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Alô queridos!!!

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Praticando a meditação

O mundo de hoje invade nosso cotidiano e até mesmo nossos momentos de descanso e prazer com pressões e cobranças que se acumulam, tumultuando nossa mente.
Torna-se cada vez mais difícil voltarmos para dentro de nós mesmas e visualizar a causa de nossas angústias, mas você pode recorrer a técnica da meditação para obter mais equilíbrio.
Os benefícios que a prática da meditação pode trazer são muitos: na superação de conflitos pessoais e de relacionamento, na cura de certas enfermidades como a depressão, na iniciação e desenvolvimento espiritual e, também, para eliminar alguns quilinhos.
A meditação direciona nossas energias para a purificação de nosso corpo e de nossa mente.
A meditação exige prática, paciência. Mas, o próprio ato de meditar gera cada vez mais paciência, o que importa é que você estará indo ao encontro da parte mais bonita, acolhedora e produtiva de você mesmo – a sua porção feita de luz.
Através da meditação vivenciamos uma beleza interior que nos faz repensar em tudo o que nos rodeia e a nós mesmas. Ao utilizar e direcionar nossas energias para a purificação de nosso corpo e de nossa mente descobrimos o desenvolvimento de nossa espiritualidade.
E tudo começa fechando os olhos, relaxando os músculos, tranqüilizando a respiração.
Agora vamos ao trabalho.
Procure ajudar sua mente a buscar o que mais quer.
Se o objetivo é emagrecer, ou eliminar a depressaõ entre em estado de relaxamento um local tranqüilo, coloque uma música suave e comece observando sua respiração.
Você pode ler todo o exercício antes e depois ir seguindo-o mentalmente, ou pode pedir para alguém ler para você, escolha o que for melhor.
Deite em um local tranqüilo, com pouca luz.
Respire tranqüilamente, sem pressa.
A cada respiração, deixe-se ir mais fundo, mais fundo, mais e mais fundo.
Desligue-se de todos os barulhos externos...
Observe apenas sua respiração, está ofegante ou tranqüila?
Respire sem pressa, tranqüilamente.
Vá relaxando cada músculo do seu corpo, começando pelos pés.
Volte sua atenção para seu pé direito, depois o esquerdo e relaxe-os.
Solte suas pernas.
Relaxe o quadril e a pélvis.
Relaxe os músculos das costas.
Do abdômen e do peito.
Solte os músculos do braço esquerdo e braço direito.
Relaxe as mãos.
Solte toda a musculatura dos ombros, solte mais.
Relaxe o pescoço e a nuca.
Solte a cabeça. O couro cabeludo.
Agora, imagine-se num lugar muito bonito. E lá está você, com o peso ou a saúde que deseja.
Sinta a alegria por ter conseguido atingir o peso ou objetivo desejado.
Fixe essa imagem por alguns minutos em sua mente e mande essa mensagem ao seu cérebro para que se concretize.
Entrando num estado de relaxamento e tranqüilidade.
Relaxe, volte-se para dentro de você, sinta paz.
A cada respiração você vai mais fundo, mais e mais fundo.
Relaxando e sentindo cada vez mais serenidade e paz.
Enquanto respira, relaxe todos os seus músculos.
Agora visualize ou imagine uma linda luz entrando pelo alto de sua cabeça.
Uma luz belíssima, poderosa e curativa.
Você pode escolher a cor ou as cores que quiser.
Uma luz divina, uma luz poderosa, uma luz curativa, porque ela cura cada célula, cada fibra, cada órgão do seu corpo.
Restabelecendo a saúde de todas as suas células novamente.
Desfazendo todas as doenças.
Desfazendo todos os desconfortos.
Restabelecendo a saúde perfeita.
Mande embora o medo.
Você não precisa temer nada.
Mande embora as tensões, as preocupações, a ansiedade.
Mande embora a raiva, as frustrações.
Mande embora a tristeza, a mágoa, o desespero.
Aos poucos volte a sentir todo seu corpo.
Mexa levemente os dedos dos pés e das mãos.
Volte a ouvir barulhos externos.
Sinta-se em paz, com energia!
Você pode fazer essa meditação ao menos uma vez por dia e com a freqüência sentirá a diferença dentro de você!
Por: Rosemeire Zago
Psicóloga clínica com abordagem jungiana.
Desenvolve o autoconhecimento e ministra palestras motivacionais.
Cyber Diet
Revisão: Eliane Jany Babanti

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Você sabia que cada malhador tem a sua personalidade?

O jeitão de cada treinador pode combinar com treinos específicos.
Qual é a sua?
Você luta para se manter firme e forte no treino? Talvez não esteja fazendo os exercícios certos para a sua "personalidade de malhador". É o que garante Linda Shelton, especialista em fitness e cujo estudo foi apresentado no encontro do American College of Sports Medicines Health and Fitness. De acordo com ela, cinco são as personalidades de quem pratica atividade física:
QUADRADOS:
são mais confiáveis, estáveis e geralmente seguem o treino à risca. Adoram rotina. "Eles tendem a seguir cronogramas rígidos e, muitas vezes, não veem progresso porque chegam a um platô. Deveriam, em vez disso, dar alguns passos no sentido de experimentar coisas novas sem que tenham de deixar a velha rotina para trás."
RETÂNGULOS:
são um pouco mais flexíveis, mas também curtem ordem e rotina. Adoram exercícios em grupo e se dão melhor quando interagem socialmente. "Uma sugestão é que entrem para grupos de caminhada, corrida ou bike ou façam aulas coletivas, em vez de malharem sozinhos."
TRIÂNGULO:
são os mais competitivos. Gostam de ser estimulados e de desafios. Por isso, têm de ter objetivos claros. "Esses se beneficiariam se malhassem ao lado de alguém como eles ou com uma meta, como uma maratona, triatlo etc."
CÍRCULO:
são o tipo mais comum no mundo do fitness. Espontâneos, sociais, não curtem malhar sozinhos. Um senão: muitas vezes tendem a ficar mais tempo socializando do que se exercitando. " "Eles precisam de alguém que os coloque no prumo e oriente, como um personal trainer."
LINHA TORTA:
são os menos estruturados entre todos os tipos. Diferentemente do quadrado e do círculo, odeiam rotina. "Eles precisam seguir um treino ultravariado, que inclui diferentes aulas. Do contrário, se aborrecem e abandonam o que estão fazendo."
Bruno Acioli
Disponível on line em Você sabia que cada malhador tem a sua personalidade? http://www.revistasportlife.com.br

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Exercícios físicos e depressão - Um forte aliado contra a depressão


Qualquer pessoa querendo sair de uma situação de saúde abalada e difícil, entre as várias recomendações que vai ouvir, uma será a atividade física. Pelo menos a maioria absoluta das doenças pode ser revertida com exercícios físicos e disso quase todo mundo sabe da mesma forma que sabe que o fumo faz mal à saúde.
Entre as doenças do mundo moderno a depressão é uma que os exercícios físicos podem fazer diferença no tratamento principalmente se tratada por uma equipe multidisciplinar. A doença geralmente é grupada em fatores psicológicos, genéticos e biológicos e em todos, os exercícios podem agir.
Separação, morte de cônjuge ou familiar próximo, aposentadoria, sensação de inutilidade, perda de status, diminuição da vitalidade entre outras, são considerados os mais fortes fatores psicológicos.
Entre os fatores genéticos é certo que algumas pessoas podem apresentar tendência. Determinadas situações cotidianas para uns não representam nada enquanto para outros pode ser o fim do mundo.
Entre os fatores biológicos além da queda natural de hormônios podemos citar as drogas e o alcoolismo.
Não é nenhuma novidade que as drogas ilícitas como a maconha, a cocaína e o crack escravizam uma parcela da população, mas o grande problema são as legalizadas como o álcool, o tabaco, os ansiolíticos, as anfetaminas e/ou os moderadores do apetite recrutando um percentual bem maior de pessoas de ambos os sexos. A dependência dessas drogas pode levar à depressão em diversos níveis. Claro, uma vez instalada a depressão por conta de uma dependência química ou do álcool o sujeito só tem chance de cura se procurar ajuda e o exercício físico tem sido recomendado principalmente no sentido de eliminar as toxinas, melhorar o relacionamento com pessoas, as condições músculo-esqueléticas, a cardiovascular, resgatar a auto-estima entre outras vantagens. Os médicos reconhecem que essa é uma guerra difícil de vencer onde mais da metade tem recaída após abstinência por um período, mas qualquer atitude é sempre mais promissora quando incluída a atividade física.
Uma das pesquisas fidedignas no final dos anos 90 concluiu que pacientes tratados com medicamentos e exercícios têm mais sucesso na cura da depressão e menos chances de recaídas quando comparados a grupos tratados apenas com medicação, grupo esse que apresenta uma melhora significativa apenas inicial. Veja mais em Tratamento da Depressão
Em longo prazo a atividade física principalmente quando feita todos os dias passa a dominar o sujeito criando um novo vício. Ou seja, há uma troca de um vício ruim por um salutar. Isso, segundo Cooper de deve a liberação pelo sistema nervoso central de substâncias chamadas endorfinas que causam uma sensação de bem estar permanecendo por várias horas depois de encerrado o exercício. É mais evidente nas atividades de média e longa duração, superior respectivamente a 30 e 60 minutos. Essa sensação os corredores conhecem bem por muitos mencionados como o “barato da corrida”.
Na questão da queda hormonal com o envelhecimento, em pessoas sadias, o mais evidente ocorre no sistema nervoso central com os neurotransmissores responsáveis pelo estado de humor que o exercício estimula. A queda natural da força pode ser revertida ou pelo menos retardada com a musculação, exercício que parece estimular a secreção da testosterona e hormônio de crescimento. As pesquisas atuais dão conta que os melhores rendimentos estão associados ao volume semanal de treinamento, intensidade, descanso adequado entre as seções e massa muscular envolvida. Alta intensidade de curta duração envolvendo grandes grupos musculares está associada às melhores respostas da testosterona imediatamente após o término do exercício. Entretanto vale lembrar que a dose faz o veneno. O excesso pode provocar o efeito inverso razão pela qual o ideal é que o programa deva ser prescrito por um profissional habilitado constando de exercícios aeróbios intercalados com a musculação. Conclui-se que exercício sozinho não é a solução de todos os problemas, mas é um forte aliado contra a depressão.

Extraído do site Copacabana Runners - Atletismo e Maratonas© 1999-2008
Helio A. F. Fontes
Utilização de material original do site
DÚVIDAS SOBRE DEPRESSÃO - PsiqWebDisponível on line emhttp://gballone.sites.uol.com.br/voce/dep.html.







quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Depressão e Seus Mitos

A depressão é uma patologia que vai além da tristeza. Ela simplesmente aniquila a vontade e o interesse por quase tudo que cerca a vida.
Hoje será abordado um tema que está na "moda" e se tornou banal. É comum observar as pessoas conversarem e comentarem sobre seus problemas, preocupações, sonhos, planos, alegrias, satisfações, insatisfações etc. Em tempos de mudança pela qual nós brasileiros estamos passando, as incertezas e dúvidas pairam no ar e há uma contaminação geral atingindo a todos de uma ou outra forma. Aqueles que por outras diversas circunstâncias estão sobrecarregados com seus próprios problemas se tornam mais vulneráveis a uma onda de pessimismo e falta de vitalidade que pode ser confundido e até denominado como depressão.
“Depressão não é apenas tristeza. A tristeza é apenas um dos sentimentos que a depressão possui"
A depressão é uma patologia que vai além da tristeza. Ela simplesmente aniquila a vontade e o interesse por quase tudo que cerca a vida. Há uma desconexão com os sentimentos e simplesmente por mais que se tente reagir, não há uma reação positiva. A realização de tarefas corriqueiras e simples se torna um fardo. Há um cansaço físico, mental, insuportável que pode conduzir ao medo da realização de qualquer tarefa, gerando assim em outra ponta, a ansiedade.
Geralmente a depressão tem um fator desencadeante. Quando ela é severa, pois depressão também pode ser aferida em graus, o estopim pode ter sido acionado por um fato marcante. Entretanto, isto não quer dizer que apenas fatores externos sejam responsáveis por tal estado.
Há uma pré-disposição orgânica, química mesmo, que pode conduzir a este estado de inércia. Depressão não é apenas tristeza. A tristeza é apenas um dos sentimentos que a depressão possui. A depressão severa traz sensações de morte, desespero, falta de energia. Falta de vitalidade e força para poder viver.
Atualmente existem vários medicamentos e técnicas terapêuticas eficazes para o tratamento da depressão. Mas ainda está longe o medicamento efetivo para esta doença, pois não é apenas uma disfunção na química cerebral. Depende muito de cada pessoa como ela encara a vida e reage aos problemas do dia-a-dia.
Não existe um caso de depressão igual ao outro, portanto um remédio pode ser muito eficaz para uma pessoa e nem tanto para outra.
A terapia cognitiva comportamental associada a medicamentos tem produzido excelentes resultados, mas como cada um é cada um, é preciso verificar quais os tratamentos que existem e quais poderão atingir um grau de sucesso mais alto.
Fonte:
Cyber Diet por :
Sonia Cristina Camargo Bessa
Psicologia pela FMU, atua há 13 anos na área de Clínica do Emagrecimento.
Especialista em Terapia Reichiana (Bioenergética e Linguagem Corporal).

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Benefícios psicológicos do exercício físico nas mudanças de humor para tabagistas e dependentes químicos em recuperação

Eliane Jany Barbanti
Coordenadora do NUPSEA
CEPEUSP
Resumo
As Drogas Psicotrópicas reagem com o ser humano, provocando basicamente estimulação, depressão e/ou perturbação das funções do Sistema Nervoso, o que precipita mudanças de humor, já a prática do exercício desencadeia uma série de adaptações metabólicas, endócrinas e neuro humorais que, em conjunto, propiciam melhoras nas alterações afetivas.
Nesta pesquisa o benefício do aspecto afetivo dos exercícios, foi investigado nos participantes do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física - NUPSEA.
Dezoioto dependentes químicos em recuperação (DP) e tabagistas (TB) do sexo masculino e feminino de idades entre 20 e 60 anos participaram da pesquisa. No experimento, os participantes fizeram caminhara, e bicicleta ergométrica, exercícios localizados, alongamento, relaxamento e meditação. Eles completaram a versão abreviada traduzida de uma versão atual do inventário perfil de Humor (PEH) (POMS - Grove e Prapavessis, 1992). O uso periódico do instrumento POMS, Perfil dos Estados de Humor, tem demonstrado eficácia na detecção de sinais das mudanças de humor. Em 2003, uma de suas versões abreviadas, passou a se denominar BRUMS, Escala de Humor de Brunel. A perturbação do humor total (PTH) diminuiu significativamente em (68% e 89%). Conclui-se que os exercícios do NUPSEA produzem mudanças positivas nos afetos de raiva, confusão, depressão, vigor, auto-estima e estresse. Estes resultados sugerem mudanças e benefícios crônicos emocionais do exercício e propõe que a "hipótese de avaliação cognitiva" pode ser mais adequada para explicar os benefícios do exercício crônico sobre os aspectos afetivos da recuperação de dependentes químicos e tabagistas.
PALAVRAS-CHAVEpsicologia do esporte, exercício aeróbico, afeto, emoção, o exercício físico, humor, caminhada, bicicleta, exercícios localizados e alongamento.
Abstract
Psychotropic Drugs react with the human being, basically causing stimulation, depression and / or disturbance of the functions of the Nervous System, which precipitates changes in mood, as the practice of exercise triggers a series of metabolic adaptations, endocrine and neuro humoral, in together, provide improvements in affective alterations.
In this study the benefit of the affective aspect of the exercise ergometric bicycle, walking, localized exercises, stretching, including relaxation and meditation, were investigated in participants in the Center for Sport Psychology and Physical Activity-NUPSEA.
Eighteen recovering addicts and smokers were male and female aged between 20 and 60 years participated. They completed the shortened version of a translated version of the inventory profile Humor (PEH) (POMS - Grove and Prapavessis, 1992). The periodic use of the instrument POMS, Profile of Mood States, has demonstrated effectiveness in detecting signs of changes in humor. In 2003, one of its shortened versions came to be called BRUMS, Brunel Mood Scale. Throughout the experiment, the dependent measures changed significantly from pre-to post-exercise. The total mood disturbance (POMS) decreased significantly (68% and 89%). It is concluded that exercise of NUPSEA produce positive changes in the affections of anger, confusion, depression, vigor, self-esteem, and stress. These results suggest that chronic emotional benefits of exercise and proposes that the "hypothesis of cognitive assessment" may be more appropriate to explain the benefits of chronic exercise on the affective aspects of recovering addicts and smokers.
KEY WORDS: Sport Psychology, aerobic exercise, affection, excitement, mood, walking, cycling, localized exercises and stretching.
Introdução
Já existe farta evidência sobre o valor da atividade física, do exercício, do esporte para a prevenção e reabilitação de várias doenças crônicas. A literatura existente demonstra que a participação em várias formas de atividade física está associada com uma saúde mental positiva e com a melhora da qualidade de vida (Barbanti, E.J 2006).
O exercício físico influencia o homem em diversos aspectos, sejam eles fisiológicos (relacionados à capacidade física), psicológicos (relacionados aos aspectos psicobiológicos), sociais (relacionamentos sociais, profissionais, familiares, entre outros), e/ou econômicos (status, negócios, entre outros), ou ainda outros aspectos. Porém, o esclarecimento de como o exercício atua nesses aspectos, tem despertado grande interesse nos últimos anos, pois se reconhece que sua prática regular proporciona uma série de benefícios funcionais, aspecto este amplamente abordado pela literatura científica da área (Mcardle, 1998).
Os benefícios mentais de doenças crônicas e exercício são os mais proeminentes sobre as medidas do afeto e da ansiedade (Biddle, 1995). O mesmo autor também afirma que está provado que a atividade física é associada com o bem-estar mental positivo e reduz a reatividade ao estresse cognitivo (Norris, 1992).
Há tempos, sabe-se que a prática regular da atividade física {i.é, exercício físico (Caspersen & Powell, 1985), tem como resultado diversas adaptações orgânicas, frente à exigência metabólica durante o estado de atividade corporal aumentado. Também que, em conjunto, essas adaptações melhoram a saúde física e mental do praticante, assim como das pessoas diretamente com ele envolvidas, em casa, no trabalho, na escola, no clube, entre outros locais (Samulski, 1996.)
O programa do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física – NUPSEA do Centro de Práticas Esportivas da USP- CEPEUSP visa atender indivíduos entre 20 a 60 anos de grupo antitabagismo e dependentes químicos em recuperação da comunidade USP e comunidade Externa através de atividade física orientada individualmente com caminhadas, bicicleta ergométrica, exercícios localizados e alongamentos incluindo relaxamento e meditação.
O NUPSEA desenvolve um programa de atividades física direcionadas de forma racional e individualizada objetivando a melhoria dos sintomas de depressão e compulsão do grupo antitabagismo e dependentes químicos em recuperação, controle da ansiedade e estresse para todos os grupos, bem como a desempenho cardiovascular, resistência muscular localizada e flexibilidade e a melhoria da qualidade de vida através das atividades citadas. (Barbanti, E.J 2006). Porém ainda não investigou quais efeitos do humor são benefícios psicológicos do exercício para tabagistas e dependentes químicos em recuperação.
As atividades do NUPSEA promovem:
Caminhada/Bicicleta
São atividades aeróbias, destacando-se principais benefícios:
A normalização dos níveis de áreas da atenção, memória e controle motor e controle da ansiedade. Promovem o aumento dos níveis de serotonina nas áreas de humor, da síntese e liberação de endorfinas e do metabolismo basal e a diminuição da depressão, compulsão, estresse (Ferreira, 2001).
Exercícios Localizados
São exercícios de força e resistência muscular localizada e podem ser complementados com flexibilidade, elasticidade e alongamento.
Os exercícios localizados melhoram o humor geral, sintomas da depressão e ansiedade, auto-imagem, auto-estima e autoconfiança (Porto, 2006).
Alongamento
Proporciona sensação de bem-estar, diminuição dos sintomas objetivos de tensão e tem efeito relaxante. Ocorre tanto no aspecto central do córtex, quanto no periférico (Porto, 2006).
Relaxamento
Como uma atividade suave à prática regular do relaxamento está também associada à modificação favorável da saúde-emocional, propiciando uma diminuição da ansiedade e dos sintomas de depressão, melhora do auto-conceito, da auto - estima, do auto-conhecimento, proporcionando uma sensação de bem-estar. Há também a diminuição dos sintomas objetivos de tensão e seu efeito relaxante ocorre tanto no aspecto central do córtex, quanto no periférico (Szabo, 2003).
Meditação
A meditação costuma ser definida como um estado calmo e tranqüilo da mente que é vivenciado quando esta se torna vazia e sem pensamentos; prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: na própria respiração em uma estátua religiosa, em um mantra); uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto; análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas) (Szabo, 2003).
As Drogas Psicotrópicas reagem com o ser humano, provocando basicamente estimulação, depressão e/ou perturbação das funções do Sistema Nervoso, o que precipita outras alterações funcionais no organismo, já a prática do exercício desencadeia uma série de adaptações metabólicas, endócrinas e neuro humorais que, em conjunto, propiciam ao indivíduo uma influência bio-psico-social positiva. Além de adaptações físicas, atribuem-se ao exercício alterações comportamentais, com substancial evidência de que indivíduos envolvidos em programas de exercício experimentam efeitos positivos na saúde; por outro lado, o excesso de exercícios ou overtraining e a interrupção abrupta de um treinamento induzem distúrbios do humor, o que ilustra a complexa relação exercício – estados de humor. (Ferreira, 2001). Assim torna-se importante investigar quais os efeitos positivos em relação aos estados de humor podem ser obtidos através das atividades físicas.
Os mesmos autores destacam que nos Centros de Reabilitação de Dependentes Químicos que, em sua maioria, incentivam a prática da atividade física; na maioria dos casos, as atividades realizadas não são personalizadas (i.e., não-metodológicas), onde os internos beneficiam se principalmente da capacidade de descontração e socialização que a atividade física apresenta em seu bojo de benefícios.
Nesta perspectiva um bom programa de atividade física, independente da finalidade, precisa investigar as necessidades dos indivíduos, adequar seu conteúdo a essas necessidades e conter exercícios variados para todas as capacidades motoras como sugerido por Cress, (2004).
Dessa forma, foram levantadas as principais relações a cerca da influência dos diferentes tipos de exercícios para examinar as mudanças dos aspectos psicológicos sugerindo que estes trariam melhorias no humor dos participantes; aplicados na recuperação dos indivíduos que se tornaram dependentes e que agora buscam alternativas para superar dificuldades, como recaídas, sintomas de abstinência, diminuição da capacidade física, entre outros.
Materiais e Métodos
Participantes
A amostra foi constituída de dezoito alunos do NUPSEA. Os participantes dependentes químicos (DQ) eram cinco participantes dependentes de álcool, drogas ou outras substâncias: quatro (DQ) eram do sexo masculino, um do sexo feminino e dez participantes do grupo antitabagismo: três do sexo masculino e 10 do sexo feminino.
Instrumentos
Os participantes utilizaram o inventário de Perfil de Estados de Humor (PEH) e método de Karvonen por quatro vezes, com intervalo de 90 dias entre as atividades físicas ministradas pelo NUPSEA.
A versão abreviada (Grove, 1992) do inventário de Perfil de Estados de Humor (PEH) foi o principal instrumento utilizado neste estudo. Esta versão foi traduzida de uma versão atual do inventário perfil de Humor (PEH) (POMS - Grove e Prapavessis, 1992) O uso periódico do instrumento POMS, (PEH), tem demonstrado eficácia na detecção de sinais das mudanças de humor. Em 2003, uma de suas versões abreviadas, passou a se denominar BRUMS, Escala de Humor de Brunel. O instrumento foi submetido ao método tradução-traducão- reversa (ROHLFS, 2004), Anexo 1.
Esta ferramenta é reivindicada por ser o mais popular instrumento no contexto do desporto e do exercício (LeUnes, 2000), que é sensível a alterações afetivas induzidas pelo exercício realizado (Berger, 2000) e possui propriedades psicrométricas adequadas para uso em psicologia do esporte e do exercício (Fleming, 1992).
Esta versão do (PEH) Escala de Humor de Brunel é composta por um questionário de 25 itens contendo sete sub- escalas, dos quais duas medidas positivas prejudicam e cinco determinam afeto negativo. Os 25 itens são classificados em uma escala de cinco pontos variando de “nada” ou “extremamente“ para medir os estados afetivos como “Vívido”, ”Confusão”, ”Raiva”, ”Auto-estima”, "Etc." eficaz em uma pesquisa interna após a consistência (alfa de Cronbach) das sete sub-escalas encontrados para: fadiga = 0,90, a raiva vigor = 0,90, =0,93, auto-estima = 0,70, tensão = 0,87, 0,76 e = confusão depressão = 0,93 (Wann, 1999). E possui adequadas propriedades psicrométricas para investigação para uso no esporte e na psicologia do esporte (Fleming, 1992).
Inicialmente os indivíduos realizaram as atividades físicas adaptando ao método Karvonen (Services, 1996.) e de acordo com as informações obtidas, foi considerada a da Zona Alvo de treinamento para a determinação da intensidade dos exercícios de bicicleta e caminhada.
Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (Services, 1996.) as seguintes recomendações devem ser adotadas para a prescrição de atividades cardiorrespiratórias pelo método da freqüência cardíaca de reserva de Karvonen:
Determinação da FC de reserva (Fórmula de Karvonen)Para calcular as faixas de freqüência cardíaca de treino em primeiro lugar, essa faixa de freqüência cardíaca (FC) consiste em um cálculo de uma intensidade de esforço adequada para um condicionamento aeróbio e que existe uma série de outras variáveis importantes dentro da definição de um treinamento. Foi utilizado o método da FC de reserva (FCR), ou método de Karvonen, que calcula inicialmente a FCR subtraindo a FC de repouso da FC máxima e depois foram calculados 65 e 75% da FCR e foram somados esses valores à FC repouso.
FC de reserva (FCR) = 220 – idade
FC trabalho = FC Tmáx – FC repouso
FC repouso – contada idealmente após 5 minutos da pessoa deitada em ambiente calmo e tranqüilo.
Limiar de Treino = FC trabalho x 65% + FC repouso
Limiar Superior da ZA = FC trabalho x 75% + FC repouso
FC- alvo = (FC residual x intensidade) + FC repouso
No caso dos tabagistas e dependentes químicos em recuperação:
Tipo de exercício: caminhada, bicicleta
Freqüência: três dias por semana
Duração: 40 minutos contínuos
Intensidade: 65% a 75% da freqüência cardíaca de reserva
FC-alvo = (FC residual x intensidade) + FC repouso
Procedimento
O estudo teve duração de um (01) ano com início no mês de agosto de 2008 a junho de 2009. O inventário foi aplicado inicialmente no primeiro semestre de 2008 e no final de cada semestre letivo da USP, composto de quatro meses cada semestre. As atividades desenvolvidas foram: caminhada 20 minutos, bicicleta ergométrica 20 minutos; exercícios localizados 20 minutos, exercícios de alongamento e técnicas de relaxamento, meditação no final das aulas por 30 minutos. Foram ministradas aulas com duração de 1h30minutos (uma hora e trinta minutos), 03 (três) vezes por semana. Completaram o inventário perfil de Humor (PEH) e o método Karvonen no início (pré) e no final (pós) de cada semestre letivo da USP, logos após executarem os exercícios para determinar as possíveis mudanças de humor obtidas.
A freqüência cardíaca durante dos exercícios aeróbios de bicicleta ergométrica e caminhada foi controlada por polares. A cada 10 minutos a freqüência cardíaca foi registrada.
Antes e no final do semestre da USP os participantes completaram uma cópia do (PEH) depois de realizarem as atividades. Dado a natureza do experimento de campo, a precisão absoluta da freqüência cardíaca não foi uma questão importante, mas foi levado para estimar o volume de trabalho nos quais os alunos fizeram as atividades. Os questionários foram recolhidos e posteriormente registrados.
Resultados
Os escores do (PTH) antes e após o exercício foram analisadas com medidas repetidas multivariadas de análise de variância (ANOVA-MRM). Esta análise rendeu um período estatisticamente significativo (pré- para pós-exercício) o efeito principal, F (7, 89) = 20,67, p=0, 001. O acompanhamento da análise uni variada revelou que as mudanças pré- pós-exercício foram estatisticamente significativas para todas as sete medidas dependentes derivadas da sub- escalas da (PTH). Estes resultados são resumidos na Tabela 1.

Conclui-se que os exercícios do NUPSEA produzem mudanças positivas nos afetos de raiva, confusão, depressão, vigor, auto-estima e estresse figura 1. Para verificar se as cargas de trabalho selecionadas tinham qualquer relação à magnitude das mudanças sobre as medidas de afeto, os escores foram calculados da diferença para o último subtraindo-se o pró do pré-exercício das pontuações. As correlações entre a carga de trabalho e os escores da diferença não foi significante para nenhuma das medidas afetivas incluindo a intensidade do exercício. (Figura 2). As correlações entre os grupos dependentes químicos (DP) e TB não foi significativa para nenhuma das medidas afetivas (Tabela 2), incluindo o PTH.

Figura 2 Gráfico de dispersão mostrando a relação entre a intensidade do exercício em porcentagem (%) da reserva de freqüência cardíaca máxima, e a pré- diferença pós-exercício ou escores de mudança de transtorno de humor total (DMTHT.)
Tabela 2. Coeficientes de Correlação de Pearson (r) obtidos entre os dependentes químicos (DP e tabagistas (TB) expressos nos escores das oito medidas de afeto nos dois grupos.


Discussão
Os 40 minutos de bicicleta- caminhada foram realizados com a intensidade de zona alvo de exercício. Um achado importante, combinando os resultados, foi a falta de correlação entre a intensidade do exercício e as alterações das pontuações ou escores da diferença de medidas de afeto. Os estudos atuais mostram claramente que a intensidade do exercício não é um instrumento para efeito de benefício nos aspectos afetivos.
Estes resultados são ainda maiores pelo fato de não haver correlação entre a magnitude das alterações que afetam a intensidade do exercício. (Berger, 2000) destacam que a intensidade do exercício deve ser definida para os benefícios afetivos é principalmente especulação que se baseia na intensidade do exercício de pesquisas anteriores que levaram a mudanças positivas no afeto. Estes autores consideram que os exercícios moderados são os mais benéficos. Com base nos resultados atuais é possível sugerir que um trabalho conjunto de exercícios aeróbios e não aeróbios pode ser o mais benéfico para ganhos psicológicos de afeto. Os benefícios das atividades observados pós-tratamento sugere que talvez a combinação com duração, poderia ser um caminho a seguir em investigações futuras para resolver este dilema. Até agora, entretanto, nenhum estudo diretamente examinou o papel do controle de tais pesquisas. No entanto, as mudanças positivas de afeto, semelhante ao exercício, observadas após atividades passivas (Szabo, 2003) não podem ser vinculadas a explicação mais provável para benefícios afetivos do exercício (e alguns outros passivos tratamentos), podem ser relacionadas com a interpretação mental da atividade que o participante esteja engajado. À luz desta hipótese de "avaliação cognitiva” (que foi proposta em relação às experiências estressantes por Lazarus em 1988, crenças imediatas e pensamentos influenciam a visão se assumem a situação ou uma atividade. Por conseguinte, qualquer experiência de vida interpretada como agradável é susceptível de desencadear afetos positivos (Sandlund, 2000). Atualmente, este é o único denominador comum afetivo entre as melhorias após um exercício e descanso tranqüilo, (Koltyn, 1997). É incontestável que modelos fisiológicos (La Forge, 1995) poderiam ser instrumentos no afeto benéficos do exercício para que a evidência fosse produzida na literatura (Cox, 2000). Futuras pesquisas precisarão investigar mais de perto a duração dos benefícios afetivos com várias formas de protocolos de exercícios em contraste com outros ou tratamentos de controle, mantendo em perspectiva a controvérsia com base em provas em torno dos modelos atuais. Nesse esforço nominal percebido (ENP) como um adicional índice de intensidade do exercício deve ser avaliado, ao longo a freqüência cardíaca, em investigações futuras.
Embora apenas medidas limitadas de afeto fossem examinadas nesta pesquisa, esses dados chamam a utilização dos modelos fisiológicos avançados para explicação dos benefícios afetivos crônicos do exercício. É mais provável que as mudanças afetivas desencadeadas pelo período de exercício pós-exercício são regulamentadas pela ação cognitiva subjetiva de avaliação do conjunto de exercícios aeróbios e não aeróbios do NUPSEA que exercem controle sobre as atividades
Estes resultados sugerem mudanças e benefícios crônicos emocionais do exercício e propõe que a "hipótese de avaliação cognitiva" pode ser mais adequada para explicar os benefícios do exercício crônico sobre os aspectos afetivos da recuperação de dependentes químicos e tabagistas.
Conclusão
Conclui-se que os exercícios do NUPSEA produzem mudanças positivas nos afetos de raiva, confusão, depressão, vigor, auto-estima e estresse.
Os resultados do estudo revelaram que a intensidade do exercício não é importante na geração de resultados positivos benéficos afetivos após a utilização de exercícios aeróbios.
Com os resultados do inventário aplicado pode-se verificar que na prescrição do exercício para usuários de cocaína, cujas principais alterações nervosas estão ligadas ao sistema monoaminérgico, com comprometimento da função motora e dos estados de humor; que são realizados de maneira contínua ou intermitente, a fim de se evitar o estresse fisiológico e psicológico do exercício extenuante e prolongado ocorrem mudanças destes estados de humos. Do ponto de vista da coordenação motora, foram iniciadas as atividades simples, progredindo sua intensidade com o tempo de treino, a fim de normalizar a transmissão nervosa no circuito motor e no hipocampo para encontrar as mesmas mudanças de humor que os demais grupos.
Na prescrição do exercício para usuários de benzodiazepínicos, cujas principais alterações nervosas estão ligadas ao sistema Gabaérgico, com comprometimento da capacidade intelectual, do humor e da coordenação motora e para usuários de tabaco, cujas principais alterações nervosas estão ligadas ao sistema nervoso que controla os processos intelectuais; as atividades do NUPSEA estimulam a melhora do humor.
Foram destacados os resultados obtidos que verificaram as mudanças de humor em usuários de Drogas Psicotrópicas em recuperação:
Sugere-e que a intensidade deva ser regulada de acordo com a via nervosa a ser influenciada e, ainda, pela capacidade física individual.
Deve-ser sempre respeitar a individualidade biológica, uma vez que, mesmo se prevendo as principais alterações com o uso de drogas, algumas características como: idade, sexo, história pregressa de vida, tipo e tempo de substância utilizada e, ainda, a associação com outras substâncias devem ser observadas, ressaltando que todos os indivíduos deverão primeiro, passar por um exame clínico, a fim de se evitarem maiores danos à saúde pela prática do exercício.
Deve-se ainda, no ato da prescrição do exercício, considerar:
Estado geral da saúde física (sintomas da abstinência, cardiopatias, angiopatias, pneumopatias, miopatias, endocrinopatias, neuropatias);
Estado geral da saúde psicológica (sintomas da abstinência, como ansiedade, depressão, irritabilidade, distúrbios do sono, entre outros);
Nível de condicionamento físico geral e da capacidade de trabalho;
Estilo de vida atual e atividades anteriormente praticadas.
Referência bibliográfica
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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Distúrbios alimentares e dependência química

Por Marty Lerner, Ph.D.Aqueles de nós que estão entre a “comunidade de recuperação" estão todos muito conscientes da prevalência de distúrbios alimentares entre os dependentes químicos.
O objetivo deste artigo é sensibilizar tanto sobre a natureza como a prevalência dos transtornos alimentares especialmente na comunidade de recuperação de alcoólicos e toxicodependentes.
A pesquisa atual sugere uma estimativa consistente, entre bebidas alcoólicas e dependência química.
Mulheres dependentes que podem ser "qualificadas" como comedoras com distúrbios estão ao redor de vinte a quarenta por cento. Não existem estudos específicos em matéria de gênero com “dependência cruzada”. No entanto, há evidências que sugerem que, de todos os casos diagnosticados na população em geral, pelo menos dez por cento são do sexo masculino. Certamente, quando falamos de "transtornos alimentares," estamos incluindo todos os que sofrem de diferentes formas de anorexia, bulimia e comedores compulsivos. Apesar de muitas pessoas que sofrem com um transtorno alimentar podem aparentemente estar significativamente com sobrepeso ou abaixo do peso, como não se pode identificar a maioria dos alcoólicos e toxicodependentes, uns com os outros os portadores de transtornos alimentares também não são reconhecidos simplesmente pelo aparecimento sozinho dos transtornos.Neste momento, muitos de vocês podem estar perguntando como um transtorno alimentar pode ser considerado uma adição ou vício? Como pode alguém ser viciado em comida ou "dieta"?
Esta confusão se parece muito com a confusão e mal entendidos relativos à verdadeira natureza do alcoolismo nos anos passados, explica a dificuldade entre muitas pessoas com transtornos alimentares em reconhecer um transtorno alimentar.
A dependência química é como um parentesco de "primo" de primeiro grau. O fato é que há provas significativas que muitos transtornos alimentares cumprem os critérios médicos aceitos para dependência química (por exemplo, bulimia, comer compulsivo).
O corpo de investigação que vem pesquisando a "bioquímica" daquilo que foi denominado "dependência alimentar" tem crescido nos últimos anos. Até agora se sabe que um número significativo de transtornos alimentares tem uma base biológica que vai além dos elementos ligados ao comportamento disfuncional de comer. Por exemplo, tanto bulímicos como comedores compulsivos têm uma tendência a auto-medicação através de comer em demasia e / ou purgar. Na realidade, existe um mecanismo similar para os que transformam em restrição sua ingestão alimentar por inanição auto-induzida (anorexia). Sabemos, por exemplo, que os alimentos altamente glicêmicos (por exemplo, açúcar e produtos de farinha, carboidratos simples altamente processados) desencadeiam uma reação no corpo de muitos comedores compulsivos de “secretar mais” insulina. O efeito é um rápido aumento do açúcar no sangue seguido por um aumento nos níveis da seratonina e beta endorfinas. Infelizmente, isso provoca uma reação de queda rápida nesses níveis logo depois - como resultado. Esta síndrome de "queda rápida" é marcada por depressão, ansiedade, insônia, fadiga, e um desejo de aliviar o sofrimento. Se isto soa familiar aos alcoólicos, não é coincidência.
O álcool se converte em puro açúcar quando é digerido no estômago.
Os alcoólicos que se abstêm de beber e encontram forte desejo por açúcar, cafeína, nicotina, o fazem, porque essas substâncias tendem a aliviar alguns dos sintomas associados nem tanto com álcool, e, sim, com a retirada do açúcar. Em conjunto a esses elementos físicos estas dependências têm em comum o aprendizado de se automedicar da depressão, assim como em relação a substâncias e comportamentos compulsivos e as semelhanças tornam-se evidentes. Há pouca coincidência neste fenômeno de “dependência cruzada”. Recupera-se de um transtorno alimentar é muito semelhante à recuperação de qualquer adição.
O tratamento eficaz inicia seguindo-se uma série de direções na seqüência do início do tratamento com um conjunto de instruções. Adictos todos têm em comum certo grau de problemas físicos e psicológicos que separam o "viciado" do "não-viciado”. Do lado físico, um bom primeiro passo é o de eliminar ou limitar gravemente carboidratos refinados (por exemplo, açúcar, farinha) de sua dieta. Para ter certeza, isso não significa comer sempre menos, isso significa comer diferente. Um corpo de pesquisa cada vez maior tem demonstrado que em muitos transtornos alimentares pessoas manifestam uma maior sensibilidade a essas substâncias, bem como o efeito de álcool nos alcoolistas. Esta "sensibilidade" traduz-se numa secreção excessiva de insulina, levando a uma pronunciada queda do açúcar no sangue e, assim, um aumento da fome física e depressão. Em outras palavras, se você está comendo compulsivamente, a chance são que essas substâncias desempenhem um papel padrão no seu comer compulsivo bem como tem efeito diretamente nos neurotransmissores que influenciam o seu humor (primeiro fazendo-o "sentir-se" melhor e, em seguida, levando a um estado de depressão mental). Se o acima citado é apenas um mecanismo primário para um transtorno alimentar ou desempenha um papel menor não é conhecido.Um fenômeno semelhante parece existir nos indivíduos que sofrem de anorexia. Aqui, a "solução aditiva" é evitar totalmente alimentos ou recorrer a um excessivo exercício e / ou purga. Em última análise, isso resulta em um ciclo de dependência em função da fome ou purgar a "repelir" a depressão e evitar ganho de peso. Neste caso também, um plano alimentar de abstinência* serve como um guia de alimentação saudável. (Ver definição de "abstinência:" abaixo). Seguindo uma abstinência alimentar * (por exemplo, baixa glicemia), em conjunto com a pesagem e medição de porções (para aqueles que tendem a sobre ou sob qualquer estimativa de porção), é parte integrante do fundamento pelo qual uma recuperação de vida é construída.
O objetivo deste processo é o de proporcionar um "Esboço" de que a pessoa é capaz de construir um padrão alimentar com um alívio da tendência para qualquer estimativa sobre ou sob estimar as suas necessidades nutricionais. Sem isso o desenho técnico, é ter intenções boas, mas nenhum meio de construir programa de projeto de recuperação pessoal que possa suportar as inconsistências da vida cotidiana. A partir de nossas experiências, "Fazer é acreditar".
Definindo Abstinência:
Sobre uma perspectiva médica, refere-se à abstinência a simples cessação da dependência ou comportamentos compulsivos que se aplicam aos padrões comportamentais associados a uma desordem alimentar.
Para o comedor compulsivo, isso significa que se abster de excessos, independentemente do tipo de alimento ou a freqüência de alimentação.
Para os bulímicos sofredores, isso significa o abster comer até fartar-se e purgar. Já para os anoréxicos, representa já não restringir ingestão calórica e / ou o cessar da atividade purgativa.
A definição da perspectiva da abstinência do vício é a mesma com uma importante função.
Uma ferramenta essencial para atingi-se os objetivos acima mencionados inclui um plano alimentar de abstinência:.Poderíamos dizer que um plano de abstinência limita as porções de alimento ou, em alguns casos, eliminam-se, produtos de farinha e açúcar, bem como pesagem e medição porções.
Novamente, isto não é nem uma "licença" para o sofredor de anorexia comer menos ou ficarem obsessivos sobre calorias - é um meio de uma alimentação com quantidade adequada de alimentos saudáveis, nutritivos e não subestimar porções. Com efeito, esta abordagem para comer é recomendada para aqueles que ainda têm outra forma de conseguir sua abstinência de transtorno alimentar.
A analogia com o tratamento do alcoolismo é que um se diferencia entre as duas perspectivas - a de recomendar a tentar o álcool "beber controlado" versus alcançar "abstinência:". Pode, aliás, ser possível que alguns obtenham o "controle” de seu transtorno alimentar (ou alcoolismo) disciplinando seu alcoolismo por autodisciplina. Para outras, pode haver um fator físico além desta autodisciplina. Nestes casos, a experiência tem demonstrado que "tais intervalos de controle são muitas vezes breves, quase sempre seguido por uma recaída ainda pior. "(empréstimo a partir do" Big Book "de AA). Para obter Ajuda. A recuperação de um transtorno alimentar como um processo de dependência sugere um processo de tratamento que englobe os aspectos físico, emocional, espiritual da doença.
No início deste, freqüentemente significa encontrar um centro de tratamento capaz de fornecer as ferramentas necessárias para entrar em recuperação. Uma vez encontrando o caminho da recuperação, aderindo a um plano alimentar saudável, freqüentar regularmente os grupos de apoio relevantes (por exemplo, a Comedores compulsivos, Vigilantes do peso, etc), e trabalhar com outras pessoas em recuperação, continua a ser a essência da qual longa recuperação é construída.
Para obter mais informações sobre como encontrar apoio para desordens alimentares e detalhes sobre o suporte dos recursos você pode visitar a Milestones em recuperação no www.milestonesinrecovery.com site.
Colaborador: Dr. Marty Lerner, Ph.D.Dr. Lerner é o diretor executivo do Milestones do Programa de Recuperação de desordens compulsivas. Lerner é um licenciado e certificado em psicologia clínica especializada em quem está em tratamento dos transtornos alimentares desde 1980. Ele é o autor de diversas publicações relacionadas com os transtornos alimentares que aparecem na literatura profissional, bem como numerosas revistas e jornais. Pale-Reflections.com
Fonte e bibliografia do autor
Author's BioDr. Lerner is the executive director of the Milestones in Recovery Eating Disorders Program located in Cooper City, Florida. Dr. Lerner is a licensed and board certified clinical psychologist who has specialized in the treatment of eating disorders since 1980. He is the author of several publications related to eating disorders appearing in the professional literature as well as numerous magazines and newspapers. A member of the professional community here in South Florida since finishing his training, Dr. Lerner makes his home in Davie with his wife Michele and daughters Janelle and Danielle.
Tradução Eliane Jany Barbanti

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Como evitar as dores musculares

· Evitando-se o uso de contrações excêntricas de alta intensidade (como os saltos, por exemplo).
· Evitando muitas repetições excêntricas com cargas elevadas, especialmente se não usa a amplitude total do movimento.
· Nas corridas, o regime excêntrico ocorre toda vez que o pé toca o solo à frente do corpo, onde o tornozelo, joelho, e quadril absorvem as forças de impacto que são controladas pelas forças excêntricas.
· Corrida no plano não produz quantidade de tensão, mas as descidas de corridas produzem 3 a 5 vezes mais.
· A maneira ideal de fazer desaparecer as dores é realizar um trabalho moderado na região muscular dolorida.
· Na ginástica aeróbia as maiores contrações excêntricas ocorrem na aterrissagem dos saltos, deve-se evitar os saltos principalmente com iniciantes.
· O melhor remédio é o exercício
EM TERMOS DE EXERCÍCIOS, O MAIOR ERRO DAS PESSOAS É FAZER DEMAIS EM POUCO TEMPO, O SEGREDO ESTÁ NA REGULARIDADE E NA MODERAÇÃO”.
FONTE
BARBANTI, V. J. - Aptidão física: um convite à saúde. São Paulo, Ed. Manole Ltda., p98-99; 1990;

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Contribuições do exercício na prevenção das quedas


Saiba que o exercício também contribui na prevenção das quedas mediante diferentes os seguintes mecanismos:
O fortalecimento dos músculos das pernas e costas.
Melhora a velocidade de andar.
Manutenção do peso corporal.
Incrementa a velocidade.
Melhora dos reflexos.
Melhora da mobilidade.
Melhora a sinergia motora das reações posturais.
Diminuição do risco de doença cardiovascular.
Matsudo & Matsudo (1999, 2000), reiteram a prescrição de atividade física enquanto fator de prevenção de doença e melhoria da qualidade de vida.
FONTE:MATSUDO, V. K. R. Vida ativa para o novo milênio. Revista Oxidologia, p.18-24, set/out,1999.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mexa-se e cure a depressão

PUBLICAÇÃO DO SITE www.xenicare.com.br/
Que os exercícios físicos são de grande importância no processo de emagrecimento já é mais do que sabido. O que, muitas vezes, não chega ao conhecimento das pessoas é que as atividades consistem em uma importante forma de combater uma série de problemas, muitos de origem psicológica. Entre eles, a depressão.
"O exercício físico atua como coadjuvante e, também, auxilia na prevenção de novos episódios de depressão", explica a professora de Educação Física Eliane Jany Barbanti, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física (NUPSEA), do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP). Faz parte do Núcleo o "Programa de Atividades Físicas como Complemento ao Tratamento da Depressão".
O esporte é uma das maneiras de tratar essa doença que costuma ser confundida com tristeza (passageira) e age afastando aqueles que sofrem dela do convívio social. "A depressão está presente quando a pessoa se sente retraída diante de situações, problemas da vida. A paciente apresenta perdas, dificuldades no relacionamento, na vida profissional, não consegue os objetivos e tem uma falsa crença de que não será capaz de modificar a situação", explica a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari.
Identificar os sintomas da depressão não é difícil. "Quem sofre desse mal sente falta de ânimo, não tem vontade de fazer nada, fica quieto no canto, foge de momentos de alegria, não sai, não se diverte, enfim, nada tem graça. Fica na dela, desanimada, sem querer muita conversa, se fecha dentro do seu mundo", alerta a psicóloga.
A depressão afeta pessoas de qualquer idade, inclusive crianças, que são pressionadas pelos pais para serem "perfeitas", mas acabam desenvolvendo a doença por não se acharem capazes. Também existem estudos que mostram que as mulheres costumam sofrer mais com esse mal, o que não exclui os homens. "Eles têm mais dificuldade para manifestá-la e de buscar ajuda. O homem, na sociedade machista em que nos encontramos, ainda não pode revelar suas 'fraquezas'. Sofre calado", observa Olga.
Exercício e socialização
O "Programa de Atividades Físicas como Complemento ao Tratamento de Depressão" teve início no segundo semestre de 2004, com pesquisas e análises de estudos sobre o assunto, e foi implantado no começo de 2005. Nesse período, cerca de 250 pessoas já participaram das atividades. "Já tivemos pesquisas que dizem que exercícios físicos favorecem a recuperação de pacientes tanto na fase aguda quanto crônica da doença. Mas, trabalhamos com quadros clínicos de depressão fraca a moderada", diz Eliane.
Durante o processo inicial, a equipe de Eliane chegou a uma série de conclusões para serem aplicadas na prática. Uma das principais dá conta de que juntar as pessoas para praticarem exercícios físicos é bastante benéfico para a recuperação de quem sofre de depressão.
"Muitas vezes, quem tem depressão apresenta baixa auto-estima. Com a interação, a pessoa percebe que algumas outras gostam de interagir com ela, de conversar, que ela é valorizada e isso é fundamental. O depressivo gosta de ficar fechado e, ao praticar essas atividades, pode conhecer quem passou pelo mesmo problema. Conviver com pessoas pode animá-lo para sair da depressão", afirma Olga.
"Estar em grupo, fazendo exercício, ajuda bastante. As pessoas sentem mais apoio. Só o fato de estarem em grupo já é um auxílio. Não se percebe que é um grupo de depressivos", diz a coordenadora. Ela explica que o motivo é a liberação de endorfina e seratonina, substâncias que agem no humor, fazendo com que as mudanças de humor (um dos maiores indicativos da depressão) não ocorram.
"O exercício físico oxigena melhor o cérebro, colaborando para que se pense melhor. É muito comum que pessoas depressivas também sejam ansiosas e precisem de atividade física pra diminuir a ansiedade, para poder refletir melhor sobre como resolver os problemas que levam à depressão", completa Olga.
O Programa também mostra que diferentes modalidades de exercícios têm ação sobre determinadas características. "Os mais indicados são os aeróbicos, que liberam endorfinas. Então, no nosso trabalho, fazemos 20 minutos de bicicleta, 20 de caminhada, 20 de exercícios localizados e meia hora de alongamento. Esses que totalizam 40 minutos de atividades aeróbicas servem para ajudar na liberação de endorfinas pelos neurotransmissores; os localizados auxiliam na auto-estima e autoconfiança e o alongamento é uma forma de relaxamento, que atua na parte da ansiedade", orienta Eliane.
Exercício como prevenção
Os exercícios físicos são de grande utilidade para o combate não só da obesidade como de uma série de problemas. O que acontece é que as informações não costumam chegar às pessoas. "Falta conhecimento. Se as pessoas tivessem mais informação, talvez se propusessem a fazer exercícios. A depressão causa estragos tão grandes que qualquer alternativa seria aceita por aqueles que sofrem dela. Quem chega aqui por indicação médica, sempre aceita participar.
Às vezes, têm dificuldade em continuar, até pela gravidade do quadro, mas, em outras, acabam até tendo alta", afirma a professora de educação física.
Em algumas pessoas a Depressão se apresenta de forma Típica em outros de forma Atípica. Nas formas Atípicas de Depressão podemos Ter, concomitantemente, variados quadros psicoemocionais:
A - QUADROS ANSIOSOS
A.1 – SÍNDROME DO PÂNICO
A.2 – FOBIAS
A.3 – ANSIEDADE GENERALIZADA
B – QUADROS SOMÁTICOS (com queixas físicas)
B.1 – QUADROS SOMATOMORFOS
B.2 – DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
B.3 – HIPOCONDRIA
C – QUADROS NA INFÂNCIA
D.1 – HIPERATIVIDADE
D.2 – MEDO PATOLÓGICO
D.3 – DIFICULDADES ESCOLARES
D – QUADROS IMPULSIVOS
C.1 – BULIMIA NERVOSA
C.2 – ANOREXIA NERVOSA
C.3 – QUADROS OBSESSIVO-COMPULSIVOS
As atividades físicas não funcionam somente como uma forma de tratamento para a depressão. Podem ser utilizadas, também, como meio de prevenção. "Se a pessoa tem predisposição para a doença, como fator genético, por exemplo, e pratica atividades físicas, pode nem vir a previni-la", conclui Eliane.
Publicado em 08/08/2007
Especialistas Consultados
Eliane Jany Barbanti - elianeba@usp.br
Olga Inês Tessari - www.ajudaemocional.com

Leia mais:
"Saindo da Depressão", Andrew Paige - Ed. Verus.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Abuso de Álcool pode levar à depressão

Estudo encontra ligação significativa mesmo quando outros fatores estão presentes.
HONG KONG - Excesso de bebida alcoólica pode aumentar o risco de depressão, a longo prazo estudo conduzido durante 25 anos na Nova Zelândia confirmou.
O estudo, publicado na Archives of. General Psychiatry, envolveu um grupo de 1.055 crianças que foram acompanhadas por diversas vezes e entrevistou por mais de 25 anos."Em todas as idades, houve clara e estatisticamente significativas tendências de abuso ou dependência de álcool estar associado com um aumento do risco de depressão maior", escreveram os pesquisadores, liderados por David Fergusson, da Universidade de Otago do departamento de medicina psicológica.
O estudo encontrou ambos 19,4 por cento dos participantes entre 17 e 18 que abusavam ou eram dependentes de álcool, e 18,2 por cento foram diagnosticados com depressão.
"Os indivíduos que preencheram os critérios de alcoolismo ou dependência foram 1,9 vezes mais prováveis a também preencher os critérios para depressão maior", escreveram os pesquisadores. Vínculo genético? A ligação entre os dois foi significativa, mesmo após considerar o fator em outras possíveis causas, tais como o consumo de “cannabis” e outras drogas ilegais, com a inscrição "pares desviantes”, o desemprego e um parceiro que cometeu crimes.
"Foi proposto que este link pode surgir a partir de processos genéticos em que o uso de álcool atua acionando marcadores genéticos que aumentam o risco de depressão maior", disseram os investigadores.
"Outras pesquisas sugerem que o álcool tem características depressoras que podem levar a períodos de efeitos depressores dentre os que abusam ou dependem do álcool."
"Extraído do texto original Alcohol abuse may lead to depression disponível on line no site http://www.msnbc.msn.com

Tradução: Eliane Jany Barbanti