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Alô queridos!!!

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A cura da vergonha tóxica

A Vergonha Tóxica pode ser o alicerce para muitas das coisas que você não entende muito bem sobre você. Também é a raiz da maioria do comportamento co-dependente.
Ele distorce sua identidade, dando-lhe um inconsciente auto-conceito, e leva a má auto-estima.
A maioria disto provém da sua família de origem.
De geração a geração os que cuidam das crianças inconscientemente envergonham, humilham, mantém normas inatingíveis, mantém dependências inapropriadas, evitam, retém o amor, negam, desmerecem, diminuem, etc. aqueles que estão sob seus cuidados.
Crescer em um ambiente de Vergonha Tóxica torna a formação de relações íntimas um desafio doloroso, com uma identidade marcada por pobres fronteiras interpessoais, muitas vezes o medo de abandono, e o sentimento de ser defeituoso. É um legado imerecido, com efeito, de longo alcance.
É importante esclarecer que curar sua identidade danificada não é colocar a culpa em ninguém. No entanto, requer que você se torne consciente de como e o que outros passaram a você.
Muitas vezes, é um resultado final dos que cuidam estarem indisponíveis ou distraídos devido ao vício uma substância, workaoolismo, perfeccionismo, co-dependência, ou outras deficiências mentais.
Os seus comportamentos disfuncionais eram, e são, as suas tentativas para lidar com a vergonha que foi transferida para eles. Há apenas um problema, o que estão fazendo, ou fizeram, não livra quem cuida da sua vergonha, e leva adiante uma nova remessa na pessoa que eles forneciam nutrição e cuidado.
O único método atual para livrar-se da Identidade da Vergonha tóxica , é aprender a recusar ou aceitar mais. O processo será um trabalho emocional bem como de estar dispostos a se dar paciência e tempo.
Para começar, eu sugiro que você faça uma lista de todas as pessoas na sua vida que você acha que são ou foram importantes para você. No topo desta lista estarão os seus pais. Mesmo que um ou ambos estavam ausentes.
Esta lista pode incluir qualquer um, eles não têm de ser parte da sua família. Qualquer um que teve um impacto significativo sobre sua educação poderia ter "descarregado" vergonha em você.
Depois que você fizer sua lista, deixe-a de lado durante cerca de uma semana e não faça mais nada. Basta deixa-la fixada. Seja o mais gentil que puder para consigo próprio e com os outros.
Quando passar uma semana, tome a sua lista e identifique quem você acredita ter colocado vergonha sobre você. Mesmo pequenas quantidades de vergonha pode ter impacto sobre o que você acha de você. O grau de impacto normalmente dependente de quão importante a pessoa é (ou era) para você.
Novamente, eu aconselho você a deixá-la de lado durante cerca de uma semana. É importante que tenha consciência de que está lidando com um material altamente tóxico emocional. Seja atencioso com você e outros.
Enquanto você espera para continuar, ajudará se você puder obter uma imagem ou duas de você quando você era uma criança. Eu sugiro que você obtenha uma de idade em torno de 6 ou 7 anos e outra ao redor de 12 ou 13 anos.
Se você perceber que está se tornando muito irritado, chateado ou deprimido será melhor, se você encontrar um aconselhamento profissional para ajudá-lo com esta tarefa.
Agora que você tem algumas pessoas identificadas, e você tem algum conhecimento da vergonha que tentaram lhe transferir, você pode começar a "devolver de volta.”.
Com suas imagens à vista, comece a escrever a mão uma carta para a pessoa no topo de sua lista. Deixe-os saber, em termos inequívocos, como você se sentiu e dizer-lhes que você está lhes dando devolvendo de volta a sua vergonha. Dois pontos importantes para este exercício:
É muito importante que você “escrever a mão” esta carta. A menos que você tenha uma deficiência que o impeça que disto, não utilize um teclado para escrever esta carta. Não se preocupe com a sua caligrafia, esta não é uma carta que será enviada, de qualquer forma. O ato de escrever permite-lhe limpar sua mente de dados emocionais muito mais eficazmente.
Tente escrever sobre a vergonha do ponto de vista da sua "criança interior", ou seja, do ponto de vista da pessoa jovem que vive em sua memória. Você pode talvez gravar, com algum esforço, E você pode deixá-la "falar". Ela é a pessoa envergonhada, e ela é a pessoa que tem de dar de volta.
Se você se sentir preso, tente escrever com a sua mão "não-dominante" (se você é destro, tente escrever com a mão esquerda ou vice versa). Sei que isto soa um pouco diferente, e isso pode ajudá-lo a conectar-se com suas emoções e lembranças da infância.
Seja paciente e não tenha pressa com essa carta. Pode demorar uma semana, um mês, o tempo que você precisar . Apenas ponha para fora e num papel.
Depois de ter terminado a sua carta, será com você sobre o que você vai fazer com ela. Não é importante que você envie ao destinatário.
Se você sentir que precisa fazê-lo, gostaria de aconselhar você a reveja o que está dizendo a esta pessoa. Será que eles si quer entenderão? Isto causará mais problemas a você? Talvez essa primeira carta possa ser um modelo para você fazer para uma que você decida enviar futuramente.
Algumas pessoas gostam de fazer uma cerimônia onde eles rasgam a carta, ou as queimam (em segurança, é claro). Eles proclamam sua liberdade da vergonha do seu passado.
Escreva quantas cartas você necessitar escrever. Este método parece funcionar para a maioria das pessoas que tentam. Eventualmente, você começará a ter um sentimento de estar se escondendo da vergonha tóxica que contribuiu para enquadrar você no pensamento irracional e incorreto sobre si mesmo.
Neste ponto, você precisa começar a curar essa menina ou menino dessas fotos. Olhe para eles e diga-lhes em voz alta: "Eu amo você e vou estar aqui para você." Você também pode se imaginar sentado ao lado delas sobre um sofá ou cama. Imagine-as dizendo a você sobre os seus sentimentos ruins e você coloca o seu braço em volta dela e lhe diz que vai dar tudo certo, você está aqui para ela agora e você vai ser a (o) sua (seu) campeã (campeão).
Seu trabalho emocional terá de continuar. Para a Vergonha Tóxica se tornar completamente ineficaz, você deve substituí-la com a verdade. Isto é feito, corrigindo a seu auto-conceito e re-construir sua auto-estima. Algo que pode te ajudar a iniciar-se de um maravilhoso poema escrito por Virginia Satir.
My Declaration of Self Esteem Minha declaração de auto-estima
Extraído do texto do original: Healing Toxic Shame Identity disponível on line em http://www.my-counseling-site.com/
Tradução de Eliane Jany Barbanti

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

As fronteiras da co-dependência

As Fronteiras da Co-dependência
Muitas vezes, quando aconselhando sobre o tema da co-dependência, a conversa vai girando ao redor de como a co-dependência envolve uma relação disfuncional consigo mesmo.
Há uma concordância com esta declaração. No entanto, quando perguntados aos clientes o que eles pensam que isto significa, muitas vezes irão responder com um olhar vazio.
Isto não é porque eles não compreendem a questão, eles têm dificuldade se conectar com a parte da declaração o “relacionamento consigo mesmo”.
Isto porque para um co-dependente, não existe qualquer pensamento sobre uma relação com o eu—Houve uma desistência disto há muito tempo atrás.
Para entender como isso pode acontecer, vamos examinar mais de perto alguns elementos deste relacionamento perdido e sacrificado. Isto começa com dois conceitos-chave
:

EU
(Você)
O conceito de “Eu”

O conceito de “Eu” é uma combinação:
De sua AUTO-IMAGEM:
Isto é a sua coleção de conhecimentos, experiências e crenças sobre a sua natureza, valores, qualidades, caráter, personalidade, comportamento típico, etc. Se você for solicitado a descrever a si próprio, isto é o que você irá apresentar.

Sua auto-estima:
Este é o seu grau de respeito, e avaliação de si mesmo. Ela inclui o seus:
· Valores para consigo próprio como um ser humano;
· Crenças sobre o seu significado;
· Aprovação de, em, e sobre, você.


“LIMITES” servem o propósito de:
CONTER e SEGURAR quem você é como um único individua separado.
Existem três níveis de fronteira:

FÍSICA
Isto, naturalmente, é o seu corpo. Você decide e controla quem, quando e como o seu físico pode ser tocado ou abordado.
(Nós geralmente não gostamos de estranhos, inicialmente, que cheguem aos abraços. Quando você se sente desconfortável em uma multidão, este é o seu limite físico alertando que você está sendo testado).

EMOCIONAL
Que você sente é o que você sente. Você determina e experimenta o que você está sentindo, a todo o momento determinado.
(Já lhe foi dito, “Eu sei como / o que você está sentindo.”? Pense na sua resposta habitual. Este é o seu limite emocional alertando-o de ter sido violado).
PSICOLÓGICA


Suas percepções, pensamentos, opiniões, crenças, etc. são determinados e experimentados por você a qualquer momento determinado.
(Frequentemente, quando este limite é ultrapassado, nos sentiremos manipulados ou como se “tivessem armado contra nós”.Isto acontece quando alguém tenta invalidar os seus pensamentos ou experiências).



Como mostra este gráfico, limites saudáveis são suficientes para conter e proteger o indivíduo, e ao mesmo tempo, ter espaço para os outros “serem permitidos a ele”. Limites não saudável, por outro lado, ou são inexistentes, ou porosos ou eles são tão rígidos como uma parede.Pense em interagir com outro indivíduo tanto no nível físico, emocional, ou psicológico. Que conjunto de limites que você prefere? Não há fronteira suficiente e você fica muito desprotegido e oprimido; demais, e ninguém consegue se conectar.
Espero que isto lhe de um conhecimento básico sobre o seu eu e como seus limites o contem, mantém e protegem. Você irá aprender mais sobre o seu desenvolvimento nos próximas informações. Agora, vamos dar uma olhada como fronteiras pobres e a co-dependência entram em existência na próxima página,
co-dependência como você aprende .

Extraído do texto do original: Codependency - An Explanation (Continued) disponível on line em http://www.my-counseling-site.com/

Tradução de Eliane Jany Barbanti






quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Técnicas para melhorar a Auto-Estima

Penso, logo Existo
René Descartes

Consultas técnicas que podem ajudá-lo a melhorar sua auto-estima envolvem aquilo que você venha a pensar, e por isso acredita que seja verdade sobre você.
Utilizando uma abordagem cognitiva comportamental, sua meta será a de trocar essas crenças falsas, negativas e irracionais por uma auto-avaliação e avaliação “racional" e rigorosa.
Aqui vai um desafio simples:
A partir deste momento em diante, qualquer conflito de pensamento negativo (falso), corrija a sua "auto-fala". Essas repetições velhas e imprecisas de mensagens. Estes atributos incorretos e irracionais enganam e levarão VOCÊ a pensar que não é adequado ou não é “bom o suficiente".
Quando disputar um pensamento ou corrigir uma conversa negativa, você pode lembrar de comportamentos do passado. Ponha isto de lado por um momento. Uma crença irracional que mantém fraca auto-estima é que as se igualam.
Embora suas ações façam parte de sua experiência, você fez o melhor que pode fazer com o que tinha na época. O comportamento está sempre sujeito a um ajustamento.
Seu comportamento não é a sua identidade
A auto-fala refere-se à "conversa" que temos com nós mesmos sobre nós próprios. Ela tem uma tendência julgar o nosso comportamento. Desde linguagem é pensamento, esta é a mais importante fonte negativa e irracional para o pensamento que sustenta a baixa auto-estima. Be aware of the critical judgments you make about yourself in your self talk. Fique alerta com as críticas que você faz sobre os julgamentos de si mesmo no seu próprio falar. Abaixo seguem uma lista de algumas coisas comuns que dizemos a nós mesmos e algumas sugestões de correção:correção: Exemplo de auto-fala “Rapaz, você é burro (ou burra, etc.)”.
Corrija correto com
"Isso certamente foi idiota (ou besta, etc.) Coisa a fazer (ou escolher, etc.) Eu farei melhor na próxima vez."
“Você realmente devia fazer” (preencher o espaço em branco)”
Corrija com a fala
"Acredito (ou penso) que seria melhor para (preencher o espaço em branco)."
"Como posso ser tão (estúpido, besta, preguiçoso, idiota, etc.)”.
Corrigir com a fala
"Tenho agido como um (estúpido, burro, preguiçoso, idiota, etc.) ultimamente, eu preciso fazer algumas modificações."
Uma técnica que funciona para corrigir e melhorar a auto-estima é a utilização da auto-afirmação. Estas são declarações sobre você que são racionais, exatas e positivas.A meta da cura é de voltar a gravar sobre o falso, negativo e irracional, mensagens que você acumulou ao longo do tempo, e têm reforçado. Ao fazer este exercício diário, o falso negativo é reposto com a verdade e afirmado.
AFIRMAÇÕES POSITIVAS
O formato de uma afirmação positiva é a seguinte:Eu, [seu nome], sou [afirmação vai aqui]
Mantenha a afirmação direta.
Faça relativamente simples.
Não mude o verbo Eu sou.
Faça uma declaração verdadeira sobre você.
  • Tente desenvolver de 7 -10 afirmações. Se realmente ficar preso aqui, peça a alguém próximo (e de quem você confia) que lhe diga uma qualidade positiva. Sinta-se livre para usar os meus exemplos para você começar.Agora vem a parte do esforço:No início do seu dia, tire 5/10 minutos e escreva estas afirmações em um pedaço de papel por no mínimo de 3 vezes.
  • Cinco vezes seria melhor. Não, ela não irá funcionar apenas se as ler, e não, digite-as no computador não é a mesma.
  • A menos que escrever à mão seja problemático ou impossível, você se beneficia mais de escrever a próprio o punho.
  • Coloque suas afirmações num cartão e leia, por vezes, ao longo do dia é um suplemento que eu uso na prática do meu aconselhamento.Terapia de intervenção cognitivo-comportamenta
  • Conforme você escreve as afirmações você pode notar uma "voz" que lhe diz a declaração que não é verdade, isto é um desperdício de tempo, etc. Isto é o velho "eu - negativo" se rebelando contra ser substituído.Dispute qualquer pensamento contrário ou crença que ocorra.
  • Utilize fatos e informações para apoiar e reforçar sua causa. Por exemplo:Eu escrevo, "Eu, Tim, sou uma pessoa compreensiva." Eu aviso lembrando como fui rude com alguém há um tempo atrás.Não concordo com essa "voz" e me recordo de tempos que dediquei à caridade, pensei nas necessidades de um amigo, alguém que fiz um favor, etc. Estes fatos apóiam a minha declaração de que eu sou atencioso. Eu continuo o desafio, ao reconhecer que eu agi rudemente naquela ocasião. Eu vou cometer o erro de agir rudemente em algum momento no futuro. Isso não muda a "verdade" que eu costumo agir de um modo considerado, e está certo eu afirmar que, eu SOU, uma pessoa compreensiva. Discutir ou discordar do seu pensamento falso e autodefesa é um desafio no início. Isto se torna mais fácil com a prática, e, eventualmente, você não precisará fazê-lo, porque você sabe a verdade.
  • Utilize a Técnica de Declarações por um mês (30 dias). Complete todos os dias - sem pausas. Veja se não haverá uma melhora no seu nível de auto-estima.
    Extraído do texto do original: Techniques to Improve Self Esteem disponível on line em http://www.my-counseling-site.com/
  • Tradução de Eliane Jany Barbanti Postado por Eliane Jany Barbanti às 11:45 AM 0 comentários

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Exercícios físicos recomendados no tratamento complementarda depressão..

ATIVIDADES AERÓBIAS
CAMINHADA/BICICLETA
São atividades Aeróbias, principalmente quando praticadas por pessoas sedentárias.
Destacando-se Principais Benefícios:
Normalização dos níveis de áreas da atenção, memória e controle motor.
Controle da ansiedade.•
AUMENTO:•
Dos níveis de Serotonina nas áreas de humor.• Da síntese e liberação de Endorfinas.•
Taxa basal.•
DIMINUIÇÃO:•
Depressão.• Compulsão.• Estresse.
FITNESS
O FITNESS está ligado à saúde funcional:
Envolvimento confortável /produtível das atividades diárias.
O Objetivo principal é o CONDICIONAMENTO FÍSICO:
Desenvolvimento das capacidades motoras relacionadas à saúde:
RESISTÊNCIA AERÓBIA, COORDENAÇÃO, FLEXIBILIDADE, RESISTÊNCIA DE FORÇA, COMPOSIÇÃO CORPORAL.
As aulas utilizam:
Ginástica Aeróbia, Exercícios Localizados, Rítmicos Variados, Step, Alongamento, etc.
Realizadas com música facilitando o desenvolvimento das atividades. Barbanti (1990)
ATIVIDADES NÃO AERÓBIAS
EXERCÍCIOS LOCALIZADOS
São exercícios de força e resistência muscular localizada.
Flexibilidade, elasticidade, alongamento.
Melhoram:
O humor geral
Sintomas da depressão e ansiedade.
A auto imagem, auto estima e confiança.
ALONGAMENTO
É a extensão do músculo além de seu comprimento em repouso.


Melhora:

Aspectos físicos:
Problemas na coluna
Aspectos psicológicos
Controle da Ansiedad
Estresse.
Depressão.
Fadiga ou perda de energia

FONTE:BARBANTI, E. J. Efeito da Atividade Física na Qualidade de Vida Em Pacientes com Depressão e Dependência Química. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, v11, n 1, p. 37-45. 2006.
BARBANTI, V. J. - Aptidão física: um convite à saúde. São Paulo, Ed. Manole Ltda., 1990;

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Efeito do álcool no organismo

Atividade Física e Álcool
Antes de mais nada, o álcool é uma toxina, um veneno. Seu uso, mesmo em pequenas quantias, produz várias anomalias fisiológicas no corpo que diminuem a capacidade de força, resistência, recuperação e a capacidade de metabolizar gordura para energia. Ele é particularmente perigoso porque é um solvente bipolar, isto é, ele é solúvel na água e na gordura. Isso o permite penetrar em todas as células do corpo, principalmente as do sistema nervoso.
Sua ação no sistema nervoso central causa uma deteriorização severa. Mesmo em pequenas doses ele diminui a quantidade e a intensidade dos sinais excitatórios para os neurônios motores que estimulam a contração muscular, diminuindo a força muscular, além de provocar uma diminuição na coordenação mãos olhos (por isso não se deve guiar após beber).
As moléculas do álcool ficam no corpo um tempo bem maior do que se pensa ás vezes até por várias semanas.
A presença do álcool no sistema digestivo cria um ambiente que diminui a absorção de vários nutrientes na corrente sanguínea contribuindo principalmente para o estado de anemia.
Há pelo menos 30 estudos associando o consumo de álcool à hipertensão. Todos eles mostrando que a pressão arterial se eleva nos que consomem álcool e não apenas naqueles que bebem muito, mas também naqueles que fazem uso moderado da bebida. Há uma relação direta entre o consumo de álcool e o aumento da pressão arterial.
O álcool tem também um grande efeito negativo sobre o fígado. O fígado é o principal órgão responsável pela desintoxicação do álcool, de forma que quanto mais álcool entrar no sistema, mais estresse sobre o fígado, Uma exposição prolongada a grandes quantidades de álcool, danifica e destrói as células do fígado. Sua ação é prejudicial ao fígado não apenas porque ele é tóxico, mas também porque ele é diurético. O álcool inibe a liberação de HAD, hormônio antidiurético, de forma que a água é "descarregada" do corpo em grandes quantidades (já pensaram em bares sem banheiros? Como iria ser?).
Finalmente, um produto final da desintoxicação do álcool pelo fígado é o ácido lático. Quando o fígado é forçado a tratar de grandes quantidades de álcool pode resultar numa condição de acidose lática. Esse acúmulo de ácido lático não apenas interfere com a função muscular, como também inibe a excreção renal de ácido úrico através dos rins, resultando num estado chamado hiperuricemia. Essa condição resulta problemas como dores nas articulações.
As mudanças acima descritas ocorrem penas nas pessoas que bebem muito. Alguns drinques ocasionais, o chamado "beber socialmente" não têm conseqüências negativas para a maioria das pessoas saudáveis.

FONTE BARBANTI, V. J. - Aptidão física: um convite à saúde. São Paulo, Ed. Manole Ltda., p 103-105; 1990;




quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Caminhando rumo a uma vida equilibrada

Caminhada por Marcela Delphino

MUITOS BENEFÍCIOS E POUCAS EXIGÊNCIAS, AS CAMINHADAS SÃO ALIADAS DA BOA FORMA E DO BEM-ESTAR.

As caminhadas não exigem equipamentos especiais e podem ser feitas em diversos lugares, então, o que você está esperando para calçar os tênis e começar essa atividade física tão simples e completa? O que não vale é passar horas perambulando pelo shopping. “Para obter os benefícios da caminhada é preciso dar ênfase no que está fazendo e ter objetivo”, afirma Eliane Jany Barbanti, educadora no Centro de Práticas Esportivas (Cepe).
foto:Cecília Bastos

“Para obter os benefícios da caminhada é preciso dar ênfase no que está fazendo e ter objetivo”Eliane Jany Barbanti
Quando a pessoa presta atenção no que está fazendo e tem uma orientação, começam a ser consideradas a freqüência, a duração e a intensidade do exercício. “Esses parâmetros levam a uma zona de treinamento adequada e a caminhada passa a ser uma atividade física”, explica Eliane. Visando à segurança e aos ganhos cardiovasculares do exercício aeróbio, a intensidade deve estar entre 60% e 80% da máxima freqüência cardíaca, de acordo com a idade. A freqüência deve ser de, no mínimo, três vezes por semana e a duração de quinze a sessenta minutos. Os resultados, aumento da resistência cardiorrespiratória, perda de peso, entre outros, só são alcançados se a prática for contínua.
foto:Cecília Bastos
Josefa Francisca da Silva
“Tenho diabetes e pressão alta, caminhar foi uma indicação médica. Além disso, o exercício me distrai e me faz sentir jovem”, conta Josefa Francisca da Silva Ferreira, técnica de laboratório no Instituto de Geociências, que caminha há vinte anos. “Se feita corretamente, a caminhada estimula o coração, os pulmões e todo o sistema circulatório”, afirma Eliane. Fora os benefícios físicos, a caminhada promove diminuição do estresse e controle da ansiedade.


“A absorção de oxigênio atua sobre os neurotransmissores na liberação de endorfinas, isso gera a sensação de bem-estar”, explica Eliane. “Numa zona de treinamento adequada, depois de 20 minutos, o corpo automaticamente começa a liberar esses neurotransmissores, que é o que falta em quem tem depressão”, completa a educadora, que coordena o grupo de Atividade Física e Depressão no Cepe. “Só a medicação não é suficiente para mim, necessito de atividade física”, afirma Veni Maria Andres Felli, professora de química farmacêutica na Faculdade de Ciências Farmacêuticas e participante do grupo. foto:Francisco Emolo “A caminhada é um bom exercício para mim, que fico na mesma posição muito tempo por causa da profissão”, completa Veni, que considera caminhar um prazer.>Embora sem grandes exigências, a caminhada deve ser acompanhada de alguns cuidados básicos. É importante que se faça um alongamento antes, especialmente dos membros inferiores, além disso a coluna deve permanecer reta, o olhar para frente e a barriga contraída. “É uma atividade espontânea, não precisa de um local exclusivo, pode ser feita em um bosque, numa pista, numa praia, em lugares de terreno irregular. Sem os alongamentos, que são fáceis de memorizar, você pode se machucar”, alerta Eliane.

“A caminhada é um bom exercício para mim, que fico na mesma posição muito tempo por causa da profissão” Veni Maria Andres Felli
“A caminhada faz com que eu durma melhor e tenha mais disposição; ainda, mantém o condicionamento físico, equilibra e enrijece o corpo”, afirma Maria do Socorro Bezerro Rocha, bibliotecária no Instituto de Ciências Biomédicas, que costuma caminhar pela manhã. Durante o exercício, as pessoas não devem estar de estômago vazio e a hidratação tem de ser constante. Os tênis devem ser bons, com algum amortecimento, mas não precisam ser sofisticados. Se a pessoa sentir algum mal-estar não deve forçar, mas parar imediatamente. Não existe um horário ideal para se exercitar, cada pessoa tem seu relógio biológico e isso deve ser respeitado.
O Espaço Aberto é uma publicação mensal da Universidade de São Paulo produzida pela CCS - Coordenadoria de Comunicação Social. Todos os direitos reservados®e.mail: espaber@edu.usp.br

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O corpo fala

O corpo fala quando:
  • O resfriado corre quando o corpo chora.
  • A dor de garganta surge quando não é possível comunicar a aflição.
  • O estomago arde quando as raivas não conseguem sair.
  • O diabetes invade quando a solidão dói.
  • O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
  • A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
  • O peito aperta quando o orgulho escraviza
  • O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
  • As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
  • A pressão sobre quando o medo aprisiona.
  • As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
  • A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
  • A alegria aparece quando o perfeccionismo fica intolerável
Escolha o que falar, com quem, onde, quando e como.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ataques de Pânico não são comuns como parecem

Entre dez e 15% das pessoas experimentam um ataque pelo menos uma vez na vida.
Um ataque de pânico é, no mínimo, uma experiência muito desagradável. É muito mais intenso do que sentir ansiedade ou sentir-se estressado, por exemplo. Se você nunca teve um ataque de pânico considere o que você sentiria se fosse repentinamente acometido por um terror intenso e irracional. Seu coração começaria a bater fortemente, você teria dificuldade de respirar e sua mente ficaria confusa com um senso de perda de controle. E para fazer as coisas ainda piores, você não entenderia porque cargas d?água você começou a se sentir assim, porque um ataque de pânico o "tira do ar? sem nenhuma causa imediatamente explicável.
O que é
Uma resposta intensa do organismo que atua nos mecanismos de "fuga ou luta" de uma pessoa e a faz sentir as mesmas sensações físicas e emocionais de como se sua vida estivesse em perigo, mesmo que não haja nada a temer no momento do ataque.
Sintomas
Palpitações, taquicardia ou aceleração cardíaca acima da média, transpiração, tremores, dificuldade respiratória, sensação de respiração curta, dor no peito ou desconforto, terror paralisante, náusea ou distress abdominal, tonturas, desorientação, instabilidade, fraqueza e parestesias, sensações de adormecimento e latejamento, arrepios ou calores repentinos, sensação de irrealidade ou despersonalização, desligamento de si mesmo, medo de perder o controle ou de estar ficando louco, medo de morrer, forte sentimento de querer escapar.
Um ataque de pânico atinge o máximo de sua intensidade entre um a dois minutos e persiste durante a próxima meia hora ou mais. Outros ataques podem ocorrer várias vezes por mês e podem ser tão severos quanto o ataque inicial.
Causas
Muitos fatores podem contribuir para o advento de um ataque de pânico:

  • hiperventilação (desequilíbrio entre a entrada do oxigênio e a saída do gás carbônico) por uma maneira de respirar errada;
  • uma etapa de transição na vida da pessoa pode ser precedida por um ataque de pânico, principalmente o ataque inicial;
  • histórico de um Trauma emocional, mesmo se ele não está relacionado, pode estar por trás de alguns tipos de ataques;
  • alguns tipos de doenças e ingestão de substâncias, como a cafeína e algumas drogas ingeridas sem controle médico podem provocar o pânico.
Ataques de Pânico não são comuns. Dez a 15% das pessoas experienciam um ataque pelo menos uma vez durante suas vidas. Os sintomas de um ataque de pânico podem ser confundidos com os de um ataque cardíaco: sofredores frequentemente chegam aos pronto-socorros no seu primeiro ataque temendo estar tendo um ataque do coração. Sentem-se envergonhados sobre suas condições que podem ser reforçadas por atitudes preconceituosas e mal informadas de cuidadores da saúde, amigos e familiares que avaliam o problema como sendo "tudo da sua cabeça" minimizando o problema. Por essa razão, muitos sofredores da síndrome evitam discutir o problema com profissionais da saúde diminuindo suas chances de serem encaminhados para um tratamento efetivo.
Quando o pânico se torna freqüente, pode destruir a vida cotidiana, o trabalho, as relações, a
auto-estima de uma pessoa. A Síndrome do Pânico raramente é resolvida sem tratamento. A conseqüência maior de uma Desordem do Pânico sem tratamento é o aparecimento de uma fobia crônica que complica ainda mais a vida do sofredor. Ele passa a evitar o lugar de trabalho, lugares públicos e mesmo sair de casa (agorafobias) na esperança de evitar ter o ataque. The American Psychological Association se reporta às pessoas que sofrem de Síndrome de Pânico como pessoas propensas ao alcoolismo, ao uso abusivo de drogas e a um grande risco de suicídio, a uma perda significativa da qualidade de vida, perdendo muito tempo em emergências de hospitais, diminuindo sua atividades físicas e esportivas, atividades que lhes dão prazer, tornando-se dependentes financeiramente de terceiros, sendo menos saudáveis física e emocionalmente que as pessoas que não sofrem de nenhum mal, perdendo sua autonomia e a capacidade de dirigir suas vidas.
A boa notícia
Uma nova abordagem para eliminar o pânico foi desenvolvida pelo Terapeuta Bioenergético Ron Robbins, PhD, chamado Integração Rítmica. Dr. Robbins esteve no Brasil em setembro de 2006, ministrando workshop sobre este tema. O Projeto da Integração Rítmica apresenta um método rápido para reduzir os ataques de pânico, representando um avanço no tratamento dessa condição. A razão do seu sucesso, e o que faz dele algo diferente dos outros métodos, é que ele identifica a reação corporal que desencadeia o ataque, reduzindo drasticamente a freqüência dos ataques de pânico. Uma vez identificada a causa inicial que desencadeia o ataque, o pânico não pode continuar a se desenvolver. O terapeuta ajuda o paciente a se tornar consciente desses primeiros sinais e então ele é levado através do processo da Integração Rítmica a interromper o padrão do ataque de pânico e a se prevenir dos ataques se ocorrerem novamente. Através desse método, uma vez identificada a causa, o próprio indivíduo passa a ter controle sobre suas crises, podendo reduzi-las à freqüência zero no prazo de um ano (segundo demonstram as pesquisas). O método não requer o uso de nenhum tipo de medicamento.
Fonte:
Dra Rebeca Especialidade: Psicologia Msn Minha vida

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Exercício físico e saúde


O discurso bionegizante analisado anteriormente afirma que o exercício físico melhora as condições de saúde dos indivíduos uma vez que diminui as doenças, aumenta a expectativa de vida, melhora o bem-estar, eleva a auto-estima, etc.
Embora tais pressupostos tenham respaldo científico, não estamos convencidos de que a visão estritamente biológica seja suficiente para esgotar o assunto. “Saúde” não pode ser reduzida a uma relação biológica de causa e efeito. O homem é um ser histórico e, como tal, as questões que lhe dizem respeito devem considerar tal situação. Nesta perspectiva ampliada, a questão da saúde ganha novos contornos.
Estudos acerca dos efeitos do exercício físico regular sobre os indicadores de saúde tendem a realizar uma leitura unívoca. O Dicionário de Ciências Sociais afirma que, desde os gregos, sabia-se que a saúde resultava de um equilíbrio entre o indivíduo e o ambiente. Teorias que prevaleceram no Ocidente a partir do século XIX, resultantes das descobertas de Pasteur e de Koch na bacteriologia, foram responsáveis por esta concepção individualista e mecânica da doença.
Pensamos que uma discussão mais adequada sobre o tema deva inseri-lo em um contexto sócio-histórico mais amplo, o qual é resultado de diferentes formas de organização social.
Diferentes perspectivas, que não se restringem à visão biologicista, buscam apreender a complexidade e as inúmeras relações envolvidas na discussão sobre a saúde.
Ela pode ser vista tanto como ausência de doença, como completo bem-estar físico-psíquico-social (no sentido da Organização Mundial da Saúde). Ou a capacidade de superação de dificuldades físicas, psíquicas, sociais, culturais e simbólicas ou ainda como um padrão normal de comportamento, que se oporia àquele definido como “patológico” (Questão muito bem explorada pelo sociólogo Émile Durkheim no livro As Regras do Método Sociológico, cap.2).
Marilena Gentil, por sua vez, resgata o conceito de “campo de saúde”, proposto pelo canadense Marc Lalonde, o qual propõe quatro amplos componentes, que interagem entre si: a biologia humana, o meio ambiente, o estilo de vida e a organização da atenção à saúde. Estes seriam os componentes identificados nas causas e fatores básicos de morbidade e de mortalidade.
Na década de 70, lembra Gentil, a Conferência Internacional sobre Cuidados Primários da Saúde, reunida em Alma-Ata, em seu capítulo 1, reafirma que a saúde corresponde a um “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade”.
O Dicionário de Ciências Sociais, editado pela Fundação Getúlio Vargas, vê a saúde como a interação de vários fatores - o doente é interpretado como um “organismo total num cenário complexo” (Dicionário de Ciências Sociais, p.1100).
Este enfoque privilegia dois pontos de vista:
Como a saúde e seu oposto, a doença, é entendida em cada cultura.
Tomando como sua causa - ou do seu oposto - a relação entre o indivíduo e o ambiente
Assim como a discussão sobre a saúde envolve a dimensão biológica, social, cultural, econômica, também deve ser considerado o bem-estar mental do indivíduo. Crises decorrentes do sentimento de perda, frustração, despersonalização, alienação, anomia são elementos fundamentais no processo de construção da saúde. Devem ser considerados na análise deste assunto.
A contribuição da Antropologia também é bastante significativa neste debate. Segundo esta ciência, “todo indivíduo possui mecanismos adequados de interpretação do fenômeno da doença e da morte que visam não só a reafirmar os valores de uma dada unidade social e torná-los aceitáveis aos parentes, mas também a propor orientações para a ação curativa ou preventiva” (FGV - autor).
Houve quem mostrasse a semelhança entre a concepção infecciosa da doença causada por germes que se estabeleceu nos séculos XIX e XX e a idéia de possessão demoníaca ou penetração de espíritos em vigor na civilização ocidental durante a Idade Média e em comunidades primitivas e camponesas.
Faz pouco sentido centrar a idéia de saúde na dimensão estritamente orgânica, física ou biológica. “Saúde” não é um conceito universal, ao contrário, varia sob distintas condições sociais. (Ela se refere a um processo, o qual resulta das possibilidades sociais, culturais, econômicas, políticas, por exemplo, acesso ao trabalho, aos serviços de saúde, à moradia, à alimentação, ao lazer).
Falar sobre a saúde significa perguntar sobre quem tem acesso a ela. Sua promoção está vinculada ao desenvolvimento econômico e à distribuição de renda. A incidência de doenças varia segundo a classe social, o grupo étnico, o universo urbano e rural, a constituição da família, o desempenho dos diferentes papéis sociais, os processos de socialização, a violência, as condições de trabalho.
Há uma relação bastante estreita entre as doenças e as novas necessidades introduzidas pela sociedade industrial. A dinâmica deste universo faz emergir novas questões e demandas - o discurso ecológico, a disseminação das perturbações mentais, as dificuldades de acesso aos bens e serviços, os problemas de comunicação, o aumento da competitividade, questões que direta ou indiretamente relacionam-se ao mundo da saúde. “A existência humana não mais é incorporada num universo significativo, mas resulta numa atitude instrumental reforçada e interiorizada por um sistema social baseado na funcionalidade, na eficácia, na produtividade e no lucro”. (Dicionário de Ciências Sociais, p. 1100).
Na visão de Gentile, a promoção da saúde corresponde a um processo que permite às pessoas adquirir maior controle sobre sua própria saúde e, ao mesmo tempo, procurar melhorá-la. A autora conceitua saúde como a magnitude em que um indivíduo ou grupo podem, por um lado, realizar suas aspirações e satisfazer suas necessidades e, por outro, mudar seu entorno ou enfrentá-lo. Percebe-se neste conceito a preocupação em resgatar a dimensão e articular as dimensões sociais, pessoais e físicas.
Palma (2001) cita o trabalho de Rosengren, Orth-Gomer e Wilhelmsen (p.30) o qual mostra, a partir de dados suecos, que a mortalidade é três vezes maior nos trabalhadores não-qualificados do que nos gerentes e altos funcionários. Verificaram, também, que as baixas classes ocupacionais associaram-se com a alta prevalência do fumo, baixa integração social, baixo suporte emocional e baixa capacidade de percepção da própria saúde.
Conceber a saúde de um ponto de vista divorciado das relações de poder significa incorrer em uma leitura ingênua do mundo social.
A sociedade capitalista moderna enfatiza o consumo, a competitividade e o individualismo. Cabe refletir acerca da concepção de saúde imperante nesta sociedade.
Na sociedade de consumo atual, onde o papel desempenhado pelos meios de comunicação de massa é da maior importância, como se coloca o problema da saúde dos indivíduos? Assiste-se hoje, na televisão, nos jornais e em revistas, a uma verdadeira veneração pelo corpo esculpido, belo e sedutor. Este padrão corporal é produzido e difundido pelos veículos de comunicação. Valoriza-se a aparência, a sedução, o fascínio. “A imagem corporal resulta tanto da experiência motora, quanto, e talvez, sobretudo, da sensibilidade sexual motivada pelos desejos, prazeres e sonhos” (Palma, 2001:26).
Seja como objeto, mercadoria ou força de trabalho, o corpo é moldado e aperfeiçoado, tornado apto à produção, domesticado para favorecer o aumento da produtividade (as ginásticas nos locais de trabalho sempre foram acompanhadas do discurso da saúde). As estratégias de venda do corpo, com o surgimento de novos produtos e de novas necessidades, tornam-o, cada vez mais, um produto privilegiado da lógica industrial. Pensemos na formação profissional voltada para a iniciativa privada, onde proliferam as academias, os hotéis, os clubes (lembremos o personal training) os quais reproduzem incessantemente a política voltada para o consumo e para os interesses das indústrias de cosméticos, de equipamentos, de beleza, de lazer.
Palma (2001:27) afirma que embora os discursos empregados utilizem a saúde como aspecto legitimador, a utilização das diferentes técnicas de treinamento físico tem uma preocupação maior com a estética corporal. Cabe questionar se estas estratégias se desenvolvem para melhorar a qualidade da educação física ou se constituem, apenas, em estratégias de mercado. Basta um breve olhar nas dimensões assumidas pelo mercado do corpo, sob a forma de revistas, cirurgias plásticas, programas televisivos, etc.
A lógica do mercado determina o estilo de vida considerado “saudável” bem como os padrões de comportamento e os modelos de corpo que devem ser vendidos e consumidos pelas diferentes classes sociais. A questão parece-nos, estar antes fortemente dominada por um viés ideológico do que, necessariamente, por indicadores de bem-estar e de saúde.
Os programas de promoção da saúde, em larga medida, veiculam interesses eminentemente econômicos, tendo em vista que pessoas com estilos de vida saudáveis aumentam a eficiência e a produtividade do trabalho, reduzindo o absenteísmo, o que garante às organizações o corte de gastos e a otimização de lucros.
FONTEAssunção, O. T.; Morais P.P.; Fontoura. Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Revista Digital - Buenos Aires - v-8 - no. 52 - Setembro de 2002.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tabagismo e exercício físico

Alguns estudos relatam a interação entre as dependências e atividades físicas.
Estudo feito na Inglaterra investigou o comportamento de fumantes, num contexto de interação entre saúde, exercício e busca de tratamento médico utilizando um modelo microeconômico.
O estudo descobriu que fumantes de longo tempo tendem a ter um incentivo a mais para manter ou melhorar a saúde. Foi descoberto que eles tendem a utilizar mais serviços médicos e serem mais ativos na prática de exercícios físicos.
O estado de saúde não afeta as decisões de fumar ou não. Incentivar para parar de fumar podem ser preventivos ou curativos dependendo do estado de saúde. A dependência dos fumantes leves pode ser quantitativa e qualitativamente diferente dos fumantes pesados.
Nos Estados Unidos foi investigado (Steptoe, Rink, Hilton, 2001) o impacto de aconselhamento nos estágios de mudanças de comportamento nas ingestões de gorduras, atividade física, e fumar, nos adultos com maior risco de doenças coronárias.
Concluiu-se que um breve aconselhamento para modificações de comportamento pode ser valioso para encorajar modos de vida mais saudáveis entre pacientes primários com aumento de risco de doenças cardiovasculares.
Outro estudo americano, feito a respeito da abstinência do uso da maconha nos usuários mantidos em seus ambientes familiares, validou vários efeitos específicos da abstinência em fumantes pesados. Foi demonstrado que os efeitos parecem ser similares ao tipo e magnitude dos observados em estudos sobre parar o uso da nicotina.
Estudo comparativo dos resultados foi encontrado no teste realizado com mulheres jovens (QUEIROGA; ACHOUR, 2006), embora com objetivos distintos, o estudo investigou os efeitos do cigarro na freqüência cardíaca (FC) em repouso (FCrep), em esforço (FCesf), na máxima (FCmax), em recuperação (FCrec), de reserva (FCres), e submáxima (FCsub), numa amostra (N= 16) mulheres jovens. O teste foi feito com um ciclo ergômetro Biotec 1800 e um frequencimetro polar para acompanhamento da freqüência cardíaca. O comportamento da FC durante a realização dos testes com cigarros demonstrou valores significativamente superiores para a (FCrep), (FCesf)e (FCrec), quando comparado aos testes realizados sem cigarros.
Por sua vez valores médios mais baixos, porém não significativos, foram verificados para FCmax e de FCres, no teste em que as avaliadas fumaram.
Os dados apresentados demonstraram evidências de uma melhora no comportamento da FC nos esforços em que as jovens não fumaram.
FONTES
QUEIROGA M. R., ACHOUR, A. J. Efeitos do cigarro no comportamento na freqüência cardíaca de mulheres jovens. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde; v.10, n.4, 2005.
STEPTOE, A; .KELLY, S; RINK, E; HILTON, S. The impact of behavioral counseling on stage of change in fat intake, physical activity, and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary disease. Am j Public Health; 91 (2): 265-9 2001.