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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Acabe com a raiva

Algumas aulas nas academias podem ajudá-lo a deixar para trás esse estado de humor. Descubram quais são elas!

1781
Por Sara Puerta e Lygia Haydée

Todo mundo, quando está com raiva, sente vontade de dar um soco na pessoa que o deixou naquele estado. Obviamente, violência não é a melhor resposta a isso, mas, certamente, dá para espancar um saco de areia. Não é à toa, portanto, que aulas como o kick­boxing, o boxe e as artes marciais sejam um dos melhores antídotos para esse estado de espírito. Especialistas confirmam:
elas também são capazes de gerar mais confiança, foco e disciplina.  Nos momentos em que o ódio toma conta, vale dar chutes, desferir socos e rolar no chão. De acordo com Turíbio Leite de Barros, médico do esporte, especialista em fisiologia do exercício pela Unifesp  e membro do Colégio Americano de Medicina do Esporte, lutas costumam gerar a circular de adrenalina, hormônio liberado em situações de risco. “Aulas como essas requerem grande atenção, disciplina e condicionamento, que pode resultar num tipo de satisfação que pode não ser encontrado em outras áreas da vida”, diz Lee Igel, psicólogo do esporte da Universidade de Nova York (EUA).

Mixed Martail Arts

Chamado até não muito tempo atrás de vale-tudo, o MMA, ou artes marciais mistas, é uma mescla de boxe, muay thay, jiu-jítsu, judô e caratê. O esporte vem crescendo no Brasil, impulsionado em boa medida pelos torneios internacionais, entre eles o UFC, onde os atletas brasileiros sempre têm des­taque. Mas a maior parte das pessoas que procuram essa au­la quer mesmo distância dos sopapos. Para o “grosso” dos alu­nos, a ideia é desestressar e perder peso. Chega-se a queimar 1 000 cal em 1h30 de aula. A procura é tanta que algumas academias chegaram a construir um octógono, nome dado ao ringue do MMA. Segundo Ney Dias, professor de jiu-jítsu da Academia Barbosa Jiu-Jítsu (SP), os alunos conseguem lidar melhor com a raiva e o estresse, e ficam menos ansiosos.
“Além disso, muitos alunos tímidos vão  se tor­nando mais desenvoltos com o tempo”, acrescenta.
Lygia Haydée

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Banana contra depressão

Segundo pesquisa, aminoácido presente na fruta causa bem-estar
Comer duas ou três bananas por dia pode ajudar a tratar a depressão
Comer duas ou três bananas por dia pode ajudar a tratar a depressão, conclui estudo do Instituto de Pesquisas de Alimentos e Nutrição das Filipinas.
A banana contém alto teor de triptofano, aminoácido que, uma vez no cérebro, leva à produção de serotonina, a substância ligada ao bem-estar. A ingestão moderada da fruta aliviaria os sintomas da depressão, afirmam os pesquisadores.
Fernando Fischer
Disponível na Internet em Banana contra depressão http://www.revistasportlife.com.br/

Medo da água

PUBLICADO NO SITE SESC REVISTAS:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/revistas_link.cfm
VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?
Algumas pessoas perdem a chance de desfrutar dos benefícios da natação por puro pavor da água, mas cursos específicos podem oferecer uma nova chance de superar o problema.
A natação é considerada um dos esportes mais completos que existem. A prática beneficia a respiração, uma vez que os movimentos executados dentro da água tonificam o diafragma - músculo localizado entre o tórax e o abdômen, essencial para respiração -, permitindo uma melhor ventilação pulmonar. Além disso, a atividade queima cerca de 430 calorias a cada hora. Parece perfeito, não? Só que tem gente que não se convence com esses argumentos e prefere se manter longe da piscina ou do mar. O motivo? Medo da água. "Não se trata necessariamente de ter uma experiência anterior traumática. Mas o medo da água se inicia na infância", explica a educadora de práticas esportivas Eliane Jany Barbanti, professora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física (Nupsea) da Universidade de São Paulo (USP). Segundo a professora, os motivos pelos qual uma criança pode ter medo ou resistir a entrar na água são muito variados. Entre eles, Eliane cita o fato de a água não ser o meio natural em que o ser humano vive, e, às vezes, a pressão dos próprios pais em fazer o filho nadar o mais cedo possível. "Para a criança a água é um elemento desconhecido", explica. "Ela não sabe se desenvolver nele. Sem mencionar a diferença de temperatura que existe entre a criança e a água. Esse medo do desconhecido pode constituir uma das primeiras barreiras que impedem que a criança se sinta à vontade na água." Quanto à postura dos pais, a educadora aconselha que o ritmo da criança seja respeitado. "Forçá-las a entrar na água só serve para aumentar ainda mais o problema. É certo que algumas resistem num primeiro momento, mas depois a tendência é que elas se sintam bem. Mas, uma vez na água, se a criança continua a não gostar, o melhor é não continuar."
Abordagem correta
O fato de ter tido uma experiência pouco feliz com a água na infância não implica que o problema vá durar para o resto da vida. Cursos de natação pensados especialmente para lidar com alunos que desejam superar o medo oferecem uma nova chance para que o indivíduo possa desfrutar dos benefícios da prática - além de poder se divertir com uma boa piscina ou tomar aquele banho de mar. Algumas unidades do Sesc São Paulo contam com o serviço. "Procuramos mostrar para o aluno que todos os riscos são controláveis e que há segurança nas aulas pela presença do professor, estagiário e salva-vidas", explica Marcos Cardoso Gonçalves, instrutor do Sesc Consolação. "Também aproveitamos o relato de experiências dos alunos mais antigos. Além disso, é possível uma adaptação em piscina mais rasa." O professor de natação Mauro Miyasaki, do Sesc Santo André, esclarece que a dificuldade de adaptação ao meio líquido é compreensível. Mas, segundo ele, basta a abordagem certa para que o aluno se torne mais um assíduo freqüentador da piscina. "Durante muito tempo o ensino da natação deu ênfase à mecânica dos movimentos dos quatro estilos de nado: crawl, de costas, de peito e borboleta", conta. "Ainda hoje, muitos estabelecimentos de ensino privilegiam esse tipo de abordagem tecnicista, que não leva em consideração as diferenças individuais. Tenho alunos que tentaram aprender em outros cursos, mas se sentiram desmotivados, incapazes de realizar os exercícios. É aí que a pessoa começa a pensar que jamais será capaz de aprender a nadar." O método usado na unidade Santo André, a exemplo das demais, é o de considerar as particularidades do indivíduo e trabalhar o medo antes de "jogar" o aluno na água. "Primeiro converso com a pessoa para tentar descobrir quais foram suas experiências anteriores", diz. "Depois explico que a piscina não é profunda e que dá pé. É preciso trabalhar de forma gradativa, de acordo com a possibilidade de cada um. Assim o aluno vai adquirindo confiança nele mesmo e no professor." O professor de educação física Darci Scotton, criador do Mergulho terapia®, método que visa a auxiliar pessoas que têm medo ou traumas da água, reitera que a postura do instrutor é fundamental. "O profissional deve ter muito tato, muita habilidade para perceber processos internos do aluno - mentais emocionais e fisiológicos -, só assim poderá trabalhar com quem tem medo ou fobia e montar uma estratégia para lidar com cada caso."
Dicas para perder o medo
Quebrar barreiras na água é um processo que exige o respeito das etapas, e isso deve acontecer de acordo com o tempo de cada um.
Adultos
- A principal dica é ter calma. Vá devagar, especialmente no primeiro contato.
- Não tenha medo de perguntar. Procure saber o tempo todo o que vai ser feito na aula, a segurança é fundamental para que o aluno possa relaxar na água.
- Evite ficar ao lado de pessoas que estejam realizando movimentos bruscos no mar ou na piscina. Isso pode assustar e a intenção é justamente afastar o medo.
- Respeite o seu limite. Se a água na cintura for o ponto máximo a que você pode chegar, relaxe e procure curtir mais esse passo.
Crianças
- A presença do pai ou da mãe na aula ajuda. Aos olhos das crianças, os pais sempre vão significar uma maior proteção.
- Valorize cada pequeno progresso. Se o "aspirante a nadador" for seu filho, faça festa cada vez que o pequeno conseguir dar mais uma braçada.
- Ainda para os menores: explique as sensações que ele pode ter na água. Conte, por exemplo, que ela é mais fria que a temperatura do corpo.
- Atenção, senhores pais: não soltem a criança na água. Mantenham-na nos braços até que ela se sinta mais segura e à vontade.
Consultoria: Eliane Jany Barbanti, professora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Físca (Nupsea) da Universidade de São Paulo (USP).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Motivação no Esporte

Resumo
O assunto relacionado à motivação pessoal tem alcançado grande importância atualmente. Em razão deste destaque encontra-se na literatura os mais diversos conceitos e aplicações sobre motivação. O objetivo deste texto é de apresentar brevemente alguns conceitos e aplicações para motivar pessoas a praticar atividade física durante um longo período de tempo. Portanto, espera-se que este artigo sirva como uma espécie de guia com algumas abordagens sobre motivação, motivos, teorias motivacionais e suas aplicações para quaisquer pessoas que sejam interessados no assunto ou estejam estudando o tema.
Unitermos: Motivação. Revisão. Motivos.

Abstract
The subject related to motivation has reached a great importance nowadays. Because of this prominence, literature have showed several concepts and applications about motivation. The objective of this text is to briefly present some concepts and applications for motivating people to practice physical activity for a long period of time. Therefore, this article serves as a kind of guide with some approaches about motivation, reasons, motivational theories and their applications for anyone who is interesting in the subject or studying the theme.

Keywords: Motivation. Review. Motives
Introdução
Quando uma pessoa inicia um programa de atividade física ou uma modalidade esportiva, seja esta iniciativa causada por necessidade ou por convicção, a maior dificuldade que se encontra é na aderência desta atividade à longo prazo. Juntamente a isto, é reconhecido que os efeitos benéficos de qualquer atividade para à saúde, dependem extensivamente da adoção por um longo período de estilo de vida ativo.
A palavra motivação exerce um grande efeito sobre as pessoas principalmente quando refere-se a prática de atividades físicas em geral. Muitas vezes a motivação pode ser responsável por inúmeras razões pelas quais o indivíduo decidirá realizar alguma atividade física ou não.
O assunto relacionado à motivação pessoal tem alcançado grande importância atualmente, e diversos congressos relacionados à esta área tem o considerado como tema principal. Esta preocupação resultou em diversos pesquisadores à tentar buscar uma fórmula perfeita para motivação. Conseqüentemente, encontra-se na literatura os mais diversos conceitos e aplicações para este tema. O objetivo deste texto é de apresentar brevemente alguns conceitos e aplicações para motivar pessoas a praticar atividade física durante um longo período de tempo.
Conceitos de motivação e motivo
A motivação é conceituada como o processo que leva as pessoas a uma ação ou inércia em diversas situações. Este processo pode ser ainda o exame das razões pelas quais se escolhe fazer algo, e executar algumas tarefas com maior empenho do que outras (CRATTY, 1984). Entretanto, MAGILL (1984) se refere à motivação como causa de um comportamento. O mesmo, define motivação como alguma força interior, impulso ou uma intenção, que leva uma pessoa a fazer algo ou agir de certa forma.
CRATTY (1984), neste assunto, relata que as pessoas escolhem suas atividades físicas ou esportes, assim como participam destes com determinado grau de competência dependendo das suas experiências primitivas ou acontecimentos, situações e pessoas mais recentes.
O processo motivacional também é uma função dinamizadora da aprendizagem, e os motivos irão canalizar as informações percebidas na direção do comportamento (TRESCA, DE ROSE JR, 2000).
Na proposta de ATKINSON (2002), a motivação dirige o comportamento para um determinado incentivo que produz prazer ou alivia um estado desagradável. Segundo MURRAY (1973), o motivo se distingue de outros fatores como a experiência passada da pessoa, as suas capacidades físicas ou a situação ambiente onde se encontra, e que também podem contribuir na sua motivação. MURRAY (1973) também classifica os motivos em dois grupos: inatos ou primitivos e adquiridos ou secundários (agressão, raiva, etc).
Por outro lado, há também pesquisadores que conceituam os motivos como sendo construções hipotéticas, que são aprendidas ao longo do desenvolvimento humano e servem para explicar comportamentos (WINTERSTEIN, 2002). As explicações para as ações baseiam-se na suposição de que a ação é determinada pelas expectativas e pelas avaliações de seus resultados e pelas suas conseqüências.(WINTERSTEIN, 1992).
PAIM (2001) relata que na relação ensino-aprendizagem, em qualquer ambiente, conteúdo ou momento, a motivação constitui-se como um dos elementos centrais para a sua execução bem-sucedida.
Observando os mais diversos conceitos e definições citadas acima, pode-se concluir que existe duas linhas de raciocínio. Ou seja, alguns pesquisadores acreditam nas "experiências anteriores" para haver motivação, e outros cientistas pressupõe em "experiências posteriores" para tal ação. Todavia, existem alguns que seguem uma outra linha de pensamento onde tudo faz parte da motivação como é declarado por SAMULSKI (2002). Este relata que a motivação seria a totalidade daqueles fatores que determinam a atualização de formas de comportamento dirigidas a um determinado objetivo.
WEINBERG e GOULD (2001) descrevem muito bem as mais diversas definições, conceitos, diretrizes e teorias que abordam o tema motivação. Estes autores definem a motivação como sendo a direção e a intensidade do esforço. A direção refere-se a um indivíduo buscar, aproximar ou ser atraído a certas situações. Enquanto a intensidade refere-se ao esforço que um pessoa investe em uma determinada situação. WEINBERG e GOULD (2001) ainda descrevem as três visões típicas da motivação como sendo: visão centrada no participante, visão centrada na situação e a visão interacional entre indivíduo e situação. Outro ponto muito importante no texto de WEINBERG e GOULD (2001) está relacionada com as diferentes teorias da motivação que constituem em:

1) teoria de necessidade de realização, onde a visão interacional considera fatores pessoais e situacionais;

2) teoria da atribuição, que se focaliza em como as pessoas explicam seus fracasso e sucessos;

3) teoria das metas de realização que visa as metas de realização, percepção de capacidade e comportamento frente à realização; e

4) teoria da motivação para competência que relaciona às percepções de controle dos atletas.
No artigo de revisão de WINTERSTEIN (1992) é descrito uma visão geral dos processos de motivação com ênfase no motivo de realização. O autor também reporta diversos tipos de comportamento motivacionais baseando-se em autores como Heckhausen e Erdmann.
Teorias motivacionais
O interesse da população sobre o reconhecimento dos benefícios dos exercícios para a saúde resultou na descrições de diversas teorias comportamentais. Basicamente estas teorias foram adaptadas ou criadas com o interesse de avaliar ou propor a adesão da prática de atividade física nas pessoas. As pesquisas nestas áreas são geralmente chamadas de determinantes ou aderência à exercícios. Estes estudos são de cunho observacional, ou seja, sem intervenções e correlacionados com as atividades físicas. (SALLIS e OWEN, 1999)
SALLIS e OWEN (1999) comentam o quanto é necessário desenvolver teorias, modelos e hipóteses para auxiliar os pesquisadores em focalizar somente nas variáveis que acreditam ser relacionadas à atividades físicas. A maior parte das teorias formais e modelos que são aplicadas neste campo de pesquisa sobre determinantes da atividade física são também utilizadas em outros campos de estudo comportamental. O quadro 1 descreve a maioria das variáveis associadas a cada tipo de teoria mais comumente utilizada, e quais são algumas de suas técnicas de intervenções.

Quadro 1. Teorias e modelos utilizados na pesquisa em Atividade Física



As teorias motivacionais destacam que um indivíduo pode ter, como fonte de suas ações, razões internas (intrínsecos) ou externas (extrínsecos). Os motivos intrínsecos são resultantes da própria vontade do indivíduo, enquanto os extrínsecos dependem de fatores externos. Alguns motivos provêm de fontes externas ao indivíduo e à tarefa, incluindo-se aí diversas recompensas sociais e sinais de sucesso. Outras fontes podem ser resultado da estrutura psicológica do indivíduo e de suas necessidades pessoais de sucesso, sociabilidade, reconhecimento e etc. Apesar de haver numerosos fatores que influenciam a motivação individual, alguns autores classificam as pessoas segundo os motivos que as fazem ingressar no esporte ou em situações de sucesso. (CRATTY, 1984). Segundo ROBERTS (1992) é uma erro relacionar motivação diretamente com a performance no esporte ou na atividade física. A motivação não pode justificar a melhora ou a piora do desempenho de um indivíduo no esporte.
Adultos e crianças são motivadas a participar em esportes por razões similares. Embora os aspectos sobre saúde são mais importantes para os adultos, e o desenvolvimento de habilidades e competências são mais relevantes para as crianças (GILL, 2000). Em um estudo no qual BUTT (1995) estabeleceu as competências sobre os aspectos motivacionais na literatura. Este autor dividiu os níveis de motivação em quatro tipos: motivação biológica, motivação psicológico, motivação social e motivação secundária.
Para pessoas com necessidades especiais, utiliza-se os mesmos aspectos da motivação para o esporte, mas com diferença em relação a maiores frustrações e menor velocidade de progressão dos mesmos. Várias pessoas que tornaram-se deficientes por causa de algum tipo de trauma ou doença já tiveram experiências positivas ou negativas com exercícios antes da deficiência. Em alguns casos, a deficiência foi causada por alguma lesão atlética. Apesar desta experiência anterior, estes portadores de deficiência sintam-se mais motivados a realizarem algum tipo de atividade física do que aqueles que não tiveram tal experiência. Em relação a motivação externa, em termos gerais, as experiências com sucesso tornam mais fácil o processo de aprendizagem do que o fracasso. Pois em diversas pessoas, as experiências negativas aumenta o nível de insatisfação de um programa de atividades resultando em abandonos (SHEPARD, 1990).
Estudos com a aplicação dos conceitos de motivação
MASACHS et al. (1994) realizou um estudo sobre os motivos para participar de programas de exercícios físicos. Em sua breve revisão literária, os autores descrevem algumas pesquisas demonstrando os mais diversos tipos de investigação com o objetivo de entender o porquê da desistência das pessoas em continuar qualquer tipo de atividade. Os autores também investigaram os motivos passados e presentes das pessoas para continuarem ou desistirem de algum programa de atividades físicas. MASACHS et al. (1994) concluíram que a realização de exercícios físicos de forma regular fazia com que houvesse uma mudança substancial nas motivações dos indivíduos, determinando a aparição de razões para manter-se ativo. Este fato não foi identificado pelos sujeitos que desistiram dos exercícios físicos ou no passado ou no presente.
No estudo de TRESCA e DE ROSE JR (2000) investigou-se a predominância motivacional em aulas de dança na educação física escolar e verificaram que não houve uma diferença diferença entre as motivações intrínsecas e extrínsecas.
Enquanto isto, no estudo com cadeirantes que praticam basquetebol, identificou-se que os tipos de motivação destes indivíduos existem fatores intrínsecos e extrínsecos. Além disto, 50% dos praticantes buscaram neste esporte para desenvolver atividades do tipo lazer/recreação (BOAS, BIM e BARIAN, 2003).
BASSETS e ORTÍS (1999) estudaram a motivação de mulheres universitárias. Os autores encontraram que os motivos pelos quais estas decidiram praticar atividade física foram o acesso livre às instalações, tempo disponível e percepções dos benefícios físicos e psicológicos.
Conclusão
Observa-se que existe uma preocupação sobre a motivação em inúmeros estudos. Diversos pesquisadores vem investigando a motivação em relação à definição, mensuração e aplicação deste componente tanto para o dia-a-dia quanto para as situações aplicáveis na Educação Física. Até os dias de hoje existem muitas controvérsias relacionadas com fatores e teorias sobre o desenvolvimento da motivação do indivíduo para com uma atividade ou esporte. No entanto, se pode concluir que a motivação é um aspecto tal quanto importante quanto o aspecto físico. Assim, o profissional de Educação Física deveria preocupar-se não somente com a parte física das pessoas, mas também com o aspecto psíquico. Muitas vezes estes aspectos são determinantes para o desenvolvimento das práticas esportivas, independente da natureza, principalmente em crianças e portadores de necessidade especiais. Pode-se dizer que muitas pessoas praticam algum tipo de atividade não só por causas dos benefícios à saúde que estão toda hora na mídia, mas por causa do bem-estar psíquico que acompanha os praticantes assíduos.
Portanto, espera-se que este artigo sirva como uma espécie de guia com algumas abordagens sobre motivação, motivos, teorias motivacionais e suas aplicações para quaisquer pessoas que sejam interessados no assunto ou estejam estudando o tema.
Referências BibliográficasATKINSON, R.; ATKINSON, R.; SMITH, E.; BEM, D. Introdução à psicologia de Hilgard. 13º Ed. Porto Alegre: Artmed. 2002.
BASSETS, M.P.; ORTÍS, L.C. Una intervención motivational para pasar del sedentarismo a la actividad en mujeres universitarias. Revista de Psicología del Deporte. v.8, n.1, p.53-66, 1999.
BOAS, M.S.V.; BIM, R.H.; BARIAN, S.H.S. Aspectos motivacionais e benefícios da prática do basquetebol sobre rodas. Revista de Educação física/UEM. v.14, n.2, p.7-11, 2003.
BUTT, D.C. Short scales for the measurement of sport motivation. International Journal of Sport Psychology. n.4, p.203-216, 1995.
CRATTY, B.J. Psicologia do Esporte. 2° Ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall do Brasil. 1984.
GILL, D.L. Psychological Dynamics of Sport and Exercise. 2° Ed. Illinois: Human Kinetics. 2000.
MAGILL, R.A. Aprendizagem Motora: conceitos e aplicações. São Paulo: Edgard Blücher. 1984.
MASACHS, M.; PUENTE, M.; BLASCO, T. Evolución de los motivos para participar en programas de ejercicio físico. Revista de Psicología del Esporte. v.5, n.4, p.71-80, 1994.
MURRAY, E.J. Motivação e Emoção. 3° Ed. Rio de Janeiro: Zahar. 1973.
PAIM, M.C.C. Fatores motivacionais e desempenho no futebol. Revista de Educação Física/UEM. v.12, n.2, p.73-79, 2001.
ROBERTS, G. Motivation in sport and exercise: Conceptual Constrains and Convergence. ROBERTS, G. (Org.). Motivation in sport and exercise. Illinois: Human Kinetics. 1992.
SALLIS, J.F.; OWEN, N. Determinants of Physical Activity. SALLIS, J.F.; OWEN, N (Org.). Physical Activity & Behavioral Medicine. California: Sage Publications, 1999.
SAMULSKI, D. Psicologia do Esporte. Barueri: Manole. 2002.
SHEPARD, R.J. Fitness in Special Populations. Illinois: Human Kinetics. 1990.
TRESCA, R.P.; DE ROSE JR, D. Estudo comparativo de motivação intrínseca em escolares praticantes e não praticantes de dança. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. v.8, n.1, p.9-13, 2000.
WEINBERG, R.S.; GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. 2° Ed. Porto Alegre: Artmed. 2001
WINTERSTEIN, P.J. Motivação, educação e esporte. Revista Paulista de Educação Física. v.6, n.1, p.53-61, 1992.
WINTERSTEIN, P.J. A motivação para a atividade física e para o esporte. DE ROSE JR et al (Org.). Esporte e atividade física na infância e na adolescência: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed. 2002.
Fonte
Leticia de Matos Malavas

Jorge Both
http:www.efdeportes.com
revista digital · Año 10 · N° 89 Buenos Aires, Octubre 2005 © 1997-2005

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dieta mediterrânea combate a depressão

Seja feliz com a dieta mediterrânea
Nutrientes presentes no regime têm efeitos que combatem a depressão, diz estudo.
Dieta mediterrânea
Mais uma razão para adotar a dieta Mediterrânea. Depois de já se ter mostrado que ela ajuda a prevenir doenças do coração, agora, ao que parece, ela o deixará mais alegre.
Estudo da Universidade de Navarra, Espanha, mostrou que quem come a dieta rica em vegetais, grãos integrais, frutas e peixes tem menos chance de ter depressão.
Os nutrientes presentes no regime melhoram a função dos vasos sanguíneos, reparam danos feitos pelos radicais livres e combatem inflamações, condições que podem reduzir as chances de desenvolver o problema, disseram os cientistas na revista Archives of General Psychiatry.
Fernando Fischer

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Jiu-jítsu: tenha a mente sã

Rani Yahya: "Respire profundamente. Ajuda a manter o foco na luta"
Aprenda algumas estratégias com Rani Yahya

Por Sara Puerta

A mente não só é capaz de desviar o lu­­tador da dor e fazê-lo continuar treinando, como ela também é fator deter­mi­nante do desempenho. No jiu-jítsu, manter a espinha ereta e o “coração” tranquilo fazem toda a diferença.
É importante manter o foco na técnica e na percepção do adversário. Para o faixa preta Rani Yahya, 26, campeão do ADCC em 2007 e o mais jovem campeão mundial (com 14, então vestindo a faixa azul), a cabeça tem mais influência nos resultados do que os músculos. “É comum que os pensamentos se alternem muito durante uma disputa. O ideal é manter a concentração e focar no que acontece ali”, aconselha.
Mas como? Yahya tem uma técnica que o mantém presente no combate. “Seja o que estiver acontecendo, respire calma e conscientemente. Isso o ajudará a manter-se focado”. Outra dica importante concedida pelo lutador é blindar-se das expectativas que vêm de fora, já que sempre haverá pressão. “A ioga também é um ótimo complemento, somado à meditação, para silenciar a mente e diminuir a ansiedade”, observa.

Lygia Haydée

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Depressão pode ser causada por estresse no trabalho

Você sabia que o estresse no trabalho é uma das maiores causas causas da depressão?
Pois é, em longo prazo, os efeitos da rotina extremamente estressante com pressão contínua na busca de resultados e melhora de desempenho são fatores que podem afetar diretamente a qualidade de vida e saúde do empregado.
E isso é algo que está se tornando cada vez mais comum.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. No mundo, estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão, 17 milhões delas somente no Brasil.
Os quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento das atividades, chegando até a demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário.
O Ministério da Previdência Social avaliou números de afastamento do trabalho e constatou que os transtornos mentais e comportamentais representaram mais de um terço dos casos entre 2000 e 2005. De acordo com o Ministério, as áreas profissionais mais afetadas pelos transtornos do humor são mercado financeiro, refino de petróleo, transporte ferroviário urbano e bancos comerciais.
Ainda de acordo com a OMS, 75% das pessoas que tem depressão nunca receberam um tratamento adequado o que agrava ainda mais a situação de quem enfrenta uma doença como esta. Por isso, é importante estar atento aos sintomas para poder buscar o tratamento. Confira os principais:
Emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida.
Físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estomago, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.
Por Vila Sucesso
Disponível na Internet em http://vilamulher.terra.com.br/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Cigarro atrapalha o paladar

De acordo com pesquisa realizada na Grécia, o tabagismo altera o formato e a sensibilidade das papilas gustativas
Nicotina causa mudanças funcionais e morfológicas nas papilas gustativas.
O hábito de fumar não apenas aumenta o risco de câncer e doenças cardiovasculares, mas também atrapalha o paladar, deixando os alimentos menos saborosos, segundo estudo da Universidade Aristóteles, na Grécia.
De acordo com os pesquisadores, o tabagismo pode afetar o formato das papilas gustativas e a formação de vasos sanguíneos no local. Foram avaliados 62 homens jovens das forças armadas gregas (metade dos quais eram fumantes), que tiveram a sensibilidade gustativa e o número e formato de suas papilas gustativas medidos. E as análises indicaram que as papilas gustativas dos fumantes eram mais lisas do que a dos não-fumantes.
Os pesquisadores explicam que “a nicotina pode causar mudanças funcionais e morfológicas” nas papilas gustativas, sem afetar severamente seu número, e isso faria do tabagismo um importante fator de redução da sensibilidade do paladar. “Diferenças estatisticamente importantes entre o paladar dos fumantes e dos não-fumantes foram detectadas”, destacaram os autores, ressaltando que mais estudos são necessários para confirmação.
Fernando Fischer
Disponível na Internet em Cigarro atrapalha o paladar

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Capacidade de VO2 máximo para indivíduos fumantes e não fumantes...

CAPACIDADE DE VO2 MÁXIMO PARA INDIVÍDUOS FUMANTES E NÃO FUMANTES
Resumo
A predominância do tabagismo é baixa entre as pessoas que praticam exercícios.

Em repouso e, numa menor extensão, durante o exercício, a nicotina da fumaça do cigarro aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminui o débito sanguíneo cardíaco e aumenta e demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco.

No exercício, a nicotina também aumenta os níveis de lactado no sangue, porém, não existem evidências conclusivas de que o exercício auxilia as pessoas a interromper o hábito de fumar, mas a maioria dos programas de interrupção incluem o exercício como componente vital.

Objetivo foi quantificar a capacidade de VO2 máximo durante a realização do teste de 12 minutos, onde participaram 9 indivíduos fumantes e não fumantes.

Quanto aos resultados: para os fumantes existe uma relação entre o tempo em que foi fumado o último cigarro com o exercício e que a capacidade de VO2 máximo é menor do que no indivíduo não fumante.

Unitermos: Tabagismo. Exercício físico. VO2 máximo.
Disponível on line emhttp://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 85 - Junio de 2005







quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Endorfina: aumenta o bem estar e diminui o stress

Você já ouviu falar que exercício vicia? Algumas pessoas realmente são viciadas em atividade física. Esta dependência causada pelo exercício é atribuída às concentrações elevadas de endorfina produzidas por determinados exercícios.
Muitas pessoas se sentem irritadas, ansiosas, depressivas e com péssimo humor quando deixam de fazer exercícios físicos.

ENDORFINA é uma substância natural produzida pelo cérebro durante e depois de uma atividade física que regula a emoção e a percepção da dor, ajudando a relaxar e gerando bem estar e prazer.

A endorfina é considerada um analgésico natural, reduzindo o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões e sendo até recomendado no tratamento de depressão leves.
Há pessoas que não gostam tanto do exercício, mas da sensação de bem estar de tê-los feito. Assim sendo, a liberação de endorfina que gera a sensação de bem estar, provoca esse estado de plenitude que experimenta o praticante regular de atividade física. Mas esta liberação de endorfina depende das características da atividade física que estamos praticando. Entretanto, como se trata de um mecanismo provocado pela adaptação do corpo ao exercício, ela vai sendo liberada gradualmente desde o início da atividade.
“Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação”
Em determinado momento, porém, atinge um limiar de produção que a torna perceptível e surge a sensação de bem-estar que persiste mesmo depois de terminado o exercício.
Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Outros estudos observaram aumento das dosagens desse hormônio até 72 horas após o exercício.

A endorfina é produzida na hipófise e liberada para o sangue juntamente com outros hormônios como o GH (hormônio do crescimento) e o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) que estimula a produção de adrenalina e cortisol. A intensidade e duração do exercício parecem ser responsáveis pela concentração de endorfina no sangue. Após exercícios de intensidade leve a moderada (menor que 60% do VO2max) não foi verificado aumento da taxa de endorfina no sangue. Um estudo comparativo entre um exercício aeróbio (com cargas crescentes de intensidade) e outro anaeróbio (com duração máxima de 1 minuto) encontrou concentrações plasmáticas aumentadas de endorfina de forma muito semelhante. No exercício aeróbio esse nível alto de endorfina foi encontrado após ter sido alcançado o limiar anaeróbio (cerca de 75% do VO2 máx). Observou-se também relação direta entre as concentrações de endorfina e outros hormônios relacionados à atividade física como o ACTH e adrenalina. Não existe um tempo de exercício pré-determinado a partir do qual a endorfina começa a ser liberada mais intensamente. Estudos, já citados acima, demonstraram que tanto exercícios aeróbios quanto anaeróbios podem provocar um aumento de sua concentração. Desta forma, se torna importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os exercícios, para que você conheça o seu nível de condicionamento físico bem como limiares aeróbio e anaeróbio, e possa trabalhar de forma correta e segura. Insista nos exercícios aeróbios de 5x a 6x por semana, na musculação de 3x a 5x por semana e nos alongamentos.
Sinta este bem estar!
Matéria assinada por:Valéria Alvin Igayara de SouzaCREF 7075/ GSP – Especialista em treinamento Cyber dist.