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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tabagismo e exercício físico

Alguns estudos relatam a interação entre as dependências e atividades físicas.
Estudo feito na Inglaterra investigou o comportamento de fumantes, num contexto de interação entre saúde, exercício e busca de tratamento médico utilizando um modelo microeconômico.
O estudo descobriu que fumantes de longo tempo tendem a ter um incentivo a mais para manter ou melhorar a saúde. Foi descoberto que eles tendem a utilizar mais serviços médicos e serem mais ativos na prática de exercícios físicos.
O estado de saúde não afeta as decisões de fumar ou não. Incentivar para parar de fumar podem ser preventivos ou curativos dependendo do estado de saúde. A dependência dos fumantes leves pode ser quantitativa e qualitativamente diferente dos fumantes pesados.
Nos Estados Unidos foi investigado (Steptoe, Rink, Hilton, 2001) o impacto de aconselhamento nos estágios de mudanças de comportamento nas ingestões de gorduras, atividade física, e fumar, nos adultos com maior risco de doenças coronárias.
Concluiu-se que um breve aconselhamento para modificações de comportamento pode ser valioso para encorajar modos de vida mais saudáveis entre pacientes primários com aumento de risco de doenças cardiovasculares.
Outro estudo americano, feito a respeito da abstinência do uso da maconha nos usuários mantidos em seus ambientes familiares, validou vários efeitos específicos da abstinência em fumantes pesados. Foi demonstrado que os efeitos parecem ser similares ao tipo e magnitude dos observados em estudos sobre parar o uso da nicotina.
Estudo comparativo dos resultados foi encontrado no teste realizado com mulheres jovens (QUEIROGA; ACHOUR, 2006), embora com objetivos distintos, o estudo investigou os efeitos do cigarro na freqüência cardíaca (FC) em repouso (FCrep), em esforço (FCesf), na máxima (FCmax), em recuperação (FCrec), de reserva (FCres), e submáxima (FCsub), numa amostra (N= 16) mulheres jovens. O teste foi feito com um ciclo ergômetro Biotec 1800 e um frequencimetro polar para acompanhamento da freqüência cardíaca. O comportamento da FC durante a realização dos testes com cigarros demonstrou valores significativamente superiores para a (FCrep), (FCesf)e (FCrec), quando comparado aos testes realizados sem cigarros.
Por sua vez valores médios mais baixos, porém não significativos, foram verificados para FCmax e de FCres, no teste em que as avaliadas fumaram.
Os dados apresentados demonstraram evidências de uma melhora no comportamento da FC nos esforços em que as jovens não fumaram.
FONTES
QUEIROGA M. R., ACHOUR, A. J. Efeitos do cigarro no comportamento na freqüência cardíaca de mulheres jovens. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde; v.10, n.4, 2005.
STEPTOE, A; .KELLY, S; RINK, E; HILTON, S. The impact of behavioral counseling on stage of change in fat intake, physical activity, and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary disease. Am j Public Health; 91 (2): 265-9 2001.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cigarro e atividades físicas: uma dupla que não combina..

Idmed - Bem-estar- Fitness - CIGARRO E ATIVIDADES FÍSICAS: UMA DUPLA QUE NÃO COMBINA
Fumo O fumo é composto por cerca de 6.700 substâncias, das quais 4.720 foram bem identificadas. Estas substâncias têm duas procedências, uma é a folha do fumo e a outra é proveniente da combustão do fumo, que é a sua fumaça. A fumaça pode ser dividida em duas fases, a fase de vapor e fase de partículas, com elementos químicos distintos em cada fase. Temos, também, as composições químicas da folha, fumaça e a reação entre esses elementos químicos, por ocasião da combustão, que resulta em outras tantas substâncias tóxicas. Adicionalmente, podemos encontrar alguns elementos inorgânicos, tanto na folha, como na fumaça, tais como alumínio, arsênico, ferro, manganês, níquel, titânio e zinco.
O fumo pode conter ainda resíduos químicos da agricultura, como inseticidas, pesticidas e fungicidas. Entre as propriedades do fumo e sua fumaça, destacam-se: radioatividade, formação de radicais livres, alquilação e inibição enzimática. Atividade Física Atividade física é todo movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que provocam um gasto calórico. Então, podemos dizer que o termo atividade física refere-se à totalidade de movimentos executados no contexto do esporte, da aptidão física, da recreação, da brincadeira, do jogo, do exercício e das atividades do cotidiano (ex.: tarefas domésticas ou no trabalho).
Uma das maneiras de classificar a atividade é quanto ao seu metabolismo, em atividade física aeróbia ou anaeróbia. Normalmente as atividades físicas aeróbias são de baixa intensidade e curta duração, como, por exemplo, caminhada, natação ou andar de bicicleta. As atividades físicas anaeróbias têm curta duração e são de alta intensidade, e podemos citar como exemplo as corridas.
Outros fatores importantes a ressaltar nas atividades físicas são sua duração (sessão) e sua freqüência (vezes por semana). Prejuízo do tabagismo na prática de atividade física Uma das substâncias, da fase de vapor, da fumaça de cigarro é o monóxido de carbono (CO). O CO possui 250 vezes mais afinidade com a hemoglobina sanguínea do que o oxigênio (O2), ou seja, quando o fumante traga, inunda o pulmão de CO e, esse CO, se fixa 250 vezes mais rápido na hemoglobina sanguínea formando carboxiemoglobina (COHb). Então, o sangue passa a carrear CO e não O2, causando uma hipóxia (hipóxia: falta de O2 para o corpo) generalizada. Essa falta de oxigenação faz com que a pessoa, logo após fumar, tenha intolerância ao exercício físico ou baixo rendimento durante a execução de atividade física.
Vários estudos apontam a exposição à fumaça de cigarro como agente aterogênico (promotor da aterosclerose). As lipoproteínas de alta densidade (HDL) diminuem o que é prejudicial porque são ricas em apoliproteínas AI e AII, protetoras da parede do vaso contra a aterosclerose. Ao mesmo tempo, há aumento das lipoproteínas de baixa densidade (LDL-colesterol) importante fator de risco para o desenvolvimento da aterosclerose. Além disso, a exposição à fumaça de cigarro promove aumento na viscosidade sanguínea, prejudicando fluxo sanguíneo. A nicotina, substância da fase de partículas da fumaça de cigarro, induz o corpo a liberar substância vasoconstritora (endotelina 1 e vasopressina), elevando, assim, a pressão arterial. A pressão arterial aumentada, em longo prazo, pode gerar alterações cardíacas, como a hipertrofia cardíaca. Com o passar do tempo, a hipertrofia cardíaca começa a reduzir a função cardíaca (diminuição da capacidade do coração de atender a necessidade metabólica do organismo), isso porque a capacidade ATPásica (geração de energia) da miosina (proteína do músculo cardíaco) depende de sítios ativos localizados nas cadeias pesadas que possui a maior capacidade ATPásica, justificando, assim, a diminuição de rendimento na aptidão física.
O exercício físico gera desvio da homeostase orgânica (fluidos corporais), pós-exercício ocorre à reorganização das respostas de diversos sistemas, entre eles o sistema imune. Após cinco e 60 minutos observa-se diminuição das concentrações plasmáticas dos antioxidantes (vitamina C; cisteína; metionina e ácido úrico). Esse efeito pode, potencialmente, diminuir a defesa do organismo contra o estresse oxidativo. O estresse oxidativo tem papel importante no envolvimento molecular que controla a inflamação. Este estresse resulta do desbalanço da relação oxidante/antioxidante, excesso de oxidantes e/ou depleção de antioxidantes. O estresse oxidativo aumenta a inflamação em fumantes e em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, por ativação de fatores de transcrição, redox sensíveis, tais como o fator nuclear-[kappa]B e o ativador de proteína-1, que regula genes de mediadores pró-inflamatórios e expressão gênica de antioxidantes, diminuindo a capacidade de o corpo fazer as regenerações necessárias, pós-exercício.
Sem mencionar a clássica queda de função respiratória desencadeada pelo tabagismo, como a bronquite, enfisema, asma e obstrução crônica das vias aéreas, influenciando na redução da aptidão física.
O site www.idmed.com.br não assume nenhuma responsabilidade em como as matérias e/ou reportagens são utilizadas pelos internautas. Essas apresentam o ponto de vista do autor sobre o tema e não devem em nenhuma circunstância serem usadas para indicar ou sugerir qualquer tratamento. Não devem também substituir diagnóstico mÉdico ou tratamento de doença ou condição clínica. Se você sente algum sintoma procure imediatamente seu médico ou posto de saúde de sua região.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Benefícios das atividades físicas para tabagistas

CAMINHADA/BICICLETA
As mais recomendadas são as atividades aeróbias como a bicicleta e a caminhada, principalmente quando praticadas por pessoas sedentárias.
Podendo ser complementadas por exercícios localizados e alongamentos. Barbanti E.J (2006).
O consumo tabaco resulta nas alterações das principais vias nervosas. O aumento da exigência metabólica resulta na adaptação destas diversas vias nervosas,
Destacando como principais benefícios:
Normalização dos níveis de áreas da atenção, memória e controle motor.
FERREIRA, S. E et al (2001)
BENEFÍCIOS FISIOLÓGICOS
SISTEMA NERVOSO CENTRAL
                              AUMENTO
Dos níveis de Serotonina nas áreas de humor.
Da síntese e liberação de Endorfinas.





CORAÇÃO
Diminuição da Freqüência cardíaca em repouso
Diminuição da taxa basal.
Maior volume de sangue circulante.
Mais transporte de oxigênio.


PULMÕES
MÚSCULOS RESPIRATÓRIOS

Desenvolvimento dos músculos respiratórios.
Melhor captação de oxigênio nos alvéolos:
Alvéolos:
Sacos de ar nos pulmões onde o oxigênio e o gás carbônico são trocados entre o ar e o sangue.
(3 a 4 milhões de sacos de ar nos pulmões onde ocorrem as trocas do oxigênio e o gás carbônico entre o ar e o sangue.)
Aumento da Ventilação pulmonar
Melhora do Condicionamento cardiorrespiratória

SANGUE
Aumento relativo do número de glóbulos vermelhos: células do sangue que contém hemoglobina rica em ferro.
Aumento nos glóbulos vermelhos de hemoglobina: pigmento vermelho consiste em uma proteína (globina) unida com um pigmento (hematina) e é especificamente adaptada para carregar O 2 e CO2.
A hemoglobina transporta O2 para pulmões. Retira CO2 dos teco Consumo Máx: Vo2 Máximo:
(É A Quantidade de O2 Absorvido e Usado Pelas Células.)
VASOS SANGUÍNEOS
Maior flexibilidade das artérias: vasos que carregam sangue oxigenado do coração para os tecidos.
Com exceção das artérias pulmonares que levam sangue para os pulmões, as demais conduzem sangue rico em oxigênio para os tecidos.
Diminuição da Pressão arterial.
Diminuição das taxas de Colesterol e Triglicérides


SISTEMA NERVOSO E PSÍQUICO
Libera Tensões.
Diminui o Estresse Emocional.
Melhora a Qualidade do Sono.
Melhora a Auto-Imagem.
Reforça a Autoconfiança.
Diminuição: Depressão, Compulsão, Controle da ansiedade.


MÚSCULOS
Melhora a Coordenação.
Aumento do Tônus muscular.
Melhora a Agilidade.




OUTRAS:
Aumenta a Capacidade de Queimar Gorduras.
Diminuição da Gordura corporal.
Facilitação do metabolismo do açúcar.
Coadjuvante na Regularização do Sistema Digestório.
Participa na Regularização do Ciclo Menstrual,
Reduz as Cólicas Pré-Menstruais e TPM.
Melhor Aclimatação ao Calor.
Grande bem estar.
Socialização.
Prevenção de várias doenças.
Melhora a Qualidade do Sono.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BARBANTI, V. J. – Atividade Física e Fumo. Aptidão física: um convite à saúde. São Paulo, Ed. Manole Ltda., p 122-124; 1990;
Doll R, Peto R. 9ª Conferência Mundial sobre Tabacco e saúde. Paris, 1994.
Doll, R. & Peto,R.; Wheatley K, et al. Mortality in relation to smoking: 40 years’observations on male. British Doctors. BMJ, 309: 301-310, 1994.
FERREIRA, S. E; TUFIK, S; MELLO, M. T. Neuroadaptação: uma proposta alternativa de atividade física para usuários de drogas em recuperação. Rev. bras. ciênc. . mov.; 9 (1), 2001.
LOTUFO J.P. Tabagismo uma Doença Pediátrica-Asma e Tabagismo Passivo, Capítulo 14, p.109-108, 2007.
QUEIROGA M. R., ACHOUR, A. J. Efeitos do cigarro no comportamento na freqüência cardíaca de mulheres jovens. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, v.10, n.4, 2005.
STEPTOE, A; .KELLY, S; RINK, E; HILTON, S. The impact of behavioral counseling on stage of change in fat intake, physical activity, and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary and cigarette smoking in adults at increased risk of coronary disease. Am j Public Health; 91 (2): 265-9 2001.
U.S. Department of Health and Human Services. The health consequences smoking: a report of the Surgeon General. Washington DC; U.S. Government Printing Office, 2004.
World Health Organization (WHO). Tobbaco Free Iniciative. http://www.who.int/tobacco/en
World Health Organization. World no-Tobacco Day. Tobacco and poverty: a vicious circle, 2004.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Exercício físico: uma força contra o tabagismo

Exercício físico: uma força contra o tabagismo EXERCÍCIO FÍSICO: UMA FORÇA CONTRA O TABAGISMO
Por Luísa Ribeiro de Meirelles


Tabagismo A interrupção do tabagismo é tipicamente sucedida pelos sintomas da abstinência e pelo forte desejo de fumar, ambos contribuindo igualmente para o fracasso da tentativa de largar o cigarro. O exercício físico tem sido proposto como uma possível estratégia para reduzir os sintomas da abstinência e a ânsia por cigarros.
Estudos demonstram que o exercício reduz o desejo de nicotina, a inquietação, os distúrbios do sono, a tensão e o estresse. A atividade física também apresentou um efeito positivo em outros fatores, incluindo a melhora da auto-estima.
Isso sem contar os efeitos benéficos na saúde, de modo geral, que são tão importantes para os que deixaram de fumar como para os que continuam. Os resultados observados reforçam a hipótese de que a intervenção por meio do exercício pode ter uma ação tanto na melhora da desabituação da nicotina como na redução da probabilidade das recaídas.
Dessa forma, parece importante a recomendação rotineira de exercícios físicos como coadjuvantes nos programas de interrupção do tabagismo.
Disponível on line no site www.amil.com.br/amilportal/site/noticias/artigos_16280.jsp - 15k - -Disponível on line emwww.idmed.com.br/

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Capacidade de VO2 máximo para indivíduos fumantes e não fumantes...

CAPACIDADE DE VO2 MÁXIMO PARA INDIVÍDUOS FUMANTES E NÃO FUMANTES
Resumo
A predominância do tabagismo é baixa entre as pessoas que praticam exercícios.

Em repouso e, numa menor extensão, durante o exercício, a nicotina da fumaça do cigarro aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminui o débito sanguíneo cardíaco e aumenta e demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco.

No exercício, a nicotina também aumenta os níveis de lactado no sangue, porém, não existem evidências conclusivas de que o exercício auxilia as pessoas a interromper o hábito de fumar, mas a maioria dos programas de interrupção incluem o exercício como componente vital.

Objetivo foi quantificar a capacidade de VO2 máximo durante a realização do teste de 12 minutos, onde participaram 9 indivíduos fumantes e não fumantes.

Quanto aos resultados: para os fumantes existe uma relação entre o tempo em que foi fumado o último cigarro com o exercício e que a capacidade de VO2 máximo é menor do que no indivíduo não fumante.

Unitermos: Tabagismo. Exercício físico. VO2 máximo.
Disponível on line emhttp://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 85 - Junio de 2005







quarta-feira, 1 de maio de 2013

A nocividade do tabaco na prática desportiva

O problema quando se parar de fumar consiste em evitar o aumento de ganhar peso. 

Resultado de imagem para imagens exercício e tabagismoÉ necessário ter uma alimentação menos rica, pois cerca de vinte cigarros representam um gasto energético de 150 a 200 calorias.
Por outro lado, é preciso evitar ser demasiado drástico para não ceder e obter o efeito contrário ao objectivo pretendido.

NA PRÁTICA

REDUÇÃO DAS GORDURAS : Charcutaria, carnes gordas, produtos de croissantaria, queijos.

PREFERIR: Carnes magras, peixes, laticínios light . É importante não esquecer o aporte de proteínas para que os músculos não derretam.

PREFERIR : Alimentos ricos em glúcidos complexos e em fibras: pão integral, cereais, leguminosas, arroz integral.
Estes alimentos não provocam picos hiperglicêmicos, nem fortes secreções de insulina.
A vantagem é que enchem bem o estômago, de forma que evitam sensações de fome desastrosas durante o dia.

VITAMINAS: Dar uma importância relativamente grande à vitamina C e ao caroteno, antioxidantes e anti-radicais livres preciosos, presentes em quantidade relativamente baixa nos antigos fumadores.
É preciso consumir diariamente:
1 kiwi, legumes frescos (espinafres, couve, tomates, abóbora...)

CASO SINTA FOME:
Compense com:
    um copo de água,
    uma cenoura,
    um iogurte,
    rabanetes.

PROIBIDO

EVITAR ABSOLUTAMENTE : Café e álcool. Estes intervêm consoante o humor e, acima de tudo, a sua ingestão é frequentemente associada ao hábito do cigarro.

Logo, devem ser absolutamente evitados, pelo menos durante os primeiros meses depois de ter parado de fumar.
Quando ficamos enervados, bebemos um café, ficamos ainda mais enervados, bebemos um copo com um amigo e partilhamos um cigarro...só um.

E volta tudo ao mesmo. . . .no entanto, sim, mas neste caso. . .não consegui.. . foi demais... não fui eu...

O RESULTADO ESTÁ À VISTA: É PRECISO COMEÇAR TUDO DE NOVO.

Fonte: MUSCUL.COM 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cigarro atrapalha o desempenho de quem pratica exercícios físicos

Composto por 4.720 substâncias, existem três que interferem diretamente no rendimento dos esportes: nicotina, alcatrão e monóxido de carbono



Por Rio de Janeiro
Cerca de 15% da população brasileira fuma, um número ainda alto, porém menor do que os 35% da década de 80. Não se sabe ao certo quantas dessas pessoas correm ou praticam alguma atividade física, o que se sabe é que o cigarro não só atrapalha o desempenho, como prejudica a saúde.  É o que afirma o cardiologista Marcelo Coloma.
 - O cigarro tem cerca de 4.720 substâncias. Existem três delas que comprometem muito o desempenho do atleta: nicotina, que diminui o tamanho das artérias, que levam o sangue até o músculo, gerando um desempenho muscular bem menor, e também aumenta os batimentos cardíacos; o alcatrão, que diminui a elasticidade do pulmão; e o monóxido de carbono, que compete com o oxigênio, por isso que o indivíduo que fuma tem falta de ar.


A professora Simone Fadel, de 51 anos, fumava desde os 13 anos e parou há 11, por conta da corrida. E não se arrepende da troca.

- Eu fumava muito, chegava em casa e ia tomar banho, era cheiro de cigarro por todo lado, atrapalhou a minha gestação e a amamentação. Depois de tanto tempo sem fumar, acabei de correr 6km muito bem, não conto mais os minutos para fumar ou comprar um maço de cigarro, mas os minutos que tenho para correr.  Eu fiz uma ótima troca - disse.                    
(Foto: Agência Getty Images)
CIGARRO EU ATLETA SPORTV (Foto: Agência Getty Images)
Alcatrão, nicotina e monóxido de carbono afetam diretamente o desempenho (Foto: Agência Getty Images)
Segundo o cardiologista, o fumo está concentrado nas classes mais baixas economicamente da população.

Muita gente que fuma e faz exercício às vezes diz que não sente nada, mas não sabe que se parar de fumar, aquele exercício pode ter o desempenho aumentado assustadoramente em pouco tempo. Hoje o fumo está concentrado na população menos favorecida, com nível de escolaridade cada vez menor. Nos EUA, o número é muito baixo, o Uruguai é um exemplo, lá poucas pessoas fumam. Aqui no Brasil, nós temos campanhas nos maços de cigarro, é proibido propaganda em rádio e televisão, além de existir uma lei estabelecida que prevê o aumento do preço do produto a cada ano.
A empresária Lívia Mourão, de 47 anos, viu sua vida mudar após começar a correr, e entendeu que aliar cigarro e esporte era inviável.
  - Eu gostava de fumar. Quando comecei a correr e participar de prova é que realmente eu vi que não dava pra andar junto com a corrida, entendi que se eu quisesse correr de verdade, teria que parar de fumar. Se você treina no dia seguinte que fuma, sente muita diferença dos dias em que não fumou na véspera. Minha performance foi melhorando à medida em que reduzi o consumo de cigarro. Parei há quatro anos. A corrida é um bom remédio para quem quer parar de fumar. 

 O psiquiatra Gabriel Bronstein, especialista em dependência química, concorda com Lívia ao afirmar que o esporte é um grande aliado daqueles de desejam largar o vício.

 Nos EUA, o número é muito baixo, o Uruguai é um exemplo, lá poucas pessoas fumam. Aqui no Brasil, nós temos campanhas nos maços de cigarro, é proibido propaganda em rádio e televisão, além de existir uma lei estabelecida que prevê o aumento do preço do produto a cada ano.
 O psiquiatra Gabriel Bronstein, especialista em dependência química, concorda com Lívia ao afirmar que o esporte é um grande aliado daqueles de que desejam largar o vício.  
CIGARRO EU ATLETA SPORTV (Foto: Agência Getty Images)
É cada vez menor o número de fumantes no Brasil
(Foto: Agência Getty Images)
 - Cigarro é uma das drogas que mais causa dependência. Se a pessoa quer parar de fumar, a motivação é muito importante, traçar estratégias como o exercício, além do uso de medicação e técnicas psicoterápicas, que também ajudam no processo. O exercício regular, como a corrida, dá uma sensação de prazer, que estimula a pessoa a cada vez mais repetir o comportamento e isso vai deixando o cigarro em segundo plano, o cérebro vai se organizando de outra forma. O prazer do esporte tem que estar associado, não adianta fazer uma atividade só para de fumar parar. O ideal é que a pessoa  se  sinta bem-disse.
                                                                 
                                                                                                           
                                                                                    .
                                                                                                      

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Capacidade de VO2 máximo para indivíduos fumantes e não fumantes durante o exercício físico

Capacidade de VO2 máximo para indivíduos
fumantes e não fumantes durante o exercício físico
  Centro Universitário Toledo
Curso de Educação Física
(Brasil)

 
Anderson Luis Nunes Correa
Prof. Ms. Sérgio Tumelero
tumelero.prof@toledo.br
 
 
 
 


Resumo

    A predominância do tabagismo é baixa entre as pessoas que praticam exercícios. Em repouso e, numa menor extensão, durante o exercício, a nicotina da fumaça do cigarro aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminui o débito sanguíneo cardíaco e aumenta e demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. No exercício, a nicotina também aumenta os níveis de lactado no sangue, porém, não existem evidências conclusivas de que o exercício auxilia as pessoas a interromper o hábito de fumar, mas a maioria dos programas de interrupção incluem o exercício como componente vital. Objetivo foi quantificar a capacidade de VO2 máximo durante a realização do teste de 12 minutos, onde participaram 9 indivíduos fumantes e não fumantes. Quanto aos resultados: para os fumantes existe uma relação entre o tempo em que foi fumado o último cigarro com o exercício e que a capacidade de VO2 máximo é menor do que no indivíduo não fumante.
    Uni termos: Tabagismo. Exercício físico. VO2 máximo.
 
 
http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 85 - Junio de 2005

 

Introdução

   Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os diversos estudos clínicos, epidemiológicos e de laboratório têm demonstrado claramente que o consumo de tabaco é um fator etiológico importante em diversas enfermidades incapacitantes e inclusive mortais, em particular a isquemia cardíaca, o câncer de pulmão, a bronquite crônica e o efisema, No entanto, a demonstração da relação causa/efeito tem sido muito difícil, pois os efeitos nocivos do consumo de tabaco à saúde só começam a manifestar-se ao longo de vários anos e por conseguinte, nem sempre são relacionados com o hábito de fumar.  
    Os principais riscos à saúde são: coronariopatia e outras formas de doença vasculares periférica, bronquite crônica e enfisema, câncer e efeitos deletérios na gravides. As principais substâncias químicas isoladas da fumaça relacionadas com estes efeitos nocivos podem ser classificados em quatro grupo essenciais: nicotina monóxido de carbono, substâncias irritantes da mucosa respiratória e compostos com ação cancerígena (NEIMAN, 1999).
    Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos.

    Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor(estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar de um grande número de fumantes relatarem que se sentem relaxados quando fumam. Essa sensação de relaxamento é provocada pela diminuição do tônus muscular (NEIMAN, 1999).
    Essa substância, quando usada ao longo do tempo pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.
    Para OGA (1996), alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros podem sentir fissura (desejo incontrolável por cigarro), irritabilidade, agitação prisão de ventre, dificuldade de concentração sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semana.
    Para NEIMAN (1999), a tolerância e a síndrome de abstinência alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência provocado pelo uso tabaco.
    A nicotina produz um aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial na frequência respiratória e na atividade motora. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca a queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstrição e na força das contrações cardíacas.
    O tabagismo e os esportes não combinam e atualmente é muito raro encontrar atletas de elite que fumam. Estudos demonstraram que a predominância do tabagismo é baixa entre as pessoa que praticam exercícios.
    O monóxido de carbono está presente em grande quantidade de fumaça do cigarro e entra rapidamente na corrente sanguínea, combinando-se com a hemoglobina no eritrócitos. Normalmente, a hemoglobina transporta oxigênio para os músculos e para as células do organismo. Quando há presença do monóxido de carbono da fumaça do cigarro, cerca de 5 por cento da hemoglobina e capturada por mais de cinco horas. Isso diminui a liberação de oxigênio para os músculos durante o exercício intenso, fazendo com que todos os esforços pareçam mais difíceis do que o normal (OGA, 1996).
    Em repouso e, numa menor extensão, durante o exercício, a nicotina da fumaça do cigarro aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminui o débito sanguíneo cardíaco e aumenta e demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. Durante o exercício, a nicotina também aumenta os níveis de lacta no sangue, substância que pode fazer com que a pessoa se sinta cansada ou que abandone o exercício quando atinge um nível elevado. Nos estudos com animais, observou-se que a nicotina diminuiu a capacidade da realização de exercícios de longa resistência como a natação ou a corrida (OGA, 1996).
    Após fumar, ocorre um aumento da resistência ao fluxo respiratório nas vias pulmonares, tornando-se mais difícil a libertação de ar e oxigênio aos pulmões durante o exercício intenso. Em algumas pessoas, o fumo pode desencadear sintomas de asma, tornando quase impossível a prática de exercícios ate que ocorra a diminuição dos sintomas (NEIMAN, 1999).
    Ainda não existe evidências conclusivas de que o exercício auxilia as pessoas a interromper o hábito de fumar, mas a maioria dos programas de interrupção incluem o exercício como componente vital.
    Quase todos os fumantes admitem que seu hábito aumenta o risco de morte precoce por câncer ou doença cardíaca, apesar de que muitos não desejam parar por medo de ganhar peso. O uso do fumo como uma estratégia de controle de peso, apesar do risco, parece ser uma motivação poderosa para a continuidade pro muitas pessoas. Num estudo nacional australiano, os ex-fumantes frequentemente classificam o ganho de peso como a desvantagem número um da interrupção de fumar
    O exercício pode auxiliar o ex-fumante a melhorar a aptidão física diminuir o risco de doenças crônicas, combater o ganho de peso e auxiliar no combate dos sintomas da abstenção. Embora a solução ainda não tenha sido estabelecida pelas pesquisas detalhadas a maioria dos médicos acredita que o exercício regular é particularmente importante para as pessoas que estão deixando de fumar. Antes de tudo, o fumante deve procurar um médico para ser liberado para iniciar e manter um programa seguro de exercícios. Existe quatro boas razões para encorajamento dos exercícios entre os ex-fumante (OGA, 1996).
    Melhoria da aptidão física: tipicamente os fumantes apresentam níveis ruins de aptidão física e a pratica de um programa regular de exercícios pode melhorar a função cardíaca e a pulmonar e aumenta a força e a resistência muscular
    Diminuição do risco de doença relacionadas com o tabagismo: O exercício regular pode diminuir os níveis de vários fatores de risco e reduzir o risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer, auxiliando no combate contra algumas consequências patológicas negativas do tabagismo.
    Combate ao ganho de peso: A queima extra de calorias pro meio dos exercícios pode auxiliar o ex-fumante a evitar o ganho de peso típico. A caminhada diária de aproximadamente 4,8 quilômetros queima a mesma quantidade de calorias que um pacote de cigarros por dia (mas sem os efeitos desagradáveis e negativos sobre a saúde). Portanto se um ex-fumante começa um programas de caminhada diária ao mesmo tempo que evita alimentos ricos em gorduras ou açucares, existe toda a razão para acreditar que o ganho de peso pode ser evitado. Embora dois em cada três fumantes que param com o hábito engordam, um não faz. Um programa de exercícios pode melhorar as possibilidades da pessoa não engordar (NEIMAN, 1999).
    Combate ao estresse: Muitos indivíduos utilizam o fumo como um método de combate ao estresse e acham o hábito relaxante.
    O tabagismo pode ser um dos melhores prognósticos de coronariopatia e o risco está relacionado diretamente ao número de cigarros fumados. A probabilidade de morte por doença cardíaca nos fumantes é quase duas vezes maior que nos não-fumantes. Os centros para o Controle e a Prevenção das Doenças estimam que cada cigarro fumado rouba sete minutos da vida de um fumante. Quando mais se fuma (ou fica exposto à fumaça do cigarro) quanto mais profundamente se inala e quanto mais rico for cigarro em termos de alcatrão e de co-produtos nocivos maior será o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Quando esses fumantes relativamente jovens sofrem um ataque cardíaco existe uma probabilidade de 80% de que o tabagismo tenha sido a causa; a probabilidade percentual quase de 70% para os que estão em sua sexta década de vida e 50% para aqueles que estão em sua sétima e oitava décadas. Além disso, os fumantes comportam um probabilidade quase cinco vezes maior de terem um acidente vascular cerebral que não-fumantes e aqueles que fumam um maço ou mais por dia comportam uma probabilidade 11 vezes maior de sofrerem um tipo específico de acidente vascular cerebral brusco e fatal que tende a acometer homens e mulheres mais jovens. Surpreendentemente, esse risco, devido ao fumo, está associado com mais mortes que a taxa de mortalidade excessiva dos fumantes devida ao câncer de pulmão (NEIMAN, 1999).
    Em geral, observa-se que o risco do fumo agre independentemente dos outros fatores de risco. Contudo e ao mesmo tempo se existem outros fatores de risco o tabagismo acentua sua influência. O tabagismo pode facilitar a cardiopatia através de seu efeito sobre as lipoproteínas sérias; os indivíduos que fumam apresentam níveis mais baixos de colesterol HDl, em comparação com os não-fumantes. Entretanto, ao parar de fumar o HDL e o risco de cardiopatia retornam aos níveis dos não-fumantes (OGA, 1996).


Objetivos

- Quantificar a capacidade de VO2 máximo durante a realização do teste de 12 minutos de indivíduos fumantes e não fumantes, ativos e sedentários.
- Verificar a respostas de variáveis cardiorrespiratórias de fumantes e não fumantes durante a realização de exercício físico.


Metodologia

    Participaram 9 indivíduos fumantes e não fumantes, ativos e sedentários, com idades entre 18 e 42 anos, que realizaram o teste dos 12 minutos, onde foram avaliados parâmetros como frequência cardíaca inicial e final, pressão arterial inicial e final e cálculo do VO2 máximo alcançado.
    Todas as avaliações foram realizadas na Ativa Academia e sempre no mesmo horário do dia.
    Os indivíduos fumantes foram avaliados até 2 horas, após 6 e 12 horas do último cigarro.


Resultados

    Quando da realização da avaliação, constatamos que os voluntários não fumantes e classificados como ativos, conseguiram percorrer, em 12 minutos a distância de aproximadamente 2500m. As menores distâncias percorridas foram no que se refere aos sedentários fumantes após até duas horas de fumar e os sedentários fumantes após 6 horas após fumar., enfatizando assim, a melhora observada neste curto período de tempo sem fumo. Estes valores estão representados no gráfico 1.
    Com relação a frequência cardíaca inicial observamos valores superiores nas avaliações, para o grupo de sedentários fumantes após duas horas e para o grupo de ativos fumantes após 6 horas. Os menores valores para a frequência cardíaca foram observados para o grupo de ativos não fumantes, confirmando, assim, o efeito do exercício físico sobre a diminuição da frequência cardíaca, tanto em repouso, quanto em atividade, principalmente de intensidade leva a moderada. Estes valores estão representados no gráfico 2.

Gráfico 1: Distância percorrida no período de 12 minutos.



Gráfico 2: Frequência cardíaca inicial, para o grupo de avaliados

    No gráfico 3, estamos representando os valores para a frequência cardíaca ao final dos 12 minutos de atividades, onde constatamos que os valores foram muito semelhantes para todos os grupos, com superioridade para o grupo de sedentários fumantes após 2 horas e de menores valores para os ativos fumantes após 2 horas. Contudo vale ressaltar as diferenças de distância e velocidade conseguidas no mesmo período comparando-se os grupos.


Gráfico 3: Frequência cardíaca final, para o grupo de avaliados

    Quando analisamos os valores da pressão arterial, no início dos 12 minutos, tanto sistólica, quanto diastólica avaliadas constatamos que: os maiores valores para a pressão arterial siatólica, e que estão representados no gráfico 4 foram para os grupos de sedentários fumantes, após 2 horas e para o grupo de ativos fumantes após 6 horas, os menores valores foram para as ativos não fumantes e para os ativos fumantes após 12 horas. Já para a pressão arterial diastólica observamos que os valores superiores ficaram para o grupo de ativos fumantes após 6 horas e para os sedentários fumantes também após 6 horas. Para as ativos fumantes após 12 horas houve o menor valores de pressão arterial diastólica.

Gráfico 4: Pressão arterial, sistólica e diastólica para o início da atividade.
    Ao final dos 12 minutos, foram avaliados os valores para a pressão arterial sistólica e os valores foram superiores para o grupo de sedentários fumantes após 2 horas e os menores valores para os ativos fumantes após 2 horas. Já para os valores da pressão arterial diastólica observamos que os maiores valores foram para o grupo de ativos não fumantes e de menores valores para o grupo de sedentários fumantes após 2 horas. Vale ressaltar que a distância percorrida pelos grupos foi completamente diferente, onde os indivíduos ativos não fumantes conseguiram percorrer uma distância significativamente maior que os outros grupos. Estes valores estão representados no gráfico 5.

Gráfico 5: Pressão arterial sistólica e diastólica para o final da avaliação
    Quando calculamos os valores máximos de VO2 alcançados, observamos que: os valores estatisticamente significantes foram alcançados para o grupo de ativos não fumantes e os valores mais baixos para o grupo de sedentários fumantes após até 2 horas e de sedentários fumantes após 6 horas. Neste sentido enfatiza-se os benefícios da atividade física regular quanto aos benefícios para o VO2 máximo. Estes valores estão representados no gráfico 6.

Gráfico 6: Cálculo do VO2 Máximo para o grupo de indivíduos analisados.

Conclusões

  • Quanto a distância percorrida - os indivíduos não fumantes ativos percorreram maior distância quando comparados aos demais grupos, enfatizando que o fumo é prejudicial a realização de atividades físicas. Com relação aos fumantes ativos observou-se que o desempenho, após 12 horas do último cigarro é significativamente superior as demais avaliações para o indivíduo.
  • Quanto a frequência Cardíaca inicial - os melhores valores para a frequência cardíaca foi observada para os indivíduos ativos não fumantes, quando comparados aos demais grupos, sendo atribuído ao bom nível de condicionamento físico do indivíduo. Para o indivíduo sedentário fumante, até 2 horas após o último cigarro observou-se valores superiores aos demais grupos, confirmando que a nicotina e resíduos químicos elevam a frequência cardíaca. Porém para este mesmo indivíduo, quando ele passa um período maior de tempo sem fumo os valores da frequência cardíaca também são menores, em comparação com o valor até 2 horas de último cigarro.
  • Quanto a frequência Cardíaca final - apesar das frequências cardíacas serem semelhantes o que difere nestas condições é que o indivíduo ativo não fumante conseguiu manter um ritmo mais elevado e constante em relação aos demais avaliados, chegando por exemplo a percorrer os 12 minutos num mesmo ritmo, diferentemente dos indivíduos sedentários fumantes que depois de 3 a 4 minutos do início da atividade já estavam entrando em fadiga muscular, sendo necessário diminuição do ritmo e intensidade da atividade.
  • Quanto a pressão arterial inicial - os indivíduos ativos não fumantes apresentam valores inferiores, tanto para pressão sistólica quanto diastólica e o grupo que apresenta valores superiores aos demais é o grupo de sedentários fumantes que realizaram a atividade até duas horas após o último cigarro, enfatizando, mais uma vez, o efeito da nicotina e de resíduos químicos sobre estes valores. Quanto ao grupo de indivíduos ativos fumantes após 12 horas observou-se que os valores, tanto de pressão arterial sistólica, como diastólica foram inferiores as demais avaliações do grupo, chegando a valores muito próximos do grupo de ativos não fumantes, mostrando a influência do exercício físico sobre a pressão arterial.
  • Quanto a pressão arterial final - apesar da intensidade e o ritmo ser menor para o grupo de indivíduos sedentários fumantes até duas horas do último cigarro, observamos valores para a pressão arterial superiores, quando comparados aos demais grupos, os menores valores foram registrados para o grupo de ativos fumantes até duas horas do último cigarro, neste sentido uma explicação possível seria uma menor intensidade e ritmo da atividade física e enfatizando que o nível de condicionamento destes indivíduos também pode ser um dos fatores desta alteração.
  • Quanto a VO2 Máximo Atingido - o grupo de indivíduos ativos não fumantes conseguiram um melhor desempenho de VO2 máximo, sendo estes valores significantes em relação aos demais grupos. Assim, enfatiza-se o benefício da atividade física com relação aos valores de VO2 máximo. Para os indivíduos fumantes, tanto sedentários quanto ativos, se os mesmos realizarem testes para capacidade de VO2 máximo depois de determinado período após o último cigarro fumado estes valores também são melhores quanto comparados com um tempo menor da último cigarro fumado.


Referências bibliográficas

  • http://www.cdof.com.br/med6.htm, acessado em outubro de 2003.
  • http://www.saude.kit.net/fumo.htm, acessado em setembro de 2003.
  • NEIMAN, Dr .PH. David, Exercício e Saúde; Editora Manole, 1ª. Edição 1999.
  • OGA, Seizi, Fundamentos de Toxicologia, São Paulo: Editora Ateneu, 1996

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