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Programa do NUPSEA

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Caminhando rumo a uma vida equilibrada

Caminhada por Marcela Delphino
MUITOS BENEFÍCIOS E POUCAS EXIGÊNCIAS, AS CAMINHADAS SÃO ALIADAS DA BOA FORMA E DO BEM-ESTAR.
As caminhadas não exigem equipamentos especiais e podem ser feitas em diversos lugares, então, o que você está esperando para calçar os tênis e começar essa atividade física tão simples e completa? O que não vale é passar horas perambulando pelo shopping. “Para obter os benefícios da caminhada é preciso dar ênfase no que está fazendo e ter objetivo”, afirma Eliane Jany Barbanti, educadora no Centro de Práticas Esportivas (Cepe).
foto:Cecília Bastos

“Para obter os benefícios da caminhada é preciso dar ênfase no que está fazendo e ter objetivo”Eliane Jany Barbanti
Quando a pessoa presta atenção no que está fazendo e tem uma orientação, começam a ser consideradas a freqüência, a duração e a intensidade do exercício. “Esses parâmetros levam a uma zona de treinamento adequada e a caminhada passa a ser uma atividade física”, explica Eliane. Visando à segurança e aos ganhos cardiovasculares do exercício aeróbio, a intensidade deve estar entre 60% e 80% da máxima freqüência cardíaca, de acordo com a idade. A freqüência deve ser de, no mínimo, três vezes por semana e a duração de quinze a sessenta minutos. Os resultados, aumento da resistência cardiorrespiratória, perda de peso, entre outros, só são alcançados se a prática for contínua.
foto:Cecília Bastos
Josefa Francisca da Silva
“Tenho diabetes e pressão alta, caminhar foi uma indicação médica. Além disso, o exercício me distrai e me faz sentir jovem”, conta Josefa Francisca da Silva Ferreira, técnica de laboratório no Instituto de Geociências, que caminha há vinte anos. “Se feita corretamente, a caminhada estimula o coração, os pulmões e todo o sistema circulatório”, afirma Eliane. Fora os benefícios físicos, a caminhada promove diminuição do estresse e controle da ansiedade.

foto:Francisco Emolo
“A absorção de oxigênio atua sobre os neurotransmissores na liberação de endorfinas, isso gera a sensação de bem-estar”, explica Eliane. “Numa zona de treinamento adequada, depois de 20 minutos, o corpo automaticamente começa a liberar esses neurotransmissores, que é o que falta em quem tem depressão”, completa a educadora, que coordena o grupo de Atividade Física e Depressão no Cepe. “Só a medicação não é suficiente para mim, necessito de atividade física”, afirma Veni Maria Andres Felli, professora de química farmacêutica na Faculdade de Ciências Farmacêuticas e participante do grupo. foto:Francisco Emolo “A caminhada é um bom exercício para mim, que fico na mesma posição muito tempo por causa da profissão”, completa Veni, que considera caminhar um prazer.>Embora sem grandes exigências, a caminhada deve ser acompanhada de alguns cuidados básicos. É importante que se faça um alongamento antes, especialmente dos membros inferiores, além disso a coluna deve permanecer reta, o olhar para frente e a barriga contraída. “É uma atividade espontânea, não precisa de um local exclusivo, pode ser feita em um bosque, numa pista, numa praia, em lugares de terreno irregular. Sem os alongamentos, que são fáceis de memorizar, você pode se machucar”, alerta Eliane.
foto:Cecília Bastos
“A caminhada é um bom exercício para mim, que fico na mesma posição muito tempo por causa da profissão” Veni Maria Andres Felli
“A caminhada faz com que eu durma melhor e tenha mais disposição; ainda, mantém o condicionamento físico, equilibra e enrijece o corpo”, afirma Maria do Socorro Bezerro Rocha, bibliotecária no Instituto de Ciências Biomédicas, que costuma caminhar pela manhã. Durante o exercício, as pessoas não devem estar de estômago vazio e a hidratação tem de ser constante. Os tênis devem ser bons, com algum amortecimento, mas não precisam ser sofisticados. Se a pessoa sentir algum mal-estar não deve forçar, mas parar imediatamente. Não existe um horário ideal para se exercitar, cada pessoa tem seu relógio biológico e isso deve ser respeitado.
O Espaço Aberto é uma publicação mensal da Universidade de São Paulo produzida pela CCS - Coordenadoria de Comunicação Social. Todos os direitos reservados®e.mail: espaber@edu.usp.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Qualidade de vida

Recentemente, a relação atividade física e saúde vêm sendo gradualmente substituídas pelo enfoque da qualidade de vida, o qual tem sido incorporado ao discurso da Educação Física e das Ciências do Esporte. Tem, na relação positiva estabelecida entre atividade física e melhores padrões de qualidade de vida, sua maior expressão.
Observam-se, nos eventos científicos, nacionais e internacionais, realizados nos últimos anos, a ênfase dada a esta relação. Muitas são as declarações documentadas neste sentido.
O Simpósio Internacional de Ciências do esporte realizado em São Paulo em outubro de 1998, promovido pelo CELAFISCS com o tema Atividade Física : passaporte para a saúde, privilegiou em seu programa oficial a relação saúde/atividade física/qualidade de vida destacando os seus aspectos funcionais e anatomo-funcionais.
Os resumos e conferências publicadas nos anais do Congresso Mundial da AIESEP realizado no Rio de Janeiro, em janeiro de 1997, cujo tema oficial foi a Atividade Física na perspectiva da cultura e da Qualidade de Vida destacam a relação da qualidade de vida com fatores morfo-fisiológicos da atividade física.
No I Congresso Centro-Oeste de Educação Física, Esporte e Lazer, realizado em setembro de 1999, na cidade de Brasília, promovido pelas instituições de ensino superior em Educação Física da região Centro-Oeste, o tema da atividade física e saúde representou 20% dos trabalhos publicados nos anais.
A temática da atividade física e qualidade de vida foi objeto de discussão em conferências e mesas redondas. Também neste evento observa-se a ênfase dada aos aspectos biofisiológicos da relação atividade física/saúde/qualidade de vida.
Vários autores e entidades ligados à Educação Física ratificam este entendimento.
Katch & McArdle (1996) preconizam a prática de exercícios físicos regulares como fator determinante no aumento da expectativa de vida das pessoas.
A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (1999), em posicionamento oficial, sustenta que a saúde e qualidade de vida do homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular de atividade física.
Matsudo & Matsudo (1999, 2000), reiteram a prescrição de atividade física enquanto fator de prevenção de doença e melhoria da qualidade de vida.
Lima (1999) afirma que a Atividade Física tem, cada vez mais, representado um fator de Qualidade de Vida dos seres humanos, possibilitando-lhes uma maior produtividade e melhor bem-estar.
Guedes & Guedes (1995) reconhecem as vantagens da prática de atividade física regular na melhoria da qualidade de vida.
Nahas (1997) admite a relação entre a atividade física e qualidade de vida. Citando Blair (1993) & Pate (1995), o autor identifica, nas sociedades industrializadas, a atividade física enquanto fator de qualidade de vida, quer seja em termos gerais, quer seja relacionada à saúde.
Silva (1999), ao distinguir a qualidade de vida em sentido geral (aplicada ao indivíduo saudável) da qualidade de vida relacionada à saúde (aplicada ao indivíduo sabidamente doente) vincula à prática de atividade física à obtenção e preservação da qualidade de vida.
Dantas (1999), buscando responder em que medida a atividade física proporcionaria uma desejável qualidade de vida, sugere que programas de atividade física bem organizada podem suprir as diversas necessidades individuais, multiplicando as oportunidades de se obter prazer e, consequentemente, otimizar a qualidade de vida.
Lopes & Altertjum (1999) escrevem que a prática da caminhada contribui para a promoção da saúde de forma preventiva e consciente. Vêem na atividade física um importante instrumento de busca de melhor qualidade de vida.
O “Manifesto de São Paulo para a promoção de Atividades Físicas nas Américas” - publicado na Revista Brasileira Ciência e Movimento (jan./2000) - destaca a necessidade de inclusão da prática de atividade física no cotidiano das pessoas de modo a promover estilos de vida saudáveis rumo a melhoria da qualidade de vida.
Fora dos círculos acadêmicos, os meios de comunicação constantemente veiculam informações a respeito da necessidade de o homem contemporâneo melhorar sua qualidade de vida por meio da adoção de hábitos mais saudáveis em seu cotidiano.
Neste contexto, a Federação Internacional de Educação Física - FIEP, elaborou o “Manifesto Mundial de Educação Física - 2000”, o qual representa um importante acontecimento na história da Educação Física pois pretende reunir em um único documento as propostas e discussões efetivadas, no âmbito desta entidade, no decorrer do século XX..
O manifesto expressa os ideais contemporâneos de valorização da vida ativa, ou seja, ratificam a relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida e prioriza o combate ao sedentarismo como objetivo da Educação Física (formal e não formal) por meio da educação para a saúde e para o lazer ativo de forma continuada.
FONTE
ASSUNÇÃO, O. T.; MORAIS P.P.; FONTOURA H. Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Revista Digital - Buenos Aires - v-8 - no. 52 - Setembro de 2002.
http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 8 - N° 52 - Septiembre de 2002

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Inscrições para os cursos exercícios físicos para a depressão, grupo antitabagismo e dependentes químicos em recuperação

 Inscrições à partir de 05/03/2012.
Programa Complementar ao Tratamento da Depressão
Características do Programa
As atividades estão incluídas nos Programas de Atividades Diferenciadas do CEPEUSP, por ação do NUPSEA - Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física, coordenado pela Professora Eliane Jany Barbanti.
Fazem parte do programa de atividades físicas:
Caminhar e pedalar 40 minutos (20 minutos para cada atividade)
Exercícios Localizados (20 minutos) e Alongamento, relaxamento e meditação (30 minutos)
Objetivos:

Auxiliar na diminuição e remissão dos sintomas da depressão
Complementar o tratamento da depressão

Público-alvo:
Homens e mulheres com idade entre 20 e 60 anos que têm diagnóstico clínico de episódio depressivo ou distímico com intensidade leve e moderada.
Pré-requisitos:
O interessado deve dispor de médico próprio para atendimento e acompanhamento.
Apresentar atestado médico recente contendo as seguintes informações:
CRM, telefone e endereço para contato com o médico responsável.
Diagnóstico clínico de episódio depressivo (leve ou moderado) ou distímico.
Medicamentos e as respectivas posologias utilizadas para o tratamento da depressão.
Se o paciente tiver alguma restrição quanto à realização de esforço físico, o médico deverá fazer as recomendações.
Teste ergométrico.
Obs.: é dever de o médico responsabilizar-se pelo seu paciente ao recomendar a prática do exercício físico.
Procedimentos:

Pegar autorização na sala de individualizada do CEPEUSP com a Prof.ª Eliane e em seguida comparecer à AFO, sala 07 –Velódromo - CEPEUSP. Trazer o atestado médico recente contendo os requisitos já mencionados para habilitação no dia da inscrição.
Vagas: 15 participantes - curso semestral. Dias/Horários: Segunda-Quarta-Sexta/ das 11h30 às 13h00. Locais das aulas: Salas de Atividade Física Individualizada no CEPEUSP.

Programa Exercício Físico para Grupo Antitabagismo e Dependentes Químicos em Recuperação
Possui as mesmas características do Programa Complementar ao Tratamento da Depressão será realizada nos mesmos dias e horários desta Programação, ou seja:
Caminhar e pedalar 40 minutos (20 minutos para cada atividade)
Exercícios Localizados (20 minutos) e Alongamento (30 minutos)
Dias/Horários: Segunda-Quarta-Sexta/ das 11h30 às 13h00.
Locais das aulas: Salas de Atividade Física Individualizada.
Vagas:
15 participantes - curso semestral.
Objetivos:
Normalização dos níveis de áreas da atenção, memória e controle motor.
Controle da ansiedade.
Prevenção de várias doenças.
Aumento:Dos níveis de serotonina nas áreas de humor.
Síntese e liberação de endorfinas. Taxa basal.
Da força e resistência muscular; flexibilidade, do tônus muscular, da agilidade.
Diminuição:Da gordura corporal.
Depressão. Compulsão e Estresse.
Público - alvo:
Homens e mulheres com idade entre 20 e 60 anos que pretendem parar de fumar ou manter o hábito de cessar o fumo.
Pré-requisitos:

Teste ergométrico.
Taxas para os dois cursos:
Titular USP R$10, 00, Dependente USP R$20.00, Comunidade Externa R$40,00.
Local da inscrição: Pegar autorização na sala de individualizada do CEPEUSP com a Prof.ª Eliane e em seguida comparecer à AFO, sala 07 –Velódromo - CEPEUSP.
Praça 2, Prof. Rubião Meira, 61-Cidade Universitária.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Suplementos contra o estresse

O estresse prejudica o sistema imunológico, e as consequências são, por exemplo, o desenvolvimento de hipertensão e o aumento de problemas alérgicos.
Ginseng ajuda no rendimento físico e mental.
As pessoas buscam a solução nos calmantes, mas para dar um basta mesmo no estresse, praticar esportes é o mais indicado. Meia hora de corrida por dia já ajuda a resolver o problema. Quando o sistema nervosa “ataca”, certos nutrientes esseciais ao organismo são consumidos. Para repor e aumentar a quantidade desses nutrientes, dar a vez aos suplementos pode fazer deles um grande aliado: eles melhoram as funções fisiológicas do corpo dando um up na resistência.
Os suplementos são:

- Vitamina C, para potencializar o organismo para o combate ao estresse.

- Vitamina B, que ajudam na redução da irritabilidade e impedem um esgotamento do sistema nervoso.

- Taurina, um aminoácido que atua como um neurotransmissor inibindo a hiperexcitabilidade cerebral, ajudando a descansar com mais facilidade.

-Magnésio, para relaxar os nervos e dar um freio na ansiedade. Também ajuda a dormir melhor. E fique atento nos seus níveis de cálcio, potássio, zinco e cromo.

- Ginseng, planta que promove a melhora do rendimento físico e mental.

Karina Bernardino
Sport Life

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

EXERCÍCIO FÍSICO, ATIVIDADE FÍSICA E ESPORTE

Diferentes formas de conceituar o exercício são apresentadas por vários autores que fazem diversas propostas sobre modelos ilustrados, bem como diferem entre si por focarem aspectos diferentes destes.
Os conceitos podem se referir à intenção, aos resultados pretendidos, e a localização.
· Atividade física
A atividade física é definida por Barbanti, (2003) no sentido mais restrito a “todo movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que provoca um gasto de energias”, o autor destaca que o termo refere-se também à totalidade de movimentos executados no contexto do esporte, aptidão física, recreação, da brincadeira, do jogo e do exercício.
· Exercício físico
O mesmo autor conceitua exercício físico da seguinte maneira:
“O exercício físico é uma seqüência planejada de movimentos repetitivos sistematicamente com o objetivo de melhorar o rendimento”.
Vários tipos e formas de exercício podem ser apresentados Berger & Mcinman (1993) destacam que o “exercício” pode dizer respeito à:
a) Uma atividade realizada individualmente ou em grupo;
b) Um esporte competitivo ou uma atividade física de lazer;
c) Uma atividade aeróbia (Exercício produzido com baixa intensidade num longo espaço de tempo – definição avançada pelo American College of. Sports Medicine, 1971), citado por RIBEIRO (1988) ou,
d) Anaeróbia; (Exercício produzido num espaço de tempo breve e com muita intensidade – definição avançada pelo American College Of Sports Medicine 1971), citado pelo mesmo autor.
e) Exercício crônico ou agudo; (nível psicológico, sendo que a duração mínima para se denotarem alterações seja de 6 meses) (Brown et al, 1982); e, por fim,
f) Pode-se referir a uma atividade desenvolvida por sujeitos que diferem na sua condição e capacidades físicas.
Em qualquer atividade existe uma multiplicidade de fatores que vão variar e caracterizar cada situação em particular, como por exemplo, as características do treino, o ambiente em que se praticam os participantes, e até mesmo os instrutores.
· Esporte
Uma definição precisa de esporte é mais difícil devido à grande variedade de significados. Quase tudo que é entendido sob o termo esporte é menos determinado por análises científicas em seus domínios do que pelo uso diário e pelo desenvolvimento histórico e transmitido pelas estruturas sociais, econômicas, políticas e judiciais. Segundo Barbanti (2003) para os sociólogos do esporte uma definição bastante aceita é a seguinte: “É uma atividade competitiva, institucionalizada, que envolve esforço físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente complexas, por indivíduos cuja participação é motivada pela combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos”.
O objetivo no esporte é comparar rendimentos. O critério para comparações do que se realiza necessita da padronização do equipamento e das instalações, assim como da exigência de um procedimento quantitativo de comparação. Dentro do escopo da Ciência do Esporte, este é estudado de vários ângulos entre eles o da agressão. Pesquisas indicam que há vários modelos explicativos para as situações específicas do esporte, onde o comportamento agressivo não é apenas típico dos esportistas, mas dos espectadores também. Além da agressão a motivação também está fortemente relacionada no esporte além do estudo da ansiedade no contexto esportivo.
O esporte pode ser relacionado em vários contextos:
1. Aos diferentes grupos de participantes (universitários, homens, mulheres, estudantes etc.).
2. Aos diferentes tipos de esportes (individual, dual, de equipe etc.).
3. Aos vários níveis de competição (local, regional, nacional, internacional).
Bibliografia
Barbanti, V. J - Dicionário de Educação Física e do Esporte. São Paulo, Ed. Manole Ltda., 2003.
Brown, E, Morrow, J. & Livingston, S - Self-concept changes in women as a result of training .Journal of Sport Psychology, 4, 354-363, 1982.
Ribeiro, J. L. - Efeitos psicológicos da atividade física. Jornal de Psicologia, 7, 5, 10-14, 1988.