a dose faz o veneno. O excesso pode provocar o efeito inverso razão pela qual o ideal é que o programa deva ser prescrito por um profissional habilitado constando de exercícios aeróbios intercalados com a musculação. Conclui-se que exercício sozinho não é a solução de todos os problemas, mas é um forte aliado contra a depressão.

Extraído do site Copacabana Runners - Atletismo e Maratonas© 1999-2008
Helio A. F. Fontes
Utilização de material original do site
DÚVIDAS SOBRE DEPRESSÃO - PsiqWebDisponível on line emhttp://gballone.sites.uol.com.br/voce/dep.html.







quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Depressão e Seus Mitos

A depressão é uma patologia que vai além da tristeza. Ela simplesmente aniquila a vontade e o interesse por quase tudo que cerca a vida.
Hoje será abordado um tema que está na "moda" e se tornou banal. É comum observar as pessoas conversarem e comentarem sobre seus problemas, preocupações, sonhos, planos, alegrias, satisfações, insatisfações etc. Em tempos de mudança pela qual nós brasileiros estamos passando, as incertezas e dúvidas pairam no ar e há uma contaminação geral atingindo a todos de uma ou outra forma. Aqueles que por outras diversas circunstâncias estão sobrecarregados com seus próprios problemas se tornam mais vulneráveis a uma onda de pessimismo e falta de vitalidade que pode ser confundido e até denominado como depressão.
“Depressão não é apenas tristeza. A tristeza é apenas um dos sentimentos que a depressão possui"
A depressão é uma patologia que vai além da tristeza. Ela simplesmente aniquila a vontade e o interesse por quase tudo que cerca a vida. Há uma desconexão com os sentimentos e simplesmente por mais que se tente reagir, não há uma reação positiva. A realização de tarefas corriqueiras e simples se torna um fardo. Há um cansaço físico, mental, insuportável que pode conduzir ao medo da realização de qualquer tarefa, gerando assim em outra ponta, a ansiedade.
Geralmente a depressão tem um fator desencadeante. Quando ela é severa, pois depressão também pode ser aferida em graus, o estopim pode ter sido acionado por um fato marcante. Entretanto, isto não quer dizer que apenas fatores externos sejam responsáveis por tal estado.
Há uma pré-disposição orgânica, química mesmo, que pode conduzir a este estado de inércia. Depressão não é apenas tristeza. A tristeza é apenas um dos sentimentos que a depressão possui. A depressão severa traz sensações de morte, desespero, falta de energia. Falta de vitalidade e força para poder viver.
Atualmente existem vários medicamentos e técnicas terapêuticas eficazes para o tratamento da depressão. Mas ainda está longe o medicamento efetivo para esta doença, pois não é apenas uma disfunção na química cerebral. Depende muito de cada pessoa como ela encara a vida e reage aos problemas do dia-a-dia.
Não existe um caso de depressão igual ao outro, portanto um remédio pode ser muito eficaz para uma pessoa e nem tanto para outra.
A terapia cognitiva comportamental associada a medicamentos tem produzido excelentes resultados, mas como cada um é cada um, é preciso verificar quais os tratamentos que existem e quais poderão atingir um grau de sucesso mais alto.
Fonte:
Cyber Diet por :
Sonia Cristina Camargo Bessa
Psicologia pela FMU, atua há 13 anos na área de Clínica do Emagrecimento.
Especialista em Terapia Reichiana (Bioenergética e Linguagem Corporal).

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mexa-se e cure a depressão

PUBLICAÇÃO DO SITE www.xenicare.com.br/
Que os exercícios físicos são de grande importância no processo de emagrecimento já é mais do que sabido. O que, muitas vezes, não chega ao conhecimento das pessoas é que as atividades consistem em uma importante forma de combater uma série de problemas, muitos de origem psicológica. Entre eles, a depressão.
"O exercício físico atua como coadjuvante e, também, auxilia na prevenção de novos episódios de depressão", explica a professora de Educação Física Eliane Jany Barbanti, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física (NUPSEA), do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP). Faz parte do Núcleo o "Programa de Atividades Físicas como Complemento ao Tratamento da Depressão".
O esporte é uma das maneiras de tratar essa doença que costuma ser confundida com tristeza (passageira) e age afastando aqueles que sofrem dela do convívio social. "A depressão está presente quando a pessoa se sente retraída diante de situações, problemas da vida. A paciente apresenta perdas, dificuldades no relacionamento, na vida profissional, não consegue os objetivos e tem uma falsa crença de que não será capaz de modificar a situação", explica a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari.
Identificar os sintomas da depressão não é difícil. "Quem sofre desse mal sente falta de ânimo, não tem vontade de fazer nada, fica quieto no canto, foge de momentos de alegria, não sai, não se diverte, enfim, nada tem graça. Fica na dela, desanimada, sem querer muita conversa, se fecha dentro do seu mundo", alerta a psicóloga.
A depressão afeta pessoas de qualquer idade, inclusive crianças, que são pressionadas pelos pais para serem "perfeitas", mas acabam desenvolvendo a doença por não se acharem capazes. Também existem estudos que mostram que as mulheres costumam sofrer mais com esse mal, o que não exclui os homens. "Eles têm mais dificuldade para manifestá-la e de buscar ajuda. O homem, na sociedade machista em que nos encontramos, ainda não pode revelar suas 'fraquezas'. Sofre calado", observa Olga.
Exercício e socialização
O "Programa de Atividades Físicas como Complemento ao Tratamento de Depressão" teve início no segundo semestre de 2004, com pesquisas e análises de estudos sobre o assunto, e foi implantado no começo de 2005. Nesse período, cerca de 250 pessoas já participaram das atividades. "Já tivemos pesquisas que dizem que exercícios físicos favorecem a recuperação de pacientes tanto na fase aguda quanto crônica da doença. Mas, trabalhamos com quadros clínicos de depressão fraca a moderada", diz Eliane.
Durante o processo inicial, a equipe de Eliane chegou a uma série de conclusões para serem aplicadas na prática. Uma das principais dá conta de que juntar as pessoas para praticarem exercícios físicos é bastante benéfico para a recuperação de quem sofre de depressão.
"Muitas vezes, quem tem depressão apresenta baixa auto-estima. Com a interação, a pessoa percebe que algumas outras gostam de interagir com ela, de conversar, que ela é valorizada e isso é fundamental. O depressivo gosta de ficar fechado e, ao praticar essas atividades, pode conhecer quem passou pelo mesmo problema. Conviver com pessoas pode animá-lo para sair da depressão", afirma Olga.
"Estar em grupo, fazendo exercício, ajuda bastante. As pessoas sentem mais apoio. Só o fato de estarem em grupo já é um auxílio. Não se percebe que é um grupo de depressivos", diz a coordenadora. Ela explica que o motivo é a liberação de endorfina e seratonina, substâncias que agem no humor, fazendo com que as mudanças de humor (um dos maiores indicativos da depressão) não ocorram.
"O exercício físico oxigena melhor o cérebro, colaborando para que se pense melhor. É muito comum que pessoas depressivas também sejam ansiosas e precisem de atividade física pra diminuir a ansiedade, para poder refletir melhor sobre como resolver os problemas que levam à depressão", completa Olga.
O Programa também mostra que diferentes modalidades de exercícios têm ação sobre determinadas características. "Os mais indicados são os aeróbicos, que liberam endorfinas. Então, no nosso trabalho, fazemos 20 minutos de bicicleta, 20 de caminhada, 20 de exercícios localizados e meia hora de alongamento. Esses que totalizam 40 minutos de atividades aeróbicas servem para ajudar na liberação de endorfinas pelos neurotransmissores; os localizados auxiliam na auto-estima e autoconfiança e o alongamento é uma forma de relaxamento, que atua na parte da ansiedade", orienta Eliane.
Exercício como prevenção
Os exercícios físicos são de grande utilidade para o combate não só da obesidade como de uma série de problemas. O que acontece é que as informações não costumam chegar às pessoas. "Falta conhecimento. Se as pessoas tivessem mais informação, talvez se propusessem a fazer exercícios. A depressão causa estragos tão grandes que qualquer alternativa seria aceita por aqueles que sofrem dela. Quem chega aqui por indicação médica, sempre aceita participar.
Às vezes, têm dificuldade em continuar, até pela gravidade do quadro, mas, em outras, acabam até tendo alta", afirma a professora de educação física.
Em algumas pessoas a Depressão se apresenta de forma Típica em outros de forma Atípica. Nas formas Atípicas de Depressão podemos Ter, concomitantemente, variados quadros psicoemocionais:
A - QUADROS ANSIOSOS
A.1 – SÍNDROME DO PÂNICO
A.2 – FOBIAS
A.3 – ANSIEDADE GENERALIZADA
B – QUADROS SOMÁTICOS (com queixas físicas)
B.1 – QUADROS SOMATOMORFOS
B.2 – DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
B.3 – HIPOCONDRIA
C – QUADROS NA INFÂNCIA
D.1 – HIPERATIVIDADE
D.2 – MEDO PATOLÓGICO
D.3 – DIFICULDADES ESCOLARES
D – QUADROS IMPULSIVOS
C.1 – BULIMIA NERVOSA
C.2 – ANOREXIA NERVOSA
C.3 – QUADROS OBSESSIVO-COMPULSIVOS
As atividades físicas não funcionam somente como uma forma de tratamento para a depressão. Podem ser utilizadas, também, como meio de prevenção. "Se a pessoa tem predisposição para a doença, como fator genético, por exemplo, e pratica atividades físicas, pode nem vir a previni-la", conclui Eliane.
Publicado em 08/08/2007
Especialistas Consultados
Eliane Jany Barbanti - elianeba@usp.br
Olga Inês Tessari - www.ajudaemocional.com

Leia mais:
"Saindo da Depressão", Andrew Paige - Ed. Verus.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Depressão pode ser causada por estresse no trabalho

Você sabia que o estresse no trabalho é uma das maiores causas causas da depressão?
Pois é, em longo prazo, os efeitos da rotina extremamente estressante com pressão contínua na busca de resultados e melhora de desempenho são fatores que podem afetar diretamente a qualidade de vida e saúde do empregado.
E isso é algo que está se tornando cada vez mais comum.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. No mundo, estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão, 17 milhões delas somente no Brasil.
Os quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento das atividades, chegando até a demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário.
O Ministério da Previdência Social avaliou números de afastamento do trabalho e constatou que os transtornos mentais e comportamentais representaram mais de um terço dos casos entre 2000 e 2005. De acordo com o Ministério, as áreas profissionais mais afetadas pelos transtornos do humor são mercado financeiro, refino de petróleo, transporte ferroviário urbano e bancos comerciais.
Ainda de acordo com a OMS, 75% das pessoas que tem depressão nunca receberam um tratamento adequado o que agrava ainda mais a situação de quem enfrenta uma doença como esta. Por isso, é importante estar atento aos sintomas para poder buscar o tratamento. Confira os principais:
Emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida.
Físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estomago, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.
Por Vila Sucesso
Disponível na Internet em http://vilamulher.terra.com.br/

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O que é o NUPSEA


O que é o NUPSEA
NÚCLEO DE PSICOLOGIA DO ESPORTE E EXERCÍCIOS FÍSICOS
-
A Psicologia do Esporte estuda os fatores comportamentais relacionados à prática de esportes e exercícios físicos.
Vários outros segmentos da Psicologia têm influenciado a Psicologia do Esporte na medida em que contribuem para a ampliação do conhecimento dos fenômenos psicológicos que englobam o exercício físico e o esporte. Entre eles, a psicologia cognitiva, psicologia social, social experimental, a do desenvolvimento, a clínica, a organizacional, a da personalidade e a educacional e de reabilitação.
No contexto desse ramo da Psicologia do Esporte de Reabilitação o exercício físico é utilizado para proporcionar uma melhora na qualidade de vida de pessoas com diferentes tipos de necessidades especiais como, por exemplo, depressivos, dependentes químicos, cardiopatas, diabéticos e portadores de deficiência.
O NUPSEA é coordenado pela educadora de práticas esportivas, professora Eliane Jany Barbanti, que possui mestrado em Psicologia do Esporte pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.
O núcleo oferece três programas: "Exercícios Físicos para Dependentes Químicos", "Programa Complementar ao Tratamento da Depressão" e "Exercícios Físicos Antitabagismo".
Atende professores, alunos e funcionários da USP, além das pessoas que não têm vínculo com a universidade, que apresentem problemas de depressão e tabagismo.
O Núcleo trabalha em parceria com o Hospital Universitário (HU) e a Unidade Básica de Atendimento ao Servidor (UBAS).
Você poderá encontrar o artigo de nossa autoria publicado também pela Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde na Revista Brasileira de AFS
Efeito da atividade física na qualidade de vida em pacientes com depressão e dependência química 2006    e outra tais como:
Avaliação da eficiência e eficácia da prática de diferentes exercícios aeróbios e alongamento na qualidade vida no tratamento da depressão 2007
Benefícios psicológicos do exercício físico nas mudanças de humor para tabagistas e dependentes químicos em recuperação 2008
Formulação de Tabelas de Referência para a Avaliação do Desempenho em Exercícios Localizados de Alunas do CEPEUSP 2009
Programa Complementar no Tratamento da Depressão
Este programa oferece atividades físicas para indivíduos com quadro clínico de episódios depressivos leves e moderados que estejam em tratamento da depressão e que estejam sendo medicados. A característica principal do Programa é complementar o tratamento da depressão para reduzir ou eliminar os sintomas.
A depressão é uma doença com sintomas bem específicos, emocionais e físicos; bem diferente da tristeza ou do baixo astral, e pode ser diagnosticada quando estes perduram pôr no mínimo duas semanas.
A prática de exercícios e a intervenção medicamentosa têm sido utilizadas simultaneamente com sucesso no tratamento da depressão.
Evidências científicas indicam que, com supervisão médica apropriada, não há riscos adicionais para a saúde quando os exercícios físicos são associados ao tratamento medicamentoso.
  • Programa Exercício Físico para Grupo Antitabagismo
Possui as mesmas características do Programa Complementar ao Tratamento da Depressão é realizado nos mesmos dias e horários desta Programação.
Atua no controle da ansiedade. Prevenção de várias doenças.
Aumento: Dos níveis de serotonina nas áreas de humor. Síntese e liberação de endorfinas. Taxa basal. Da força e resistência muscular; flexibilidade, do tônus muscular, da agilidade.
Diminuição: da gordura corporal, depressão, compulsão e estresse.
  • Programa para dependentes químicos em recuperação
A dependência química de drogas psicotrópicas - aquelas utilizadas para produzir alterações na consciência, nas emoções e sensações - é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma doença. E para complementar o tratamento dos dependentes químicos em geral, oferecido pelo Hospital Universitário, além dos grupos de tabagismo da UBAS, o Cepeusp oferece, por meio do NUPSEA, um programa de atividades específicas.
O programa oferece exercícios físicos para indivíduos que estejam em recuperação da dependência química e tratamento ambulatorial e ou em grupos de ajuda como AA, NA, etc.
Tem como objetivo melhorar a condição física e mental destes pacientes e normalizar os níveis de áreas da atenção, memória e controle motor, além de controlar a ansiedade. Contribui também para o aumento dos níveis de serotonina nas áreas de humor, da síntese e liberação de endorfinas, da taxa basal, da força e resistência muscular, da flexibilidade, do tônus muscular e da agilidade, reduzindo a gordura corporal, a depressão, a compulsão e o estresse.

As atividades consistem em caminhar 20 minutos, pedalar 20 minutos, exercícios localizados 20 minutos e alongamento 30 minutos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Que é Depressão

     O Que é Depressão?   
Resultado de imagem para imagens depressãoA depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em consequência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas. A Depressão é, portanto, uma doença afetiva ou do humor, não é simplesmente estar na "fossa" ou com "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço. As pessoas com doença depressiva (estima-se que 17% das pessoas adultas sofram de uma doença depressiva em algum período da vida) não podem, simplesmente, melhorar por conta própria e através dos pensamentos positivos, conhecendo pessoas novas, viajando, passeando ou tirando férias. Sem tratamento, os sintomas podem durar semanas, meses ou anos.
O tratamento adequado, entretanto, pode ajudar a maioria das pessoas que sofrem de depressão. A Depressão, de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa, afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física. Enfim, tudo parece ser difícil, problemático e cansativo para o deprimido. A pessoa deprimida não tem ânimo para os prazeres e para quase nada na vida, de pouco adiantam os conselhos para que passeiem, para que encontrem pessoas diferentes, para que frequentem grupos religiosos ou pratiquem atividade exóticas. Os sentimentos depressivos vêm do interior da pessoa e não de fora dela e é por isso que as coisas do mundo, as quais normalmente são agradáveis para quem não está deprimido, parecem aborrecedoras e sem sentido para o deprimido. A Depressão é medicamente mais entendida como um mal funcionamento cerebral do que uma má vontade psíquica ou uma cegueira mental para as coisas boas que a vida pode oferecer. A pessoa deprimida sabe e tem consciência das coisas boas de sua vida, sabe que tudo poderia ser bem pior, pode até saber que os motivos para seu estado sentimental não são tão importantes assim, entretanto, apesar de saber isso tudo e de não desejar estar dessa forma, continua muito deprimido. Portanto, as doenças depressivas se manifestam de diversas maneiras, da mesma forma que outras doenças, como, por exemplo, as do coração.Respondendo a pergunta inicial sobre o que é a Depressão?, podemos dizer:
a Depressão é um Transtorno Afetivo (ou do Humor), caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com consequentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. Depois dessa explicação seria interessante saber o que é o Afeto, já que a Depressão é uma doença afetiva.
O Que é o Afeto
O Afeto é a parte de nosso psiquismo responsável pela maneira de sentir e perceber a realidade. A afetividade é, então, o a parte psíquica responsável pelo significado sentimental de tudo aquilo que vivemos. Se as coisas que vivenciamos estão sendo agradáveis, prazerosas, sofríveis, angustiantes, causam medo ou pânico, dão satisfação, etc., todos esses valores são atribuídos pela nossa afetividade. Será através de nosso Afeto que o mundo, no qual vivemos, chega até nossa consciência com o significado emocional que tem para nós. A afetividade funciona como as lentes dos óculos através das quais enxergamos emocionalmente nossa realidade. Através dessas lentes podemos perceber nossa realidade com mais clareza ou não, com mais colorido ou não, com mais esperança ou não e assim por diante. Há determinados estados onde a pessoa enxerga sua realidade como se estivesse usando óculos escuros, ou seja, tudo é percebido de maneira cinzenta, escura e nublada. Outros percebem a realidade como se estivessem usando óculos cor-de-rosa, onde tudo parece mais exuberante. Alguns veem o mundo através de uma lupa, onde as questões adquirem dimensões maiores e assim por diante. Tendo em vista o fato da afetividade (lentes do óculos) ser diferente entre as pessoas, alguns sofrerão mais que outros diante de um mesmo problema. Devido a essa sensibilidade pessoal diferente para com a realidade, cada um de nós reagirá à essa realidade também de maneira muito pessoal e diferente. Aqueles que se sentem ameaçados reagem de uma maneira, aqueles que se percebem inseguros de outra, os otimistas de outra ainda, os tímidos, os expansivos, os pensativos, os sentimentais e por aí à fora, cada um reagindo à vida de maneira própria e pessoal. Deve ficar claro que a afetividade não pode ser simplesmente submetida à influência da vontade, portanto, ninguém deseja voluntariamente.
Ter um afeto depressivo, assim como, também, dificilmente alguém conseguirá melhorar seu estado afetivo simplesmente porque um amigo ou pessoa de sua intimidade lhe dê bons conselhos e palavras de otimismo. A afetividade pode ser melhorada e adequada mediante dois procedimentos: com a utilização de medicamentos que atuam nos neutrosmissores e nos neuroreceptores cerebrais e, através de práticas psicoterápicas e psicopedagógicas de aperfeiçoamento da personalidade. Nesse último caso pleiteai-se que a pessoa passe a conhecer melhor as questões de suas emoções e de sua Depressão. Através desse conhecimento pretende-se que a pessoa passe a melhorar sua relação com a realidade e consigo mesma. Devido ao afeto depressivo e negativo, as sensações físicas corriqueiras e habituais em qualquer pessoa são valorizadas pessimistamente nos deprimidos. Uma simples tontura, por exemplo, apesar de ser um acontecimento perfeitamente trivial na vida de qualquer pessoa, é percebida como algo mais sério pelo deprimido, como uma ameaça de desmaio ou coisa assim. Por causa do afeto depressivo as pessoas passam a observar exageradamente o funcionamento de seus organismos. Ora verificando o ritmo intestinal, ora prestando muita atenção às sensações vagas, aos formigamentos, às dores aqui e ali, às indisposições, palpitações e assim por diante.

Como é a Depressão
O quadro da Depressão é o mais variável possível, de acordo com a personalidade da pessoa deprimida. Da mesma forma, como cada um de nós reage diferente aos sentimentos, cada um terá uma maneira pessoal de manifestar sua Depressão. Há pessoas que ficam caladas diante das suas preocupações, outras choram, outras contam suas dificuldades para todo mundo, outras sentem dor de estômago, alguns têm aumento da pressão arterial, enfim, cada um reagirá diferentemente diante de suas emoções. Podemos fazer uma comparação didática entre a depressão e a alergia. A alergia é uma tipo de resposta de nosso organismo à alguma coisa capaz de irritá-lo. Embora várias pessoas possam ser alérgicas, cada qual manifestará sua alergia de maneira particular e será alérgica à diferentes elementos; algumas terão rinite, outras asma, outras ainda urticária ou simples coceiras e assim por diante. O fenômeno em pauta é um só: a alergia. Entretanto, cada organismo tem sua própria maneira própria de manifestá-la. Portanto, aquela velha mania das pessoas ficarem comparando entre si o que sentem não é suficiente para que se dê o diagnóstico de Depressão. Para alguns acontece da Depressão se manifestar através da Síndrome do Pânico, por exemplo, sem tristeza, sem desânimo e sem choro, enquanto, para outros ela se apresenta sob a forma Típica, com tristeza, choro e apatia. Outros ainda, podem apresentar sintomas físicos e assim por diante. Crianças deprimidas, em geral, costumam ir mal na escola, ficam rebeldes, irritadas e não se mostram tristes. Embora em todos os casos haja depressão, não se pode comparar sintomas. O popular Esgotamento pode ser também uma outra forma da Depressão. Sentir-se esgotado é sentir-se sem disposição para a vida. Não para a vida em seu sentido biológico de continuar vivendo, mas à vida em seu sentido cotidiano; falta disposição para continuar, dia após dia, a enfrentar os mesmos problemas corriqueiros, falta disposição para enfrentar a monotonia e a constância da vida, para continuar à fazer as mesmas coisas, para suportar as mesmas pessoas, etc. Esgotamos, por assim dizer, nossa energia e nossa capacidade de adaptação ao trivial, ao feijão-com-arroz de nossa vida cheia de problemas. O que se constata na clínica é que não existe um estado de esgotamento sem que haja também um estado afetivo diminuído. Esse estado afetivo pode ser a causa ou a consequência do esgotamento, ou seja; ou a pessoa teve um episódio depressivo e acabou por entrar em esgotamento ou, ao contrário, começou por apresentar um esgotamento que acabou resultando num estado depressivo.

Na Depressão Típica falta energia para tolerar conviver com nosso próximo, falta tolerância para aceitar o jeito de ser dos outros, falta ânimo para resolver problemas da vida, falta otimismo para acreditar que as coisas estão bem. Hoje, mais do que nunca, há uma tendência (científica) em aceitar o fato da Depressão, seja por esgotamento ou sem motivos aparentes, ser consequência não apenas das experiências de vida atuais ou do passado, como se pensava antes mas, principalmente, causada por uma determinada alteração orgânica-cerebral (física).
Como dissemos antes, podemos dividir a Depressão em dois tipos básicos:
a Depressão Típica, com todos os sintomas emocionais percebidos e sentidos pelas pessoas de maneira franca, ou seja, com um quadro predominantemente emocional de indisposição, insegurança, angústia, tristeza, apatia, desânimo, etc. e
a Depressão Atípica, ou seja, com sintomas que não sugerem (à primeira vista) tratar-se de uma Depressão mas que equivalem à ela em sua essência.

Tipos de Depressão
À Depressão pode se manifestar como Depressão Típica ou Depressão Atípica.
A Depressão Atípica é uma maneira disfarçada da Depressão se apresentar. Isso acontece, normalmente, naquelas pessoas que não se permitem sentimentos sem motivo e, apesar de já terem ido à muitos consultórios médicos com as mais variadas queixas e de terem feito inúmeros exames, continuam achando que a medicina ainda não conseguiu descobrir a causa de seus problemas.
A Depressão Típica, por sua vez, se manifesta com todos os sintomas emocionais típicos, como apatia, desinteresse, tristeza, desânimo, etc. A Depressão pode ser entendida como um estado afetivo rebaixado. Portanto, o que mais se constata na Depressão Típica é um cansaço ou inibição das atividades físicas e psíquicas tal como se houvesse uma perda de energia geral. Para as pessoas deprimidas todas as atividades parecem mais cansativas, difíceis e tediosas. Há um comprometimento do ânimo geral para tudo, inclusive para as atividades que deveriam dar prazer.
Depressão Típica
A Depressão Típica se apresenta através de sintomas afetivos diretamente relacionados ao humor. Pode haver angústia, acompanhada ou não de ansiedade, tristeza, desânimo, apatia, desinteresse e irritabilidade. Não é obrigatória a presença de todos esses sintomas ao mesmo tempo. Na esfera intelectual há uma certa preguiça do pensamento, tornando-o lento e trabalhoso. Há diminuição da memória, a qual pode falhar e confundir as coisas, dificuldade para resolver problemas antes considerados fáceis e tendência à pensamentos negativos ou pessimistas. Por causa desses pensamentos negativos surge insegurança e auto-estima diminuída. Fisicamente pode aparecer indisposição geral, apatia, sensação de peso ou pressão na cabeça, e zonzeira . Não é raro uma queixa de "bolo na garganta", como uma coisa que não sobe nem desce. É comum também impotência sexual ou frigidez, devido ao desinteresse ou mesmo a falta de energia para o sexo. Todo o organismo é prejudicado, podendo haver até maior tendência à infecções viróticas ou bacterianas (herpes, gripes, resfriados, etc). Outros problemas físicos que existiam antes podem piorar muito na Depressão, como por exemplo; gastrite, diarreia ou intestino preso, asma brônquica, reumatismos, diabetes, hipertensão arterial, enxaquecas, labirintite e outras. Aparecem também queixas físicas vagas englobando palpitações, falta de ar, dores incaracterísticas, crises de sudorese, tremores, etc. Esses problemas físicos, embora sejam comuns nas Depressões Atípicas, aparecem também nas Depressões Típicas.
A Depressão proporciona ao paciente um estado que pode ser chamado de Inibição Psíquica Global, uma espécie de lentificação de todos os processos mentais, como uma preguiça cerebral geral. Isso acomete, por exemplo, o desempenho sexual, o apetite (que pode estar aumentado ou diminuído), a disposição e ânimo gerais, a capacidade de concentração e memória, a qualidade do sono. Essa baixa performance psíquica resulta em dificuldades para resolução dos afazeres do cotidiano e para tomar decisões.Tanto os pensamentos quanto os movimentos parecem estar mais lentos. Para a pessoa deprimida tudo parece mais difícil e problemático. Parece não haver energia suficiente para a vida e até a vontade se compromete. A progressiva perda de interesse do deprimido típico também é um sintoma marcante. No estado normal a pessoa está constantemente ligada aos estímulos e aos acontecimentos da vida em geral, interessando-se por tudo que se passa à sua volta. Normalmente gostamos de saber aquilo que está acontecendo; os noticiários, as novelas da TV, quais filmes e livros em cartaz, quais os times que disputam o campeonato, como está nosso cão, o que precisamos fazer em nossa casa, preço das coisas, notícias de conhecidos e assim por diante. Há sempre um interesse dirigido ao mundo à nossa volta. Na Depressão é comum que a pessoa tenha desinteresse para tudo isso. A pessoa deprimida não quer mais saber das coisas da vida nem da vida dos outros, não se anima mais com aquilo que antes era interessante. Outro sintoma marcante na Depressão Típica é em relação à Autoestima, ou seja, em relação ao conceito que a pessoa tem de si mesma. O deprimido sempre se vê pior do que os outros ou bem pior daquilo que gostaria de ser. Na Depressão a pessoa vê-se péssima, chata, incompetente, etc. Também são negativas suas perspectivas de vida, seu futuro, suas doenças que serão descobertas, sua pobreza que sem dúvida virá, sua idade e assim por diante. Além da má ideia que o depressivo faz de si, ele sofre também com a ideia sobre aquilo que os outros estarão certamente pensando dele. Normalmente acha que os outros estão fazendo um mau juízo sobre sua pessoa. Muitas vezes, embora o deprimido não tenha coragem e nem se permite ideias de suicídio, não obstante preferia não estar vivendo. Como cita Sêneca, ao falar da Tranquilidade da Alma, a pessoa nesse estado se inquieta com perturbações imaginárias e, por fim, acaba preferindo morrer do que continuar vivendo morto.
Depressão Atípica
Como já dissemos, um grande número de casos de Depressão se apresenta de forma atípica, ou seja, sem que a pessoa se perceba deprimida e sem a grande maioria das queixas contidas na Depressão Típica. Algumas pessoas acreditam ser obrigatório um motivo de vida (existencial) para aparecer a Depressão. Quando não detectam um motivo justo para sua Depressão, acabam achando impossível manifestar um sentimento depressivo. Pensam que se estivessem deprimidos sem motivos e apesar das coisas estarem bem, seriam considerados emocionalmente descontrolados. Nesse tipo de pacientes aparece a Depressão Atípica. Por uma questão biológica e natural, normalmente as emoções não obedecem cegamente a razão e, apesar de sabermos racionalmente não haver motivos suficientes para nossa Depressão, esta alteração afetiva acaba aparecendo mascaradamente e com sintomas diferentes da Depressão Típica. Tais sintomas não deixam de representar um sinal de alerta sobre uma eminente falência psíquica (ou esgotamento, como gostam de dizer). Vejamos um exemplo da autonomia de nossas emoções sobre nossa razão. Há pessoas que não toleram presenciar cenas de sangue sob o risco de passarem mal. Presenciando um médico de Pronto Socorro limpar os ferimentos de uma criança com extensas queimaduras, podem vir a desmaiar. Pois bem. O desmaio é uma defesa psíquica do organismo que não deseja presenciar a cena, portanto, uma atitude francamente psicológica. Essa fuga de uma realidade que não se quer presenciar é uma atitude planejada pelo nosso psiquismo sem que tenhamos participado dela conscientemente. Ora, ninguém acredita que esse desmaio seja uma doença física que aparece sempre que o paciente estiver diante de uma criança com queimaduras. Portanto, trata-se de um desmaio eminentemente psíquico. Nem podemos pensar, também, que a pessoa desmaiou porque assim desejou nem que está fingindo um desmaio. Trata-se de uma atitude psíquica de adaptação à uma situação que não se quer presenciar. É a emoção subjugando a razão. Como vimos neste exemplo, as emoções aparecem independente de nossa vontade, portanto, as alterações do humor aparecem mesmo diante de nosso eventual e pretenso controle. Estima-se que até 40% dos portadores de Depressão tem, como manifestação principal, a ansiedade. Como a ansiedade apresenta um quadro muito mais exuberante e conveniente que o sintoma depressivo, os deprimidos atípicos acabam se achando apenas ansiosos e não depressivos. Essa situação de ansiedade é reconhecida por muitos como sendo também um caso de Esgotamento.
Podemos dividir essas Depressões Atípicas em dois grupos:
1- com sintomas predominantemente Físicos e;
2- com sintomas predominantemente Psíquicos.
Quando os sintomas são de natureza física aparecem em qualquer órgão ou sistema, quando são psíquicos se manifestam através de determinadas emoções que equivalem aos sentimentos depressivos, embora tenham outro colorido. Dissemos predominantemente, porque haverá predomínio de sintomas físicos ou psíquicos em cada caso, mas a mesma pessoa pode apresentar tanto sintomas físicos quanto psíquicos ao mesmo tempo. É isso que acontece com mais frequência, ou seja, a pessoa além da ansiedade, da fobia ou do pânico (sintomas psíquicos) apresenta ainda palpitação, sudorese, formigamentos, tontura, hipertensão, taquicardia (sintomas físicos) e assim por diante.
O Pensamento Depressivo
A Depressão se caracteriza também por tipos próprios de esquema de pensamento. As ideias e crenças da pessoa deprimida são, frequentemente, negativas. Apesar dessas ideias parecerem artificiais e completamente sem fundamento para as pessoas não-deprimidas, ou mesmo para o próprio deprimido quando não está em Depressão, durante o momento em que o afeto está deprimido esses pensamentos parecem bastante verdadeiros. Depois de passada a crise de Depressão o próprio depressivo entende o absurdo de tais pensamentos. Não há, evidentemente, apenas um esquema de pensamento característico para todos pacientes deprimidos mas, de um modo geral, podemos reconhecer certos esquemas de pensamento comuns à esses pacientes. Conhecendo os esquemas de pensamento possíveis na Depressão, podemos entender claramente porque algumas palavras ditas sem nenhuma pretensão ofensiva e atitudes muitas vezes inocentes podem ser interpretadas negativamente pelos deprimidos. Uma simples brincadeira ao dizer que uma pessoa é feia, chata ou que está incomodando poderá ser interpretada ao pé da letra e não como uma simples brincadeira. Para o paciente depressivo essas brincadeiras podem representar verdadeiras. Podem também interpretar negativamente uma simples reportagem na televisão sobre determinado vírus ou doença.

A - Pessimismo

Devido ao fato da afetividade depressiva não permitir uma visão mais positiva da realidade, os deprimidos insistem sempre em considerar que a maneira negativa e sombria de perceber as coisas do mundo é uma maneira realista de viver. Na realidade, se olharmos a vida com muita emoção vamos encontrar motivos que nos entristecem em qualquer lugar e em qualquer situação; crianças carentes, fome universal, guerras, violência urbana, sequestros, carestia, insegurança social, corrupção, acidentes catastróficos e por aí à fora. Entretanto, é um dever para com nosso bem-estar estarmos adaptados à vida, com tudo que ela tem de bom e de ruim, sem necessariamente nos conformar com tudo. Estar inconformado significa estarmos sempre procurando melhorar as condições atuais, fazer alguma coisa para mudar a situação para melhor. Esse inconformismo é uma atitude sadia e desejável. A adaptação, entretanto, nos obriga a continuar vivendo apesar de tudo. Reclamando, contestando, protestando ou agindo, porém, vivendo com saúde e determinação. Quando adoecemos por causa das coisas à nossa volta, do destino, da sorte, dos acontecimentos é sinal que estamos, além de inconformados (o que é natural) também desadaptados (o que não é normal). Nos casos mais graves a pessoa deprimida passa a projetar nos outros as idéias pessimistas que têm à seu próprio respeito. O empresário começa a suspeitar que os outros comentam sua bancarrota, a mulher pudica suspeita que comentam à respeito de sua moral, a adolescente acha que estão comentando ser ela muito feia e chata, o sócio se acha enganado, o marido pensa que sua esposa já não o suporta mais e assim por diante. Na realidade são idéias pessimistas que nascem na própria pessoa e são projetadas nos demais.

B - Generalizações

No depressivo há uma tendência em generalizar pensamentos, porém, só os pensamentos negativos. Devido à um afeto que valoriza o lado ruim das coisas o deprimido tende a generalizar seu pensamento; nada em minha vida tem sido bom, tudo que eu faço está errado, para mim tudo é mais difícil, isso só poderia ter acontecido comigo, ninguém gosta de mim e coisas assim. As generalizações pessimistas não levam em consideração o lado bom da vida. Não leva em conta também a saúde e bem estar daqueles que lhe são queridos, a consideração dos amigos, o fato de, bem ou mal, terem sido superados obstáculos para chegar até aqui, enfim, o deprimido excluí de suas generalizações qualquer elemento positivo de sua vida. E não faz isso propositadamente mas sim, infelizmente, conduzido por um afeto rebaixado. As lentes dos óculos da Depressão não mostram as coisas boas.

C - Pensamento Inseguro

Trata-se da sensação de insegurança muito comum aos deprimidos. Esse pensamento é responsável pela pessoa deixar de fazer certas coisas e de frequentar certos lugares ou que evitem determinadas decisões. Esse tipo de pensamento se reforça na tendência às generalizações. Há um constante questionamento; se não der certo, se ficar pior, se eu não tiver condições, se eu ficar mal comentado, se eu passar mal. Nos casos de Depressão Atípica a insegurança faz com que se evitem de situações onde certamente passarão mal.

A Química da Depressão

Não são conhecidas ainda todas as causas da Depressão e talvez ainda demore muito tempo para essa tarefa ser concluída. Entretanto, pesquisas nessa área sugerem fortemente influências bioquímicas importantes para a regulação de nosso estado afetivo. Pesquisas recentes sugerem também a importância de fatores genéticos na Depressão. Vem daí a incidência aumentada do transtorno depressivo em membros de certas famílias ou a concordância entre irmãos deprimidos. Desde a milenar invenção do vinho temos noção dos efeitos de produtos químicos sobre a atuação da personalidade humana. Ao longo dos anos tem sido muito grande nossa inclinação para substâncias que aliviem nossos males, amenizem nossas angústias e proporcionem momentos de bem estar. Conhecendo a história do ópio, das bebidas alcoólicas e dos tóxicos passamos a aceitar melhor a idéia de algumas substâncias poderem alterar a percepção que se tem da realidade. Os tratamentos medicamentosos para a Depressão procuram realizar uma correção bioquímica de tal forma que haveria um aumento no nível desses neurotransmissores , juntamente com um reequilíbrio dos neuroreceptores. Podemos, com esses conhecimentos, entender melhor a atuação de determinados medicamentos psicotrópicos, bem como a ação cerebral de outras substâncias entorpecentes e euforizantes, como é o caso da cocaína.
Medicamentos antidepressivos, muito em moda ultimamente e um dos mais expressivos avanços da ciência na área cerebral nesse século, promovem uma expressiva correção no nível dos neurotransmissores e, concomitantemente, também um ajuste na quantidade e qualidade dos neuroreceptores. Dessa feita procuramos através de medicamentos, promover uma normalidade na bioquímica cerebral compatível com uma tonalidade afetiva mais harmônica.

Que quadros podemos ter na Depressão
Em algumas pessoas a Depressão se apresenta de forma
Típica em outros de forma Atípica.

Nas formas Atípicas de Depressão podemos Ter, concomitantemente, variados quadros psicoemocionais:
A - QUADROS ANSIOSOS
A.1 – SÍNDROME DO PÂNICO
A.2 – FOBIAS
A.3 – ANSIEDADE GENERALIZADA
B – QUADROS SOMÁTICOS (com queixas físicas)
B.1 – QUADROS SOMATOMORFOS
B.2 – DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
B.3 – HIPOCONDRIA
C -QUADROS NA INFÂNCIA
C.1 – HIPERATIVIDADE
C.2 – MEDO PATOLÓGICO
C.3 – DIFICULDADES ESCOLARES
D – QUADROS IMPULSIVOS
D.1 – BULIMIA NERVOSA
D.2 – ANOREXIA NERVOSA
D.3 – QUADROS OBSESSIVO-COMPULSIVOS

segunda-feira, 22 de abril de 2013

COMO CURAR DEPRESSÃO !



sábado, 13 de abril de 2013

Banana contra depressão

Segundo pesquisa, aminoácido presente na fruta causa bem-estar
Comer duas ou três bananas por dia pode ajudar a tratar a depressão
Comer duas ou três bananas por dia pode ajudar a tratar a depressão, conclui estudo do Instituto de Pesquisas de Alimentos e Nutrição das Filipinas.
A banana contém alto teor de triptofano, aminoácido que, uma vez no cérebro, leva à produção de serotonina, a substância ligada ao bem-estar. A ingestão moderada da fruta aliviaria os sintomas da depressão, afirmam os pesquisadores.
Fernando Fischer
Disponível na Internet em Banana contra depressão http://www.revistasportlife.com.br/

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dieta mediterrânea combate a depressão

Seja feliz com a dieta mediterrânea
Nutrientes presentes no regime têm efeitos que combatem a depressão, diz estudo.
Dieta mediterrânea
Mais uma razão para adotar a dieta Mediterrânea. Depois de já se ter mostrado que ela ajuda a prevenir doenças do coração, agora, ao que parece, ela o deixará mais alegre.
Estudo da Universidade de Navarra, Espanha, mostrou que quem come a dieta rica em vegetais, grãos integrais, frutas e peixes tem menos chance de ter depressão.
Os nutrientes presentes no regime melhoram a função dos vasos sanguíneos, reparam danos feitos pelos radicais livres e combatem inflamações, condições que podem reduzir as chances de desenvolver o problema, disseram os cientistas na revista Archives of General Psychiatry.
Fernando Fischer

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Depressão - Definição de Termos

A depressão é um problema médico caracterizado por continuada alteração no humor e falta de interesse em atividades prazerosas.
O estado depressivo se diferencia do comportamento "triste" ou melancólico por ser uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos.
A depressão é um transtorno de humor que engloba uma variedade de distúrbios psicológicos.
É doença com sintomas bem específicos, pode ser caracterizada quando perduram no mínimo duas semanas: tem tratamento.
Bem diferente da tristeza ou do baixo astral a depressão é o resultado de alterações da ação de neurotransmissores no cérebro e atinge em torno de 20% da população do mundo.
Um entre quatro deprimidos procura ajuda.
Para cada homem, duas mulheres sofrem de depressão, ou seja, a proporção é de 40% a 60%.
Dos casos de suicídio têm estreita relação com a doença.
Homens depressivos morrem quatro vezes mais por suicídio que mulheres. (apesar de elas cometerem mais tentativas).
A depressão tem início entre 15 e 24 anos.
DEFINIÇÃO DE TERMOS
Os neurônios são células nervosas.
Neurotransmissores são substâncias responsáveis pelas trocas de informações do Sistema Nervoso Central. SNC:
Endorfinas.
Serotoninas
.
Graças aos neurotransmissores temos:
Emoções, sentimos prazer, etc.
Sinapse é a comunicação entre os neurônios.
É a base do funcionamento cerebral e do sistema nervoso.
Na depressão: acontece uma diminuição na quantidade de neurotransmissores e o sistema nervoso a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente.
Ou
O neurônio receptor captura menos neurotransmissores e o sistema nervoso funciona com menos “combustível”.
Eliane Jany Barbanti

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Depressão traz comportamento de risco

Depressão traz comportamento de risco
Estudo diz que jovens depressivos são mais propensos a ter múltiplos parceiros sexuais
Risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis também aumenta
Um estudo recente da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, indica que jovens com depressão são mais propensos a ter múltiplos parceiros sexuais em um ano do que os não-depressivos.
E os resultados apontaram que, para os homens negros, especificamente, a depressão aumentaria os riscos de ter doenças sexualmente transmissíveis (DST). Avaliando quase 8,8 mil jovens que estudavam da 7ª série ao final do ensino médio, os pesquisadores registraram que 20% das mulheres negras tinham depressão, assim como 12% dos homens negros, 13% das mulheres brancas e 8% dos homens brancos.
E, para ambas as raças e gêneros, a depressão foi associada a uma maior probabilidade de ter múltiplos parceiros sexuais.
Os autores destacam que jovens com depressão são reconhecidamente mais propensos a comportamentos de risco. E os resultados indicaram que os homens negros depressivos teriam muito mais chances de ter DST. Segundo eles, o estudo “destaca a necessidade de uma melhor integração da saúde mental e do diagnóstico, tratamento e prevenção de DST”.
Fernando Fischer
Disponível na Internet em Depressão traz comportamento de risco http://www.revistasportlife.com.br/index.asp?codc=1126

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pesquisa associa depressão à barriguinha

Segundo estudo norte-americano, acúmulo de gordura pode ser causa de sintomas da depressão nas mulheres
Gordura abdominal x depressão
Estudo publicado na edição de maio da revista científica Psychosomatic Medicine revela que a depressão está associada ao acúmulo de gordura no abdômen. E, segundo especialistas, esse tipo de gordura envolve os órgãos na linha da cintura, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e diabetes.
Ao analisar mais de 400 mulheres de meia idade, os pesquisadores da University Medical Center, em Chicado, EUA, observaram uma forte associação entre a presença de sintomas de depressão e a chamada gordura viceral (medida por tomografia computadorizada). E essa relação era mais significativa entre aquelas com sobrepeso ou obesas.
Apesar de serem necessários maiores estudos, os autores da pesquisa acreditam que a depressão desencadeia o acúmulo dessa gordura por meio de certas mudanças químicas no corpo, como a produção de cortisol, o hormônio do estresse, e compostos inflamatórios.
Fernando FischerDisponível on line em Pesquisa associa depressão à barriguinha http://www.revistasportlife.com.br/index.asp?codc=1043

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Primeiro marcador de cérebro da depressão: as mudanças estruturais do córtex causam a depressão

Institute Science Daily (Mar. 26, 2009) -
Apreciação de um dos maiores estudos que se possa imaginar indicam que a depressão tem diferenças estruturais no cérebro - um afinamento do hemisfério direito - parece estar ligado a um maior risco de depressão, de acordo com a novos estudos na Columbia University Medical Center e do New York State Psychiatric Institute.A pesquisa foi liderada por Myrna Weissman, Ph.D., professor de epidemiologia na psiquiatria, Columbia University College of Physicians e cirurgiões, e diretor da Divisão de Epidemiologia no New York State Psychiatric Institute, e co-autor sênior do estudo , e Bradley Peterson, MD, diretor do Child & Adolescent Psychiatry e diretor da RM Investigação no Departamento de Psiquiatria na Columbia University Medical Center e do New York State Psychiatric Institute, e primeiro autor do estudo.
Publicado no início da próxima edição online da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores descobriram que as pessoas com alto risco de desenvolver depressão tiveram um desgaste de 28 por cento o direito córtex, da superfície externa do cérebro, em comparação às pessoas com nenhum risco conhecidos.
A drástica redução surpreendeu investigadores, que dizem que é compatível com a perda da matéria do cérebro tipicamente observada em pessoas com doença de Alzheimer e esquizofrenia. “A diferença foi tão grande que a princípio, nós quase não acreditamos. Mas temos verificado e re-verificado todos os nossos dados, e verificado por todas as possíveis explicações alternativas, e ainda a diferença estava lá", disse o Dr. Peterson.
Dr. Peterson diz que o córtex mais fino pode aumentar o risco de desenvolver depressão por romper a capacidade de a pessoa prestar atenção, e interpretar, dicas sociais e emocionais de outras pessoas. Testes adicionais mediram o nível de cada pessoa a desatenção e memória para esses sinais. Quanto menos tecido cerebral uma pessoa tinha no córtex direito, pior se saiam, nos testes realizados sobre a atenção e memória.O estudo comparou a espessura do córtex pela imagem do cérebro de 131 indivíduos, com idades entre 6 a 54 anos de idade, com e sem uma história familiar de depressão. Estruturais diferenças foram observadas na prole biológica de indivíduos deprimidos, mas não foram encontrados na descendência biológica daqueles que não eram deprimidos.
Um dos objetivos do estudo era determinar se anormalidades estruturais no cérebro predispor as pessoas à depressão ou eram a causa da doença. Dr. Peterson disse, "Porque estudos anteriores biológicos apenas focalizavam em um número relativamente pequeno de indivíduos que já sofriam de depressão, as suas conclusões não foram capazes de fazer ver se essas diferenças representaram as causas da doença depressiva, ou uma conseqüência”.
O estudo constatou que o córtex mais fino do lado direito do cérebro não se correlaciona com depressão na realidade, apenas um aumento de risco para a doença. Foram indivíduos que apresentaram uma redução adicional no cérebro no lado esquerdo, que passaram a desenvolver depressão ou ansiedade. Disse Dr. Peterson. “Nossos achados sugerem fortemente que sim, se tiver córtex mais fino do lado direito do cérebro, pode estar predispostos à depressão e também pode ter alguns problemas cognitivos e desatenção”. Quanto mais fino for o córtex mais você terá problemas cognitivos e de atenção. Se você tiver, em adicional na mesma região do hemisfério esquerdo, isso parece tornar você sobre mais vulnerável a desenvolver sintomas de uma doença manifesta, “disse o Dr. Peterson”.
Feito em participantes de um dos mais longos multi-geracional Estudos da Depressão.
Os participantes foram encontrados das "Crianças em alto e baixo risco de depressão", um estudo anterior, que foi iniciado há 27 anos pelo Dr. Weissman. Enquanto em Yale, o Dr. Weissman começou a triagem para analisar os familiares de risco para depressão. Ela identificou as pessoas com depressão moderada a grave, bem como as pessoas com nenhuma doença mental, e acompanhou essas famílias, por mais de 25 anos. Dr. Weissman considerou que a depressão foi transmitida entre as gerações nas famílias de alto risco e, por 20 anos de acompanhamento Dr. Peterson convidou para colaborar com imagens dos participantes. O estudo inclui agora avós, seus filhos e netos.
As futuras implicações clínicas dos achados
Comentando sobre os potenciais implicações clínicas dos achados, Dr. Peterson disse: "Se o mecanismo ou via para a doença, na verdade é executada a partir do córtex mais fino para estes problemas cognitivos que afetam a atenção de uma pessoa e a sua capacidade de interpretar social e emocional pista - isto sugere que pode haver potenciais novos tratamentos ou utilizações de tratamentos já existentes para a intervenção de tomada”. Por exemplo, tanto as terapias comportamentais que visam melhorar a atenção e memória e / ou medicamentos estimulantes atualmente utilizados para déficit de atenção e desordem de hiper-atividade, possa emergir como possíveis tratamentos para as pessoas que têm depressão familiar e este padrão de adelgaçamento cortical, de uma forma altamente personalizada de tomada de decisão e de tratamento do médico, pois pode ser que o tratamento sua desatenção poderia melhorar seu processamento de informação social. Este conjectura é inteiramente especulativa, neste ponto, mas é uma lógica para testar a hipótese com base nas conclusões deste estudo";
Próximos Passos
Usando a função ressonância magnética (fMRI), com 152 indivíduos, com idades entre 12 a 20, com e sem uma história familiar de depressão, o Dr. Peterson e o Dr. Weissman planejam aprender mais sobre o padrão de córtex mais fino, observando os circuitos de ativação funcional durante atribuições de atenção para examinar o modo como esses grupos diferem.
Reexaminando os indivíduos no futuro também se espera permitir aos investigadores determinar se a redução em questão diz respeito aos neurônios cerebrais em vez de apoiar outras células no cérebro, conhecida como GLIA. Além disso, testes específicos comportamentais e cognitivos podem ajudar a identificar mais definitivamente os percursos causais que levam de afinamento do córtex à depressão.
Peterson, Weissman, e seus colegas também planejam o estudo do DNA desses indivíduos para determinar se existe um gene específico que contribui para ter um elevado risco para depressão. Os pesquisadores podem, portanto, investigar se os indivíduos com risco de depressão neste gene têm maiores afinamentos do córtex.
Background
Uma doença muito familiar, a depressão é uma das principais causas de incapacidade no mundo para as pessoas de 15 a 44 anos de idade, e está associada com aumento da mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares, a má higiene pessoal e suicídio.
O início precoce da depressão, o que ocorre antes da vida adulta, tende a ser familiar e é geralmente caracterizada como sendo mais crônico e com maior gravidade.
Até agora, não existem estudos de estrutura cerebral na depressão que se concentraram na espessura cortical.
Este estudo foi apoiado por uma subvenção de financiamento do Instituto Nacional de Saúde Mental do National Institutes of Health.
FONTE
EXTRAÍDO DO ORIGINAL: Early Brain Marker For Familial Form Of Depression: Structural Changes In Brain's CortexAPA MLA MLA Columbia University Medical Center (2009, March 26). Early Brain marcador de forma familial da depressão: as mudanças estruturais no cérebro da Cortex. ScienceDaily. Retrieved
Tradução Eliane Jany Barbanti

Nupsea