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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vigorexia

A vigorexia pode ser considerada um transtorno dismórfico corporal, assim como a anorexia, mas com a dimensão da força em destaque.

A vigorexia pode ser considerada um transtorno dismórfico corporal, assim como a anorexia, mas com a dimensão da força em destaque.

  

O que é Vigorexia?

A vigorexia é uma alteração no comportamento que se enquadra entre os transtornos dismórficos corporais. Isso quer dizer que é uma desordem intimamente ligada a uma imagem distorcida do próprio corpo. Alguns autores usam a terminologia Transtorno Dismórfico Muscular no quadro de transtornos obsessivo-compulsivos, outros assemelham a Vigorexia à Anorexia, no sentido de que ambas seriam patologias narcisistas. Existem, ainda, autores que atentam para a ausência de critérios diagnósticos para validar essas denominações.

Em resumo, a vigorexia caracteriza-se pela distorção da autoimagem do corpo voltada para a questão da força. Os indivíduos vigoréxicos usualmente se descrevem como fracos, pequenos, mesmo tendo desenvolvido musculatura acima da média. O resultado é que acabam desenvolvendo a dependência pelo exercício físico e uma espécie de obsessão pelo corpo musculoso, uma vez que nunca se satisfazem com a condição em que se encontram, ou seja, nunca se sentem suficientemente fortes ou musculosos.

A preocupação excessiva com a massa muscular compreende inúmeras alterações comportamentais significativas na rotina, como: grandes períodos nas academias, levantamento de pesos cada vez maiores, uso de dietas comprometedoras como aquelas em que alguns alimentos são priorizados (proteínas, glicídios ou lipídios), o uso de suplementos alimentares ou ainda de esteroides anabolizantes.

Quais são as causas?

Dificilmente se pode falar em causas para problemas como a vigorexia, uma vez que são inúmeras influências atuando na configuração do quadro. Entre essas influências, podemos citar a produção cultural de padrões rígidos de corpo belo e sadio, que exercem uma pressão significativa na forma como as pessoas se percebem. Além disso, essa pressão acaba por determinar a inserção ou não do sujeito na sociedade e nos grupos de seu interesse, dificultando o desenvolvimento da autoestima e da sociabilidade sadias.

A dependência com relação aos exercícios físicos pode ser entendida como vício, à medida que a prática de exercícios eleva o nível de endorfinas. Essa substância é responsável pela sensação de bem estar, por isso, pode provocar uma espécie de dependência química e emocional à prática física. Entre os grupos de risco, algumas pesquisas indicam que a vigorexia é mais comum em homens, com idade entre dezoito e trinta e cinco anos, podendo também ser observada em mulheres.

Alguns tipos de atividade física parecem ter relação com o desenvolvimento da vigorexia, entre eles, o fisiculturismo, e é muito comum que as pessoas confundam esse esporte com o transtorno. No caso da vigorexia, a prática de esportes está ligada a uma condição psicológica: o vigoréxico pratica seus exercícios para eliminar a ansiedade diante do corpo fraco, assim, é comum que, nos dias em que se vê impossibilitado de praticar exercícios ou diante de algum tipo de perda de massa, o vigoréxico se sinta extremamente culpado e fracassado.

Como pode ser o diagnóstico de Vigorexia?

Não existem critérios descritos para o diagnóstico de Vigorexia nos manuais psiquiátricos atuais, assim, a vigorexia ainda não é um transtorno internacionalmente classificado.
As indicações que se pode fazer para pessoas próximas de algum suspeito vigoréxico é que atentem para o grau de comprometimento deste com os exercícios, suas descrições com relação ao próprio corpo e os padrões de corpo e comportamento com os quais se identificam. É importante que todo o círculo social esteja atento a essas questões, não apenas os familiares, mas professores, treinadores, colegas de academia, que precisam ser sensibilizados para essas questões.

Quais são os tratamentos?

Como o diagnóstico ainda não está formalizado, o tratamento acaba sendo o mesmo utilizado em outros transtornos dismórficos corporais, como a anorexia. Além disso, dificilmente um indivíduo vigoréxico, assim como o anoréxico, procura ajuda especializada, primeiro porque não tem consciência de seu problema e segundo por medo que as medidas de tratamento o distanciem do corpo que deseja. A indicação mais formal, nos casos de vigoréxicos que fazem uso de anabolizantes é que esse uso seja imediatamente interrompido, evitando comprometimento ainda maior da saúde.

O acompanhamento psicológico é sempre indicado e busca auxiliar o indivíduo na direção do reconhecimento dos padrões distorcidos de imagem corporal com os quais tem se identificado, no reconhecimento dos aspectos positivos de sua aparência física, no encorajamento de atitudes mais sadias e no enfrentamento de possíveis dificuldades com relação à exposição do corpo como se encontra.
Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo

quarta-feira, 24 de abril de 2013

“A única forma segura de fumar é não fumar”

“A única forma segura de fumar é não fumar”, é o mote da campanha que, lançada pela Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. Uma mensagem que procura chamar a atenção para a importância da cessação tabágica como única forma de evitar os malefícios do tabagismo que continua a ser a principal causa de morte evitável em todo mundo.
 
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Esta é uma campanha que, mais do que chamar a atenção para os malefícios do tabaco, procura alertar para qualquer meio de consumo de nicotina, seja este através de cigarros convencionais, de enrolar, eletrônicos ou até cigarrilhas, charutos ou cachimbos.
Segundo Ana Figueiredo, Coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia “é importante consciencializar os fumadores para a importância da cessação tabágica, promovendo o combate à dependência física e psicológica, a qual não deve passar por substitutos como cigarros light e slim, anunciados como tendo menos nicotina, ou até cigarros eletrônicos.”

 Em foco está ainda a promoção da saúde, a qual encontra nas novas diretivas europeias a introdução de importantes medidas que podem ajudar a combater o tabagismo e a introdução de novas formas de consumo de nicotina, especialmente pelas camadas mais jovens. Apesar de estar prevista a eliminação de aromas como o mentol, que tornam o tabaco mais atrativo, a Comissão de Tabagismo considera que ainda há muito para fazer no que diz respeito à regulamentação de questões como a do cigarro eletrónico. “A luta contra o tabagismo deve passar pela eliminação da dependência, o que não acontece com o uso do cigarro eletrónico que acaba por constituir um retrocesso na luta contra o hábito quando o objetivo é a cessação tabágica, não é a sua substituição”, acrescenta Ana Figueiredo
 
O tabagismo é hoje a principal causa de morte evitável em todo mundo, provocando cerca de 6 milhões de mortes por ano. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tratamento dos fumadores é fundamental para controlar esta epidemia, a par com outras medidas tais como a informação e educação dos jovens, impostos sobre o tabaco e legislação mais restritiva. Vários estudos indicam que a cessação tabágica irá trazer benefícios nos próximos 20 a 30 anos. Feitas as contas se metade dos fumadores deixar de fumar nos próximos 20 anos, evitar-se-ão 400 milhões de mortes.

 “A única forma segura de fumar é não fumar” é a convicção da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia que lança no próximo Dia Mundial Sem Tabaco uma campanha que estará presente em mais de 500 instituições de saúde de norte a sul do país.
   
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Sobre a Comissão de Tabagismo da SPP:
A Comissão de Tabagismo existe desde 1992, dela fazem parte 58 pneumologistas. O objetivo principal desta comissão é ajudar a controlar e tratar a epidemia do tabagismo em parceria com outras sociedades ou organismos envolvidos nesta área.

Fonte: Sportlife

terça-feira, 23 de abril de 2013

Turbine o seu humor com exercícios físicos

Estudo mostra que os efeitos da atividade física sobre o humor podem durar até 12 horas depois de terminada a sessão de exercício
404Ninguém duvida que se exercitar espanta o mal humor. Mas, ao que parece, os efeitos da atividade física sobre o humor são maiores do que o que se pensava até então.
Estudo apresentado esta semana no Congresso da Academia Americana de Medicina do Esporte mostrou que os benefícios da prática de esporte duram até 12 horas depois de terminada a sessão de exercício.
Os voluntários que participaram da pesquisa – homens e mulheres saudáveis – tiveram de responder uma enquete sobre o seu estado de humor depois de 1h, 2h, 4h, 8h, 12h e 24h.
Todos eles se exercitaram a 60% de sua FCmáx, ou seja, em um nível considerado moderado. Os efeitos positivos ocorreram em todos os tipos de participantes, independentemente da idade, gênero ou grau de condicionamento físico.
“Em alguns casos, o exercício pode complementar outras terapias para o tratamento de depressão, a um custo baixíssimo”, disse Jeremy Sibold, autor do estudo. Para o cientista, os resultados são mais um reforço à ideia de que se deve fazer da atividade física um hábito diário.

Redes sociais podem interferir diretamente no seu humor


Resultado de imagem para imagens rede social

Publicações tristes ou pessimistas motivam outros usuários a postarem lamentações nas redes
Quando você dá aquela olhadinha no seu Facebook, como você se sente? Um estudo feito por pesquisadores dos Estados Unidos provou o que todo mundo já desconfiava: pessimismo pega!
Pode acreditar! De acordo com o The Guardian, os pesquisadores analisaram bilhões de atualizações de perfis do Facebook. Eles descobriram que posts negativos possuem um efeito dominó, ou seja, tristeza gera tristeza.
Então é melhor pensar duas vezes antes de responder aquela perguntinha básica de "como se sente?". A boa notícia é que assim como os sentimentos negativos, os positivos também são transmitidos através da rede e com uma força ainda maior. A alegria também se espalha, gerando sorrisos por onde passa. Incrível não é?
Outra descoberta dos estudiosos teve relação com o tempo. Quando chovia, por exemplo, posts negativos aumentavam 1.16%, enquanto os positivos caiam 1.19%. Cada texto negativo costuma gerar outros 1,29 textos similares.  Já os positivos engajam outros 1,75, pouco a mais que os negativos.
Segundo a psicóloga do Centro Terapêutico Multidisciplinar de São Vicente, Tereza Christina Gonçalves, algumas publicações aparentemente inofensivas podem até afetar a vida do usuário 'fora das telas'. "O perigo está em prejudicar a própria vida da pessoa que expõe queixas contínuas, alimentando seus lamentos e lamúrias pelas redes", comenta.
Para cultivar sorrisos e boas energias a profissional deixa a dica. "Situações emocionais não devem ser assunto para redes sociais. Além disso, exigir atenção dos outros sem necessidade alguma pode esgotar a paciência dos amigos", completa.
Talvez o segredo para um dia mais leve e motivado seja espalhar a felicidade por aí. Vamos ser mais positivos? Seus amigos agradecem!
Por Thamirys Teixeira 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cigarro atrapalha o desempenho de quem pratica exercícios físicos

Composto por 4.720 substâncias, existem três que interferem diretamente no rendimento dos esportes: nicotina, alcatrão e monóxido de carbono



Por Rio de Janeiro
Cerca de 15% da população brasileira fuma, um número ainda alto, porém menor do que os 35% da década de 80. Não se sabe ao certo quantas dessas pessoas correm ou praticam alguma atividade física, o que se sabe é que o cigarro não só atrapalha o desempenho, como prejudica a saúde.  É o que afirma o cardiologista Marcelo Coloma.
 - O cigarro tem cerca de 4.720 substâncias. Existem três delas que comprometem muito o desempenho do atleta: nicotina, que diminui o tamanho das artérias, que levam o sangue até o músculo, gerando um desempenho muscular bem menor, e também aumenta os batimentos cardíacos; o alcatrão, que diminui a elasticidade do pulmão; e o monóxido de carbono, que compete com o oxigênio, por isso que o indivíduo que fuma tem falta de ar.


A professora Simone Fadel, de 51 anos, fumava desde os 13 anos e parou há 11, por conta da corrida. E não se arrepende da troca.

- Eu fumava muito, chegava em casa e ia tomar banho, era cheiro de cigarro por todo lado, atrapalhou a minha gestação e a amamentação. Depois de tanto tempo sem fumar, acabei de correr 6km muito bem, não conto mais os minutos para fumar ou comprar um maço de cigarro, mas os minutos que tenho para correr.  Eu fiz uma ótima troca - disse.                    
(Foto: Agência Getty Images)
CIGARRO EU ATLETA SPORTV (Foto: Agência Getty Images)
Alcatrão, nicotina e monóxido de carbono afetam diretamente o desempenho (Foto: Agência Getty Images)
Segundo o cardiologista, o fumo está concentrado nas classes mais baixas economicamente da população.

Muita gente que fuma e faz exercício às vezes diz que não sente nada, mas não sabe que se parar de fumar, aquele exercício pode ter o desempenho aumentado assustadoramente em pouco tempo. Hoje o fumo está concentrado na população menos favorecida, com nível de escolaridade cada vez menor. Nos EUA, o número é muito baixo, o Uruguai é um exemplo, lá poucas pessoas fumam. Aqui no Brasil, nós temos campanhas nos maços de cigarro, é proibido propaganda em rádio e televisão, além de existir uma lei estabelecida que prevê o aumento do preço do produto a cada ano.
A empresária Lívia Mourão, de 47 anos, viu sua vida mudar após começar a correr, e entendeu que aliar cigarro e esporte era inviável.
  - Eu gostava de fumar. Quando comecei a correr e participar de prova é que realmente eu vi que não dava pra andar junto com a corrida, entendi que se eu quisesse correr de verdade, teria que parar de fumar. Se você treina no dia seguinte que fuma, sente muita diferença dos dias em que não fumou na véspera. Minha performance foi melhorando à medida em que reduzi o consumo de cigarro. Parei há quatro anos. A corrida é um bom remédio para quem quer parar de fumar. 

 O psiquiatra Gabriel Bronstein, especialista em dependência química, concorda com Lívia ao afirmar que o esporte é um grande aliado daqueles de desejam largar o vício.

 Nos EUA, o número é muito baixo, o Uruguai é um exemplo, lá poucas pessoas fumam. Aqui no Brasil, nós temos campanhas nos maços de cigarro, é proibido propaganda em rádio e televisão, além de existir uma lei estabelecida que prevê o aumento do preço do produto a cada ano.
 O psiquiatra Gabriel Bronstein, especialista em dependência química, concorda com Lívia ao afirmar que o esporte é um grande aliado daqueles de que desejam largar o vício.  
CIGARRO EU ATLETA SPORTV (Foto: Agência Getty Images)
É cada vez menor o número de fumantes no Brasil
(Foto: Agência Getty Images)
 - Cigarro é uma das drogas que mais causa dependência. Se a pessoa quer parar de fumar, a motivação é muito importante, traçar estratégias como o exercício, além do uso de medicação e técnicas psicoterápicas, que também ajudam no processo. O exercício regular, como a corrida, dá uma sensação de prazer, que estimula a pessoa a cada vez mais repetir o comportamento e isso vai deixando o cigarro em segundo plano, o cérebro vai se organizando de outra forma. O prazer do esporte tem que estar associado, não adianta fazer uma atividade só para de fumar parar. O ideal é que a pessoa  se  sinta bem-disse.
                                                                 
                                                                                                           
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sábado, 13 de abril de 2013

Banana contra depressão

Segundo pesquisa, aminoácido presente na fruta causa bem-estar
Comer duas ou três bananas por dia pode ajudar a tratar a depressão
Comer duas ou três bananas por dia pode ajudar a tratar a depressão, conclui estudo do Instituto de Pesquisas de Alimentos e Nutrição das Filipinas.
A banana contém alto teor de triptofano, aminoácido que, uma vez no cérebro, leva à produção de serotonina, a substância ligada ao bem-estar. A ingestão moderada da fruta aliviaria os sintomas da depressão, afirmam os pesquisadores.
Fernando Fischer
Disponível na Internet em Banana contra depressão http://www.revistasportlife.com.br/

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Capacidade de VO2 máximo para indivíduos fumantes e não fumantes durante o exercício físico

Capacidade de VO2 máximo para indivíduos
fumantes e não fumantes durante o exercício físico
  Centro Universitário Toledo
Curso de Educação Física
(Brasil)

 
Anderson Luis Nunes Correa
Prof. Ms. Sérgio Tumelero
tumelero.prof@toledo.br
 
 
 
 


Resumo

    A predominância do tabagismo é baixa entre as pessoas que praticam exercícios. Em repouso e, numa menor extensão, durante o exercício, a nicotina da fumaça do cigarro aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminui o débito sanguíneo cardíaco e aumenta e demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. No exercício, a nicotina também aumenta os níveis de lactado no sangue, porém, não existem evidências conclusivas de que o exercício auxilia as pessoas a interromper o hábito de fumar, mas a maioria dos programas de interrupção incluem o exercício como componente vital. Objetivo foi quantificar a capacidade de VO2 máximo durante a realização do teste de 12 minutos, onde participaram 9 indivíduos fumantes e não fumantes. Quanto aos resultados: para os fumantes existe uma relação entre o tempo em que foi fumado o último cigarro com o exercício e que a capacidade de VO2 máximo é menor do que no indivíduo não fumante.
    Uni termos: Tabagismo. Exercício físico. VO2 máximo.
 
 
http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 85 - Junio de 2005

 

Introdução

   Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os diversos estudos clínicos, epidemiológicos e de laboratório têm demonstrado claramente que o consumo de tabaco é um fator etiológico importante em diversas enfermidades incapacitantes e inclusive mortais, em particular a isquemia cardíaca, o câncer de pulmão, a bronquite crônica e o efisema, No entanto, a demonstração da relação causa/efeito tem sido muito difícil, pois os efeitos nocivos do consumo de tabaco à saúde só começam a manifestar-se ao longo de vários anos e por conseguinte, nem sempre são relacionados com o hábito de fumar.  
    Os principais riscos à saúde são: coronariopatia e outras formas de doença vasculares periférica, bronquite crônica e enfisema, câncer e efeitos deletérios na gravides. As principais substâncias químicas isoladas da fumaça relacionadas com estes efeitos nocivos podem ser classificados em quatro grupo essenciais: nicotina monóxido de carbono, substâncias irritantes da mucosa respiratória e compostos com ação cancerígena (NEIMAN, 1999).
    Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos.

    Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor(estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar de um grande número de fumantes relatarem que se sentem relaxados quando fumam. Essa sensação de relaxamento é provocada pela diminuição do tônus muscular (NEIMAN, 1999).
    Essa substância, quando usada ao longo do tempo pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.
    Para OGA (1996), alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros podem sentir fissura (desejo incontrolável por cigarro), irritabilidade, agitação prisão de ventre, dificuldade de concentração sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semana.
    Para NEIMAN (1999), a tolerância e a síndrome de abstinência alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência provocado pelo uso tabaco.
    A nicotina produz um aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial na frequência respiratória e na atividade motora. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca a queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstrição e na força das contrações cardíacas.
    O tabagismo e os esportes não combinam e atualmente é muito raro encontrar atletas de elite que fumam. Estudos demonstraram que a predominância do tabagismo é baixa entre as pessoa que praticam exercícios.
    O monóxido de carbono está presente em grande quantidade de fumaça do cigarro e entra rapidamente na corrente sanguínea, combinando-se com a hemoglobina no eritrócitos. Normalmente, a hemoglobina transporta oxigênio para os músculos e para as células do organismo. Quando há presença do monóxido de carbono da fumaça do cigarro, cerca de 5 por cento da hemoglobina e capturada por mais de cinco horas. Isso diminui a liberação de oxigênio para os músculos durante o exercício intenso, fazendo com que todos os esforços pareçam mais difíceis do que o normal (OGA, 1996).
    Em repouso e, numa menor extensão, durante o exercício, a nicotina da fumaça do cigarro aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminui o débito sanguíneo cardíaco e aumenta e demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. Durante o exercício, a nicotina também aumenta os níveis de lacta no sangue, substância que pode fazer com que a pessoa se sinta cansada ou que abandone o exercício quando atinge um nível elevado. Nos estudos com animais, observou-se que a nicotina diminuiu a capacidade da realização de exercícios de longa resistência como a natação ou a corrida (OGA, 1996).
    Após fumar, ocorre um aumento da resistência ao fluxo respiratório nas vias pulmonares, tornando-se mais difícil a libertação de ar e oxigênio aos pulmões durante o exercício intenso. Em algumas pessoas, o fumo pode desencadear sintomas de asma, tornando quase impossível a prática de exercícios ate que ocorra a diminuição dos sintomas (NEIMAN, 1999).
    Ainda não existe evidências conclusivas de que o exercício auxilia as pessoas a interromper o hábito de fumar, mas a maioria dos programas de interrupção incluem o exercício como componente vital.
    Quase todos os fumantes admitem que seu hábito aumenta o risco de morte precoce por câncer ou doença cardíaca, apesar de que muitos não desejam parar por medo de ganhar peso. O uso do fumo como uma estratégia de controle de peso, apesar do risco, parece ser uma motivação poderosa para a continuidade pro muitas pessoas. Num estudo nacional australiano, os ex-fumantes frequentemente classificam o ganho de peso como a desvantagem número um da interrupção de fumar
    O exercício pode auxiliar o ex-fumante a melhorar a aptidão física diminuir o risco de doenças crônicas, combater o ganho de peso e auxiliar no combate dos sintomas da abstenção. Embora a solução ainda não tenha sido estabelecida pelas pesquisas detalhadas a maioria dos médicos acredita que o exercício regular é particularmente importante para as pessoas que estão deixando de fumar. Antes de tudo, o fumante deve procurar um médico para ser liberado para iniciar e manter um programa seguro de exercícios. Existe quatro boas razões para encorajamento dos exercícios entre os ex-fumante (OGA, 1996).
    Melhoria da aptidão física: tipicamente os fumantes apresentam níveis ruins de aptidão física e a pratica de um programa regular de exercícios pode melhorar a função cardíaca e a pulmonar e aumenta a força e a resistência muscular
    Diminuição do risco de doença relacionadas com o tabagismo: O exercício regular pode diminuir os níveis de vários fatores de risco e reduzir o risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer, auxiliando no combate contra algumas consequências patológicas negativas do tabagismo.
    Combate ao ganho de peso: A queima extra de calorias pro meio dos exercícios pode auxiliar o ex-fumante a evitar o ganho de peso típico. A caminhada diária de aproximadamente 4,8 quilômetros queima a mesma quantidade de calorias que um pacote de cigarros por dia (mas sem os efeitos desagradáveis e negativos sobre a saúde). Portanto se um ex-fumante começa um programas de caminhada diária ao mesmo tempo que evita alimentos ricos em gorduras ou açucares, existe toda a razão para acreditar que o ganho de peso pode ser evitado. Embora dois em cada três fumantes que param com o hábito engordam, um não faz. Um programa de exercícios pode melhorar as possibilidades da pessoa não engordar (NEIMAN, 1999).
    Combate ao estresse: Muitos indivíduos utilizam o fumo como um método de combate ao estresse e acham o hábito relaxante.
    O tabagismo pode ser um dos melhores prognósticos de coronariopatia e o risco está relacionado diretamente ao número de cigarros fumados. A probabilidade de morte por doença cardíaca nos fumantes é quase duas vezes maior que nos não-fumantes. Os centros para o Controle e a Prevenção das Doenças estimam que cada cigarro fumado rouba sete minutos da vida de um fumante. Quando mais se fuma (ou fica exposto à fumaça do cigarro) quanto mais profundamente se inala e quanto mais rico for cigarro em termos de alcatrão e de co-produtos nocivos maior será o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Quando esses fumantes relativamente jovens sofrem um ataque cardíaco existe uma probabilidade de 80% de que o tabagismo tenha sido a causa; a probabilidade percentual quase de 70% para os que estão em sua sexta década de vida e 50% para aqueles que estão em sua sétima e oitava décadas. Além disso, os fumantes comportam um probabilidade quase cinco vezes maior de terem um acidente vascular cerebral que não-fumantes e aqueles que fumam um maço ou mais por dia comportam uma probabilidade 11 vezes maior de sofrerem um tipo específico de acidente vascular cerebral brusco e fatal que tende a acometer homens e mulheres mais jovens. Surpreendentemente, esse risco, devido ao fumo, está associado com mais mortes que a taxa de mortalidade excessiva dos fumantes devida ao câncer de pulmão (NEIMAN, 1999).
    Em geral, observa-se que o risco do fumo agre independentemente dos outros fatores de risco. Contudo e ao mesmo tempo se existem outros fatores de risco o tabagismo acentua sua influência. O tabagismo pode facilitar a cardiopatia através de seu efeito sobre as lipoproteínas sérias; os indivíduos que fumam apresentam níveis mais baixos de colesterol HDl, em comparação com os não-fumantes. Entretanto, ao parar de fumar o HDL e o risco de cardiopatia retornam aos níveis dos não-fumantes (OGA, 1996).


Objetivos

- Quantificar a capacidade de VO2 máximo durante a realização do teste de 12 minutos de indivíduos fumantes e não fumantes, ativos e sedentários.
- Verificar a respostas de variáveis cardiorrespiratórias de fumantes e não fumantes durante a realização de exercício físico.


Metodologia

    Participaram 9 indivíduos fumantes e não fumantes, ativos e sedentários, com idades entre 18 e 42 anos, que realizaram o teste dos 12 minutos, onde foram avaliados parâmetros como frequência cardíaca inicial e final, pressão arterial inicial e final e cálculo do VO2 máximo alcançado.
    Todas as avaliações foram realizadas na Ativa Academia e sempre no mesmo horário do dia.
    Os indivíduos fumantes foram avaliados até 2 horas, após 6 e 12 horas do último cigarro.


Resultados

    Quando da realização da avaliação, constatamos que os voluntários não fumantes e classificados como ativos, conseguiram percorrer, em 12 minutos a distância de aproximadamente 2500m. As menores distâncias percorridas foram no que se refere aos sedentários fumantes após até duas horas de fumar e os sedentários fumantes após 6 horas após fumar., enfatizando assim, a melhora observada neste curto período de tempo sem fumo. Estes valores estão representados no gráfico 1.
    Com relação a frequência cardíaca inicial observamos valores superiores nas avaliações, para o grupo de sedentários fumantes após duas horas e para o grupo de ativos fumantes após 6 horas. Os menores valores para a frequência cardíaca foram observados para o grupo de ativos não fumantes, confirmando, assim, o efeito do exercício físico sobre a diminuição da frequência cardíaca, tanto em repouso, quanto em atividade, principalmente de intensidade leva a moderada. Estes valores estão representados no gráfico 2.

Gráfico 1: Distância percorrida no período de 12 minutos.



Gráfico 2: Frequência cardíaca inicial, para o grupo de avaliados

    No gráfico 3, estamos representando os valores para a frequência cardíaca ao final dos 12 minutos de atividades, onde constatamos que os valores foram muito semelhantes para todos os grupos, com superioridade para o grupo de sedentários fumantes após 2 horas e de menores valores para os ativos fumantes após 2 horas. Contudo vale ressaltar as diferenças de distância e velocidade conseguidas no mesmo período comparando-se os grupos.


Gráfico 3: Frequência cardíaca final, para o grupo de avaliados

    Quando analisamos os valores da pressão arterial, no início dos 12 minutos, tanto sistólica, quanto diastólica avaliadas constatamos que: os maiores valores para a pressão arterial siatólica, e que estão representados no gráfico 4 foram para os grupos de sedentários fumantes, após 2 horas e para o grupo de ativos fumantes após 6 horas, os menores valores foram para as ativos não fumantes e para os ativos fumantes após 12 horas. Já para a pressão arterial diastólica observamos que os valores superiores ficaram para o grupo de ativos fumantes após 6 horas e para os sedentários fumantes também após 6 horas. Para as ativos fumantes após 12 horas houve o menor valores de pressão arterial diastólica.

Gráfico 4: Pressão arterial, sistólica e diastólica para o início da atividade.
    Ao final dos 12 minutos, foram avaliados os valores para a pressão arterial sistólica e os valores foram superiores para o grupo de sedentários fumantes após 2 horas e os menores valores para os ativos fumantes após 2 horas. Já para os valores da pressão arterial diastólica observamos que os maiores valores foram para o grupo de ativos não fumantes e de menores valores para o grupo de sedentários fumantes após 2 horas. Vale ressaltar que a distância percorrida pelos grupos foi completamente diferente, onde os indivíduos ativos não fumantes conseguiram percorrer uma distância significativamente maior que os outros grupos. Estes valores estão representados no gráfico 5.

Gráfico 5: Pressão arterial sistólica e diastólica para o final da avaliação
    Quando calculamos os valores máximos de VO2 alcançados, observamos que: os valores estatisticamente significantes foram alcançados para o grupo de ativos não fumantes e os valores mais baixos para o grupo de sedentários fumantes após até 2 horas e de sedentários fumantes após 6 horas. Neste sentido enfatiza-se os benefícios da atividade física regular quanto aos benefícios para o VO2 máximo. Estes valores estão representados no gráfico 6.

Gráfico 6: Cálculo do VO2 Máximo para o grupo de indivíduos analisados.

Conclusões

  • Quanto a distância percorrida - os indivíduos não fumantes ativos percorreram maior distância quando comparados aos demais grupos, enfatizando que o fumo é prejudicial a realização de atividades físicas. Com relação aos fumantes ativos observou-se que o desempenho, após 12 horas do último cigarro é significativamente superior as demais avaliações para o indivíduo.
  • Quanto a frequência Cardíaca inicial - os melhores valores para a frequência cardíaca foi observada para os indivíduos ativos não fumantes, quando comparados aos demais grupos, sendo atribuído ao bom nível de condicionamento físico do indivíduo. Para o indivíduo sedentário fumante, até 2 horas após o último cigarro observou-se valores superiores aos demais grupos, confirmando que a nicotina e resíduos químicos elevam a frequência cardíaca. Porém para este mesmo indivíduo, quando ele passa um período maior de tempo sem fumo os valores da frequência cardíaca também são menores, em comparação com o valor até 2 horas de último cigarro.
  • Quanto a frequência Cardíaca final - apesar das frequências cardíacas serem semelhantes o que difere nestas condições é que o indivíduo ativo não fumante conseguiu manter um ritmo mais elevado e constante em relação aos demais avaliados, chegando por exemplo a percorrer os 12 minutos num mesmo ritmo, diferentemente dos indivíduos sedentários fumantes que depois de 3 a 4 minutos do início da atividade já estavam entrando em fadiga muscular, sendo necessário diminuição do ritmo e intensidade da atividade.
  • Quanto a pressão arterial inicial - os indivíduos ativos não fumantes apresentam valores inferiores, tanto para pressão sistólica quanto diastólica e o grupo que apresenta valores superiores aos demais é o grupo de sedentários fumantes que realizaram a atividade até duas horas após o último cigarro, enfatizando, mais uma vez, o efeito da nicotina e de resíduos químicos sobre estes valores. Quanto ao grupo de indivíduos ativos fumantes após 12 horas observou-se que os valores, tanto de pressão arterial sistólica, como diastólica foram inferiores as demais avaliações do grupo, chegando a valores muito próximos do grupo de ativos não fumantes, mostrando a influência do exercício físico sobre a pressão arterial.
  • Quanto a pressão arterial final - apesar da intensidade e o ritmo ser menor para o grupo de indivíduos sedentários fumantes até duas horas do último cigarro, observamos valores para a pressão arterial superiores, quando comparados aos demais grupos, os menores valores foram registrados para o grupo de ativos fumantes até duas horas do último cigarro, neste sentido uma explicação possível seria uma menor intensidade e ritmo da atividade física e enfatizando que o nível de condicionamento destes indivíduos também pode ser um dos fatores desta alteração.
  • Quanto a VO2 Máximo Atingido - o grupo de indivíduos ativos não fumantes conseguiram um melhor desempenho de VO2 máximo, sendo estes valores significantes em relação aos demais grupos. Assim, enfatiza-se o benefício da atividade física com relação aos valores de VO2 máximo. Para os indivíduos fumantes, tanto sedentários quanto ativos, se os mesmos realizarem testes para capacidade de VO2 máximo depois de determinado período após o último cigarro fumado estes valores também são melhores quanto comparados com um tempo menor da último cigarro fumado.


Referências bibliográficas

  • http://www.cdof.com.br/med6.htm, acessado em outubro de 2003.
  • http://www.saude.kit.net/fumo.htm, acessado em setembro de 2003.
  • NEIMAN, Dr .PH. David, Exercício e Saúde; Editora Manole, 1ª. Edição 1999.
  • OGA, Seizi, Fundamentos de Toxicologia, São Paulo: Editora Ateneu, 1996

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