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Alô queridos!!!

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tabagismo e exercício físico

Alguns estudos relatam a interação entre as dependências e atividades físicas.
Estudo feito na Inglaterra investigou o comportamento de fumantes, num contexto de interação entre saúde, exercício e busca de tratamento médico utilizando um modelo microeconômico.
O estudo descobriu que fumantes de longo tempo tendem a ter um incentivo a mais para manter ou melhorar a saúde. Foi descoberto que eles tendem a utilizar mais serviços médicos e serem mais ativos na prática de exercícios físicos.
O estado de saúde não afeta as decisões de fumar ou não. Incentivar para parar de fumar podem ser preventivos ou curativos dependendo do estado de saúde. A dependência dos fumantes leves pode ser quantitativa e qualitativamente diferente dos fumantes pesados.
Nos Estados Unidos foi investigado (Steptoe, Rink, Hilton, 2001) o impacto de aconselhamento nos estágios de mudanças de comportamento nas ingestões de gorduras, atividade física, e fumar, nos adultos com maior risco de doenças coronárias.
Concluiu-se que um breve aconselhamento para modificações de comportamento pode ser valioso para encorajar modos de vida mais saudáveis entre pacientes primários com aumento de risco de doenças cardiovasculares.
Outro estudo americano, feito a respeito da abstinência do uso da maconha nos usuários mantidos em seus ambientes familiares, validou vários efeitos específicos da abstinência em fumantes pesados. Foi demonstrado que os efeitos parecem ser similares ao tipo e magnitude dos observados em estudos sobre parar o uso da nicotina.
Estudo comparativo dos resultados foi encontrado no teste realizado com mulheres jovens (QUEIROGA; ACHOUR, 2006), embora com objetivos distintos, o estudo investigou os efeitos do cigarro na freqüência cardíaca (FC) em repouso (FCrep), em esforço (FCesf), na máxima (FCmax), em recuperação (FCrec), de reserva (FCres), e submáxima (FCsub), numa amostra (N= 16) mulheres jovens. O teste foi feito com um ciclo ergômetro Biotec 1800 e um frequencimetro polar para acompanhamento da freqüência cardíaca. O comportamento da FC durante a realização dos testes com cigarros demonstrou valores significativamente superiores para a (FCrep), (FCesf)e (FCrec), quando comparado aos testes realizados sem cigarros.
Por sua vez valores médios mais baixos, porém não significativos, foram verificados para FCmax e de FCres, no teste em que as avaliadas fumaram.
Os dados apresentados demonstraram evidências de uma melhora no comportamento da FC nos esforços em que as jovens não fumaram.
FONTES
QUEIROGA M. R., ACHOUR, A. J. Efeitos do cigarro no comportamento na freqüência cardíaca de mulheres jovens. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde; v.10, n.4, 2005.
STEPTOE, A; .KELLY, S; RINK, E; HILTON, S. The impact of behavioral counseling on stage of change in fat intake, physical activity, and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary disease. Am j Public Health; 91 (2): 265-9 2001.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Motivação para exercitar-se

O que significa motivação?
Energia, necessidade, desejo que regula a direção, intensidade e persistência do comportamento e é dirigida a certos objetivos.
É aquilo que dá energia, direciona, mantém e sustenta um comportamento.
O termo é usado para os estados e processos psicológicos conscientes e inconscientes, hereditários e aprendidos que na linguagem comum é descrito pelos termos: afeto, motivo, necessidade, urgência, atitude, sentimento, interesse, desejo, vontade etc. A motivação ocorre antes, durante e depois da atividade esportiva.
O que é motivo?
Motivo é qualquer fator que estimule ou contribua para um esforço consciente em direção a uma meta. Estes fatores são importantíssimos para quem faz qualquer atividade, pois você tem sempre que ter um objetivo e se empenhar para alcançá-lo.
Não espere a doença chegar. Pratique exercícios físicos a partir de agora!Assim, muitas pessoas, principalmente as que não gostam de fazer exercícios, apesar de saberem a necessidade que temos de fazê-los para termos uma vida saudável, precisam de um fator motivante para arrumar um tempinho e se exercitar com regularidade.
  • Sem dúvida estes fatores variam de pessoa para pessoa. Mas, no geral, os que tem dado mais resultados são:
  • Fazer aulas com um Personal Trainer.
  • Doenças já adquiridas. É impressionante como as pessoas preferem chegar à doença para mudar o estilo de vida.
  • Conhecimento dos benefícios do exercício.
  • Se exercitar com um amigo.
  • Fazer exercícios com rádio, TV e outro fator motivante.
  • Algumas pessoas preferem o silêncio.
  • Fatores estéticos.
  • Prazer conquistado.
  • Elogios adquiridos.
Há outros fatores importantes. Estes têm funcionado muito bem. Este tema é muito vasto. Recentemente, recebemos um texto de uma das assinantes que vem de encontro com este tema. Passamos a vocês um texto enviado pela assinante Bibica sobre este fator indispensável a todos nós e principalmente para você que está começando e não gosta de fazer exercícios:
Dez dicas para você se sentir motivado a se exercitar diariamente.

1. Conhecer os benefícios dos exercícios físicos : nós somos mais motivados a fazer coisas que serão benéficas para nós. Quanto mais nós nos beneficiamos, mais nós ficamos entusiasmados. Por exemplo, se eu dissesse para você que te daria um milhão de dólares para você caminhar 30 minutos amanhã de manhã, você aceitaria? É lógico que você aceitaria! As vantagens do exercício não são tão convincentes como essa, mas elas são de grande estímulo! Você irá se beneficiar tremendamente do exercício consistente. Para muitas pessoas isso é muito motivante.
2. Crie sua lista pessoal de razões: deixe um pedaço de papel e uma caneta próximos de você por alguns dias. Anote CADA motivo que você lembrar para você querer ficar saudável, com um bom preparo físico e perder peso através de exercícios consistentes. Exemplo vida real: eu falei com uma senhora, há alguns meses atrás, que só conseguia encontrar duas razões para perder peso e ficar em forma. Eu pedi a ela que pensasse sobre o assunto por mais alguns dias, e ela trouxe uma lista com mais de 30 razões, dentre elas:

  • Ter mais energia para passar um tempo valioso com sua família à noite.
  • Ser capaz de vestir todas as roupas do seu armário.
  • Ser capaz de desfrutar uma vida longa e saudável.
  • Ter tempo com suas crianças, seu marido e seus netos (eventualmente).
  • Não se sentir desconfortável em público.
  • Não ficar sem fôlego ao subir escadas.
  • Ser capaz de fazer coisas "agitadas" com sua família e amigos.
  • Ser capaz de brincar no chão com suas crianças.
  • Ser capaz de vestir roupas bonitas.
A lista dela continua, mas você pegou a idéia.
Faça uma lista longa, extensa. Isto pode não parecer importante, mas é crítico você poder ler esta lista quando sua motivação para exercitar está diminuindo. É um modo poderoso para se sentir "re-motivado" rapidamente!
3. Se exercite com um amigo. Segundo as estatísticas, pessoas que fazem exercícios com amigos são mais bem sucedidas em se exercitar consistentemente. Você pode deixar cada um responsável. Saber que alguém espera por você para se exercitarem juntos pode ser uma grande motivação para você aparecer e concluir seu exercício!
4. O exercício deve ser a primeira coisa pela manhã, todas as manhãs. Se você está levando a sério essa história de se exercitar, então aja com seriedade sobre o assunto. Nossos corpos foram feitos para serem ativos em uma base diária e quando nós estamos ativos, todos os tipos de coisas maravilhosas acontecem. Nós conseguimos até saúde e boa forma! As pessoas que se exercitam de seis a sete dias na semana, sendo o exercício a primeira coisa que elas fazem pela manhã, são mais bem sucedidas em se exercitar consistentemente, do que aquelas que o fazem dois ou três dias por semana. Não precisa ser um treinamento gigantesco todos os dias. Vá lá fora e ande 30 minutos.
5. Treine para uma caminhada local de 5km ou 10km ou corrida na sua região. Isso pode ser uma grande motivação para o exercício numa base regular. Eu tenho visto muitas pessoas se transformarem de viciados em televisão em magros, quer dizer, máquinas de exercício, porque elas decidiram entrar e treinar para uma competição como esta. Não pense que você não consegue. Você pode fazer isso sim!
6. Dê uma recompensa a si mesmo! Exemplo da vida real: Claire, de Atlanta, me disse que ela colocava $3 no cofrinho toda vez que ela se exercitava. Ela se deu a liberdade para gastar esse dinheiro em coisas que ela normalmente não compraria para si mesma. Ela disse que freqüentemente acabava tendo mais de $70 por mês!
7. Anote seus recordes: Anote seu tempo de exercício (em minutos) a cada dia. Anote o total de corrida para o mês e o ano. Calcule sua média de tempo de exercício por dia. Use algum grande objetivo.
8. Faça com que seu exercício seja o mais agradável possível. Por exemplo, se você caminha, você pode querer começar com um bom cassete ou CD player para ouvir música etc. Se você se exercita dentro de casa, você pode ver TV enquanto faz exercício. Por outro lado, você pode justamente preferir paz e tranqüilidade. Faça o que for para tornar o exercício mais agradável para você. Vai ser muito mais provável você se exercitar consistentemente se você gostar disso.
9. Use tênis apropriados para o exercício que você está fazendo. Ferimentos afetam seriamente sua motivação para os exercícios. A maioria das pessoas, especialmente aquelas que caminham e correm, usam seus tênis por muito tempo. Tênis gastos causam maior propensão a ferimentos.
10. Veja os resultados e receba elogios. Isso é realmente motivante! INVISTA NISTO!
Fonte:
Cyber Diet
por Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP
Especialista em treinamento.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O Que é Depressão

O Que é Depressão?
A depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em consequência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas. A Depressão é, portanto, uma doença afetiva ou do humor, não é simplesmente estar na "fossa" ou com "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço. As pessoas com doença depressiva (estima-se que 17% das pessoas adultas sofram de uma doença depressiva em algum período da vida) não podem, simplesmente, melhorar por conta própria e através dos pensamentos positivos, conhecendo pessoas novas, viajando, passeando ou tirando férias. Sem tratamento, os sintomas podem durar semanas, meses ou anos.
O tratamento adequado, entretanto, pode ajudar a maioria das pessoas que sofrem de depressão. A Depressão, de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa, afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física. Enfim, tudo parece ser difícil, problemático e cansativo para o deprimido. A pessoa deprimida não tem ânimo para os prazeres e para quase nada na vida, de pouco adiantam os conselhos para que passeiem, para que encontrem pessoas diferentes, para que frequentem grupos religiosos ou pratiquem atividade exóticas. Os sentimentos depressivos vêm do interior da pessoa e não de fora dela e é por isso que as coisas do mundo, as quais normalmente são agradáveis para quem não está deprimido, parecem aborrecedoras e sem sentido para o deprimido. A Depressão é medicamente mais entendida como um mal funcionamento cerebral do que uma má vontade psíquica ou uma cegueira mental para as coisas boas que a vida pode oferecer. A pessoa deprimida sabe e tem consciência das coisas boas de sua vida, sabe que tudo poderia ser bem pior, pode até saber que os motivos para seu estado sentimental não são tão importantes assim, entretanto, apesar de saber isso tudo e de não desejar estar dessa forma, continua muito deprimido. Portanto, as doenças depressivas se manifestam de diversas maneiras, da mesma forma que outras doenças, como, por exemplo, as do coração.Respondendo a pergunta inicial sobre o que é a Depressão?, podemos dizer:
a Depressão é um Transtorno Afetivo (ou do Humor), caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com consequentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. Depois dessa explicação seria interessante saber o que é o Afeto, já que a Depressão é uma doença afetiva.
O Que é o Afeto
O Afeto é a parte de nosso psiquismo responsável pela maneira de sentir e perceber a realidade. A afetividade é, então, o a parte psíquica responsável pelo significado sentimental de tudo aquilo que vivemos. Se as coisas que vivenciamos estão sendo agradáveis, prazerosas, sofríveis, angustiantes, causam medo ou pânico, dão satisfação, etc., todos esses valores são atribuídos pela nossa afetividade. Será através de nosso Afeto que o mundo, no qual vivemos, chega até nossa consciência com o significado emocional que tem para nós. A afetividade funciona como as lentes dos óculos através das quais enxergamos emocionalmente nossa realidade. Através dessas lentes podemos perceber nossa realidade com mais clareza ou não, com mais colorido ou não, com mais esperança ou não e assim por diante. Há determinados estados onde a pessoa enxerga sua realidade como se estivesse usando óculos escuros, ou seja, tudo é percebido de maneira cinzenta, escura e nublada. Outros percebem a realidade como se estivessem usando óculos cor-de-rosa, onde tudo parece mais exuberante. Alguns veem o mundo através de uma lupa, onde as questões adquirem dimensões maiores e assim por diante. Tendo em vista o fato da afetividade (lentes do óculos) ser diferente entre as pessoas, alguns sofrerão mais que outros diante de um mesmo problema. Devido a essa sensibilidade pessoal diferente para com a realidade, cada um de nós reagirá à essa realidade também de maneira muito pessoal e diferente. Aqueles que se sentem ameaçados reagem de uma maneira, aqueles que se percebem inseguros de outra, os otimistas de outra ainda, os tímidos, os expansivos, os pensativos, os sentimentais e por aí à fora, cada um reagindo à vida de maneira própria e pessoal. Deve ficar claro que a afetividade não pode ser simplesmente submetida à influência da vontade, portanto, ninguém deseja voluntariamente.
Ter um afeto depressivo, assim como, também, dificilmente alguém conseguirá melhorar seu estado afetivo simplesmente porque um amigo ou pessoa de sua intimidade lhe dê bons conselhos e palavras de otimismo. A afetividade pode ser melhorada e adequada mediante dois procedimentos: com a utilização de medicamentos que atuam nos neutrosmissores e nos neuroreceptores cerebrais e, através de práticas psicoterápicas e psicopedagógicas de aperfeiçoamento da personalidade. Nesse último caso pleiteai-se que a pessoa passe a conhecer melhor as questões de suas emoções e de sua Depressão. Através desse conhecimento pretende-se que a pessoa passe a melhorar sua relação com a realidade e consigo mesma. Devido ao afeto depressivo e negativo, as sensações físicas corriqueiras e habituais em qualquer pessoa são valorizadas pessimistamente nos deprimidos. Uma simples tontura, por exemplo, apesar de ser um acontecimento perfeitamente trivial na vida de qualquer pessoa, é percebida como algo mais sério pelo deprimido, como uma ameaça de desmaio ou coisa assim. Por causa do afeto depressivo as pessoas passam a observar exageradamente o funcionamento de seus organismos. Ora verificando o ritmo intestinal, ora prestando muita atenção às sensações vagas, aos formigamentos, às dores aqui e ali, às indisposições, palpitações e assim por diante.

Como é a Depressão
O quadro da Depressão é o mais variável possível, de acordo com a personalidade da pessoa deprimida. Da mesma forma, como cada um de nós reage diferente aos sentimentos, cada um terá uma maneira pessoal de manifestar sua Depressão. Há pessoas que ficam caladas diante das suas preocupações, outras choram, outras contam suas dificuldades para todo mundo, outras sentem dor de estômago, alguns têm aumento da pressão arterial, enfim, cada um reagirá diferentemente diante de suas emoções. Podemos fazer uma comparação didática entre a depressão e a alergia. A alergia é uma tipo de resposta de nosso organismo à alguma coisa capaz de irritá-lo. Embora várias pessoas possam ser alérgicas, cada qual manifestará sua alergia de maneira particular e será alérgica à diferentes elementos; algumas terão rinite, outras asma, outras ainda urticária ou simples coceiras e assim por diante. O fenômeno em pauta é um só: a alergia. Entretanto, cada organismo tem sua própria maneira própria de manifestá-la. Portanto, aquela velha mania das pessoas ficarem comparando entre si o que sentem não é suficiente para que se dê o diagnóstico de Depressão. Para alguns acontece da Depressão se manifestar através da Síndrome do Pânico, por exemplo, sem tristeza, sem desânimo e sem choro, enquanto, para outros ela se apresenta sob a forma Típica, com tristeza, choro e apatia. Outros ainda, podem apresentar sintomas físicos e assim por diante. Crianças deprimidas, em geral, costumam ir mal na escola, ficam rebeldes, irritadas e não se mostram tristes. Embora em todos os casos haja depressão, não se pode comparar sintomas. O popular Esgotamento pode ser também uma outra forma da Depressão. Sentir-se esgotado é sentir-se sem disposição para a vida. Não para a vida em seu sentido biológico de continuar vivendo, mas à vida em seu sentido cotidiano; falta disposição para continuar, dia após dia, a enfrentar os mesmos problemas corriqueiros, falta disposição para enfrentar a monotonia e a constância da vida, para continuar à fazer as mesmas coisas, para suportar as mesmas pessoas, etc. Esgotamos, por assim dizer, nossa energia e nossa capacidade de adaptação ao trivial, ao feijão-com-arroz de nossa vida cheia de problemas. O que se constata na clínica é que não existe um estado de esgotamento sem que haja também um estado afetivo diminuído. Esse estado afetivo pode ser a causa ou a consequência do esgotamento, ou seja; ou a pessoa teve um episódio depressivo e acabou por entrar em esgotamento ou, ao contrário, começou por apresentar um esgotamento que acabou resultando num estado depressivo.

Na Depressão Típica falta energia para tolerar conviver com nosso próximo, falta tolerância para aceitar o jeito de ser dos outros, falta ânimo para resolver problemas da vida, falta otimismo para acreditar que as coisas estão bem. Hoje, mais do que nunca, há uma tendência (científica) em aceitar o fato da Depressão, seja por esgotamento ou sem motivos aparentes, ser consequência não apenas das experiências de vida atuais ou do passado, como se pensava antes mas, principalmente, causada por uma determinada alteração orgânica-cerebral (física).
Como dissemos antes, podemos dividir a Depressão em dois tipos básicos:
a Depressão Típica, com todos os sintomas emocionais percebidos e sentidos pelas pessoas de maneira franca, ou seja, com um quadro predominantemente emocional de indisposição, insegurança, angústia, tristeza, apatia, desânimo, etc. e
a Depressão Atípica, ou seja, com sintomas que não sugerem (à primeira vista) tratar-se de uma Depressão mas que equivalem à ela em sua essência.

Tipos de Depressão
À Depressão pode se manifestar como Depressão Típica ou Depressão Atípica.
A Depressão Atípica é uma maneira disfarçada da Depressão se apresentar. Isso acontece, normalmente, naquelas pessoas que não se permitem sentimentos sem motivo e, apesar de já terem ido à muitos consultórios médicos com as mais variadas queixas e de terem feito inúmeros exames, continuam achando que a medicina ainda não conseguiu descobrir a causa de seus problemas.
A Depressão Típica, por sua vez, se manifesta com todos os sintomas emocionais típicos, como apatia, desinteresse, tristeza, desânimo, etc. A Depressão pode ser entendida como um estado afetivo rebaixado. Portanto, o que mais se constata na Depressão Típica é um cansaço ou inibição das atividades físicas e psíquicas tal como se houvesse uma perda de energia geral. Para as pessoas deprimidas todas as atividades parecem mais cansativas, difíceis e tediosas. Há um comprometimento do ânimo geral para tudo, inclusive para as atividades que deveriam dar prazer.
Depressão Típica
A Depressão Típica se apresenta através de sintomas afetivos diretamente relacionados ao humor. Pode haver angústia, acompanhada ou não de ansiedade, tristeza, desânimo, apatia, desinteresse e irritabilidade. Não é obrigatória a presença de todos esses sintomas ao mesmo tempo. Na esfera intelectual há uma certa preguiça do pensamento, tornando-o lento e trabalhoso. Há diminuição da memória, a qual pode falhar e confundir as coisas, dificuldade para resolver problemas antes considerados fáceis e tendência à pensamentos negativos ou pessimistas. Por causa desses pensamentos negativos surge insegurança e auto-estima diminuída. Fisicamente pode aparecer indisposição geral, apatia, sensação de peso ou pressão na cabeça, e zonzeira . Não é raro uma queixa de "bolo na garganta", como uma coisa que não sobe nem desce. É comum também impotência sexual ou frigidez, devido ao desinteresse ou mesmo a falta de energia para o sexo. Todo o organismo é prejudicado, podendo haver até maior tendência à infecções viróticas ou bacterianas (herpes, gripes, resfriados, etc). Outros problemas físicos que existiam antes podem piorar muito na Depressão, como por exemplo; gastrite, diarreia ou intestino preso, asma brônquica, reumatismos, diabetes, hipertensão arterial, enxaquecas, labirintite e outras. Aparecem também queixas físicas vagas englobando palpitações, falta de ar, dores incaracterísticas, crises de sudorese, tremores, etc. Esses problemas físicos, embora sejam comuns nas Depressões Atípicas, aparecem também nas Depressões Típicas.
A Depressão proporciona ao paciente um estado que pode ser chamado de Inibição Psíquica Global, uma espécie de lentificação de todos os processos mentais, como uma preguiça cerebral geral. Isso acomete, por exemplo, o desempenho sexual, o apetite (que pode estar aumentado ou diminuído), a disposição e ânimo gerais, a capacidade de concentração e memória, a qualidade do sono. Essa baixa performance psíquica resulta em dificuldades para resolução dos afazeres do cotidiano e para tomar decisões.Tanto os pensamentos quanto os movimentos parecem estar mais lentos. Para a pessoa deprimida tudo parece mais difícil e problemático. Parece não haver energia suficiente para a vida e até a vontade se compromete. A progressiva perda de interesse do deprimido típico também é um sintoma marcante. No estado normal a pessoa está constantemente ligada aos estímulos e aos acontecimentos da vida em geral, interessando-se por tudo que se passa à sua volta. Normalmente gostamos de saber aquilo que está acontecendo; os noticiários, as novelas da TV, quais filmes e livros em cartaz, quais os times que disputam o campeonato, como está nosso cão, o que precisamos fazer em nossa casa, preço das coisas, notícias de conhecidos e assim por diante. Há sempre um interesse dirigido ao mundo à nossa volta. Na Depressão é comum que a pessoa tenha desinteresse para tudo isso. A pessoa deprimida não quer mais saber das coisas da vida nem da vida dos outros, não se anima mais com aquilo que antes era interessante. Outro sintoma marcante na Depressão Típica é em relação à Autoestima, ou seja, em relação ao conceito que a pessoa tem de si mesma. O deprimido sempre se vê pior do que os outros ou bem pior daquilo que gostaria de ser. Na Depressão a pessoa vê-se péssima, chata, incompetente, etc. Também são negativas suas perspectivas de vida, seu futuro, suas doenças que serão descobertas, sua pobreza que sem dúvida virá, sua idade e assim por diante. Além da má ideia que o depressivo faz de si, ele sofre também com a ideia sobre aquilo que os outros estarão certamente pensando dele. Normalmente acha que os outros estão fazendo um mau juízo sobre sua pessoa. Muitas vezes, embora o deprimido não tenha coragem e nem se permite ideias de suicídio, não obstante preferia não estar vivendo. Como cita Sêneca, ao falar da Tranquilidade da Alma, a pessoa nesse estado se inquieta com perturbações imaginárias e, por fim, acaba preferindo morrer do que continuar vivendo morto.
Depressão Atípica
Como já dissemos, um grande número de casos de Depressão se apresenta de forma atípica, ou seja, sem que a pessoa se perceba deprimida e sem a grande maioria das queixas contidas na Depressão Típica. Algumas pessoas acreditam ser obrigatório um motivo de vida (existencial) para aparecer a Depressão. Quando não detectam um motivo justo para sua Depressão, acabam achando impossível manifestar um sentimento depressivo. Pensam que se estivessem deprimidos sem motivos e apesar das coisas estarem bem, seriam considerados emocionalmente descontrolados. Nesse tipo de pacientes aparece a Depressão Atípica. Por uma questão biológica e natural, normalmente as emoções não obedecem cegamente a razão e, apesar de sabermos racionalmente não haver motivos suficientes para nossa Depressão, esta alteração afetiva acaba aparecendo mascaradamente e com sintomas diferentes da Depressão Típica. Tais sintomas não deixam de representar um sinal de alerta sobre uma eminente falência psíquica (ou esgotamento, como gostam de dizer). Vejamos um exemplo da autonomia de nossas emoções sobre nossa razão. Há pessoas que não toleram presenciar cenas de sangue sob o risco de passarem mal. Presenciando um médico de Pronto Socorro limpar os ferimentos de uma criança com extensas queimaduras, podem vir a desmaiar. Pois bem. O desmaio é uma defesa psíquica do organismo que não deseja presenciar a cena, portanto, uma atitude francamente psicológica. Essa fuga de uma realidade que não se quer presenciar é uma atitude planejada pelo nosso psiquismo sem que tenhamos participado dela conscientemente. Ora, ninguém acredita que esse desmaio seja uma doença física que aparece sempre que o paciente estiver diante de uma criança com queimaduras. Portanto, trata-se de um desmaio eminentemente psíquico. Nem podemos pensar, também, que a pessoa desmaiou porque assim desejou nem que está fingindo um desmaio. Trata-se de uma atitude psíquica de adaptação à uma situação que não se quer presenciar. É a emoção subjugando a razão. Como vimos neste exemplo, as emoções aparecem independente de nossa vontade, portanto, as alterações do humor aparecem mesmo diante de nosso eventual e pretenso controle. Estima-se que até 40% dos portadores de Depressão tem, como manifestação principal, a ansiedade. Como a ansiedade apresenta um quadro muito mais exuberante e conveniente que o sintoma depressivo, os deprimidos atípicos acabam se achando apenas ansiosos e não depressivos. Essa situação de ansiedade é reconhecida por muitos como sendo também um caso de Esgotamento.
Podemos dividir essas Depressões Atípicas em dois grupos:
1- com sintomas predominantemente Físicos e;
2- com sintomas predominantemente Psíquicos.
Quando os sintomas são de natureza física aparecem em qualquer órgão ou sistema, quando são psíquicos se manifestam através de determinadas emoções que equivalem aos sentimentos depressivos, embora tenham outro colorido. Dissemos predominantemente, porque haverá predomínio de sintomas físicos ou psíquicos em cada caso, mas a mesma pessoa pode apresentar tanto sintomas físicos quanto psíquicos ao mesmo tempo. É isso que acontece com mais frequência, ou seja, a pessoa além da ansiedade, da fobia ou do pânico (sintomas psíquicos) apresenta ainda palpitação, sudorese, formigamentos, tontura, hipertensão, taquicardia (sintomas físicos) e assim por diante.
O Pensamento Depressivo
A Depressão se caracteriza também por tipos próprios de esquema de pensamento. As ideias e crenças da pessoa deprimida são, frequentemente, negativas. Apesar dessas ideias parecerem artificiais e completamente sem fundamento para as pessoas não-deprimidas, ou mesmo para o próprio deprimido quando não está em Depressão, durante o momento em que o afeto está deprimido esses pensamentos parecem bastante verdadeiros. Depois de passada a crise de Depressão o próprio depressivo entende o absurdo de tais pensamentos. Não há, evidentemente, apenas um esquema de pensamento característico para todos pacientes deprimidos mas, de um modo geral, podemos reconhecer certos esquemas de pensamento comuns à esses pacientes. Conhecendo os esquemas de pensamento possíveis na Depressão, podemos entender claramente porque algumas palavras ditas sem nenhuma pretensão ofensiva e atitudes muitas vezes inocentes podem ser interpretadas negativamente pelos deprimidos. Uma simples brincadeira ao dizer que uma pessoa é feia, chata ou que está incomodando poderá ser interpretada ao pé da letra e não como uma simples brincadeira. Para o paciente depressivo essas brincadeiras podem representar verdadeiras. Podem também interpretar negativamente uma simples reportagem na televisão sobre determinado vírus ou doença.

A - Pessimismo

Devido ao fato da afetividade depressiva não permitir uma visão mais positiva da realidade, os deprimidos insistem sempre em considerar que a maneira negativa e sombria de perceber as coisas do mundo é uma maneira realista de viver. Na realidade, se olharmos a vida com muita emoção vamos encontrar motivos que nos entristecem em qualquer lugar e em qualquer situação; crianças carentes, fome universal, guerras, violência urbana, sequestros, carestia, insegurança social, corrupção, acidentes catastróficos e por aí à fora. Entretanto, é um dever para com nosso bem-estar estarmos adaptados à vida, com tudo que ela tem de bom e de ruim, sem necessariamente nos conformar com tudo. Estar inconformado significa estarmos sempre procurando melhorar as condições atuais, fazer alguma coisa para mudar a situação para melhor. Esse inconformismo é uma atitude sadia e desejável. A adaptação, entretanto, nos obriga a continuar vivendo apesar de tudo. Reclamando, contestando, protestando ou agindo, porém, vivendo com saúde e determinação. Quando adoecemos por causa das coisas à nossa volta, do destino, da sorte, dos acontecimentos é sinal que estamos, além de inconformados (o que é natural) também desadaptados (o que não é normal). Nos casos mais graves a pessoa deprimida passa a projetar nos outros as idéias pessimistas que têm à seu próprio respeito. O empresário começa a suspeitar que os outros comentam sua bancarrota, a mulher pudica suspeita que comentam à respeito de sua moral, a adolescente acha que estão comentando ser ela muito feia e chata, o sócio se acha enganado, o marido pensa que sua esposa já não o suporta mais e assim por diante. Na realidade são idéias pessimistas que nascem na própria pessoa e são projetadas nos demais.

B - Generalizações

No depressivo há uma tendência em generalizar pensamentos, porém, só os pensamentos negativos. Devido à um afeto que valoriza o lado ruim das coisas o deprimido tende a generalizar seu pensamento; nada em minha vida tem sido bom, tudo que eu faço está errado, para mim tudo é mais difícil, isso só poderia ter acontecido comigo, ninguém gosta de mim e coisas assim. As generalizações pessimistas não levam em consideração o lado bom da vida. Não leva em conta também a saúde e bem estar daqueles que lhe são queridos, a consideração dos amigos, o fato de, bem ou mal, terem sido superados obstáculos para chegar até aqui, enfim, o deprimido excluí de suas generalizações qualquer elemento positivo de sua vida. E não faz isso propositadamente mas sim, infelizmente, conduzido por um afeto rebaixado. As lentes dos óculos da Depressão não mostram as coisas boas.

C - Pensamento Inseguro

Trata-se da sensação de insegurança muito comum aos deprimidos. Esse pensamento é responsável pela pessoa deixar de fazer certas coisas e de frequentar certos lugares ou que evitem determinadas decisões. Esse tipo de pensamento se reforça na tendência às generalizações. Há um constante questionamento; se não der certo, se ficar pior, se eu não tiver condições, se eu ficar mal comentado, se eu passar mal. Nos casos de Depressão Atípica a insegurança faz com que se evitem de situações onde certamente passarão mal.

A Química da Depressão

Não são conhecidas ainda todas as causas da Depressão e talvez ainda demore muito tempo para essa tarefa ser concluída. Entretanto, pesquisas nessa área sugerem fortemente influências bioquímicas importantes para a regulação de nosso estado afetivo. Pesquisas recentes sugerem também a importância de fatores genéticos na Depressão. Vem daí a incidência aumentada do transtorno depressivo em membros de certas famílias ou a concordância entre irmãos deprimidos. Desde a milenar invenção do vinho temos noção dos efeitos de produtos químicos sobre a atuação da personalidade humana. Ao longo dos anos tem sido muito grande nossa inclinação para substâncias que aliviem nossos males, amenizem nossas angústias e proporcionem momentos de bem estar. Conhecendo a história do ópio, das bebidas alcoólicas e dos tóxicos passamos a aceitar melhor a idéia de algumas substâncias poderem alterar a percepção que se tem da realidade. Os tratamentos medicamentosos para a Depressão procuram realizar uma correção bioquímica de tal forma que haveria um aumento no nível desses neurotransmissores , juntamente com um reequilíbrio dos neuroreceptores. Podemos, com esses conhecimentos, entender melhor a atuação de determinados medicamentos psicotrópicos, bem como a ação cerebral de outras substâncias entorpecentes e euforizantes, como é o caso da cocaína.
Medicamentos antidepressivos, muito em moda ultimamente e um dos mais expressivos avanços da ciência na área cerebral nesse século, promovem uma expressiva correção no nível dos neurotransmissores e, concomitantemente, também um ajuste na quantidade e qualidade dos neuroreceptores. Dessa feita procuramos através de medicamentos, promover uma normalidade na bioquímica cerebral compatível com uma tonalidade afetiva mais harmônica.

Que quadros podemos ter na Depressão
Em algumas pessoas a Depressão se apresenta de forma
Típica em outros de forma Atípica.

Nas formas Atípicas de Depressão podemos Ter, concomitantemente, variados quadros psicoemocionais:
A - QUADROS ANSIOSOS
A.1 – SÍNDROME DO PÂNICO
A.2 – FOBIAS
A.3 – ANSIEDADE GENERALIZADA
B – QUADROS SOMÁTICOS (com queixas físicas)
B.1 – QUADROS SOMATOMORFOS
B.2 – DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
B.3 – HIPOCONDRIA
C -QUADROS NA INFÂNCIA
C.1 – HIPERATIVIDADE
C.2 – MEDO PATOLÓGICO
C.3 – DIFICULDADES ESCOLARES
D – QUADROS IMPULSIVOS
D.1 – BULIMIA NERVOSA
D.2 – ANOREXIA NERVOSA
D.3 – QUADROS OBSESSIVO-COMPULSIVOS
Fonte Barone-PsiqWeb disponível na internet em http://gballone.sites.uol.com.br/voce/dep.html

Considerções gerais sobre a depressão e exercício físico

A depressão é um transtorno de humor que engloba uma variedade de distúrbios psicológicos.
Pode ser recorrente ou crônica e até levar a morte.
O Programa de Atividade Física como Complemento ao Tratamento da Depressão oferece exercícios físicos para indivíduos que apresentem quadro clínico com episódios depressivos leves e moderados, que estejam tomando medicamentos para depressão.
A prática de exercícios e a intervenção medicamentosa têm sido utilizadas simultaneamente no tratamento da depressão. Evidências científicas indicam não haver riscos adicionais para a saúde quando os exercícios físicos são associados ao tratamento medicamentoso, desde que estes estejam sob supervisão médica apropriada.
Tipos de Depressão
A Depressão pode se manifestar como Depressão Típica ou Depressão Atípica. A Depressão Atípica é uma maneira disfarçada da Depressão se apresentar. Isso acontece, normalmente, naquelas pessoas que não se permitem sentimentos sem motivo e, apesar de já terem ido à muitos consultórios médicos com as mais variadas queixas e de terem feito inúmeros exames, continuam achando que a medicina ainda não conseguiu descobrir a causa de seus problemas.A Depressão Típica, por sua vez, se manifesta com todos os sintomas emocionais típicos, tais como apatia, desinteresse, tristeza, desânimo, etc. A Depressão pode ser entendida como um estado afetivo rebaixado. Portanto, o que mais se constata na Depressão Típica é um cansaço ou inibição das atividades físicas e psíquicas tal como se houvesse uma perda de energia geral. Para as pessoas deprimidas todas as atividades parecem mais cansativas, difíceis e tediosas. Há um comprometimento do ânimo geral para tudo, inclusive para as atividades que deveriam dar prazer.
Veja mais em Tipos de Depressão

EXERCÍCIO FÍSICO E DEPRESSÃO

•Os períodos de aquecimento como os de resfriamento sempre são as diretrizes de segurança adotadas.
•A intensidade leve e moderada são as mais indicadas para reduzir os sintomas depressivos.
•A variabilidade individual no condicionamento e na adaptação sempre dita a progressão da atividade.
•O exercício é uma sub-categoria das atividades físicas de tempo-livre; onde há uma: organização, estruturação e repetição de movimentos corporais.
DÚVIDAS SOBRE DEPRESSÃO - PsiqWeb Disponível on line em http://gballone.sites.uol.com.br/voce/dep.html.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ansiedade: Quando procurar ajuda?

A decisão de procurar um profissional ou não deve levar em consideração os sintomas e a intensidade com a qual o problema se manifesta. Ser capaz de diferenciar a ansiedade normal do Distúrbio de Ansiedade possibilita buscar a ajuda correta para tratar o problema.
O termo ansiedade é geralmente utilizado para descrever estados de preocupação e nervosismo que são vivenciados por todas as pessoas de tempos em tempos.
Esta reação é extremamente útil, pois possibilita que o indivíduo se prepare para enfrentar situações ameaçadoras e reaja a elas de forma adequada.
Entretanto, quando a ansiedade se torna muito freqüente e intensa, ela pode acabar atrapalhando o funcionamento geral do indivíduo.
A ansiedade, quando presente em intensidade adequada, não se configura como um problema e, sim, como uma reação normal do organismo
Distúrbio de Ansiedade é o nome dado a uma condição em que a pessoa se vê em constante estado de alerta. Entre os sintomas deste distúrbio encontram-se a insônia, dificuldade de concentração, pânico e alteração de apetite, sem mencionar perda da capacidade de aproveitar a vida e de relaxar. Sintomas físicos como dores de cabeça, dores de estômago e tensão muscular também podem ser observados.
Não existe uma única causa para o Distúrbio de Ansiedade, mas sabe-se que fatores genéticos e bioquímicos estão presentes na origem do problema. Ao reconhecer os sintomas acima mencionados, o indivíduo deve buscar auxílio psiquiátrico para obter um diagnóstico do quadro e receber tratamento adequado. O distúrbio pode ser controlado através de intervenções psicoterápicas e medicamentosas e quanto antes o problema for diagnosticado, menores serão os prejuízos causados.
Em resumo, pode-se dizer que a ansiedade, quando presente em intensidade adequada, não se configura como um problema e, sim, como uma reação normal do organismo. Entretanto, quando passa a prejudicar o dia-a-dia do indivíduo, ela deve ser contida e tratada por um profissional de saúde mental.
Flávia Leão Fernandes
CRP 06/68043
Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar
com enfoque em obesidade.
Cyber Diet

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Praticando a meditação

O mundo de hoje invade nosso cotidiano e até mesmo nossos momentos de descanso e prazer com pressões e cobranças que se acumulam, tumultuando nossa mente.
Torna-se cada vez mais difícil voltarmos para dentro de nós mesmas e visualizar a causa de nossas angústias, mas você pode recorrer a técnica da meditação para obter mais equilíbrio.
Os benefícios que a prática da meditação pode trazer são muitos: na superação de conflitos pessoais e de relacionamento, na cura de certas enfermidades como a depressão, na iniciação e desenvolvimento espiritual e, também, para eliminar alguns quilinhos.
A meditação direciona nossas energias para a purificação de nosso corpo e de nossa mente.
A meditação exige prática, paciência. Mas, o próprio ato de meditar gera cada vez mais paciência, o que importa é que você estará indo ao encontro da parte mais bonita, acolhedora e produtiva de você mesmo – a sua porção feita de luz.
Através da meditação vivenciamos uma beleza interior que nos faz repensar em tudo o que nos rodeia e a nós mesmas. Ao utilizar e direcionar nossas energias para a purificação de nosso corpo e de nossa mente descobrimos o desenvolvimento de nossa espiritualidade.
E tudo começa fechando os olhos, relaxando os músculos, tranqüilizando a respiração.
Agora vamos ao trabalho.
Procure ajudar sua mente a buscar o que mais quer.
Se o objetivo é emagrecer, ou eliminar a depressaõ entre em estado de relaxamento um local tranqüilo, coloque uma música suave e comece observando sua respiração.
Você pode ler todo o exercício antes e depois ir seguindo-o mentalmente, ou pode pedir para alguém ler para você, escolha o que for melhor.
Deite em um local tranqüilo, com pouca luz.
Respire tranqüilamente, sem pressa.
A cada respiração, deixe-se ir mais fundo, mais fundo, mais e mais fundo.
Desligue-se de todos os barulhos externos...
Observe apenas sua respiração, está ofegante ou tranqüila?
Respire sem pressa, tranqüilamente.
Vá relaxando cada músculo do seu corpo, começando pelos pés.
Volte sua atenção para seu pé direito, depois o esquerdo e relaxe-os.
Solte suas pernas.
Relaxe o quadril e a pélvis.
Relaxe os músculos das costas.
Do abdômen e do peito.
Solte os músculos do braço esquerdo e braço direito.
Relaxe as mãos.
Solte toda a musculatura dos ombros, solte mais.
Relaxe o pescoço e a nuca.
Solte a cabeça. O couro cabeludo.
Agora, imagine-se num lugar muito bonito. E lá está você, com o peso ou a saúde que deseja.
Sinta a alegria por ter conseguido atingir o peso ou objetivo desejado.
Fixe essa imagem por alguns minutos em sua mente e mande essa mensagem ao seu cérebro para que se concretize.
Entrando num estado de relaxamento e tranqüilidade.
Relaxe, volte-se para dentro de você, sinta paz.
A cada respiração você vai mais fundo, mais e mais fundo.
Relaxando e sentindo cada vez mais serenidade e paz.
Enquanto respira, relaxe todos os seus músculos.
Agora visualize ou imagine uma linda luz entrando pelo alto de sua cabeça.
Uma luz belíssima, poderosa e curativa.
Você pode escolher a cor ou as cores que quiser.
Uma luz divina, uma luz poderosa, uma luz curativa, porque ela cura cada célula, cada fibra, cada órgão do seu corpo.
Restabelecendo a saúde de todas as suas células novamente.
Desfazendo todas as doenças.
Desfazendo todos os desconfortos.
Restabelecendo a saúde perfeita.
Mande embora o medo.
Você não precisa temer nada.
Mande embora as tensões, as preocupações, a ansiedade.
Mande embora a raiva, as frustrações.
Mande embora a tristeza, a mágoa, o desespero.
Aos poucos volte a sentir todo seu corpo.
Mexa levemente os dedos dos pés e das mãos.
Volte a ouvir barulhos externos.
Sinta-se em paz, com energia!
Você pode fazer essa meditação ao menos uma vez por dia e com a freqüência sentirá a diferença dentro de você!
Por: Rosemeire Zago
Psicóloga clínica com abordagem jungiana.
Desenvolve o autoconhecimento e ministra palestras motivacionais.
Cyber Diet
Revisão: Eliane Jany Babanti

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Você sabia que cada malhador tem a sua personalidade?

O jeitão de cada treinador pode combinar com treinos específicos.
Qual é a sua?
Você luta para se manter firme e forte no treino? Talvez não esteja fazendo os exercícios certos para a sua "personalidade de malhador". É o que garante Linda Shelton, especialista em fitness e cujo estudo foi apresentado no encontro do American College of Sports Medicines Health and Fitness. De acordo com ela, cinco são as personalidades de quem pratica atividade física:
QUADRADOS:
são mais confiáveis, estáveis e geralmente seguem o treino à risca. Adoram rotina. "Eles tendem a seguir cronogramas rígidos e, muitas vezes, não veem progresso porque chegam a um platô. Deveriam, em vez disso, dar alguns passos no sentido de experimentar coisas novas sem que tenham de deixar a velha rotina para trás."
RETÂNGULOS:
são um pouco mais flexíveis, mas também curtem ordem e rotina. Adoram exercícios em grupo e se dão melhor quando interagem socialmente. "Uma sugestão é que entrem para grupos de caminhada, corrida ou bike ou façam aulas coletivas, em vez de malharem sozinhos."
TRIÂNGULO:
são os mais competitivos. Gostam de ser estimulados e de desafios. Por isso, têm de ter objetivos claros. "Esses se beneficiariam se malhassem ao lado de alguém como eles ou com uma meta, como uma maratona, triatlo etc."
CÍRCULO:
são o tipo mais comum no mundo do fitness. Espontâneos, sociais, não curtem malhar sozinhos. Um senão: muitas vezes tendem a ficar mais tempo socializando do que se exercitando. " "Eles precisam de alguém que os coloque no prumo e oriente, como um personal trainer."
LINHA TORTA:
são os menos estruturados entre todos os tipos. Diferentemente do quadrado e do círculo, odeiam rotina. "Eles precisam seguir um treino ultravariado, que inclui diferentes aulas. Do contrário, se aborrecem e abandonam o que estão fazendo."
Bruno Acioli
Disponível on line em Você sabia que cada malhador tem a sua personalidade? http://www.revistasportlife.com.br

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Exercícios físicos e depressão - Um forte aliado contra a depressão


Qualquer pessoa querendo sair de uma situação de saúde abalada e difícil, entre as várias recomendações que vai ouvir, uma será a atividade física. Pelo menos a maioria absoluta das doenças pode ser revertida com exercícios físicos e disso quase todo mundo sabe da mesma forma que sabe que o fumo faz mal à saúde.
Entre as doenças do mundo moderno a depressão é uma que os exercícios físicos podem fazer diferença no tratamento principalmente se tratada por uma equipe multidisciplinar. A doença geralmente é grupada em fatores psicológicos, genéticos e biológicos e em todos, os exercícios podem agir.
Separação, morte de cônjuge ou familiar próximo, aposentadoria, sensação de inutilidade, perda de status, diminuição da vitalidade entre outras, são considerados os mais fortes fatores psicológicos.
Entre os fatores genéticos é certo que algumas pessoas podem apresentar tendência. Determinadas situações cotidianas para uns não representam nada enquanto para outros pode ser o fim do mundo.
Entre os fatores biológicos além da queda natural de hormônios podemos citar as drogas e o alcoolismo.
Não é nenhuma novidade que as drogas ilícitas como a maconha, a cocaína e o crack escravizam uma parcela da população, mas o grande problema são as legalizadas como o álcool, o tabaco, os ansiolíticos, as anfetaminas e/ou os moderadores do apetite recrutando um percentual bem maior de pessoas de ambos os sexos. A dependência dessas drogas pode levar à depressão em diversos níveis. Claro, uma vez instalada a depressão por conta de uma dependência química ou do álcool o sujeito só tem chance de cura se procurar ajuda e o exercício físico tem sido recomendado principalmente no sentido de eliminar as toxinas, melhorar o relacionamento com pessoas, as condições músculo-esqueléticas, a cardiovascular, resgatar a auto-estima entre outras vantagens. Os médicos reconhecem que essa é uma guerra difícil de vencer onde mais da metade tem recaída após abstinência por um período, mas qualquer atitude é sempre mais promissora quando incluída a atividade física.
Uma das pesquisas fidedignas no final dos anos 90 concluiu que pacientes tratados com medicamentos e exercícios têm mais sucesso na cura da depressão e menos chances de recaídas quando comparados a grupos tratados apenas com medicação, grupo esse que apresenta uma melhora significativa apenas inicial. Veja mais em Tratamento da Depressão
Em longo prazo a atividade física principalmente quando feita todos os dias passa a dominar o sujeito criando um novo vício. Ou seja, há uma troca de um vício ruim por um salutar. Isso, segundo Cooper de deve a liberação pelo sistema nervoso central de substâncias chamadas endorfinas que causam uma sensação de bem estar permanecendo por várias horas depois de encerrado o exercício. É mais evidente nas atividades de média e longa duração, superior respectivamente a 30 e 60 minutos. Essa sensação os corredores conhecem bem por muitos mencionados como o “barato da corrida”.
Na questão da queda hormonal com o envelhecimento, em pessoas sadias, o mais evidente ocorre no sistema nervoso central com os neurotransmissores responsáveis pelo estado de humor que o exercício estimula. A queda natural da força pode ser revertida ou pelo menos retardada com a musculação, exercício que parece estimular a secreção da testosterona e hormônio de crescimento. As pesquisas atuais dão conta que os melhores rendimentos estão associados ao volume semanal de treinamento, intensidade, descanso adequado entre as seções e massa muscular envolvida. Alta intensidade de curta duração envolvendo grandes grupos musculares está associada às melhores respostas da testosterona imediatamente após o término do exercício. Entretanto vale lembrar que a dose faz o veneno. O excesso pode provocar o efeito inverso razão pela qual o ideal é que o programa deva ser prescrito por um profissional habilitado constando de exercícios aeróbios intercalados com a musculação. Conclui-se que exercício sozinho não é a solução de todos os problemas, mas é um forte aliado contra a depressão.

Extraído do site Copacabana Runners - Atletismo e Maratonas© 1999-2008
Helio A. F. Fontes
Utilização de material original do site
DÚVIDAS SOBRE DEPRESSÃO - PsiqWebDisponível on line emhttp://gballone.sites.uol.com.br/voce/dep.html.







quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Depressão e Seus Mitos

A depressão é uma patologia que vai além da tristeza. Ela simplesmente aniquila a vontade e o interesse por quase tudo que cerca a vida.
Hoje será abordado um tema que está na "moda" e se tornou banal. É comum observar as pessoas conversarem e comentarem sobre seus problemas, preocupações, sonhos, planos, alegrias, satisfações, insatisfações etc. Em tempos de mudança pela qual nós brasileiros estamos passando, as incertezas e dúvidas pairam no ar e há uma contaminação geral atingindo a todos de uma ou outra forma. Aqueles que por outras diversas circunstâncias estão sobrecarregados com seus próprios problemas se tornam mais vulneráveis a uma onda de pessimismo e falta de vitalidade que pode ser confundido e até denominado como depressão.
“Depressão não é apenas tristeza. A tristeza é apenas um dos sentimentos que a depressão possui"
A depressão é uma patologia que vai além da tristeza. Ela simplesmente aniquila a vontade e o interesse por quase tudo que cerca a vida. Há uma desconexão com os sentimentos e simplesmente por mais que se tente reagir, não há uma reação positiva. A realização de tarefas corriqueiras e simples se torna um fardo. Há um cansaço físico, mental, insuportável que pode conduzir ao medo da realização de qualquer tarefa, gerando assim em outra ponta, a ansiedade.
Geralmente a depressão tem um fator desencadeante. Quando ela é severa, pois depressão também pode ser aferida em graus, o estopim pode ter sido acionado por um fato marcante. Entretanto, isto não quer dizer que apenas fatores externos sejam responsáveis por tal estado.
Há uma pré-disposição orgânica, química mesmo, que pode conduzir a este estado de inércia. Depressão não é apenas tristeza. A tristeza é apenas um dos sentimentos que a depressão possui. A depressão severa traz sensações de morte, desespero, falta de energia. Falta de vitalidade e força para poder viver.
Atualmente existem vários medicamentos e técnicas terapêuticas eficazes para o tratamento da depressão. Mas ainda está longe o medicamento efetivo para esta doença, pois não é apenas uma disfunção na química cerebral. Depende muito de cada pessoa como ela encara a vida e reage aos problemas do dia-a-dia.
Não existe um caso de depressão igual ao outro, portanto um remédio pode ser muito eficaz para uma pessoa e nem tanto para outra.
A terapia cognitiva comportamental associada a medicamentos tem produzido excelentes resultados, mas como cada um é cada um, é preciso verificar quais os tratamentos que existem e quais poderão atingir um grau de sucesso mais alto.
Fonte:
Cyber Diet por :
Sonia Cristina Camargo Bessa
Psicologia pela FMU, atua há 13 anos na área de Clínica do Emagrecimento.
Especialista em Terapia Reichiana (Bioenergética e Linguagem Corporal).

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Benefícios psicológicos do exercício físico nas mudanças de humor para tabagistas e dependentes químicos em recuperação

Eliane Jany Barbanti
Coordenadora do NUPSEA
CEPEUSP
Resumo
As Drogas Psicotrópicas reagem com o ser humano, provocando basicamente estimulação, depressão e/ou perturbação das funções do Sistema Nervoso, o que precipita mudanças de humor, já a prática do exercício desencadeia uma série de adaptações metabólicas, endócrinas e neuro humorais que, em conjunto, propiciam melhoras nas alterações afetivas.
Nesta pesquisa o benefício do aspecto afetivo dos exercícios, foi investigado nos participantes do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física - NUPSEA.
Dezoioto dependentes químicos em recuperação (DP) e tabagistas (TB) do sexo masculino e feminino de idades entre 20 e 60 anos participaram da pesquisa. No experimento, os participantes fizeram caminhara, e bicicleta ergométrica, exercícios localizados, alongamento, relaxamento e meditação. Eles completaram a versão abreviada traduzida de uma versão atual do inventário perfil de Humor (PEH) (POMS - Grove e Prapavessis, 1992). O uso periódico do instrumento POMS, Perfil dos Estados de Humor, tem demonstrado eficácia na detecção de sinais das mudanças de humor. Em 2003, uma de suas versões abreviadas, passou a se denominar BRUMS, Escala de Humor de Brunel. A perturbação do humor total (PTH) diminuiu significativamente em (68% e 89%). Conclui-se que os exercícios do NUPSEA produzem mudanças positivas nos afetos de raiva, confusão, depressão, vigor, auto-estima e estresse. Estes resultados sugerem mudanças e benefícios crônicos emocionais do exercício e propõe que a "hipótese de avaliação cognitiva" pode ser mais adequada para explicar os benefícios do exercício crônico sobre os aspectos afetivos da recuperação de dependentes químicos e tabagistas.
PALAVRAS-CHAVEpsicologia do esporte, exercício aeróbico, afeto, emoção, o exercício físico, humor, caminhada, bicicleta, exercícios localizados e alongamento.
Abstract
Psychotropic Drugs react with the human being, basically causing stimulation, depression and / or disturbance of the functions of the Nervous System, which precipitates changes in mood, as the practice of exercise triggers a series of metabolic adaptations, endocrine and neuro humoral, in together, provide improvements in affective alterations.
In this study the benefit of the affective aspect of the exercise ergometric bicycle, walking, localized exercises, stretching, including relaxation and meditation, were investigated in participants in the Center for Sport Psychology and Physical Activity-NUPSEA.
Eighteen recovering addicts and smokers were male and female aged between 20 and 60 years participated. They completed the shortened version of a translated version of the inventory profile Humor (PEH) (POMS - Grove and Prapavessis, 1992). The periodic use of the instrument POMS, Profile of Mood States, has demonstrated effectiveness in detecting signs of changes in humor. In 2003, one of its shortened versions came to be called BRUMS, Brunel Mood Scale. Throughout the experiment, the dependent measures changed significantly from pre-to post-exercise. The total mood disturbance (POMS) decreased significantly (68% and 89%). It is concluded that exercise of NUPSEA produce positive changes in the affections of anger, confusion, depression, vigor, self-esteem, and stress. These results suggest that chronic emotional benefits of exercise and proposes that the "hypothesis of cognitive assessment" may be more appropriate to explain the benefits of chronic exercise on the affective aspects of recovering addicts and smokers.
KEY WORDS: Sport Psychology, aerobic exercise, affection, excitement, mood, walking, cycling, localized exercises and stretching.
Introdução
Já existe farta evidência sobre o valor da atividade física, do exercício, do esporte para a prevenção e reabilitação de várias doenças crônicas. A literatura existente demonstra que a participação em várias formas de atividade física está associada com uma saúde mental positiva e com a melhora da qualidade de vida (Barbanti, E.J 2006).
O exercício físico influencia o homem em diversos aspectos, sejam eles fisiológicos (relacionados à capacidade física), psicológicos (relacionados aos aspectos psicobiológicos), sociais (relacionamentos sociais, profissionais, familiares, entre outros), e/ou econômicos (status, negócios, entre outros), ou ainda outros aspectos. Porém, o esclarecimento de como o exercício atua nesses aspectos, tem despertado grande interesse nos últimos anos, pois se reconhece que sua prática regular proporciona uma série de benefícios funcionais, aspecto este amplamente abordado pela literatura científica da área (Mcardle, 1998).
Os benefícios mentais de doenças crônicas e exercício são os mais proeminentes sobre as medidas do afeto e da ansiedade (Biddle, 1995). O mesmo autor também afirma que está provado que a atividade física é associada com o bem-estar mental positivo e reduz a reatividade ao estresse cognitivo (Norris, 1992).
Há tempos, sabe-se que a prática regular da atividade física {i.é, exercício físico (Caspersen & Powell, 1985), tem como resultado diversas adaptações orgânicas, frente à exigência metabólica durante o estado de atividade corporal aumentado. Também que, em conjunto, essas adaptações melhoram a saúde física e mental do praticante, assim como das pessoas diretamente com ele envolvidas, em casa, no trabalho, na escola, no clube, entre outros locais (Samulski, 1996.)
O programa do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física – NUPSEA do Centro de Práticas Esportivas da USP- CEPEUSP visa atender indivíduos entre 20 a 60 anos de grupo antitabagismo e dependentes químicos em recuperação da comunidade USP e comunidade Externa através de atividade física orientada individualmente com caminhadas, bicicleta ergométrica, exercícios localizados e alongamentos incluindo relaxamento e meditação.
O NUPSEA desenvolve um programa de atividades física direcionadas de forma racional e individualizada objetivando a melhoria dos sintomas de depressão e compulsão do grupo antitabagismo e dependentes químicos em recuperação, controle da ansiedade e estresse para todos os grupos, bem como a desempenho cardiovascular, resistência muscular localizada e flexibilidade e a melhoria da qualidade de vida através das atividades citadas. (Barbanti, E.J 2006). Porém ainda não investigou quais efeitos do humor são benefícios psicológicos do exercício para tabagistas e dependentes químicos em recuperação.
As atividades do NUPSEA promovem:
Caminhada/Bicicleta
São atividades aeróbias, destacando-se principais benefícios:
A normalização dos níveis de áreas da atenção, memória e controle motor e controle da ansiedade. Promovem o aumento dos níveis de serotonina nas áreas de humor, da síntese e liberação de endorfinas e do metabolismo basal e a diminuição da depressão, compulsão, estresse (Ferreira, 2001).
Exercícios Localizados
São exercícios de força e resistência muscular localizada e podem ser complementados com flexibilidade, elasticidade e alongamento.
Os exercícios localizados melhoram o humor geral, sintomas da depressão e ansiedade, auto-imagem, auto-estima e autoconfiança (Porto, 2006).
Alongamento
Proporciona sensação de bem-estar, diminuição dos sintomas objetivos de tensão e tem efeito relaxante. Ocorre tanto no aspecto central do córtex, quanto no periférico (Porto, 2006).
Relaxamento
Como uma atividade suave à prática regular do relaxamento está também associada à modificação favorável da saúde-emocional, propiciando uma diminuição da ansiedade e dos sintomas de depressão, melhora do auto-conceito, da auto - estima, do auto-conhecimento, proporcionando uma sensação de bem-estar. Há também a diminuição dos sintomas objetivos de tensão e seu efeito relaxante ocorre tanto no aspecto central do córtex, quanto no periférico (Szabo, 2003).
Meditação
A meditação costuma ser definida como um estado calmo e tranqüilo da mente que é vivenciado quando esta se torna vazia e sem pensamentos; prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: na própria respiração em uma estátua religiosa, em um mantra); uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto; análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas) (Szabo, 2003).
As Drogas Psicotrópicas reagem com o ser humano, provocando basicamente estimulação, depressão e/ou perturbação das funções do Sistema Nervoso, o que precipita outras alterações funcionais no organismo, já a prática do exercício desencadeia uma série de adaptações metabólicas, endócrinas e neuro humorais que, em conjunto, propiciam ao indivíduo uma influência bio-psico-social positiva. Além de adaptações físicas, atribuem-se ao exercício alterações comportamentais, com substancial evidência de que indivíduos envolvidos em programas de exercício experimentam efeitos positivos na saúde; por outro lado, o excesso de exercícios ou overtraining e a interrupção abrupta de um treinamento induzem distúrbios do humor, o que ilustra a complexa relação exercício – estados de humor. (Ferreira, 2001). Assim torna-se importante investigar quais os efeitos positivos em relação aos estados de humor podem ser obtidos através das atividades físicas.
Os mesmos autores destacam que nos Centros de Reabilitação de Dependentes Químicos que, em sua maioria, incentivam a prática da atividade física; na maioria dos casos, as atividades realizadas não são personalizadas (i.e., não-metodológicas), onde os internos beneficiam se principalmente da capacidade de descontração e socialização que a atividade física apresenta em seu bojo de benefícios.
Nesta perspectiva um bom programa de atividade física, independente da finalidade, precisa investigar as necessidades dos indivíduos, adequar seu conteúdo a essas necessidades e conter exercícios variados para todas as capacidades motoras como sugerido por Cress, (2004).
Dessa forma, foram levantadas as principais relações a cerca da influência dos diferentes tipos de exercícios para examinar as mudanças dos aspectos psicológicos sugerindo que estes trariam melhorias no humor dos participantes; aplicados na recuperação dos indivíduos que se tornaram dependentes e que agora buscam alternativas para superar dificuldades, como recaídas, sintomas de abstinência, diminuição da capacidade física, entre outros.
Materiais e Métodos
Participantes
A amostra foi constituída de dezoito alunos do NUPSEA. Os participantes dependentes químicos (DQ) eram cinco participantes dependentes de álcool, drogas ou outras substâncias: quatro (DQ) eram do sexo masculino, um do sexo feminino e dez participantes do grupo antitabagismo: três do sexo masculino e 10 do sexo feminino.
Instrumentos
Os participantes utilizaram o inventário de Perfil de Estados de Humor (PEH) e método de Karvonen por quatro vezes, com intervalo de 90 dias entre as atividades físicas ministradas pelo NUPSEA.
A versão abreviada (Grove, 1992) do inventário de Perfil de Estados de Humor (PEH) foi o principal instrumento utilizado neste estudo. Esta versão foi traduzida de uma versão atual do inventário perfil de Humor (PEH) (POMS - Grove e Prapavessis, 1992) O uso periódico do instrumento POMS, (PEH), tem demonstrado eficácia na detecção de sinais das mudanças de humor. Em 2003, uma de suas versões abreviadas, passou a se denominar BRUMS, Escala de Humor de Brunel. O instrumento foi submetido ao método tradução-traducão- reversa (ROHLFS, 2004), Anexo 1.
Esta ferramenta é reivindicada por ser o mais popular instrumento no contexto do desporto e do exercício (LeUnes, 2000), que é sensível a alterações afetivas induzidas pelo exercício realizado (Berger, 2000) e possui propriedades psicrométricas adequadas para uso em psicologia do esporte e do exercício (Fleming, 1992).
Esta versão do (PEH) Escala de Humor de Brunel é composta por um questionário de 25 itens contendo sete sub- escalas, dos quais duas medidas positivas prejudicam e cinco determinam afeto negativo. Os 25 itens são classificados em uma escala de cinco pontos variando de “nada” ou “extremamente“ para medir os estados afetivos como “Vívido”, ”Confusão”, ”Raiva”, ”Auto-estima”, "Etc." eficaz em uma pesquisa interna após a consistência (alfa de Cronbach) das sete sub-escalas encontrados para: fadiga = 0,90, a raiva vigor = 0,90, =0,93, auto-estima = 0,70, tensão = 0,87, 0,76 e = confusão depressão = 0,93 (Wann, 1999). E possui adequadas propriedades psicrométricas para investigação para uso no esporte e na psicologia do esporte (Fleming, 1992).
Inicialmente os indivíduos realizaram as atividades físicas adaptando ao método Karvonen (Services, 1996.) e de acordo com as informações obtidas, foi considerada a da Zona Alvo de treinamento para a determinação da intensidade dos exercícios de bicicleta e caminhada.
Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (Services, 1996.) as seguintes recomendações devem ser adotadas para a prescrição de atividades cardiorrespiratórias pelo método da freqüência cardíaca de reserva de Karvonen:
Determinação da FC de reserva (Fórmula de Karvonen)Para calcular as faixas de freqüência cardíaca de treino em primeiro lugar, essa faixa de freqüência cardíaca (FC) consiste em um cálculo de uma intensidade de esforço adequada para um condicionamento aeróbio e que existe uma série de outras variáveis importantes dentro da definição de um treinamento. Foi utilizado o método da FC de reserva (FCR), ou método de Karvonen, que calcula inicialmente a FCR subtraindo a FC de repouso da FC máxima e depois foram calculados 65 e 75% da FCR e foram somados esses valores à FC repouso.
FC de reserva (FCR) = 220 – idade
FC trabalho = FC Tmáx – FC repouso
FC repouso – contada idealmente após 5 minutos da pessoa deitada em ambiente calmo e tranqüilo.
Limiar de Treino = FC trabalho x 65% + FC repouso
Limiar Superior da ZA = FC trabalho x 75% + FC repouso
FC- alvo = (FC residual x intensidade) + FC repouso
No caso dos tabagistas e dependentes químicos em recuperação:
Tipo de exercício: caminhada, bicicleta
Freqüência: três dias por semana
Duração: 40 minutos contínuos
Intensidade: 65% a 75% da freqüência cardíaca de reserva
FC-alvo = (FC residual x intensidade) + FC repouso
Procedimento
O estudo teve duração de um (01) ano com início no mês de agosto de 2008 a junho de 2009. O inventário foi aplicado inicialmente no primeiro semestre de 2008 e no final de cada semestre letivo da USP, composto de quatro meses cada semestre. As atividades desenvolvidas foram: caminhada 20 minutos, bicicleta ergométrica 20 minutos; exercícios localizados 20 minutos, exercícios de alongamento e técnicas de relaxamento, meditação no final das aulas por 30 minutos. Foram ministradas aulas com duração de 1h30minutos (uma hora e trinta minutos), 03 (três) vezes por semana. Completaram o inventário perfil de Humor (PEH) e o método Karvonen no início (pré) e no final (pós) de cada semestre letivo da USP, logos após executarem os exercícios para determinar as possíveis mudanças de humor obtidas.
A freqüência cardíaca durante dos exercícios aeróbios de bicicleta ergométrica e caminhada foi controlada por polares. A cada 10 minutos a freqüência cardíaca foi registrada.
Antes e no final do semestre da USP os participantes completaram uma cópia do (PEH) depois de realizarem as atividades. Dado a natureza do experimento de campo, a precisão absoluta da freqüência cardíaca não foi uma questão importante, mas foi levado para estimar o volume de trabalho nos quais os alunos fizeram as atividades. Os questionários foram recolhidos e posteriormente registrados.
Resultados
Os escores do (PTH) antes e após o exercício foram analisadas com medidas repetidas multivariadas de análise de variância (ANOVA-MRM). Esta análise rendeu um período estatisticamente significativo (pré- para pós-exercício) o efeito principal, F (7, 89) = 20,67, p=0, 001. O acompanhamento da análise uni variada revelou que as mudanças pré- pós-exercício foram estatisticamente significativas para todas as sete medidas dependentes derivadas da sub- escalas da (PTH). Estes resultados são resumidos na Tabela 1.

Conclui-se que os exercícios do NUPSEA produzem mudanças positivas nos afetos de raiva, confusão, depressão, vigor, auto-estima e estresse figura 1. Para verificar se as cargas de trabalho selecionadas tinham qualquer relação à magnitude das mudanças sobre as medidas de afeto, os escores foram calculados da diferença para o último subtraindo-se o pró do pré-exercício das pontuações. As correlações entre a carga de trabalho e os escores da diferença não foi significante para nenhuma das medidas afetivas incluindo a intensidade do exercício. (Figura 2). As correlações entre os grupos dependentes químicos (DP) e TB não foi significativa para nenhuma das medidas afetivas (Tabela 2), incluindo o PTH.

Figura 2 Gráfico de dispersão mostrando a relação entre a intensidade do exercício em porcentagem (%) da reserva de freqüência cardíaca máxima, e a pré- diferença pós-exercício ou escores de mudança de transtorno de humor total (DMTHT.)
Tabela 2. Coeficientes de Correlação de Pearson (r) obtidos entre os dependentes químicos (DP e tabagistas (TB) expressos nos escores das oito medidas de afeto nos dois grupos.


Discussão
Os 40 minutos de bicicleta- caminhada foram realizados com a intensidade de zona alvo de exercício. Um achado importante, combinando os resultados, foi a falta de correlação entre a intensidade do exercício e as alterações das pontuações ou escores da diferença de medidas de afeto. Os estudos atuais mostram claramente que a intensidade do exercício não é um instrumento para efeito de benefício nos aspectos afetivos.
Estes resultados são ainda maiores pelo fato de não haver correlação entre a magnitude das alterações que afetam a intensidade do exercício. (Berger, 2000) destacam que a intensidade do exercício deve ser definida para os benefícios afetivos é principalmente especulação que se baseia na intensidade do exercício de pesquisas anteriores que levaram a mudanças positivas no afeto. Estes autores consideram que os exercícios moderados são os mais benéficos. Com base nos resultados atuais é possível sugerir que um trabalho conjunto de exercícios aeróbios e não aeróbios pode ser o mais benéfico para ganhos psicológicos de afeto. Os benefícios das atividades observados pós-tratamento sugere que talvez a combinação com duração, poderia ser um caminho a seguir em investigações futuras para resolver este dilema. Até agora, entretanto, nenhum estudo diretamente examinou o papel do controle de tais pesquisas. No entanto, as mudanças positivas de afeto, semelhante ao exercício, observadas após atividades passivas (Szabo, 2003) não podem ser vinculadas a explicação mais provável para benefícios afetivos do exercício (e alguns outros passivos tratamentos), podem ser relacionadas com a interpretação mental da atividade que o participante esteja engajado. À luz desta hipótese de "avaliação cognitiva” (que foi proposta em relação às experiências estressantes por Lazarus em 1988, crenças imediatas e pensamentos influenciam a visão se assumem a situação ou uma atividade. Por conseguinte, qualquer experiência de vida interpretada como agradável é susceptível de desencadear afetos positivos (Sandlund, 2000). Atualmente, este é o único denominador comum afetivo entre as melhorias após um exercício e descanso tranqüilo, (Koltyn, 1997). É incontestável que modelos fisiológicos (La Forge, 1995) poderiam ser instrumentos no afeto benéficos do exercício para que a evidência fosse produzida na literatura (Cox, 2000). Futuras pesquisas precisarão investigar mais de perto a duração dos benefícios afetivos com várias formas de protocolos de exercícios em contraste com outros ou tratamentos de controle, mantendo em perspectiva a controvérsia com base em provas em torno dos modelos atuais. Nesse esforço nominal percebido (ENP) como um adicional índice de intensidade do exercício deve ser avaliado, ao longo a freqüência cardíaca, em investigações futuras.
Embora apenas medidas limitadas de afeto fossem examinadas nesta pesquisa, esses dados chamam a utilização dos modelos fisiológicos avançados para explicação dos benefícios afetivos crônicos do exercício. É mais provável que as mudanças afetivas desencadeadas pelo período de exercício pós-exercício são regulamentadas pela ação cognitiva subjetiva de avaliação do conjunto de exercícios aeróbios e não aeróbios do NUPSEA que exercem controle sobre as atividades
Estes resultados sugerem mudanças e benefícios crônicos emocionais do exercício e propõe que a "hipótese de avaliação cognitiva" pode ser mais adequada para explicar os benefícios do exercício crônico sobre os aspectos afetivos da recuperação de dependentes químicos e tabagistas.
Conclusão
Conclui-se que os exercícios do NUPSEA produzem mudanças positivas nos afetos de raiva, confusão, depressão, vigor, auto-estima e estresse.
Os resultados do estudo revelaram que a intensidade do exercício não é importante na geração de resultados positivos benéficos afetivos após a utilização de exercícios aeróbios.
Com os resultados do inventário aplicado pode-se verificar que na prescrição do exercício para usuários de cocaína, cujas principais alterações nervosas estão ligadas ao sistema monoaminérgico, com comprometimento da função motora e dos estados de humor; que são realizados de maneira contínua ou intermitente, a fim de se evitar o estresse fisiológico e psicológico do exercício extenuante e prolongado ocorrem mudanças destes estados de humos. Do ponto de vista da coordenação motora, foram iniciadas as atividades simples, progredindo sua intensidade com o tempo de treino, a fim de normalizar a transmissão nervosa no circuito motor e no hipocampo para encontrar as mesmas mudanças de humor que os demais grupos.
Na prescrição do exercício para usuários de benzodiazepínicos, cujas principais alterações nervosas estão ligadas ao sistema Gabaérgico, com comprometimento da capacidade intelectual, do humor e da coordenação motora e para usuários de tabaco, cujas principais alterações nervosas estão ligadas ao sistema nervoso que controla os processos intelectuais; as atividades do NUPSEA estimulam a melhora do humor.
Foram destacados os resultados obtidos que verificaram as mudanças de humor em usuários de Drogas Psicotrópicas em recuperação:
Sugere-e que a intensidade deva ser regulada de acordo com a via nervosa a ser influenciada e, ainda, pela capacidade física individual.
Deve-ser sempre respeitar a individualidade biológica, uma vez que, mesmo se prevendo as principais alterações com o uso de drogas, algumas características como: idade, sexo, história pregressa de vida, tipo e tempo de substância utilizada e, ainda, a associação com outras substâncias devem ser observadas, ressaltando que todos os indivíduos deverão primeiro, passar por um exame clínico, a fim de se evitarem maiores danos à saúde pela prática do exercício.
Deve-se ainda, no ato da prescrição do exercício, considerar:
Estado geral da saúde física (sintomas da abstinência, cardiopatias, angiopatias, pneumopatias, miopatias, endocrinopatias, neuropatias);
Estado geral da saúde psicológica (sintomas da abstinência, como ansiedade, depressão, irritabilidade, distúrbios do sono, entre outros);
Nível de condicionamento físico geral e da capacidade de trabalho;
Estilo de vida atual e atividades anteriormente praticadas.
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