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domingo, 26 de julho de 2009

Dez dicas para uma caminhada saudável

Uma boa caminhada oferece muitos benefícios à saúde; confira dicas para tornar o exercício mais proveitoso
Caminhada: cuida da saúde e combate a obesidade
A caminhada é uma das opções mais simples e práticas para quem quer fazer exercícios físicos, cuidar da saúde e combater a obesidade. Não requer investimento financeiro e pode ser praticada por qualquer pessoa em qualquer horário. Os benefícios de uma boa caminhada são muitos: melhora a respiração, a circulação sangüínea, a postura, previne o aparecimento de varizes, auxilia os hipertensos, entre muitas outras vantagens.
Em entrevista ao portal Terra , o ortopedista Fabio Ravaglia apresentou algumas dicas que podem aperfeiçoar a prática da caminhada. Confira:
1) Evite passos largosCuidado com torções. Se quiser andar mais rápido, dê passadas curtas, com um intervalo de tempo menor.
2) Cuidado com a forma de pisarNão pise com a ponta do pé ou com muita força. O ideal é aterrissar o pé no solo com o calcanhar, rotar e aterrissar a planta do pé.
3) Preste atenção na posturaCaminhe com a cabeça na altura dos ombros, contraindo o abdome e alternando entre os pés e os braços. Quando o pé direito vai à frente, o braço esquerdo vai também e vice-versa.
4) Não caminhe carregando pesosSe a intenção é definir as pernas, caminhar com peso não é a saída. Outras opções, como a musculação, devem ser consultadas. Caminhar com pesos pode lesionar a coluna, causando dores nas costas.
5) Atenção ao tipo de calçadoEscolha um tênis que se adapte bem aos seus pés para evitar torções ou mesmo o aparecimento de bolhas. Prefira também meias com solado aderente, evitando o deslizamento dos pés dentro do tênis.
6) Beba muita águaHidratação é essencial. Antes, durante e depois da caminhada. Prefira pequenos goles para evitar enjôos.
7) Atenção com a alimentaçãoFaça refeições leves antes do exercício para prevenir tonturas ou até mesmo possíveis desmaios.
8) Não exagereA caminhada deve ser feita de forma gradual. O ideal é começar com 30 minutos, três vezes por semana, em terreno plano.
9) Não se esqueça do alongamentoO alongamento ajuda na agilidade, facilitando a caminhada. Deve-se aquecer os músculos antes e depois da caminhada.
10) Escolha o horário idealCaminhadas pela manhã são excelentes para estimular e preparar o organismo para o resto do dia. Nas caminhadas diurnas e vespertinas, nunca se esqueça do protetor solar. Caminhar à noite também é uma opção para quem fica fora o dia todo, mas para isso é necessário escolher lugares bem iluminados e, claro, tomar cuidado com a segurança.
Fernando Fischer
Imagens Internet

Disponível on line em Dez dicas para uma caminhada saudável .http://www.revistasportlife.com.br/

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Percepção da necessidade do cliente de Dependência Química nos Programas de Tratamento

Colleen Deyell Hood, Department of Leisure Studies, University of Illinois at Urbana-Champaign, Illinois 61820.
INTRODUÇÃO
O fornecimento de serviços de lazer para populações carentes através de serviços de recreação terapêutica é baseado na identificação precisa das áreas problemáticas ou clientes necessitam. Gunn e Peterson (1984) indicam que essa identificação de necessidades é uma condição prévia essencial para o desenvolvimento da qualidade do programas e avaliação cliente. Bullock, e Barch McGuire (1984) constataram que a identificação das necessidades que o tratamento pode ser realizado através de cinco formas principais de lazer como prioridades de investigação identificadas pela terapia de recreação profissional. Há indícios que indicam que, em geral, que funcionários e clientes em psiquiatria e dependência química nos programas de tratamento da dependência não chegam a um acordo quanto à identificação das necessidades do tratamento.(Dimsdale, Klerman e Shershaw, de 1979, a Jordânia, Roszell, Calsyn e Chaney, 1985; Mayerand Rosenblatt, 1974)e Rosenblatt, 1974).
O grau em que os clientes e terapeutas concordam sobre tratamento afeta diretamente as necessidades e os resultados do tratamento (Hurst, Weigel, Thatcher e Nyman, 1969; Starfield, Wray, Hess, Gross, Birk e D'Lugoff, 1981).
Jordan ET al. Jordan ET al. (1985) (1985) concluíram que as percepções do cliente sobre o tratamento pessoal e necessidades na fixação da dependência química foram acentuadamente diferentes. Eles indicaram que os pacientes participaram de forma mais ativa e mais indicada, compromisso para com grupos que se classificaram como importante. Eles concluíram que a inclusão do paciente no planejamento do tratamento aumenta a probabilidade de uma participação ativa. Não inclui que os pacientes reduzam o seu compromisso com o programa de tratamento.
Rollnick (1982) indicou que pacientes que discordam com o pessoal de apoio em relação a questões do tratamento têm muitas vezes relações pobres com a equipe de apoio e, como resultado, tem experiência de menos sucesso no tratamento. Dentro da área de dependência química, há duas abordagens gerais para o tratamento.
Primeira abordagem (o modelo unitário) é baseada no conceito de que a toxicodependência é o principal problema e que quaisquer outros problemas funcionais são um resultado da dependência (McLellan, Luborsky, Woody, O'Brien and Kron, 1981). Luborsky, Woody, Kron e O'Brien, 1981).
Abstinência é o principal critério para avaliação da eficácia do tratamento (Hart, 1977).
A segunda abordagem para o tratamento de dependência química é rotulada de abordagem multidimensional (Hart, 1977). Esta abordagem enfatiza o problema psico-social (tais como a saúde física, atividades sociais, estado psicológico, profissional e performance) e os padrões dos problemas expostos pelos indivíduos dependentes químicos. Estas áreas psico-sociais tornam-se um dos principais focos de tratamento. Os defensores desta abordagem consideram que a reabilitação da toxicodependência e do regresso a um elevado nível de funcionamento está dependente de uma variedade de fatores, não apenas abstinência. A abordagem multidimensional fornece o quadro bases para este estudo.
MÉTODOS
O objetivo deste estudo exploratório foi identificar os problemas relacionados com dependência que podem ser abordados através de atividades recreativas, programação terapêutica e que são de acordo com a especialista terapêutica recreação, administradores de programas e clientes. Os dados foram recolhidos por recreação especialistas terapêuticos que trabalham em programas de tratamento da dependência químicaInicialmente, 43 agências (identificados através da American terapêuticas Lazer,
A Sociedade Nacional Terapêutica de Lazer, e da Universidade de Illinois foram contatados para pedir assistência a este projeto. Destas 43, nove agências participaram do processo de recolha de dados. As agências que não participaram ou não completamente recolheram dados citaram vários motivos para a não-participação: a falta de um número suficiente declientes, a falta de clientes que os próprios critérios, a falta de apoio da agência administradores, e falta de tempo e / ou de pessoal para completar os procedimentos de recolha de dados. A amostra total constou de nove relatados dos administradores dos programas, 11 terapeutas especialistas em recreação, 39 clientes de pré-tratamento, e 40 pós-tratamento clientes. Um terapeuta recreação especialista (TRS) de cada uma das nove agências administrou dez questionários a clientes e um programa administrador, bem como completaram um questionário TRS. O grupo de clientes foi dividido em dois grupos: o primeiro grupo era composto por cinco pacientes que completaram o questionário durante a primeira semana de tratamento, sendo o segundo grupo constou de cinco diferentes clientes em sua última semana de tratamento. A seleção dos pacientes baseou-se em um critério pré-determinação critérios (por exemplo, mais de 18 anos, sem prévio tratamento da dependência química, e com vontade de participação) e técnicas de amostragem aleatória.
O instrumento utilizado neste estudo foi desenvolvido a partir de uma extensa revisão da literatura.
Problemas psico-sociais consideradas adequadas para a terapia de intervenção recreação foram geralmente encontrados em três grandes categorias: problemas físicos, emocionais / problemas cognitivos, e problemas familiares. Problemas específicos relacionados com lazer foram agrupados segundo o Lazer Modelo Capacidade de recreação terapêutica (Gunn e Peterson, 1984). Estas áreas incluem: conhecimento das atividades de lazer, autoconsciência relacionadas com o lazer, às atitudes em relação ao lazer, lazer competências, recursos de lazer.
Cada uma das oito áreas identificadas consistiu de problemas específicos que foram traduzidos em 43 declarações de problemas comportamentais. Incluídos em cada questionário foram questões demográficas e informativas específicos para o indivíduo (cliente, ou TRS programa administrador) preenchimento do questionário.
Os Indivíduos preenchiam o questionário respondendo às seguintes instruções: "Por favor, indique na medida em que você acha que cada um dos seguintes é um problema para você [os clientes], em seu [suas] lazer durante a recuperação. "Funcionários e clientes classificaram todos os 43 itens em um ponto quatro do tipo escala de Likert 1 = "muitas vezes um problema", 2 = "às vezes um problema", 3 = "raramente um problema", e 4 = "nunca um problema".
Os dados foram analisados usando SPSS-X subprogramas CONFIABILIDADE e MANOVA. Cronbach's alfa foi calculada em cada uma das oito subescalas para determinar a confiabilidade das escalas.
MANOVA foi utilizada para determinar se havia diferenças entre terapeutas de gestores de programas de recreação, clientes pré-tratamento e clientes pós-tratamento sobre as suas respostas sobre as oito subescalas. Desvios-padrão significantes e freqüências foram utilizados para determinar a importância relativa dos itens rankings por clientes e funcionários.
RESULTADOS
Resultado do alfa de Cronbach indicou que sete dos oito subescalas tinha aceitável alfacoeficientes (0.6980 to 0.9144), enquanto incluindo todos os itens da escala a última escala, Lazer.
Recursos, inicial tiveram um coeficiente alfa de 0,5891, mas o coeficiente alfa subiu para 0,7194 quando um dos itens foi suprimido (falta de conhecimento de oportunidades de lazer disponíveis na comunidade. Este item foi suprimido para as restantes análises. Os resultados MANOVA s indicaram que não houve diferenças estatisticamente significativas entre terapêutico lazer e especialistas programa especializado de administradores (F = 0,4142, p = 0,910), ou entre os clientes de pré-tratamento e pós-tratamento (F = 1,4312, p = 0,195) sobre os escores da sua subescalas pontuações. Assim como assim, cada subescala foi analisada de forma isolada para cada um destes grupos e não houvetambém diferenças não encontraram. Houve, no entanto, diferenças estatisticamente significativas entre todo pessoal (combinação terapêutica recreação e especialistas programa administradores) e todos os clientes(combinação de pré-tratamento e pós-tratamento clientes) (F = 13,6521, p = 0,000).
Uma análise mais aprofundada dos itens em cada subescala indica que a grande maioria (mais de 80%) do pessoal a maioria dos problemas (91% para 95% TRS e para o programa administradores) como sendo às vezes ou muitas vezes um problema. Houve menos acordo sobre as classificações de itens específicos por. clientes. Em cada grupo de clientes, mais de 50% dos clientes percebida 16 dos 43 itens como às vezes ou muitas vezes um problema. As classificações dos restantes dos itens foram divididas de forma bastante equilibrada quanto ao se o item foi percebido como um problema ou não. Dos dezesseis itens cada grupo de clientes percebeu como um problema havia doze itens que eram comuns a ambos os grupos. Estes doze itens também foram identificados como, por vezes ou muitas vezes por um problema pessoal. Os doze que eles concordaram foram: experimentar sentimentos de tédio; sentindo deprimido; dificuldade de adequadamente expressar sentimentos, falta de amigos que não bebem ou usam drogas; dificuldade em lidar com o stress;dificuldade em comunicar com a família, falta de interesse nas oportunidades de lazer da comunidade; feeling in questionamento do seu próprio valor, não sentir confortável em situações sociais e não no sentimento controle, falta de aptidão física; e sentir como se devesse estar fazendo alguma coisa quando envolvidos em atividades recreativas.
DISCUSSÃO
Os resultados deste estudo são limitados em generalização devido à pequena dimensão da amostra. Contudo, eles continuam a contribuir para o corpo de evidências que existem discrepâncias entre clientes e de pessoal administrativo na identificação das necessidades do tratamento. Essa discrepância pode ser explicada em uma ou váriasmaneiras. Em primeiro lugar, os clientes podem ter uma percepção exata do seu tratamento e as necessidades do pessoal administrativo não. Se isto fosse verdade, as avaliações e programas concebidos pelo pessoal administrativo não resolverá asnecessidades de tratamento identificadas pelos clientes. Em segundo lugar, os agentes podem ter uma percepção exata das necessidades do tratamento do cliente e os clientes não. Este segundo conceito pode ter sido aceito no passado, mas a literatura atual indica queclientes em tratamento psiquiátrico e de dependência química têm a capacidade de precisão para identificar as suas próprias necessidades de tratamento (FITZGIBBONS, Cutler e Cohen, 1971; Leonard, Dunn e Jacob, 1983). (Jacob, 1983).
A última explicação é que tanto os clientes como os funcionários podem ter percepções precisas das necessidades de tratamento. Mesmo que os resultados indicam que existem diferenças, ambos os grupos podem estar exatos das necessidades de tratamento que o pessoal pode estar referindo-se ao tratamento necessidades da população (que éagregadas às necessidades com base em características gerais da população), enquanto que os clientes estão incidindo sobre a suas próprias necessidades pessoais tratamento. É claro que existe uma discrepância entre as percepções do tratamento dos funcionários e clientese esta discrepância tem potencialmente um impacto sobre a eficácia doserviços de tratamento, porém é necessário mais investigação nesta área antes de quaisquer conclusões poderem ser feitas.
Os ratings de itens considerados importantes pelos clientes e de pessoal também tem implicações para a demanda de serviços. Atualmente, o serviço de recreação terapêutico é baseado na percepção do cliente necessita, porém, os doze itens em acordo pelos clientes e pessoal poderiam fornecer validação ou direção no programa conduzido pelo processo de desenvolvimento recreação terapêutico especializada. Além disso, o fato de que o pessoal sentiu basicamente a maioria dos itens foram importante validade sobre todos estes itens como questões que devem ser consideradas na definição do tratamento e as intervenções.
REFERÊNCIAS
Bullock, CC; McGuire, FM; e Barch, EM 1984. "Perceived research needs of therapeutic. Therapeutic Recreation Journal. 18(3): 17-24. recreators". Dimsdale, J; Klerman, G.; e Shershaw, JC 1979. "Conflict in treatment goals between Social Psychiatry”. Social Psychiatry. 14: 1-4.
Fitzgibbons, DJ; Cutler, R.; e Cohen, J. 1971. "Patients' self-perceived treatment needs and their relationship to background variables". Journal of Consulting and Clinical Psychology. 37 (2): 253-258.
Hart, L. 1977. "Rehabilitation need patterns of men alcoholics". Journal of Studies on Alcohol. 38 (3): 494-511.
Hurst, JC; Weigel, RG; Thatcher, R.; e Nyman, AJ 1969. "Counselor-client diagnostic”. Journal of Counseling Psychology. 16(5): 421-426. 16 (5): 421-426.
Jordan, K; Roszell, DK; Calsyn, DA; e Chancy, FE 1985. "Perception of treatment needs: differences between patients and staff of a drug abuse treatment program". International Journal of a Addictions. 20(2): 345-351. 20 (2): 345-351.
Leonard, K; Dunn, NJ, e Jacó, T. 1983. "Drinking problems of alcoholics: correspondence between self and spouse reports". Addictive Behaviors. 8: 369-373. Addictive Behaviors. 8: 369-373.
Mayer, JE e Rosenblatt, A. 1974. "Clash in perspective between mental patients and staff.. American Journal of Orthopsvchiatry. 44(3): 432-441. 44.
McLellan, AT; Luborsky, L.; Woody, GE; O'Brien CP; e Kron, R. 1981. "Are the "As'addiction-related' problems of substance abusers really related" The Journal ofNervous and Mental Disorders. 169(4): 232-239.
Peterson, CA and Gunn, SL 1984. Therapeutic Recreation Program Design. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall.
Rollnick, S. 1982. "Staff-patient perceptions of the helpfulness of an alcoholism Treatment program: an exploratory study of treatment relationships”. International Journal of a Addictions. 17(3): 513-521.
Starfield, B.; Wray, C.; Hess, K; Gross, R.; Birk, PS; e D'Lugoff, BB 1981. "The influence of patient-practitioner agreement on outcome of care". American Journal ofPublic Health. Saúde Pública. 71 (2): 127-132.
Tradução: Eliane Jany Barbanti


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Transtorno de estresse pós-traumático

Acidentes aéreos ou outras tragédias podem resultar nos familiares, parentes, amigos ou por vezes a própria vítima em
Transtorno de estresse pós-traumático
Transtornos relacionados por semelhança ou classificação
O que é?
O transtorno de estresse pós-traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente e relacionada a um evento fortemente ameaçador ao próprio paciente ou sendo este apenas testemunha da tragédia. O transtorno consiste num tipo de recordação que é melhor definido como revivescência pois é muito mais forte que uma simples recordação. Na revivescência além de recordar as imagens o paciente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento que ela causou originalmente. O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma, que além do próprio sofrimento é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.

Diagnóstico
O primeiro aspecto a ser definido é a existência de um evento traumatizante. Aquele suficientemente marcante, não há dúvidas quanto a ser ameaçador à vida ou à integridade individual, como os seqüestros, assaltos violentos, estupros. Há, contudo certos eventos que podem não ser considerados graves como um acidente de carro sem vítimas. Mesmo assim caso uma pessoa venha a apresentar o quadro de estresse pós-traumático perante uma situação que poderia não ser considerada forte o suficiente para causar danos à maioria das pessoas, pode causar danos para outras. Com certeza, um evento marcante, fora da rotina, que de alguma forma represente uma ameaça, tem que ter acontecido: sem isso não será possível fazer o diagnóstico, pois a definição dele envolve o evento externo. Os sintomas têm que estar diretamente relacionados ao evento estressante, as imagens, as recordações e as revivescência têm que ser a respeito do ocorrido e não sobre outros fatos quaisquer ainda que ameaçadores.Para o diagnóstico é essencial que a pessoa tenha experimentado ou testemunhado um evento traumatizante ou gravemente ameaçador. Quando esse evento ocorre é necessário também que a pessoa tenha apresentado uma resposta marcante de medo, desesperança ou horror imediatamente após o evento traumático. Depois isso o indivíduo deve passar a ter recordações vivas, intrusivas (involuntárias e abruptas) do evento, incluindo a recordação do que pensou, sentiu ou percebeu enquanto vivia o evento traumático. Podem ocorrer pesadelos baseados no tema. Sentir como se o evento fosse acontecer de novo, chegando a comportar-se como se estivesse de fato vivendo de novo o evento traumático. Nesses eventos é possível que o paciente tenha flashbacks ou alucinações com as imagens do evento traumático. As situações que lembram o evento causam intenso sofrimento e são evitadas. Ter de expor-se novamente ao local pode ser insuportável para o paciente. Por isso o paciente passa a evitar os assuntos que lembrem o evento, como também as conversas, pessoas, objetos e sensações, tudo que se relacione ao trauma. A recordação dos aspectos essenciais do trauma pode também ser apagada da memória. A pessoa pode afastar-se do convívio social e outras atividades mesmo que não relacionadas ao evento. Pode passar a sentir-se diferente das outras pessoas. Pode passar a ter dificuldade de sentir determinadas emoções, como se houvesse um embotamento geral dos afetos. Pode passar a encarar as coisas com uma perspectiva de futuro mais restrita, passando a viver como se fosse morrer dentro de poucos anos, sem que exista nenhum motivo para isso. Outros sintomas podem ser também insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, respostas exageradas a estímulos normais ou banais.Para se fazer o diagnóstico é preciso que esses sintomas estejam presentes por no mínimo um mês. Caso o tempo seja inferior a isso não significa que a pessoa não teve nada, só não se pode dar esse diagnóstico.Certos sintomas não compõem o diagnóstico, mas podem ser encontrados nos paciente com estresse pós-traumático como dor de cabeça, problemas gastrintestinais, problemas imunológicos, tonteiras, dores no peito, desconfortos.

Considerações
O transtorno de estresse pós-traumático é provavelmente um transtorno muito comum, porém pouco conhecido, como nas décadas passadas foram desconhecidos porém freqüentes os transtornos de pânico, fobia social, obsessivo compulsivo. O estresse pós-traumático se diferencia dos demais transtornos de ansiedade e da maioria dos transtornos mentais por ser causado a partir de um fator externo. O aparato mental do homem é capaz de lidar com situações estressantes sem que isso deixe cicatrizes, da mesma forma que os vasos sanguíneos são capazes de suportar elevações da pressão arterial durante o exercício físico normalmente. Há, contudo limites a partir dos quais o funcionamento mental fica perturbado. Provavelmente isso ocorre quando os mecanismos de enfrentamento e suporte contra estresse são fracos ou quando os estímulos são fortes demais.Quando surgirá o transtorno não podemos saber, o fato de uma pessoa ter passado por um trauma não significa necessariamente que ela terá estresse pós-traumático. Observa-se que num mesmo evento, algumas pessoas podem apresentar esse transtorno e outras não. Essas variações nos levam a julgar que existem também predisposições pessoais a este problema, o que de fato tem sido constatado. Pessoas com outros problemas de ansiedade prévios apresentam maior susceptibilidade a desenvolverem o estresse pós-traumático.

Grupo de Risco e Curso
Qualquer pessoa pode desenvolver estresse pós-traumático, desde uma criança até um ancião. Os sintomas não surgem necessariamente logo após o evento, podem levar meses. O intervalo mais comum entre evento traumatizante e o início dos sintomas são três meses. Muitas pessoas se recuperam dos sintomas em seis meses aproximadamente, outras podem ficar com os sintomas durante anos.

Tratamento
Os tratamentos preconizados ainda não são plenamente satisfatórios ou estão em início de investigação. Até recentemente a única medicação autorizada oficialmente para tratamento do estresses pós-traumático nos EUA era a sertralina, que continua sendo indicada. Uma medicação promissora talvez mais eficaz que a sertralina é o topiramato. As primeiras investigações com ele mostraram uma resposta altamente satisfatória. Quem não obteve resposta com o tratamento convencional pode experimentar esse novo anticonvulsivante e estabilizador do humor.
Ref. Bibliograf:
Psychiatry Res. 1998; 81: 179-193

Epidemiological and Phenomenological Aspects of Post-Traumatic Stress DisorderMichael Maes

domingo, 7 de junho de 2009

Informações importantes para o condicionamento físico

Como calcular as faixas de frequência cardíaca de treino

Qual a diferença da ergoespirometria para o teste ergométrico comum?


Prática de exercícios contribui para a melhora do humor

Turbine o seu humor com exercícios físicos
Estudo mostra que os efeitos da atividade física sobre o humor podem durar até 12 horas depois de terminada a sessão de exercício
Ninguém duvida que se exercitar espanta o mal humor. Mas, ao que parece, os efeitos da atividade física sobre o humor são maiores do que o que se pensava até então.
Estudo apresentado esta semana no Congresso da Academia Americana de Medicina do Esporte mostrou que os benefícios da prática de esporte duram até 12 horas depois de terminada a sessão de exercício.
Os voluntários que participaram da pesquisa – homens e mulheres saudáveis – tiveram de responder uma enquete sobre o seu estado de humor depois de 1h, 2h, 4h, 8h, 12h e 24h. Todos eles se exercitaram a 60% de sua FCmáx, ou seja, em um nível considerado moderado. Os efeitos positivos ocorreram em todos os tipos de participantes, independentemente da idade, gênero ou grau de condicionamento físico.
“Em alguns casos, o exercício pode complementar outras terapias para o tratamento de depressão, a um custo baixíssimo”, disse Jeremy Sibold, autor do estudo. Para o cientista, os resultados são mais um reforço à ideia de que se deve fazer da atividade física um hábito diário.
Fernando Fischer / texto: Vanessa de Sá

terça-feira, 2 de junho de 2009

Acidente aéreo vôo 447 Air France

02/06/09 Ana Laura Atualidades, Brasil, Informação
Depois de sumir do radar, o avião da Air France foi dado como desaparecido. Hoje por volta das 9:30h da manhã, uma pequena embarcação encontrou uma grande mancha do que poderia ser querosene e também algumas poltronas perto de Fernando de Noronha.
O avião da Força Aérea Brasileira, que atua nas buscas é equipado com radar capaz de captar sons e temperatura que a aeronave desaparecida possa emitir, além de também localizar indícios de metal, porém a FAB avisa que, provavelmente, a maior parte do avião não será encontrada, caso seja confirmada a queda do avião em alto mar.
A hipótese da queda gira em torno de que o avião pode ter passado pela zona de convergência inter tropical, e lá, por causa da tempestade, o avião sofreu uma pane, e impossibilitado de pedir socorro, já que era uma zona neutra, onde os radares não atuam, ele caiu no mar.
Deixamos a seguinte mensagem aos que perderam seus entes queridos nesta tragédia:
"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."de (Amado Nervo)
Acidente aéreo vôo 447 Air France
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