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Alô queridos!!!

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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Benefícios das atividades aeróbias e não aeróbias para dependentes químicos

Atividades aeróbias:
São atividades como a caminhada, bicicleta:
Aeróbias principalmente quando praticadas por pessoas sedentárias.
O consumo de cocaína, maconha, tabaco e álcool, resulta nas alterações das principais vias nervosas.
O aumento da exigência metabólica resulta na adaptação destas diversas vias nervosas
Destacando como principais benefícios:
Normalização dos níveis de áreas da atenção, memória e controle motor .
Controle da ansiedade.
Melhora :
Condicionamento cárdio- respiratório.
Coordenação.
Auto-estima.
Grande bem estar.
Socialização.
Prevenção de várias doenças.
Aumento:
Dos níveis de Serotoninanas áreas de humor.
De síntese e liberação de Endorfinas.
Taxa basal.
Flexibilidade.
Tônus muscular.
Agilidade.
VO2 máximo.
Ventilação pulmonar.
Diminuição :
Depressão.
Compulsão.
Estresse.
Freqüência cardíaca em repouso.
Pressão arterial .
Gordura corporal.
Atividades não aeróbias:
Os benefícios decorrentes do exercício anaeróbio podem ser tanto físicos como psicológicos e podem também, diferenciar conforme o tipo, a duração, freqüência e a modalidade do exercício. (Barbanti,


O exercício não aeróbio quando executado de maneira planejada, estruturada, e repetitiva apresenta outro aspecto bastante importante a ser considerado que é melhorar o condicionamento físico, obtendo o aumento ou a manutenção da saúde e a aptidão física; desenvolvendo a força e resistência muscular localizada. Flexibilidade, elasticidade, alongamento.

Melhoram:
  • O humor geral e auto-conhecimento
  • Sintomas de estresse, depressão e ansiedade.
  • A auto-imagem, auto-estima e confiança.
  • Fadiga ou perda de energia

 As atividades não aeróbias recomendadas são: musculação, exercícios localizados, alongamento e yoga.
FONTES
BARBANTI, E. J. Efeito da Atividade Física na Qualidade de Vida Em Pacientes com Depressão e Dependência Química. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, v11, n 1, p. 37-45. 2006.
FERREIRA, S E; TUFIK, S; MELLO, M. T. Neuroadaptação: uma proposta alternativa de atividade física para usuários de drogas em recuperação. Rev. Bras. ciênc. Mov, 9 (1), 2001.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Psicologia do Esporte de Reabilitação

Na Psicologia do Esporte encontra-se a chamada de Reabilitação e à Psicologia do Esporte de Reabilitação aplicada ao Rendimento. No primeiro caso os conhecimentos são desenvolvidos para o uso do esporte como instrumento de reabilitação social, ou seja, o esporte é um meio para a re-inserção do deficiente ao convívio social. Este tipo de intervenção da Psicologia do Esporte não se aplica somente aos portadores de deficiências físicas, mas às pessoas com diferentes tipos de necessidades especiais como, por exemplo, cardiopatas, diabéticos, portadores de depressão e dependência química.No caso do atleta lesionado, tem-se a aplicação de estratégias diferenciadas para auxiliar no processo de recuperação física e emocional de uma atleta que está ou esteve distante dos treinos, provas e competições em função de alguma patologia de ordem físico-motora. Os instrumentos e estratégias específicos da Psicologia do Esporte nas duas situações dependerão da situação e condições específicas em que se dará a intervenção do Psicólogo, deixando claro que não existem receitas prontas para qualquer intervenção em Psicologia, mas uma diretriz que deve ser guiada pela ética profissional e pelos objetivos definidos em conjunto entre o psicólogo, a pessoa com quem se realiza a intervenção. O trabalho do psicólogo do esporte terá melhores resultados e será mais eficiente quanto maior for a comunicação e atuação conjunta com os profissionais envolvidos, quer sejam médicos, fisioterapeutas, educadores físicos ou mesmo terapeutas.É importante lembrar que o atleta, antes de ser um atleta é um ser humano e precisa ser tratado como tal. O trabalho com equipe multidisciplinar (Psicólogo/ Médico/ Fisioterapeuta/ Nutricionista/ Educador Físico...) tem mostrado um resultado interessante para o atleta, seja de modalidade individual ou coletiva. O trabalho precisa envolver todas as áreas, para que o trabalho seja realmente efetivo.
Esporte para atletas portadores de necessidades especiais
Sabe-se que deficiente tem limitado seu potencial devido a uma deficiência, expressa principalmente pela dificuldade em realizar movimentos. Assim, o movimento toma contornos de uma importância fundamental na vida do deficiente (Barbanti 2002). Sendo assim a pratica esportiva é fator incontestável no processo de reabilitação e inclusão social, e com o tempo, essa pratica toma novos rumos. O simples ato de praticar atividades físicas começa ter outro sentido. Começa a se aventurar nas primeiras competições sem pretensões ousadas de vitórias, porem com o passar do tempo e muito treinamento os bons resultados começam a aparecer, a motivação pela pratica esportiva aumenta e a expressão atleta surge. Aos poucos esse atleta deficiente físico se inclui no esporte de rendimento. Esporte esse que Barbanti (2002) defende que deve seguir as mesmas regras e normas do esporte em geral. No entanto, diz que podemos estar incorrendo em um erro, pois evidenciamos as diferenças as quais não queremos que existam. Por isso o esporte para deficientes físicos segue uma classificação mundial conhecida como classificação médico-desportiva. Essa classificação separa as deficiências pela sua natureza e é utilizada, por exemplo, nos jogos para-olímpicos que são considerados o segundo maior acontecimento esportivo mundial.Para atletas normais a mais importante competição mundial é a Olimpíada e temos também a Para-Olimpíada, competição essa que somente competem atletas portadores de deficiência. O Brasil vem aumentando significativamente sua participação na Para-Olimpíada, segundo o Comitê Paraolímpico Brasileiro (2005). Um dos benefícios que são conseqüência desses eventos é a possibilidade de avaliar esses atletas como na pesquisa realizada por Labronci et al. (2000) que teve como objetivo avaliar o esporte como método de reabilitação e analisar os aspectos físicos, psicológicos e sociais dos portadores de limitação física, Os resultados obtidos estão relacionados com altos índices de desempenho esportivo e o alto vigor não tem correlação com o tempo de limitação física ou com o tipo da limitação. Parecendo para eles uma característica individual, o que faz procurarem alternativas que o permita ultrapassar barreiras instransponíveis.
Bibliografia
Barbanti, V.J. et al. (2002). Esporte e Atividade Física: Interação entre rendimento e saúde. 1 º. Ed. Manole - São Paulo
Labronci, R; Cunha, M.C.B; Oliveira, ASB. Gabbai, A.A ( 2000). Esporte como fator de integração do deficiente físico na sociedade. Arq. Neuropsiquiatria;58 (4):1092-1099.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Publicação do NUPSEA

Livro Psicologia do esporte de reabilitação: Exercícios Físicos e Depressão
Autora: Eliane Jany Barbanti
Para adquirir entrar em contato pelo e-mail elianeba@usp.br

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O que é o NUPSEA


O que é o NUPSEA
NÚCLEO DE PSICOLOGIA DO ESPORTE E EXERCÍCIOS FÍSICOS
-
A Psicologia do Esporte estuda os fatores comportamentais relacionados à prática de esportes e exercícios físicos.
Vários outros segmentos da Psicologia têm influenciado a Psicologia do Esporte na medida em que contribuem para a ampliação do conhecimento dos fenômenos psicológicos que englobam o exercício físico e o esporte. Entre eles, a psicologia cognitiva, psicologia social, social experimental, a do desenvolvimento, a clínica, a organizacional, a da personalidade e a educacional e de reabilitação.
No contexto desse ramo da Psicologia do Esporte de Reabilitação o exercício físico é utilizado para proporcionar uma melhora na qualidade de vida de pessoas com diferentes tipos de necessidades especiais como, por exemplo, depressivos, dependentes químicos, cardiopatas, diabéticos e portadores de deficiência.
O NUPSEA é coordenado pela educadora de práticas esportivas, professora Eliane Jany Barbanti, que possui mestrado em Psicologia do Esporte pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.
O núcleo oferece três programas: "Exercícios Físicos para Dependentes Químicos", "Programa Complementar ao Tratamento da Depressão" e "Exercícios Físicos Antitabagismo".
Atende professores, alunos e funcionários da USP, além das pessoas que não têm vínculo com a universidade, que apresentem problemas de depressão e tabagismo.
O Núcleo trabalha em parceria com o Hospital Universitário (HU) e a Unidade Básica de Atendimento ao Servidor (UBAS).
Você poderá encontrar o artigo de nossa autoria publicado também pela Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde na Revista Brasileira de AFS
Efeito da atividade física na qualidade de vida em pacientes com depressão e dependência química 2006    e outra tais como:
Avaliação da eficiência e eficácia da prática de diferentes exercícios aeróbios e alongamento na qualidade vida no tratamento da depressão 2007
Benefícios psicológicos do exercício físico nas mudanças de humor para tabagistas e dependentes químicos em recuperação 2008
Formulação de Tabelas de Referência para a Avaliação do Desempenho em Exercícios Localizados de Alunas do CEPEUSP 2009
Programa Complementar no Tratamento da Depressão
Este programa oferece atividades físicas para indivíduos com quadro clínico de episódios depressivos leves e moderados que estejam em tratamento da depressão e que estejam sendo medicados. A característica principal do Programa é complementar o tratamento da depressão para reduzir ou eliminar os sintomas.
A depressão é uma doença com sintomas bem específicos, emocionais e físicos; bem diferente da tristeza ou do baixo astral, e pode ser diagnosticada quando estes perduram pôr no mínimo duas semanas.
A prática de exercícios e a intervenção medicamentosa têm sido utilizadas simultaneamente com sucesso no tratamento da depressão.
Evidências científicas indicam que, com supervisão médica apropriada, não há riscos adicionais para a saúde quando os exercícios físicos são associados ao tratamento medicamentoso.
  • Programa Exercício Físico para Grupo Antitabagismo
Possui as mesmas características do Programa Complementar ao Tratamento da Depressão é realizado nos mesmos dias e horários desta Programação.
Atua no controle da ansiedade. Prevenção de várias doenças.
Aumento: Dos níveis de serotonina nas áreas de humor. Síntese e liberação de endorfinas. Taxa basal. Da força e resistência muscular; flexibilidade, do tônus muscular, da agilidade.
Diminuição: da gordura corporal, depressão, compulsão e estresse.
  • Programa para dependentes químicos em recuperação
A dependência química de drogas psicotrópicas - aquelas utilizadas para produzir alterações na consciência, nas emoções e sensações - é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma doença. E para complementar o tratamento dos dependentes químicos em geral, oferecido pelo Hospital Universitário, além dos grupos de tabagismo da UBAS, o Cepeusp oferece, por meio do NUPSEA, um programa de atividades específicas.
O programa oferece exercícios físicos para indivíduos que estejam em recuperação da dependência química e tratamento ambulatorial e ou em grupos de ajuda como AA, NA, etc.
Tem como objetivo melhorar a condição física e mental destes pacientes e normalizar os níveis de áreas da atenção, memória e controle motor, além de controlar a ansiedade. Contribui também para o aumento dos níveis de serotonina nas áreas de humor, da síntese e liberação de endorfinas, da taxa basal, da força e resistência muscular, da flexibilidade, do tônus muscular e da agilidade, reduzindo a gordura corporal, a depressão, a compulsão e o estresse.

As atividades consistem em caminhar 20 minutos, pedalar 20 minutos, exercícios localizados 20 minutos e alongamento 30 minutos.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Dia Mundial sem tabaco

No próximo domingo, dia 31 de maio (31/05), comemoram-se o Dia Mundial Sem Tabaco.
Um terço da população adulta fuma no Brasil: 11,2 milhões de mulheres e 16,7 milhões de homens, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer. Cerca de 80 mil pessoas morrem ao ano, no Brasil, por complicações causadas pelo fumo.
Em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco, o News.med.br organizou um material para seus pacientes, com dados atuais, informações úteis e métodos para abandonar o vício.
Baixe material de apoio a pacientes que desejam parar de fumar:
>> Baixe e distribua material de apoio a pacientes que desejam parar de fumar (pdf).

31 de maio - Dia Mundial sem Tabaco
Com o apelo da OMS pela proibição mundial do fumo em locais públicos fechados, a marca da campanha de 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, é a proteção aos fumantes passivos.
Dados da OMS apontam que cerca de 200 mil pessoas morrem diariamente em decorrência de doenças ligadas à exposição ao cigarro em ambientes como locais de trabalho, por exemplo.
De acordo com a OMS, a melhor forma de proteger os fumantes passivos é banir completamente o fumo de locais fechados, uma vez que não há nível de exposição seguro para pessoas que convivem com fumantes. Para a OMS, a interdição do cigarro não deveria ser voluntária, mas arbitrária e acompanhada de medidas como cobranças de multas.
A recomendação é que empresas privadas e governos adotem a proibição por completo do tabaco em suas dependências, ressaltando que medidas paliativas como sistemas de ventilação e a instalação de áreas de fumantes já se mostraram ineficientes na proteção aos fumantes passivos.
Fonte: OMS
Informações complementares:
Complementos
22/04/2009 14:16 - Complemento feito por ZeropiúNova terapia.
Está provado cientificamente (na acupuntura, auriculoterapia e eletroestimulaçao) que, estimulando determinados pontos da orelha, os neurotransmisores são induzidos a produzir endorfinas.
Zerosmoke é uma nova terapia patenteada, que une as vantagens de sistemas válidos já utilizados em auricoloterapia, aliadas a uma tecnologia com resultados excepcionais (mais de 80% de sucesso) nos tratamentos anti-tabágicos.É uma terapia que pode ser feita tranquilamente sozinho em casa sem ir em centros ou consultórios médicos. Os dois biomagnetes Zerosmoke colocados na posição contraposta numa determinada zona da orelha, atraem-se entre si, exercendo uma estimulante pressão duradoura que activa os neurotransmisores e elimina o desejo de fumar. Nenhuma contra-indicação e não tira o tempo das próprias ocupações.
O método vem acompanhado de um manual com as instruções de utilização e um guia para o primeiro mês como não fumador, da autoria do CENTRO EUROPEU CONTRA O FUMO.
As instruções do manual incluem também linhas orientadoras em Português da autoria de Arizona Smokers Helpline ,University of Arizona, Tobacco Education and Prevention Program, Arizona Department of Health Services. Este kit representa assim uma valia a mais para quem pretende deixar de fumar.

Deixando de Fumar sem MistérioAos Coordenadores Municipais e Estaduais de Controle do TabagismoPara facilitar o processo referente ao tratamento do tabagismo na rede SUS, disponibilizamos a cópia em pdf do Manual do Participante "Deixando de Fumar sem Mistério", para baixar ou imprimir. Veja mais aqui:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O esporte como parte do tratamento da dependência química em um caps AD ii: Uma visão inclusiva

Laranjo ,Thaís Helena Mourão; Santos , Érico Murillo de Almeida; Amorim , Bruno Vizolli.;  

1.Introdução 

O Centro de Atenção Psicossocial em álcool e drogas (CAPS ad II) de Ermelino Matarazzo (EM) é um serviço ambulatorial de saúde que tem por objetivo atender dependentes de álcool e outras drogas em diferentes níveis de intensidade. Este serviço foi estabelecido em julho de 2004 através de convênio entre a Secretaria Municipal de Saúde da Cidade de São Paulo e a Associação Saúde da Família. O CAPS ad II EM se localiza na Zona Leste, região da periferia de São Paulo e atende pessoas das regiões de Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista e Distrito Administrativo de Itaquera. Esta é uma área com aproximadamente 600.000 habitantes. A maioria dos pacientes que frequentam o CAPS ad II EM são homens e por isso surgiu a ideia de realizar uma oficina terapêutica de futebol.

1.1 Esporte x Dependência Química

 É sabido que atividade física não se resume às práticas esportivas competitivas; brincadeiras de rua, jogos recreativos, danças, lutas, caminhada e corrida também são do universo da atividade física, assim como os esportes coletivos e individuais. Faz-se necessário entender que o esporte, neste caso o futebol, pode ser usado de modo a diminuir o valor dado à competição, para que seja possível tornar evidente outras características deste esporte, tais como, trabalho em equipe, respeito às regras e as pessoas envolvidas no jogo, respeito aos limites do corpo humano, diversão, lazer, benefícios à saúde e promoção do bem estar físico e mental.
BARBANTI et al afirma que (...) “o esporte pode e deve fazer parte da felicidade do homem, seja por características biológico-naturais ou pelas sócio-culturais”, em concordância BYINTON diz que “o esporte pode ser uma forma de educar o corpo para obter saúde, qualidade de vida e bem estar físico e mental”. Observando as opiniões destes dois autores é possível perceber que o esporte se vale de características que influenciam diretamente diversos aspectos da vida humana, seja emocional, racional ou físico.
Os dependentes químicos não constituem um grupo homogêneo, embora certas características comuns possam ser observadas. A baixa autoestima, as dificuldades de relacionamento e a resistência para seguir normas e regras podem ser superadas através do esporte. Outra característica comum entre os dependentes químicos é a baixa tolerância à frustração, que nos remete a questão do ganhar e do perder que, evidentemente, está presente no jogo e no esporte.
Ferreira et al (2001) complementa, “Além de adaptações físicas, atribuem-se ao exercício alterações comportamentais, com substancial evidência de que indivíduos envolvidos em programas de exercícios experimentam efeitos positivos na saúde, com partes deles observados após sua execução, em relação aos estados de humor.
A “mecânica terapêutica” pelo esporte funciona de maneira simples: Estímulo– resposta–reflexão–novo conceito/procedimento/atitude. Basicamente o paciente é estimulado a buscar novas alternativas enquanto joga futebol. Deste modo espera-se que ele se aproprie das mudanças propiciadas pela reflexão feita na oficina de futebol para o jogo e as amplie para outras esferas da vida, CHOSHI (2000).

2. Objetivos 

Pretende-se, com este trabalho, mostrar o potencial terapêutico dos vários tipos de atividade física para a dependência química, a começar pelo futebol, um esporte com altíssimo índice de aceitação entre os homens brasileiros.

3. Métodos 

Foram realizados 14 treinos, 11 reuniões e 7 jogos ao longo do segundo semestre do ano de 2005. Passaram pela oficina de futebol 14 pacientes, chegando ao campeonato um time com 11.
Nas reuniões procurou-se estimular a reflexão acerca dos sentimentos e emoções que se manifestam durante a prática do futebol fazendo-se uma correlação com situações cotidianas da vida. Destacou se a agressividade e a possibilidade de contê-la, a o que significa ser um time e jogar coletivamente.
Nos treinos os pacientes foram expostos à situações problema (estímulo) gerando vários tipos de reação (resposta ao estímulo). A partir da reação faz-se com o paciente ou com o grupo uma reflexão, buscando criar um novo conceito, procedimento ou atitude, que podem ou não ser unânimes.
Passada a sequência de reuniões e treinos (preparação), os pacientes foram inscritos em um campeonato de Futebol de salão chamado “Copa da Inclusão”.
A “Copa da Inclusão” é um evento anual organizado por pessoas ligadas ao Conselho Regional de Psicologia de São Paulo e à ONG da Inclusão, em que, participam instituições que oferecem tratamento na área de saúde mental.

 4. Resultados e Conclusão 

Durante a copa da inclusão mantivemos a realização das reuniões com o time de futebol e alguns pacientes puderam falar sobre a fissura que sentiam em todas as situações que envolvem o jogo de futebol como por exemplo ir no ônibus cantado, pois isto estava frequentemente ligado ao uso de drogas. Com isso pudemos conversar sobre essas dificuldades. Alguns pacientes quiseram desistir e nas reuniões foram estimulados a continuar e assim o fizeram.
O time do CAPS ad II Em foi campeão da série prata na copa da Inclusão de 2005, isso serviu como estímulo aos pacientes. Alguns relataram jogar sem uso de álcool e outras drogas pela primeira vez. Essa conquista representou a possibilidade concreta de vencer obstáculos sem uso de drogas. Além disso o time cometeu, em média, 04 faltas por jogo durante o campeonato, o que é considerado um índice baixo e uma vitória para um grupo com grande dificuldade em se controlar no início dos treinos.
Assim, pudemos constatar a importância da oficina de futebol no tratamento dos dependentes químicos do CAPS ad IIEM.

5. Referências 

BARBANTI, Valdir José. “Esporte e atividade física: interação entre rendimento e saúde”. Editora Manole,2002.
BYINGTON, Carlos Amadeu Botelho.”A riqueza do futebol”. Revista Psique Ciência&Vida,p22- 33, 2006.
CHOSHI, Koji. Aprendizagem motora como um problema mal-definido. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, Suplemento, n. 3, p. 16-23, 2000. Apoio: www.newtimecomex.com.br capsadermelino@saudedafamilia.

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