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quarta-feira, 20 de maio de 2015

O esporte como parte do tratamento da dependência química em um caps AD ii: Uma visão inclusiva

Laranjo ,Thaís Helena Mourão; Santos , Érico Murillo de Almeida; Amorim , Bruno Vizolli.;  

1.Introdução 

O Centro de Atenção Psicossocial em álcool e drogas (CAPS ad II) de Ermelino Matarazzo (EM) é um serviço ambulatorial de saúde que tem por objetivo atender dependentes de álcool e outras drogas em diferentes níveis de intensidade. Este serviço foi estabelecido em julho de 2004 através de convênio entre a Secretaria Municipal de Saúde da Cidade de São Paulo e a Associação Saúde da Família. O CAPS ad II EM se localiza na Zona Leste, região da periferia de São Paulo e atende pessoas das regiões de Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista e Distrito Administrativo de Itaquera. Esta é uma área com aproximadamente 600.000 habitantes. A maioria dos pacientes que frequentam o CAPS ad II EM são homens e por isso surgiu a ideia de realizar uma oficina terapêutica de futebol.

1.1 Esporte x Dependência Química

 É sabido que atividade física não se resume às práticas esportivas competitivas; brincadeiras de rua, jogos recreativos, danças, lutas, caminhada e corrida também são do universo da atividade física, assim como os esportes coletivos e individuais. Faz-se necessário entender que o esporte, neste caso o futebol, pode ser usado de modo a diminuir o valor dado à competição, para que seja possível tornar evidente outras características deste esporte, tais como, trabalho em equipe, respeito às regras e as pessoas envolvidas no jogo, respeito aos limites do corpo humano, diversão, lazer, benefícios à saúde e promoção do bem estar físico e mental.
BARBANTI et al afirma que (...) “o esporte pode e deve fazer parte da felicidade do homem, seja por características biológico-naturais ou pelas sócio-culturais”, em concordância BYINTON diz que “o esporte pode ser uma forma de educar o corpo para obter saúde, qualidade de vida e bem estar físico e mental”. Observando as opiniões destes dois autores é possível perceber que o esporte se vale de características que influenciam diretamente diversos aspectos da vida humana, seja emocional, racional ou físico.
Os dependentes químicos não constituem um grupo homogêneo, embora certas características comuns possam ser observadas. A baixa autoestima, as dificuldades de relacionamento e a resistência para seguir normas e regras podem ser superadas através do esporte. Outra característica comum entre os dependentes químicos é a baixa tolerância à frustração, que nos remete a questão do ganhar e do perder que, evidentemente, está presente no jogo e no esporte.
Ferreira et al (2001) complementa, “Além de adaptações físicas, atribuem-se ao exercício alterações comportamentais, com substancial evidência de que indivíduos envolvidos em programas de exercícios experimentam efeitos positivos na saúde, com partes deles observados após sua execução, em relação aos estados de humor.
A “mecânica terapêutica” pelo esporte funciona de maneira simples: Estímulo– resposta–reflexão–novo conceito/procedimento/atitude. Basicamente o paciente é estimulado a buscar novas alternativas enquanto joga futebol. Deste modo espera-se que ele se aproprie das mudanças propiciadas pela reflexão feita na oficina de futebol para o jogo e as amplie para outras esferas da vida, CHOSHI (2000).

2. Objetivos 

Pretende-se, com este trabalho, mostrar o potencial terapêutico dos vários tipos de atividade física para a dependência química, a começar pelo futebol, um esporte com altíssimo índice de aceitação entre os homens brasileiros.

3. Métodos 

Foram realizados 14 treinos, 11 reuniões e 7 jogos ao longo do segundo semestre do ano de 2005. Passaram pela oficina de futebol 14 pacientes, chegando ao campeonato um time com 11.
Nas reuniões procurou-se estimular a reflexão acerca dos sentimentos e emoções que se manifestam durante a prática do futebol fazendo-se uma correlação com situações cotidianas da vida. Destacou se a agressividade e a possibilidade de contê-la, a o que significa ser um time e jogar coletivamente.
Nos treinos os pacientes foram expostos à situações problema (estímulo) gerando vários tipos de reação (resposta ao estímulo). A partir da reação faz-se com o paciente ou com o grupo uma reflexão, buscando criar um novo conceito, procedimento ou atitude, que podem ou não ser unânimes.
Passada a sequência de reuniões e treinos (preparação), os pacientes foram inscritos em um campeonato de Futebol de salão chamado “Copa da Inclusão”.
A “Copa da Inclusão” é um evento anual organizado por pessoas ligadas ao Conselho Regional de Psicologia de São Paulo e à ONG da Inclusão, em que, participam instituições que oferecem tratamento na área de saúde mental.

 4. Resultados e Conclusão 

Durante a copa da inclusão mantivemos a realização das reuniões com o time de futebol e alguns pacientes puderam falar sobre a fissura que sentiam em todas as situações que envolvem o jogo de futebol como por exemplo ir no ônibus cantado, pois isto estava frequentemente ligado ao uso de drogas. Com isso pudemos conversar sobre essas dificuldades. Alguns pacientes quiseram desistir e nas reuniões foram estimulados a continuar e assim o fizeram.
O time do CAPS ad II Em foi campeão da série prata na copa da Inclusão de 2005, isso serviu como estímulo aos pacientes. Alguns relataram jogar sem uso de álcool e outras drogas pela primeira vez. Essa conquista representou a possibilidade concreta de vencer obstáculos sem uso de drogas. Além disso o time cometeu, em média, 04 faltas por jogo durante o campeonato, o que é considerado um índice baixo e uma vitória para um grupo com grande dificuldade em se controlar no início dos treinos.
Assim, pudemos constatar a importância da oficina de futebol no tratamento dos dependentes químicos do CAPS ad IIEM.

5. Referências 

BARBANTI, Valdir José. “Esporte e atividade física: interação entre rendimento e saúde”. Editora Manole,2002.
BYINGTON, Carlos Amadeu Botelho.”A riqueza do futebol”. Revista Psique Ciência&Vida,p22- 33, 2006.
CHOSHI, Koji. Aprendizagem motora como um problema mal-definido. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, Suplemento, n. 3, p. 16-23, 2000. Apoio: www.newtimecomex.com.br capsadermelino@saudedafamilia.

sábado, 16 de maio de 2015

Saiba identificar se seu parceiro é bipolar

Os sintomas da mania são mais exuberantes e isso torna a identificação da doença mais fácil

Saiba identificar se seu parceiro é bipolar
Entender os sintomas do transtorno bipolar e buscar o tratamento correto são os primeiros passos para qualquer relacionamento. De modo geral, o transtorno bipolar é uma variação de humor que vai das crises de euforia a depressão grave.
É comum as pessoas acharem que o problema atinge mais mulheres, mas os homens também podem ter a doença. Acontece que eles vão menos ao médico, embora muitos possuam problemas sérios e nem desconfiem.
Para você descobrir se seu parceiro, irmão ou um amigo próximo tem o transtorno, preste atenção nessas atitudes. Neles, os sintomas da mania são mais exuberantes e isso torna a identificação da doença mais fácil. Nesse caso o paciente vive um estado de exaltação do humor, com aumento de energia, sem qualquer relação com o momento que o indivíduo está vivendo.
Caso seu parceiro ou pessoa próxima começar a gastar demais, por exemplo, e ficar irritado por motivos banais ou até agressivo quando contrariado, são alertas de uma possível bipolaridade.
Outra característica é a desinibição sexual, que pode ser tão intensa, fazendo com que o bipolar corra o risco de trair a namorada ou esposa com outras mulheres.
O quadro depressivo também pode fazer parte do cotidiano dos homens bipolares, afetar o namoro e levar inclusive a separação do casal. Na depressão, a libido do homem cai, há perda de interesse para diversas atividades, ele não sente mais prazer em estar com a parceira. Ou pode ocorrer o oposto, onde o namorado fica excessivamente inseguro e dependente da parceira.
"Nem todas as mulheres conseguem suportar essas situações. É preciso saber que esses altos e baixos da doença não possuem cura, mas há tratamento. E incentivar o parceiro a procurar um médico é fundamental", aconselha o psiquiatra e pesquisador do Programa de Saúde Mental da Mulher da Universidade Federal de Pernambuco, Amaury Cantilino.
Apesar de todos os dissabores, manter o relacionamento é possível, afirma o psiquiatra. "As pessoas que convivem com um bipolar precisam conhecer a doença e seus sintomas para que saibam identificá-los no momento em que aparecem. Tanto a namorada, quanto a família do paciente, devem se tornar parceiras no tratamento, no sentido de ajudar o especialista com informações e comportamentos que nem sempre o paciente consegue identificar em si mesmo", conclui.
Natália Farah 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Técnicas para combater ansiedade e estresse

Técnicas para combater ansiedade e estresse


 A prática exercícios aeróbicos ajuda no controle da ansiedade 
Técnicas para combater ansiedade e estresse Nos dias de hoje não há quem não corra contra o tempo. É pressa para enfrentar o trânsito e chegar no horário aos compromissos marcados, para dar conta de todas as tarefas no trabalho ou satisfazer a todas as necessidades da família. Começamos o dia ansiosos, querendo finalizar rapidamente todas as atividades. E chegamos em casa estressados, por conta do excesso de esforço e dos percalços que apareceram ao longo do caminho. 
Para lidar com esses sentimentos que assolam a população moderna existem técnicas que nos obrigam a parar, respirar com calma e recarregar as energias. Uma delas é a atividade aeróbia. O personal trainer Robson Santos diz que práticas como pedalada, corrida e caminhada liberam endorfina, gerando uma sensação de bem-estar.
 "O treino multifuncional, desde que a pessoa consiga se desligar do mundo externo, também traz esse mesmo resultado, pois exige alto poder de concentração", completa. O ideal é praticar as atividades de forma moderada pelo menos três vezes por semana, entre 30 minutos e uma hora. 
A yoga é outra técnica muito usada para relaxamento. O professor de yoga do Centro de Bem-estar Levitas, Sânio Gomes, explica que essa atividade introspectiva tem como finalidade unir corpo, mente, espírito e respiração. Além disso, é praticada num ambiente adequando, silencioso, harmonioso, com mantras e uma luz bem leve. "Esses fatores mantém a pessoa distante da poluição sonora do seu dia a dia, afastando-a do seu cotidiano.
"No Hatha Yoga, por exemplo, os exercícios físicos são feitos de forma lenta e com muita permanência, tendo como prioridade a flexão de tronco (estando sentado ou de pé, mas mantendo a cabeça sempre em direção das pernas ou do chão). Esse movimento promove um estado de paz interior, sensação de bem-estar e alívio das tensões. 
 Sânio Gomes enumerou quatro exercícios que agem como chá, ou seja, acalmam as pessoas ansiosas: Pachimottanasana (a pessoa sentada com as pernas estendidas e o tronco flexionado tentando pegar os pés); Janu-shirshasana (a mesma que a anterior, mas apenas com uma das pernas estendidas); Halasana (pessoa fica deitada sobre o dorso com as pernas para traz da cabeça); e Sarvangasana (pessoa deitada sobre o dorso com as pernas elevadas e as mãos apoiadas sobre as costas).
 Outra técnica lembrada pelo professor do Levitas é a meditação, feita com o auxílio de um profissional experiente na área. As dicas de Gomes são simples: sentar de forma bem confortável, sempre manter os joelhos na linha dos quadris (caso a pessoa não possa sentar com as pernas cruzadas utiliza-se uma cadeira e/ou mais de uma almofada).
"Comece com curtos períodos de meditação e vá aumentando ao longo do mês até chegar a um tempo ideal que pode ser de uma ou duas horas", orienta. "Não marque compromissos antes, nem durante e tão pouco depois, pois a mente não vai conseguir relaxar e você vai ficar com o pensamento preso nas tarefas", completa. 
 E que tal uma massagem? Se for nos pés, melhor ainda! Sânio explica que essa parte do corpo tem ligação com o sistema simpático e parassimpático. Nos pés encontramos pontos-gatilhos que se manifestam quando a pessoa esta sob pressão, cansada, estressada, angustiada, praticando exercício em excesso ou acima do peso. 
"Ao massagear esses pontos, que se localizam na articulação, tendão ou músculo, promovemos o fluxo de energia nesta área e aumento do fluxo sanguíneo no pé e do retorno venoso. Essa liberação de energia estagnada promove um relaxamento profundo", diz. Outro ponto especial são os ombros, onde a maioria das pessoas acumula tensão. 
 Se você não tem medo de agulhas, pode recorrer à acupuntura? Segundo Dra. Tatiana Dumaresq, fisioterapeuta especialista em Acupuntura da Clínica Fisio & Quality, a técnica reduz significativamente o estresse e a ansiedade e a sensação de bem-estar geralmente é sentida na primeira sessão. "As agulhas agem pela via nervosa, provocando a liberação de substâncias como endorfina e serotonina. Estas têm poderes analgésicos, calmantes e antidepressivos, podendo aliviar os sintomas de forma imediata ou progressiva, conforme as características de cada indivíduo", explica.
 Os avessos a remédios podem ainda recorrer aos florais, mas antes de começar a tomar, procure um terapeuta floral. "Ele saberá indicar o floral certo para cada caso. Se o desequilíbrio emocional for mal interpretado, com certeza a pessoa comprará o floral errado também", diz Dra. Tatiana. 
 Por Juliana Falcão (MBPress) Técnicas para combater ansiedade e estresse
Fonte: Mais equilíbrio 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Caminhar alivia vontade de chocolate

Estudo diz que caminhada pode ajudar a conter vício por chocolate.
Segundo um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, a prática de caminhadas pode reduzir a fissura por chocolates, ajudando a emagrecer.
No estudo, foram avaliadas 25 pessoas que se descreviam como “comedores regulares de chocolate”. Elas consumiam pelo menos duas barras de 50 gramas por dia. Os pesquisadores notaram que a abstinência do doce, aliado ao estresse, trazia à tona a vontade de consumir o alimento. Porém, ao realizar uma caminhada de 15 minutos na esteira, houve uma redução significativa no desejo pelo chocolate.
Os pesquisados ainda apresentaram um aumento menor da pressão sanguínea no momento em que seguravam uma barra do doce.
Fernando Fischer
Imagens Internet
Disponível na Internet em Caminhar alivia vontade de chocolate

 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Hábito de fumar prejudica aparelho digestivo


A degradação começa desde a boca e vai até o intestino delgado
Hábito de fumar prejudica aparelho digestivo
HOUIN / BSIP/BSIP/Corbis
O hábito de fumar pode causar aumento da acidez, retardando a cicatrização de úlceras do estômago e do duodeno. A degradação começa desde a boca e vai até o intestino delgado (duodeno).
Na boca, provoca problemas dentários e halitose (mau hálito). No esôfago e estômago, o fumo agride a mucosa deixando o trato gástrico propenso à gastrite e úlcera.
As principais doenças relacionadas com o hábito de fumar são câncer do tubo digestivo, refluxo gastroesofágico, úlcera gastroduodenal e inflamação no pâncreas.
"Os fumantes podem cultivar outros hábitos danosos ao aparelho digestivo, como consumo excessivo de café e álcool", explica o endoscopista Fauze Maluf Filho, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).
Segundo ele, a saída para evitar os malefícios do cigarro é parar de fumar. "Na maioria dos casos que o paciente apresenta algum problema no aparelho digestivo e fumou por um longo tempo, tende a ter uma recuperação muito tardia em relação àquele que não fuma", diz o médico.
Outro cuidado especial aos que pararam de fumar é manter uma dieta saudável, pois a interrupção do uso do cigarro gera ansiedade, o que aumenta a ingestão de alimentos e o aumento de massa corporal.
Natália Farah 

Nupsea