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quinta-feira, 26 de março de 2015

Depressão: Benefícios do exercício físico

Na grande maioria das vezes os sentimentos depressivos estão associados à sensação de stress, o que leva algumas pessoas a refugiarem-se e a aliviar a sua ansiedade no excesso de comida. O que conduz a um ciclo vicioso tremendamente negativo. Isto porque a pessoa fica propensa a uma alteração da sua autoimagem e consequentemente é afetada na sua autoestima. Mas, qual a razão para que isto aconteça?
Muitas pessoas com depressão têm uma tendência para se autorregularem através  da comida, eu acho que é uma das razões que está contribuindo para o problema da obesidade. A combinação do aumento de stress, depressão e ansiedade cria uma necessidade premente das pessoas reduzirem estes estados de angustia, e procuram a autorregulação (alívio), através da ingestão de alimentos. Então, se as pessoas deprimidas começarem a exercitar-se ao invés de ingerirem alimentos em excesso, o que é que acontece fisiologicamente?

BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Há toda uma série de coisas que acontecem quando começamos a fazer exercício físico.  Quando nos propomos a movimentarmo-nos e a fazer exercício físico, ocorre um estado de excitação geral do corpo. Esta ativação geral, inclui diversos sistemas do corpo. Desde a ativação do metabolismo cardiovascular, vários tipos de alterações endócrinas no cérebro, vários tipos de alterações hormonais e mudanças fisiológicas acontecem um pouco por todo o organismo. Este tipo de mobilização do corpo, faz com que existam igualmente algumas alterações no nosso cérebro, contribuindo para alterações positivas nos estados de humor. O que acontece psicologicamente quando as pessoas começam a exercitar-se?
Depende do grau e nível de exercício. Com o exercício físico moderado, por exemplo fazendo caminhadas curtas de 5 ou 10 minutos, verifica-se alterações significativas em alguns estados de humor primário, materializando-se no aumento de energia. Secundariamente , às vezes verifica-se também uma redução da tensão.
Com o exercício mais intenso, por exemplo, de uma hora de exercícios aeróbicos mais ritmados, há uma redução temporária da energia, verificando-se também uma redução da tensão, mas, muitas vezes, após a recuperação do treino, ocorre um ressurgimento da energia. Dá-se um processo de efeito retardado do exercício físico. Depois da atividade, a pessoa sente-se cansada, com menos energia, mas por um efeito de adaptação, e após um tempo de recuperação, a pessoa sente-se com mais energia e mais resistente. Promovendo o impulso para a acção. Mas  as pessoas deprimidas têm que exercitar-se intensamente para conseguirem um impulso no seu  humor?
Não, mesmo com exercícios de baixa intensidade, verificam-se melhorias muito significativas. Caminhar a um ritmo moderado, e outras vezes mais rápido, por um tempo curto (5- 10 minutos), podendo estes intervalos serem repetidos depois de um períodos de descanso (2-3 ,minutos) e depois nova caminhada de (5-10 minutos), os benefícios irão fazer-se sentir rapidamente,  há um aumento significativo na energia e isto pode ser sentido quase imediatamente.

MESMO BAIXAS INTENSIDADES DE EXERCÍCIO FÍSICO ORIGINAM BENEFÍCIOS

Quando as pessoas estão severamente deprimidas e diagnosticadas com depressão clínica, é claro que pode não ser tão eficaz como seria para as pessoas com depressão moderada, mas ainda assim terá um efeito bastante significativo. Se num estado deprimido a falta de motivação para a atividade física é um sintoma incapacitante, como é que as pessoas com depressão conseguem começar a exercitar-se?
É um problema com bastante relevância, porque quando você está deprimido, você não tem energia. Quando você pensa sobre ter de fazer exercício físico, e sente que não tem energia para o iniciar, emerge um sentimento de incapacidade e de paralisia da vontade, o que se torna paradoxal. Aquilo que mais necessita fazer, é aquilo que menos vontade tem para realizar. O que eu sugiro, é que comece muito devagar, pouco a pouco, saia de casa e caminhe, dê  alguns passos à volta da sua casa, ou numa rua perto. Assim que comece a movimentar-se um pouco, irá começar a sentir-se diferente, irá começar a sentir pequenas alterações de energia e vontade, o que lhe permite pouco a pouco ir aumentando a distância e tempo da sua caminhada ou outro tipo de exercício físico.
A investigação que existe na área é credível o suficiente para mostrar os efeitos positivos do exercício físico para melhoria da depressão? Por outras palavras, os psiquiatras, psicólogos devem devem prescrever a prática do exercício físico para a recuperação e tratamento da depressão?

O EXERCÍCIO FÍSICO É VITAL NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Absolutamente, eu tenho a plena convicção que qualquer tipo de profissional que esteja a ajudar uma pessoa com depressão ou (deprimida), uma coisa importante que deve fazer é colocá-la ou incentivá-la a aderir a um programa de exercício físico. O exercício é vital. Caso, esteja a ser acompanhado por um profissional no tratamento da depressão, se não lhe foi prescrito a prática de exercício físico ou se não foi incentivado a iniciar um programa de exercício físico, aconselho-o a pensar no assunto, e/ou a discutir a ideia com o profissional que o acompanha.
O exercício deve ser parte integral de um plano de tratamento para a depressão. A utilização exclusiva de exercícios físicos para a depressão pode ser um problema, por várias razões, pelo que é desaconselhado, reduzir o tratamento apenas à prática de exercício físico. Mas ainda assim, deve ser parte de um plano completo de tratamento. Acredito, por experiência da minha prática no tratamento a pessoas que sofrem de depressão, que a prática de exercício físico aumenta a eficácia do tratamento, e consequente a recuperação da depressão, desde que devidamente incluindo com as outras estratégias psicológicas e comportamentais do programa.

VAMOS A FATOS

A pesquisa mostra que o exercício:

  • Tem efeitos positivos em alguns neurotransmissores tal com alguns medicamentos antidepressivos.
  • Produz substâncias químicas no cérebro, chamadas de “endorfinas”, que promovem a sensação de bem-estar e satisfação.
  • Liberta a tensão nos músculos. A tensão muscular  contribui para a dor relacionados com a depressão e insônia.
  • Reduz os níveis do hormonais do stress, como o cortisol, aliviando os sentimentos de ansiedade e agitação.
  • Aumenta a temperatura do corpo, promovendo a sensação de relaxamento. Produz efeitos calmantes.

Além desses benefícios fisiológicos, a prática do exercício físico pode promover também as seguintes alterações positivas,  psicológicas e emocionais:

  • Distração. Um dos efeitos mais debilitantes da depressão é que ela faz com que você se concentre no que está errado e levando ao a persistir no pensamento negativo. O exercício físico leva a que você se concentre  noutra coisa durante a sua prática. Com a abordagem certa, pode ajudá-lo a encontrar algum prazer, destacando-se positivamente dos seus problemas.
  • Confiança. A desesperança, desamparo, fadiga e depressão, levam com frequência as pessoas a abandonar as suas atividades normais, levando a uma perda de autoconfiança. Ao definir e atingir uma meta, como uma pequena quantidade de exercício a por dia, você pode começar a reconstruir a confiança e auto-eficácia. Isto porque percebe que afinal consegue fazer alguma coisa para melhorar a sua condição.
  • Auto-respeito. Como as pessoas se afundam mais com a inatividade, elas começam sentir-se inúteis e sem valor, podendo mesmo vir a desprezarem-se a si mesmo. As pessoas deprimidas por vezes podem recorrer ao abuso de drogas ou outros comportamentos autodestrutivos para gerir estes sentimentos de incapacidade e depreciativos. O exercício físico pode oferecer uma alternativa positiva para estas estratégias negativas de enfrentamento. Aproveitando o seu tempo para fazer algo de positivo, pode ajudar-se a si mesmo todos os dias,  pode ajudar-se a  reconectar-se com a parte de você (sim, porque certamente você quer melhorar)  que quer ser saudável e produtiva.
Mas se você já está deprimido, tal como já referi, o exercício físico pode ser a última coisa que você quer fazer. Você pode sentir-se cansado e pessimista, pensando que o exercício não será capaz de ajudá-lo. Estes pensamentos são normais para pessoas com depressão, fazem parte da “batalha mental” que você vai enfrentar quando se propuser ou iniciar um programa de exercício físico. Como posso então superar estes pensamentos?

ORIENTAÇÕES PARA A PROMOÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO NA DEPRESSÃO

Escolha o lado do seu bem-estar

Você pode vencer a inércia mental e física que muitas vezes o impede de fazer o que pode para se ajudar a si mesmo. A primeira coisa que tem a fazer é decidir de que lado você quer estar: no lado do seu próprio bem-estar, ou do lado da sua depressão. Isso soa como uma decisão simples e óbvia, mas quando se trata de colocar os ténis e fato de treino e fazer realmente alguma coisa, pode exigir um verdadeiro ato de fé, especialmente se você já tentou começar a exercitar-se no passado e fracassou. A depressão faz com que se foque sobre o quão mal você se sente, como tudo parece perdido, e o quão patético e não-merecedor você é por não poder fazer o que  precisa ser feito. Esses sentimentos e pensamentos podem parecer mais “reais” e “honestos” para você, do que qualquer coisa positiva que possa dizer para si mesmo.
Quando você está lutando contra um adversário tão poderoso como a depressão, é preciso conhecer o inimigo e as suas fraquezas. É importante saber como lidar com a depressão. Use essas informações (como alarmes) para escolher estratégias eficazes e contribuir para o seu bem-estar. Como os sintomas mais preocupantes da depressão são emocionais e cognitivos, as pessoas muitas vezes esquecem que a forma como elas pensam e sentem as coisas, está diretamente relacionado com o que está acontecendo, quimicamente, no seu cérebro e no seu corpo.
Encontre uma maneira de se distrair dos pensamentos, o tempo suficiente para conseguir praticar a sua sessão de exercícios iniciais. Para fazer isso, lembre-se que os pensamentos negativos são a sua depressão a falar (a manifestar-se), não a parte de você que quer ser saudável e se preocupa com o que lhe acontece. Quando os pensamentos negativos tomam conta de si, pare, respire fundo, e tome a decisão de estar do seu próprio lado, faça isso desta vez, mesmo que você não ache que isso vai ajudar.
exercício físico

Entre em ação e exercite-se

Agora que você já sabe porque o exercício é tão importante para superar a depressão, e os benefícios associados. Mas, tal como já referi anteriormente,  como é que você pode começar, quando as coisas mais simples, como tomar banho ou vestir-se de manhã, parecem ser um trabalho de Hércules?
A resposta é: Just do it! (simplesmente faça).  Lembre-se, você já decidiu que vai estar do seu próprio lado. Isto é, você pode decidir o que é melhor para si, mesmo não lhe apetecendo. A questão aqui não é se você pode ou não reunir a força de vontade para fazer exercício físico, é sobre dar a si mesmo uma boa oportunidade para ver se pode realmente ajudar.

Para facilitar isso, apresento algumas sugestões para ajudá-lo a tirar o máximo proveito do seu programa de exercício físico:

  • Converse com o seu profissional de saúde antes de iniciar um programa de exercícios. Encontre atividades que você gosta (ou que você gostava, quando não estava deprimido). Pode ser passear o cão, brincar com os filhos, dar um passeio de bicicleta, ir a pé ao supermercado, trabalhar no jardim, qualquer coisa que anteriormente lhe dava prazer e alegria. A última coisa que deve fazer é exercer pressão sobre a prática de exercício físico ao ponto de lhe parecer mais outra coisa que você “deve” fazer. O exercício deve ser encarado como uma as boas coisas do dia.
  • Estabeleça metas razoáveis. Você não tem que comprometer-se a 60 minutos de exercício físico intenso todos os dias. As pesquisas indicam que pelo menos 30 minutos por dia resulta em benefícios elevados no alívio da depressão, mas você não tem que começar com grande intensidade. Comece com um nível de duração e intensidade que seja confortável para si, em que você tenha a certeza que  pode gerir facilmente na maioria dos dias, e faça.
  • Identifique os potenciais problemas e barreiras com antecedência. Crie um “Plano B” para lidar com essas barreiras antes que elas aconteçam. Se o seu maior problema está com que você não se exercite, pense sobre como é que pensa quando isso não acontece, e tente descobrir como fazer isso acontecer com mais frequência. Se você precisa de alguém para às vezes lhe dar um empurrãozinho, arranje um colega para o exercício físico ou alguém que você pode chamar para uma conversa animada.  Se você gosta de praticar o exercício físico ao ar livre, mas o clima é inconstante, encontre algumas alternativas para que se possa exercitar em casa.
  • Prepare-se para os retrocessos e recaídas. O exercício regular nem sempre é fácil ou divertido. É comum por vezes quebrar com o programa que estabeleceu e pensar que você é um fracasso, ou de que nada funciona. Mas não desanime, não conseguir uma vez, não quer dizer que tudo está perdido, foi apenas uma desmotivação momentânea. Dê a si mesmo todo o crédito pelas vezes que você consegue fazer o exercício e, principalmente, os momentos em que consegue voltar a exercitar-se, depois de parar um ou dois treinos. Mantenha um registro escrito dessas vezes, com algumas notas breves sobre a forma como você se sentiu depois, e olhe para o que escreveu quando esses sentimentos negativos surgirem novamente.
Se você for como a maioria das pessoas que pretendem superar a depressão, acreditando (e fazendo) a maioria das coisas  aqui apresentadas, vai sentir-se um pouco estranho e desconfortável no início, especialmente se você já lidou com a depressão crônica por um longo tempo. Mas se conseguir  reestruturar o seu pensamento de forma a acreditar que as coisas podem mudar para melhor, o resultado vai provar que os seus esforços valem bem a dedicação.
Votos de uma boa recuperação.
Abraço

Autor


 Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.
Disponível em Escola psicologia.

segunda-feira, 16 de março de 2015

A influência do exercício físico no humor em dependentes químicos em tratamento


A influência do exercício físico no humor em dependentes químicos em tratamento

La influencia del ejercicio físico en el humor de drogodependientes en tratamiento
The influence of physical exercise in the mood in dependent on chemical treatment
 
*Graduanda/o de Educação Física

Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO
Irati – Paraná

(Brasil)
Dante Luís Pereira
dantepelego@hotmail.com
Gabriela Martins Gorski
gabrielamgorski@hotmail.com
 
 
 


Resumo

          O presente estudo buscou verificar as percepções e sensações relacionadas ao exercício físico, no humor do dependente químico em tratamento. Este estudo caracterizou-se como descritivo, onde foram utilizados dados quantitativos, através de um único instrumento que apresentou valores subjetivos. O instrumento a ser aplicado foi a Escala de Humor de Brums, que contem 24 itens referentes ao estado de humor do individuo, onde o sujeito respondeu a escala antes da sessão de exercícios físicos e após a sessão. O grupo participante desta pesquisa foi composto por cinco homens e uma mulher, em sua maioria abaixo dos 30 anos, dependentes químicos de drogas ilícitas, que participavam do programa de exercício físico no hospital há dois meses. Os itens referentes à escala de humor de BRUMS mostraram-se diferentes após a sessão de exercícios com predominância de indicadores de uma tendência a melhora geral no estado de humor. O presente estudo concluiu que o exercício físico tem associação positiva nas melhoras do perfil humor, e que o programa de tratamento proposto pela Educação Física mostra resultados satisfatórios e convincentes, em relação ao uso de exercício físico no tratamento da dependência química.

          Unitermos: Exercício físico. Dependente químico. Humor.



Abstract

          This study aims to evaluate the perceptions and sensations related to exercise on mood of addicts in treatment. This study characterized as descriptive, quantitative data were used where, through a single instrument that showed subjective values. The instrument was to be applied to Brums Mood Scale, which contains 24 items related to mood of the individual, where the subject answered the call before the session of exercise and after the session. The group participating in this research consisted of five men and one woman, mostly below 30 years addicted to illegal drugs, participating in the exercise program at the hospital two months ago. The items for the mood scale of BRUMS proved to be different after the exercise session with a predominance of indicators of a general trend towards improvement in mood. This study concluded that exercise has a positive association of improvements in mood profile, and that the treatment program proposed by the Physical Education and convincing show satisfactory results, regarding the use of exercise in the treatment of chemical dependency.
          Keywords: Physical exercise. Humor. Drug addict.
 
 
EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 153, Febrero de 2011. http://www.efdeportes.com/


1.     Introdução

Pode-se dizer que os seres humanos, em diferentes períodos de sua jornada sobre a terra, têm encontrado nas substâncias psicotrópicas diferentes serventias. Seja no contexto religioso para a aproximação com o mundo astral, seja na descoberta de novos medicamentos, ou ainda, nas possibilidades de estímulos mentais proporcionando novas percepções ou uma nova realidade onde se pode esquecer o momento real. Independentemente da forma de utilização, as drogas vêm seguindo junto com o desenvolvimento do homem.

A Organização Mundial da Saúde considera como mais propensa ao uso de drogas a pessoa: sem adequadas informações sobre os efeitos das drogas, com saúde deficiente, insatisfeita com sua qualidade de vida, com personalidade deficientemente integrada e/ou com fácil acesso às drogas. Em contrapartida, a pessoa com menor possibilidade de utilizar drogas seria aquela: bem informada, com boa saúde, com qualidade de vida satisfatória, bem integrada na família e sociedade, com difícil acesso às drogas (RACHADEL, 2003).
Neste sentido, teorizando sobre o gozo cínico do toxicômano, Lemos (2004) descreve as drogas como uma nova forma de responder ao sofrimento sendo que, o toxicômano (dependente) nesse contexto se coloca como aquele que não quer saber, que não se deixa interditar. A prática da auto-aplicação, somente ele e a droga, visa a reduzir o campo de ação do outro, ou seja, para obtenção do gozo (que a autora diferencia de prazer) não é necessário o outro, o corpo do outro, o que torna o gozo cínico. O cínico, para a autora, é aquele que goza à revelia do corpo do outro.
A dependência de drogas é um problema mundial. A adição é considerada um dos mais severos tipos de distúrbios mentais, e as complicações advindas deste distúrbio são bem conhecidas e incluem: agravos à saúde, problemas no setor produtivo, criminal e nas relações familiares. Apesar de ser reconhecida como um distúrbio mental por médicos e cientistas, é muitas vezes considerado como características de fraqueza ou falta de autocontrole pela sociedade em geral (SIPAHI; VIANNA, 2006).
De acordo com Barreto (2002), a Organização Mundial da Saúde, através do comitê de especialistas em drogas capazes de produzir dependência, conceitua “vício” como sendo um periódico ou crônico estado de intoxicação causado pelo repetido uso de uma droga, que traz prejuízos como o desejo compulsivo de usar a substância, a necessidade de obtê-la, tolerância, dependência psíquica e física e ainda crise de abstinência quando da privação da mesma.
Os tratamentos para diferentes acometimentos estão avançando e a atividade física é considerada uma importante ferramenta para a saúde pública, tanto para a prevenção de várias doenças físicas quanto no tratamento de doenças psiquiátricas como a depressão e os transtornos de ansiedade (PELUSO; ANDRADE, 2006).
Estudos de laboratório têm demonstrado que o exercício físico pode melhorar o humor positivo e reduzir o humor negativo em diferentes grupos de idade. Indivíduos que se exercitavam menos durante a semana percebiam mais fontes de stress do que àqueles que se exercitavam mais. Existem crescentes evidências de que uma sessão aguda de exercício é relacionada à redução na ansiedade, sintomas depressivos, humor negativo e ganhos no humor positivo e bem-estar (GIACOBBI et. al., 2005).
O interesse na interação e relação entre exercícios físicos e aspectos psicobiológicos vêm aparecendo na literatura desde a década de 70. A eficácia do exercício físico no tratamento das doenças mentais e na promoção de bem-estar mental está evidenciada em diversas pesquisas. Além disso, consistentes efeitos positivos em aspectos psicobiológicos e em diversas variáveis do bem-estar como humor, ansiedade, auto-percepção, auto-estima além de resultados positivos em relação ao sono e seus possíveis distúrbios, têm sido documentados (MELLO; BOSCOLO; TUFIK, 2005).
Em novembro de 2009, o Ministério da Saúde lançou um pacote de medidas com investimento de R$ 98,3 milhões para ampliar a assistência a usuários de álcool e drogas no país e melhorar o atendimento de pacientes com transtornos mentais. A medida habilitou 73 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), criou incentivo financeiro para internações curtas (até 20 dias) de pacientes em crise e aumentou em até 31,85% o valor das diárias pagas por paciente internado em hospitais psiquiátricos gerais (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).
Nesse contexto o estudo analisa a percepção do nível de humor antes e após a sessão de exercícios físicos, com dependentes químicos em tratamento, pela crescente que o tema dependência química e drogas tem apresentado no cenário nacional, visto que, não existem políticas públicas adequadas à área de drogas, existem políticas repressivas e o modelo repressivo já se provou ineficaz, pois o índice do consumo de drogas no território brasileiro tem aumentado gradativamente. E aproveitando-se da problemática em questão, o cenário construído pela política no Brasil para tratar o consumo de drogas, se transformou em medida eleitoreira, onde políticos prometem durante suas campanhas a construção de infra-estrutura capaz de abrigar os viciados para o processo de tratamento. No entanto, apenas isso não basta aplicar procedimentos e técnicas de tratamentos corretas, contar com uma equipe de profissionais qualificada é a chave do sucesso de todo e qualquer tratamento.
2.     Metodologia
2.1.     Modelo do estudo
No que diz respeito este estudo caracterizou-se como descritivo, onde foram utilizados dados quantitativos, através de um único instrumento que apresentou valores subjetivos.
É um estudo detalhado de única situação, com objetivo de determinar dados singulares sobre o sujeito (ou instituição, comunidade...) analisado, buscando compreender situações similares. É utilizado na pesquisa qualitativa e quantitativa, podendo ser de três tipos: descritivo, interpretativo ou avaliativo (THOMAS; NELSON, 2002).
2.2.     Participantes da pesquisa
O grupo participante desta pesquisa foi composto por 5 homens e 1 mulher, em sua maioria abaixo dos 30 anos, que concordaram em participar deste estudo e se mostraram bastantes interessados e valorizados com a intenção de “alguém” desejar saber o que se passava com eles com relação a exercício físico e a influência do mesmo no humor geral durante o período da internação para o tratamento da dependência química.
Todos os sujeitos freqüentavam as atividades propostas pelo programa de Educação Física durante a internação de forma assídua e comprometida, realizando as quatro sessões programadas semanalmente, e iniciaram o programa de tratamento com exercícios físicos a cerca de dois meses.
Os sujeitos que participaram da pesquisa faziam uso de drogas ilícitas, como o crack, cocaína e maconha, sendo que os mesmos permaneciam no hospital em regime de internação.
2.3.     Aspectos éticos
Foram respeitados os aspectos éticos de pesquisa envolvendo seres humanos (Resolução nº 196/96 – Conselho Nacional de Saúde) e seguidos rigorosamente os princípios enunciados na Declaração de Helsinki de 20/08/1947 para pesquisas em seres humanos.
Todos os sujeitos que participaram do estudo assinaram o TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido).
2.4.     Instrumento
Foi utilizada nesta investigação a versão brasileira da Escala de Humor de Brunel (BRUMS – The Brunel of Mood Scale) desenvolvida por Peter C. Terry e Andrew M. Lane em 2003 e traduzida, com a autorização dos autores, e validada por Rohlfs. A Escala de Humor de Brunel, BRUMS, foi desenvolvida a partir da versão abreviada do Profile of Mood States, conhecido como POMS para adolescentes ou POMS-A, para possibilitar a medida de estados de humor de populações compostas por adultos e adolescentes (ROHLFS, 2006).
A escala de humor de Brunel Brums foi desenvolvida com a intenção de permitir uma rápida mensuração dos estados de humor de populações compostas por adultos e adolescentes. Esta escala contém 24 indicadores simples de humor como sensações de nervosismo, insatisfação e disposição, que são percebidas pelo indivíduo avaliado. Os avaliados respondem à pergunta: “Como você se sente agora?”, tendo como base uma escala de 5 pontos (de 0 = nada a 4 = extremamente). Os 24 itens da escala compõem seis subescalas, cada uma contendo quatro itens. As subescalas, dimensões ou fatores deste instrumento são: Raiva (irritado, zangado, mal-humorado, com raiva), Confusão (indeciso, confuso, inseguro, desorientado), Depressão (desanimado, deprimido, triste, infeliz), Fadiga (esgotado, exausto, cansado, sonolento), Tensão ( apavorado, tenso, ansioso, preocupado) e Vigor (animado, com disposição, alerta, com energia), sendo que a soma das respostas de cada subescala gera um escore que pode variar de 0 a 16. O BRUMS leva de um a dois minutos para ser respondido. A perspectiva da análise dos dados proveniente de BRUMS é qualitativa, ou seja, da percepção do avaliado quanto aos sinais psíquicos relacionados com variações psicológicas, transformados em dados quantitativos para que seja acessível a outros profissionais; além disso, os escores brutos coletados através desta escala também podem ser avaliados em planilhas próprias. (ROHLFS, 2006).
Para a aplicação da escala, os pesquisadores explicaram a maneira correta de preencher, e salientaram que a escala voltaria a ser aplicada após o termino da sessão. Os sujeitos receberam uma cópia da escala, antes de dar início à sessão de exercícios físicos, o preenchimento foi realizado de modo individual, tanto antes ou após a sessão, e receberam outra cópia da escala logo após o término da sessão de exercícios físicos, a escala foi respondida em aproximadamente três minutos.
2.5.     Análise dos dados
Para a análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva através de freqüência, média e desvio padrão. Utilizou-se o Teste “t” para dados pareados (antes-e-depois) com intervalo de confiança de 90%.
Para a construção das tabelas específicas do instrumento BRUMS, foi utilizado o programa Excel, tanto na organização dos dados coletados, como também na mensuração das médias e desvio padrão, além da realização do teste “t” pareado, referentes às subescalas e individualmente com os itens.
3.     Resultados e discussão
Uma dimensão que faz parte do complexo subjetivo do bem-estar é o humor. Durante o tratamento do dependente químico, manter o bom humor torna-se fator fundamental no processo de recuperação e manutenção da abstinência.
Para analisar de maneira mais ajustada os dados adquiridos através da aplicação da escala de BRUMS, primeiramente serão mais bem descritos os significados de cada uma das seis dimensões mensuradas pelo teste.
A escala de BRUMS possui 24 itens referentes a sensações influenciadoras do humor que, em grupos de quatro, compõem seis subescalas, fatores ou dimensões que são: Tensão (apavorado, tenso, ansioso e preocupado), Depressão (deprimido, desanimado, triste, infeliz), Raiva (irritado, com raiva, zangado, mal-humorado), Fadiga (esgotado, exausto, cansado, sonolento), Vigor (animado, com disposição, alerta, com energia) e Confusão Mental (indeciso, inseguro, confuso, desorientado). Estas subescalas têm, para este instrumento, significações específicas. O fator Tensão, neste instrumento, refere-se à tensão músculo-esquelético que pode não ser percebida diretamente por manifestações psicomotoras como agitação e inquietação.
A Depressão, neste caso, trata-se de num indicador de estado de humor depressivo e não de depressão clínica propriamente dita; representa sentimentos como auto-valorização negativa, isolamento emocional, tristeza, depreciação ou auto-imagem negativa. A Raiva descreve sentimentos de hostilidade com base em estados de humor relacionados à antipatia em relação aos outros e a si mesmo. O fator Vigor particulariza estados de energia, animação e atividade, e indica um estado de humor positivo. No que diz respeito à Fadiga, a mesma representa estados de esgotamento, apatia e baixo nível de energia. Finalmente, o fator Confusão pode ser caracterizado por atordoamento, sentimentos de incerteza e instabilidade para controle de emoção e atenção (ROHLFS et al., 2006).
A escala de BRUMS foi aplicada aos participantes após dois meses de sessões no programa de exercício físico, e que o preenchimento do questionário aconteceu imediatamente antes do início de uma sessão de exercícios e repetiu-se imediatamente após o término da mesma, com o questionamento “Como você se sente agora?”. Após as considerações realizadas sobre a escala de humor, apresentamos na tabela 1 a descrição das seis subescalas, antes e após a sessão de exercício físico.
Tabela 1. Estatística descritiva das subescalas, antes e após a sessão de exercício físico
Antes
Depois
Média
DP
Média
DP
Teste t pareado de IC 90%
Raiva
4,33
2,58
1
0,89
0,088
Confusão
6,33
1,75
1,83
1,47
0,031
Depressão
7
2
2,16
1,33
0,059
Fadiga
6
2,68
1,83
0,75
0,080
Tensão
6,16
0,98
2,33
0,82
0,021
Vigor
3
1,09
9,16
1,17
0,093

Encontrou-se diferença estatisticamente significativa (p≤0,1) em todas as subescalas: Depressão (p=0,059), Tensão (p=0,0021), Raiva (p=0,088), Confusão (p=0,031), Fadiga (p=0,080) e Vigor (p=0,093).
É possível observar que todas as subescalas, apresentaram uma diminuição nas médias dos escores correspondentes a após o exercício físico. Ou seja, os sujeitos apresentaram-se em média menos raivosos, confusos, depressivos, tensos e fadigados após uma sessão de exercícios físicos, além de apresentar melhora considerável na subescala vigor.
Segundo Giaccobi (2005), uma única sessão de exercícios é relacionada de forma aguda à redução da ansiedade, sintomas depressivos, humor negativo e ganhos no humor positivo e bem-estar.
Estas evidências aproximam-se dos resultados encontrados na escala de humor, no entanto devemos levar em consideração que são efeitos agudos, relacionados a apenas uma sessão de exercício físico, e que mesmo os sujeitos realizando o trabalho de condicionamento físico há dois meses, observamos que antes das sessões os sujeitos ainda encontram-se, tensos, fadigados, deprimidos, confusos e raivosos, além de pouco vigor, e que necessitam do tratamento com exercícios físicos para amenizar todos esses fatores, assim aumentando o grau de humor e auxiliando no bem-estar dentro do hospital.
Para Roeder (2003), o abuso de drogas é um gerador de estresse para o organismo, porém, a iniciação na abstinência também o é. O organismo buscando a adaptação a esta nova realidade passa a secretar endorfinas em menor quantidade, levando assim a alterações no humor, irritabilidade, nervosismo entre outros. Contudo, após a realização de uma sessão de exercícios é possível que o indivíduo sinta-se melhor pela ação de seus analgésicos naturais (endorfinas).
No entanto apesar de tais resultados encontrados nas subescalas, acreditou-se também ser importante avaliar também as diferenças para as médias de cada item da escala de humor. Abaixo na tabela 2 será apresentado os resultados descritivos dos 24 itens da escala de humor de BRUMS.
Tabela 2. Estatística descritiva dos 24 itens da escala de humor de BRUMS

Antes
Depois

Itens BRUMS
Média
DP
Média
DP
Teste “t” pareado
(IC 90%)
Apavorado
0,33
0,51
0
0
0,0986
Animado
1,16
0,98
2,5
0,54
0,0014
Confuso
0,83
0,62
0,5
0,53
0,3632
Esgotado
1,5
1,04
0,66
0,51
0,0421
Deprimido
1,5
1,04
0,5
0,54
0,0111
Desanimado
1,66
0,71
0,33
0,52
0,0142
Irritado
1,33
0,93
0,16
0,12
0,0126
Exausto
1,5
1,22
0,83
0,72
0,1000
Inseguro
1,16
0,40
0,16
0,14
0,0017
Sonolento
0,83
0,40
0
0
0,0041
Zangado
0,5
0,47
0
0
0,0751
Triste
1,67
0,51
0,33
0,31
0,0144
Ansioso
1,65
0,81
1
0,63
0,10
Preocupado
1,66
0,51
0,83
0,75
0,0423
Com disposição
1
0,89
2,66
0,82
0,0041
Infeliz
1,16
1,15
0,16
0,41
0,0407
Desorientado
1,5
0,83
0,5
0,44
0,0112
Tenso
1
0,63
0,16
0,40
0,0041
Com raiva
0,66
0,51
0
0
0,0253
Com energia
0,67
0,52
2,5
0,54
0,0018
Cansado
1,33
1,03
0,83
0,41
0,2031
Mal-humorado
1
0,63
0,16
0,32
0,0041
Alerta
0,83
0,41
2,16
0,42
0,0015
Indeciso
1,5
0,54
0,83
0,41
0,0970

Encontrou-se que, dentre as 24 expressões demonstradas na tabela 2, 22 resultaram em diferença estatisticamente significativa após a sessão de exercício físico. Os itens com esta característica foram: Apavorado (p=0,0986), Animado (p=0,0014), Esgotado (p=0,0421), Deprimido (p=0,0111), Desanimado (0,0142), Irritado (p=0,0126), Exausto (p=0,10), Inseguro (p=0,0017), Zangado (p=0,0751), Triste (p=0,0144), Ansioso (p=0,10) Preocupado (p=0,0423), Com disposição (p=0,0041), Infeliz (p=0,0407), Desorientado (p=0,0112), Tenso (p=0,0014), Com raiva (p=0,0253), Com energia (p=0,0018), mal-humorado (p=0,0041), Alerta (p=0,0015) e Indeciso (0,0970). Portanto é possível afirmar que o grupo estudado apresentou-se menos apavorado, esgotado, deprimido, desanimado, irritado, exausto, inseguro, zangado, triste, preocupado, infeliz, desorientado, tenso, raivoso, indeciso e mal-humorado, após uma única sessão de exercício físico, apresentando diferença estatisticamente significativa nestes itens.
O grupo estudado também se apresentou mais disposto, animado, alerta e com energia, após uma única sessão de exercícios físicos, apresentando assim diferença estatisticamente significativa nestes itens.
Em um de seus estudos Scully (1998), afirma que exercícios aeróbicos agudos têm mostrado associação com melhoras significativas no humor, pois existem claras evidências que exercício físico é prazeroso, isto pôde ser verificado especialmente quando o humor foi medido antes e depois de sessões de exercícios regulares em intensidade familiar aos participantes.
No entanto dois itens chamaram a atenção, pois não apresentaram diferença estatística significativa, o item cansado (p=0,2031) e confuso (p=0,3632).
Em estudo realizado por Blumenthal (2002) o POMS foi aplicado após 10 semanas de exercícios, porém, em período diferente dos das sessões. Já nesta pesquisa, a aplicação ocorreu logo após a sessão, sendo assim, os participantes não desfrutaram do período necessário para a recuperação orgânica do gasto energético advindo dos exercícios, apresentando maior sensação de fadiga após a atividade. Além disso, ainda com referência ao aumento (não estatisticamente significativo) dos escores dos fatores Fadiga e Vigor, pondera-se que, apesar desta maior sensação de fadiga após o exercício, o fator Vigor também apresentou uma tendência a aumento, o que leva ao raciocínio de que o exercício físico (agudo) através de seus mecanismos bio-psico-sociais proporciona ao praticante, apesar do gasto calórico e cansaço, uma melhora no vigor interagindo positivamente no humor.
Apesar do item cansaço não apresentar diferença estatística significativa, observamos que a média após o exercício físico diminuiu, no entanto vale relembrar que o paciente encontra-se em um quadro patológico, onde todo e qualquer exercício físico irá causar um excessivo nível de cansaço, haja vista que o fator vigor (tabela 2), obteve aumento significativo após a sessão de exercício físico, compensando assim o cansaço e gasto energético gerado pelo exercício físico.
Podemos observar na tabela 2, da mesma forma ocorrida nas subescalas, todos os itens mostraram-se diferentes após a sessão de exercícios com predominância de indicadores de uma tendência a melhora geral no estado de humor. Estes resultados vêm apenas confirmar os obtidos nas seis dimensões apresentadas anteriormente, entretanto, fornecem dados mais qualitativos quanto às percepções do grupo em relação aos itens da escala relacionados diretamente ao perfil de humor e, conseqüentemente, ao bem-estar.
4.     Conclusão
Conclui-se que a prática de exercícios físicos foi percebida como influenciador positivo na melhora do humor, especialmente nas dimensões Raiva, Depressão, Confusão, Fadiga, Tensão e Vigor. Esta tendência a incremento no humor positivo encontrada neste estudo pode ser considerada como auxiliar na manutenção da abstinência, sendo que, estados de humor negativos são associados à recaídas.
Conclui-se que, o incremento periódico no humor positivo através de sessões de exercícios físicos associado a melhoras no bem-estar provenientes destas pode auxiliar o dependente a manter-se em tratamento, ou seja, concluir o período do mesmo, de uma forma menos agressiva auxiliando as demais terapias utilizadas, medicamentosas ou não, agindo como facilitador deste processo. Além disso, a experiência da prática de exercícios físicos no modelo de academia durante a internação, pode vir a facilitar a inclusão dos mesmos aos hábitos de vida após a alta, e assim auxiliar na manutenção da abstinência.
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