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Programa do NUPSEA

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Depressão Esportiva e o Yoga

Em recente artigo escrito numa revista de grande circulação nacional foi abordada a importância da auto-estima como principal fator de desenvolvimento humano. Esta área de estudo é razoavelmente nova. Com o desenvolvimento da ciência, em especial da psicologia, psiquiatria e neurologia, surgiram novas hipóteses sobre o funcionamento da mente e do cérebro¹. Surgiram pesquisas sobre outras formas de inteligências¹.

O mundo descobriu as inteligências intrapessoais, interpessoais entre outras. Agora, finalmente, começam os comentários sobre a auto-estima. Estudos preliminares que tratam da relação que existe entre a auto-estima e o desempenho esportivo surgiram nas últimas décadas². A maioria destes comentários classifica a auto-estima como sendo o fator primordial no desenvolvimento humano e no desempenho de atletas, nas suas mais diversas categorias. Nos textos de Yoga, entretanto, este assunto já é muito antigo. A preocupação com a auto-estima surge na primeira sistematização do Yoga. Pressupõe-se que esta obra tenha sido escrita entre o século II a.C. e o século VI d.C. Seu escritor, Patañjali, classifica a auto-estima (Santôsha) como um dos autocontroles (Niyama) fundamentais à prática desta filosofia (o Yoga). No transcorrer da história e do desenvolvimento do pensamento ocidental, essa palavra sânscrita, Santôsha ganhou múltiplas transliterações. Desta forma, ele pode ser interpretado como: contentamento, auto-estima, satisfação, alegria, sentimento de prazer. Como praticante desta filosofia há mais de 25 anos, vejo essas transliterações como algumas das múltiplas manifestações da mesma percepção. Essa percepção, porém, é ainda muito mais abrangente do que as propostas atualmente. Para atletas de quaisquer categorias, o fracasso leva a uma situação de auto-estima baixa (descontentamento falta de prazer, insatisfação, depressão). Tal sentimento não é por si só, ruim afinal os atletas quando estão nesta condição são mais suscetíveis às palavras de apoio de seus respectivos treinadores (Smith, 1997). O problema surge quando esse sentimento se prolonga. Quando os fatores estressantes ultrapassam a aptidão física do atleta, a depressão pode instalar-se indefinidamente². A depressão pode ser provocada por inúmeros fatores. Entretanto, quando ela se prolonga a "somatização" passa ser um alto risco. Como isso ocorre? Ao efetivar a mitose as células reproduzem e aumentam os receptores celulares dos sentimentos predominantes. Se nossos sentimentos predominantes forem depressivos e se os mesmos sentimentos permanecerem por longos períodos, chegará um momento em que ocorre uma overdose destes sentimentos. É por essa razão que os depressivos mantêm-se nesta condição.

O que o Yoga faz para quebrar esse ciclo destrutivo? Na primeira fase o professor de Yoga, através da indução verbal, estimula um estado emocional produtivo (eu, particularmente, gosto de trabalhar com os sentimentos de paz, alegria e satisfação e suas manifestações). Numa segunda fase, transformamos isso num condicionamento reflexo. Uma versão ampliada da teoria de Pavlov. Em seguida passamos para a expansão destes condicionamentos através de Pranayamas³ que, conseqüentemente, leva suprimento extra de oxigênio para o cérebro. Como é sabido isto em associação com atividade física aeróbia reduz os estados depressivos¹. Todos os estados emocionais causam contrações involuntárias de músculos. Neste caso, os Asanas³ atuam reduzindo estas tensões e permitindo um restabelecimento paulatino e constante. Algumas posturas têm a capacidade de aumentar a oxigenação do cérebro em mais de 80% intensificando os efeitos dos Pranayamas citados anteriormente. Durante o período de Yoganidra³ os praticantes relaxam todas as estruturas do indivíduo sejam elas físicas, emocionais ou espirituais. Em última instância, o Dhyana³ faz com que o praticante entre em contato consigo mesmo¹, desenvolvendo e aprendendo a entrar em contato com seus condicionamentos internos buscando conhecê-los e/ou mudando-os³.Tudo isso é garantido por mais de 5000 de experimentação não científica. Porém, acessível a quaisquer pessoas que queiram experimentar. Bastando para tanto, procurar um professor experiente.
Bibliografia

¹"Goleman PhD, Daniel (Inteligência Emocional, 1996)"
²Nestes ítens constam os seguintes trabalhos:
“ Cratty (1983) "
" Gelfand & Hartmann, 1978"
" Thomas et al., 1978"
" Lintunen, 1985"
" Becker Jr., 1992 ;1997b"
" Skubic, 1965"
" Scanlan & Passer (1978; 1979)"
" Hansen (1967)"
" Griffith, 1972";
" Simon & Martens,1979"
“Van Yperen, 1998"
“Smith & Smoll, 1990" " Smith, 1997"
“Heil (1993)"
“Meeuwisse & Fowler, 1988"
“Crossman, 1985;"
“Eldridge, 1983;"
“Wiese & Weiss, 1987"
“Weiss & Troxell (1986)"
“Chan e Grossman (1988)"
“Smith e colegas (1990),"
Fonte:Centro cultural de Yoga

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Atividade física e saúde mental

Você sabia que a atividade física pode contribuir para sua saúde mental?
Além de fortalecimento muscular, aumento da capacidade cardiopulmonar e melhora da estética, sair do sedentarismo também pode trazer outros benefícios melhora do sono, humor e memória.
O aumento da aptidão física reduz as chances da pessoa desenvolver doenças crônico-degenerativas como a osteoporose, hipertensão, doenças coronarianas e diabetes, além de diminuir também o risco de desenvolvimento de transtornos psiquiátricos como ansiedade e depressão.
O avanço tecnológico, assim como pressões sociais e econômicas, levam o indivíduo muitas vezes a se entregar aos problemas mentais de ordem emocional. Ocorre que a prática regular de exercícios físicos aeróbios pode produzir efeitos antidepressivos e proteger o organismo dos efeitos prejudiciais do estresse na saúde física e mental.
“O aumento da capacidade aeróbia tem relação direta com a melhora nas funções cognitivas”Os exercícios físicos aeróbios são os mais indicados para promover melhora da aptidão, mas devem ser realizados na forma de um programa de treinamento físico aeróbio progressivo e controlado, sempre com acompanhamento de um profissional para monitoramento da intensidade destes exercícios de acordo com o nível de cada pessoa, além de avaliação clínica e psiquiátrica regular.
Alguns estudos sugerem que, dentre outros métodos, a atividade física pode ser considerada eficaz no tratamento da depressão.
Vale lembrar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido que resulta em gasto energético maior do que o dos níveis de repouso do corpo, ou seja, caminhar, subir escadas, varrer a casa.
Já o exercício físico é uma atividade física planejada, estruturada e repetitiva,como fazer musculação, corrida, ginástica localizada.
Tanto a atividade quanto o exercício podem trazer benefícios. A atividade ou o exercício físico podem ser coadjuvantes na prevenção e no tratamento da depressão.
Sono
O sono de pessoas ativas é bem melhor do que o de pessoas sedentárias. O exercício físico pode proporcionar liberação de hormônios e influenciar no ciclo sono-vigília, trazendo mais disposição para o dia-a-dia.
A intensidade e o volume de atividades físicas são extremamente importantes, pois quando a sobrecarga é aumentada até um nível ideal existe uma melhor resposta na qualidade do sono. Mas se existe uma sobrecarga de exercícios, haverá influência negativa direta sobre a qualidade do sono. O exercício físico e o sono de boa qualidade são fundamentais para a boa qualidade de vida e para a recuperação física e mental do ser humano.
Humor
A atividade física mostra-se eficaz também em pessoas que sofrem dos transtornos do humor, pois quando se tem um treinamento contínuo mais sem exageros, o exercício aeróbico melhora a aptidão e diminui os sintomas depressivos, reduz o percentual de gordura e os níveis plasmáticos de serotonina, melhorando assim o estado de humor do indivíduo.
A prática de exercício físico regular está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade.
O aumento da capacidade aeróbia tem relação direta com a melhora nas funções cognitivas, sendo que o exercício contribui para a integridade do cérebro e do sistema cardiovascular, melhora o tempo de reação, a força muscular e a amplitude de memória.
Estudos mostraram que pessoas idosas, que praticam atividade física como caminhar 3 vezes na semana por 1 hora, por exemplo, tem uma melhora significativa na atenção, memória, agilidade motora e humor, sugerindo assim que, principalmente as mulheres devem fazer um condicionamento físico aeróbio sistematizado, por ser uma alternativa não-medicamentosa para a melhora cognitiva.
Fonte:
Vanessa Salvador Marietto
Consultora de fitness
do Cyber Diet.
CREF 020396-G/SP

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O esporte que tem a sua cara


Por Rita Trevisan
Que todas as atividades físicas fazem bem ao corpo e à mente, ninguém duvida. Mas um deles, além desses benefícios, combina exatamente com o seu.
Os especialistas são unânimes em afirmar: abandonar a vida sedentária é fundamental para prevenir doenças, garantir mais disposição e bem-estar.
Em geral, a prática de um esporte conduz a uma melhora na capacidade cardiorrespiratória e na circulação, fortalece a musculatura, os tendões e até os ossos, deixando o corpo mais protegido contra lesões, torções e fraturas.
A prática regular de um esporte recreativo — aquele não-competitivo — diminui o risco de doenças como a hipertensão, o acidente vascular cerebral (AVC) e o diabetes”, complementa o educador físico Luis Carlos de Oliveira, instrutor de pesquisa do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
Tudo isso sem falar nos ganhos estéticos, como o controle do peso, o enrijecimento e a definição da musculatura. “Quem faz algum exercício regularmente garante mais quantidade e qualidade de vida”, resume Ricardo Munir Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).
Os benefícios de uma atividade física regular se estendem à saúde mental.
“O esporte funciona, muitas vezes, como um treino para a vida prática e propicia situações que permitem o conhecimento do próprio corpo e uma consequente melhora da autoimagem e da autoconfiança”, explica Eliane Jany Barbanti, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física (NUPSEA), da USP.
Mas, se são capazes de trazer inúmeros ganhos para a saúde do corpo e da mente, é importante saber que os exercícios se diferenciam entre si no que diz respeito a resultados específicos. Por isso, é tão importante fazer uma escolha acertada entre as várias modalidades disponíveis, antes mesmo de começar a treinar.
Para cada objetivo, existem atividades que são mais indicadas, pelo tipo de trabalho físico que proporcionam. De acordo com a sua meta, é possível estabelecer uma rotina de treinos personalizada, que vai garantir resultados mais rápidos e eficazes.
Fonte
Disponível em Viva Saúde - O esporte que tem a sua cara
revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/69/artigo122525-1.asp - 45k -

terça-feira, 8 de maio de 2012

Publicação do NUPSEA

Livro Psicologia do esporte de reabilitação: Exercícios Físicos e Depressão
Autora: Eliane Jany Barbanti
Para adquirir entrar em contato pelo e-mail elianeba@usp.br

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Técnicas para melhorar a Auto-Estima

Penso,
logo
Existo
René Descartes



Consultas técnicas que podem ajudá-lo a melhorar sua auto-estima envolvem aquilo que você venha a pensar, e por isso acredita que seja verdade sobre você.
Utilizando uma abordagem cognitiva comportamental, sua meta será a de trocar essas crenças falsas, negativas e irracionais por uma auto-avaliação e avaliação “racional" e rigorosa.
Aqui vai um desafio simples:
A partir deste momento em diante, qualquer conflito de pensamento negativo (falso), corrija a sua "auto-fala". Essas repetições velhas e imprecisas de mensagens. Estes atributos incorretos e irracionais enganam e levarão VOCÊ a pensar que não é adequado ou não é “bom o suficiente".
Quando disputar um pensamento ou corrigir uma conversa negativa, você pode lembrar de comportamentos do passado. Ponha isto de lado por um momento. Uma crença irracional que mantém fraca auto-estima é que as se igualam.
Embora suas ações façam parte de sua experiência, você fez o melhor que pode fazer com o que tinha na época. O comportamento está sempre sujeito a um ajustamento.
Seu comportamento não é a sua identidade
A auto-fala refere-se à "conversa" que temos com nós mesmos sobre nós próprios. Ela tem uma tendência julgar o nosso comportamento. Desde linguagem é pensamento, esta é a mais importante fonte negativa e irracional para o pensamento que sustenta a baixa auto-estima. Be aware of the critical judgments you make about yourself in your self talk. Fique alerta com as críticas que você faz sobre os julgamentos de si mesmo no seu próprio falar. Abaixo seguem uma lista de algumas coisas comuns que dizemos a nós mesmos e algumas sugestões de correção:correção: Exemplo de auto-fala “Rapaz, você é burro (ou burra, etc.)”.
Corrija correto com
"Isso certamente foi idiota (ou besta, etc.) Coisa a fazer (ou escolher, etc.) Eu farei melhor na próxima vez."
“Você realmente devia fazer” (preencher o espaço em branco)”
Corrija com a fala
"Acredito (ou penso) que seria melhor para (preencher o espaço em branco)."
"Como posso ser tão (estúpido, besta, preguiçoso, idiota, etc.)”.
Corrigir com a fala
"Tenho agido como um (estúpido, burro, preguiçoso, idiota, etc.) ultimamente, eu preciso fazer algumas modificações."
Uma técnica que funciona para corrigir e melhorar a auto-estima é a utilização da auto-afirmação. Estas são declarações sobre você que são racionais, exatas e positivas.A meta da cura é de voltar a gravar sobre o falso, negativo e irracional, mensagens que você acumulou ao longo do tempo, e têm reforçado. Ao fazer este exercício diário, o falso negativo é reposto com a verdade e afirmado.
AFIRMAÇÕES POSITIVAS
O formato de uma afirmação positiva é a seguinte:Eu, [seu nome], sou [afirmação vai aqui]
Mantenha a afirmação direta.
Faça relativamente simples.
Não mude o verbo Eu sou.
Faça uma declaração verdadeira sobre você.
  • Tente desenvolver de 7 -10 afirmações. Se realmente ficar preso aqui, peça a alguém próximo (e de quem você confia) que lhe diga uma qualidade positiva. Sinta-se livre para usar os meus exemplos para você começar.Agora vem a parte do esforço:No início do seu dia, tire 5/10 minutos e escreva estas afirmações em um pedaço de papel por no mínimo de 3 vezes.
  • Cinco vezes seria melhor. Não, ela não irá funcionar apenas se as ler, e não, digite-as no computador não é a mesma.
  • A menos que escrever à mão seja problemático ou impossível, você se beneficia mais de escrever a próprio o punho.
  • Coloque suas afirmações num cartão e leia, por vezes, ao longo do dia é um suplemento que eu uso na prática do meu aconselhamento.Terapia de intervenção cognitivo-comportamenta
  • Conforme você escreve as afirmações você pode notar uma "voz" que lhe diz a declaração que não é verdade, isto é um desperdício de tempo, etc. Isto é o velho "eu - negativo" se rebelando contra ser substituído.Dispute qualquer pensamento contrário ou crença que ocorra.
  • Utilize fatos e informações para apoiar e reforçar sua causa. Por exemplo:Eu escrevo, "Eu, Tim, sou uma pessoa compreensiva." Eu aviso lembrando como fui rude com alguém há um tempo atrás.Não concordo com essa "voz" e me recordo de tempos que dediquei à caridade, pensei nas necessidades de um amigo, alguém que fiz um favor, etc. Estes fatos apóiam a minha declaração de que eu sou atencioso. Eu continuo o desafio, ao reconhecer que eu agi rudemente naquela ocasião. Eu vou cometer o erro de agir rudemente em algum momento no futuro. Isso não muda a "verdade" que eu costumo agir de um modo considerado, e está certo eu afirmar que, eu SOU, uma pessoa compreensiva. Discutir ou discordar do seu pensamento falso e autodefesa é um desafio no início. Isto se torna mais fácil com a prática, e, eventualmente, você não precisará fazê-lo, porque você sabe a verdade.
  • Utilize a Técnica de Declarações por um mês (30 dias). Complete todos os dias - sem pausas. Veja se não haverá uma melhora no seu nível de auto-estima.
    Extraído do texto do original: Techniques to Improve Self Esteem disponível on line em http://www.my-counseling-site.com/
  • Tradução de Eliane Jany Barbanti Postado por Eliane Jany Barbanti às 11:45 AM 0 comentários

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Como evitar as dores musculares

· Evitando-se o uso de contrações excêntricas de alta intensidade (como os saltos, por exemplo).
· Evitando muitas repetições excêntricas com cargas elevadas, especialmente se não usa a amplitude total do movimento.
· Nas corridas, o regime excêntrico ocorre toda vez que o pé toca o solo à frente do corpo, onde o tornozelo, joelho, e quadril absorvem as forças de impacto que são controladas pelas forças excêntricas.
· Corrida no plano não produz quantidade de tensão, mas as descidas de corridas produzem 3 a 5 vezes mais.
· A maneira ideal de fazer desaparecer as dores é realizar um trabalho moderado na região muscular dolorida.
· Na ginástica aeróbia as maiores contrações excêntricas ocorrem na aterrissagem dos saltos, deve-se evitar os saltos principalmente com iniciantes.
· O melhor remédio é o exercício
EM TERMOS DE EXERCÍCIOS, O MAIOR ERRO DAS PESSOAS É FAZER DEMAIS EM POUCO TEMPO, O SEGREDO ESTÁ NA REGULARIDADE E NA MODERAÇÃO”.
FONTE
BARBANTI, V. J. - Aptidão física: um convite à saúde. São Paulo, Ed. Manole Ltda., p98-99; 1990;

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Caminhada previne ganho de peso com a idade

Caminhada previne ganho de peso com a idade, diz pesquisa
Estudo revela que 30 minutos de caminhada podem ser suficientes
Caminhe para prevenir o ganho de peso provocado pela idade
Apenas 30 minutos de caminhada por dia podem ser o suficiente para evitar o aumento de peso que ocorre com o envelhecimento, segundo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
A pesquisa acompanhou durante 15 anos cerca de 5 mil pessoas com idades entre 18 e 30 anos. Os pesquisadores descobriram que, entre as mulheres mais pesadas, meia hora de caminhada todos os dias reduzia em até 450 gramas por ano o ganho de peso que costuma acompanhar o envelhecimento. Entre os homens, esse aumento no nível de atividade física também fazia efeito, mas de forma menos significativa.
Com isso, os especialistas concluíram que "caminhar é de particular relevância porque é geralmente uma forma barata e acessível de atividade física para muitas pessoas" e pode "melhorar não apenas o controle do peso como também a saúde pública geral"
Fernando Fischer
Disponível na Internet em Caminhada previne ganho de peso com a idade http://www.revistasportlife.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A prática do karate-dô e o controle das emoções

Por volta de 1.500 d.C., foi criada a arte marcial no Japão, tendo como objetivo aprimorar técnicas de defesa pessoal. Na era do Shogun Tokugawa (1.600 a 1867), os treinos eram direcionados para o aperfeiçoamento e a melhoria do espírito, da técnica e do corpo. A meta principal não era vencer o adversário, mas sim lapidar o próprio corpo, a fim de desenvolver o autocontrole, dominar o medo, a ansiedade e o descontrole emocional. Portanto, a prática do Caratê não se resume apenas às competições esportivas.
Naqueles tempos, os treinos eram realizados nos dojôs (simboliza um templo de evolução) e, às vezes, no meio das montanhas, a fim de dotar os praticantes do sentido da percepção ambiental, com vistas ao autocontrole, e à capacidade de localização e mudança de ambiente. Estes treinos eram realizados em um ambiente adverso, causando desconforto pelo excesso de calor, frio, chuva ou umidade do ar.
A meta era proporcionar condições para uma mudança de comportamento no espírito do praticante, dotando-o de um poder de resolução imediata, sem passar pelo crivo da razão, capacitando-o a identificar o perigo, através da percepção vibracional do ambiente, ou armar o contra-ataque numa situação de inevitável confronto.
Hoje, a adoção de práticas usadas pelos antigos mestres tais como sacos de areia e maquiwara (tábua de madeira com palhas de arroz para fortalecer os socos), em face desses conceitos técnicos e filosóficos, visa fortalecer o corpo e o espírito de forma clara, contribuindo para a transformação do indivíduo, em harmonia com uma sociedade ainda que competitiva.
Nas competições, os atletas devem ser tecnicamente preparados dentro dos princípios citados, para combaterem a insegurança, o medo e o descontrole emocional, tendo como objetivo principal, não a vitória em si, mas o autocontrole e o domínio da ansiedade, para perceberem e explorarem as falhas do adversário.
Esta forma aparentemente antagônica de objetivos leva o praticante, caso seja vencido em uma luta, a ver o fato não como uma derrota, mas como uma oportunidade de aprendizado consciente para perceber seus erros e pontos fracos, bem como aceitar com humildade eventuais críticas de terceiros, já que estes lhe proporcionam oportunidade de corrigir tais falhas. A vitória é a consequência lógica da aplicação desses princípios e produto das nossas escolhas ou das falhas do oponente.
Conta-se que dois ratos viviam na floresta e foram para a cidade grande. Um não se acostumou com o burburinho, a confusão da metrópole e a civilização moderna. Ficou muito inseguro, vacilante, confuso e nervoso. Descontrolado emocionalmente, chorava, gritava, lamentava-se e reclamava contra a mudança do ambiente. Suas lamentações e gritaria acabaram despertando a atenção de um gato que o agarrou e fez dele seu alimento. O outro, por sua vez, “forjou o corpo e o espírito”, percebeu que a mudança de ambiente não era tão ruim assim e tomou a decisão positiva de enfrentar o problema como um desafio à sua capacidade de superação das dificuldades. Com tranquilidade pôde perceber pontos positivos de estar na civilização moderna. Com a visão despertada para a nova realidade conseguiu visualizar nos esgotos uma fonte sustentável de alimentos. Em um prédio descobriu um buraco que logo transformou em residência, já que era quente e agradável. Protegido do frio e das tempestades, com alimento garantido, melhorou consideravelmente seu padrão de vida, integrando-se sem problemas à nova comunidade.
A moral do conto é a interpretação positiva dos fatos, se diante das mudanças bruscas e inesperadas da vida, o indivíduo se deixa levar de imediato pelo lado ruim, envolvendo-se no problema como se ele fizesse parte dele, fatalmente desmoronará, mas, se conseguir visualizar o outro lado da moeda ou da situação, haverá muitas soluções. Esta é a chave do sucesso em todas as áreas dos inter-relacionamentos humanos.
A prática correta do caratê é um caminho para se obter o equilíbrio físico e mental. A aplicação correta desses princípios resulta em benefícios como:
autoconfiança, melhoria da concentração, força de vontade, capacidade de decisão e análise, planejamento e organização, disciplina, bom senso, liderança e outros.
A filosofia, os princípios e os lemas que norteiam o carateca dentro do seu aprendizado são denominados Dojô-Kun.
Autor
Prof. Yasuyuki Sasaki
Faixa preta 8º Dan.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Depressão - Definição de Termos

A depressão é um problema médico caracterizado por continuada alteração no humor e falta de interesse em atividades prazerosas.
O estado depressivo se diferencia do comportamento "triste" ou melancólico por ser uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos.
A depressão é um transtorno de humor que engloba uma variedade de distúrbios psicológicos.
É doença com sintomas bem específicos, pode ser caracterizada quando perduram no mínimo duas semanas: tem tratamento.
Bem diferente da tristeza ou do baixo astral a depressão é o resultado de alterações da ação de neurotransmissores no cérebro e atinge em torno de 20% da população do mundo.
Um entre quatro deprimidos procura ajuda.
Para cada homem, duas mulheres sofrem de depressão, ou seja, a proporção é de 40% a 60%.
Dos casos de suicídio têm estreita relação com a doença.
Homens depressivos morrem quatro vezes mais por suicídio que mulheres. (apesar de elas cometerem mais tentativas).
A depressão tem início entre 15 e 24 anos.
DEFINIÇÃO DE TERMOS
Os neurônios são células nervosas.
Neurotransmissores são substâncias responsáveis pelas trocas de informações do Sistema Nervoso Central. SNC:
Endorfinas.
Serotoninas
.
Graças aos neurotransmissores temos:
Emoções, sentimos prazer, etc.
Sinapse é a comunicação entre os neurônios.
É a base do funcionamento cerebral e do sistema nervoso.
Na depressão: acontece uma diminuição na quantidade de neurotransmissores e o sistema nervoso a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente.
Ou
O neurônio receptor captura menos neurotransmissores e o sistema nervoso funciona com menos “combustível”.
Eliane Jany Barbanti