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Programa do NUPSEA

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Olimpíadas Rio- 2016


O Rio de Janeiro é a cidade escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para organizar a primeira edição de uma Olimpíada na América do Sul. Diante desse importante desafio, os cariocas apostam no legado deixado pelo Pan-Americano de 2007, na beleza visual da capital fluminense e na capacidade de organizar grandes eventos, como o Carnaval, para justificar a vitória na decisão contra Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha). O triunfo, aliás, foi suado. Diante das atrações rivais, como o apoio do presidente americano Barack Obama aos EUA, a infraestrutura apresentada por Tóquio e o apoio exacerbado dos habitantes de Madri, o Rio de Janeiro montou uma “linha de frente” com nomes como o do presidente Lula e de Pelé, o Atleta do Século, e se empenhou em propagar as suas belezas e os planos para organizar os Jogos. Outro argumento do Rio de Janeiro foi o de poder usufruir do legado deixado pelo Pan-Americano de 2007 e o que ficará da Copa do Mundo de 2014. O Brasil, aliás, será o quarto país na história a organizar um Mundial de futebol e uma Olimpíada consecutivamente: os outros foram México (Jogos de 1968 e Copa de 1970), Alemanha (Jogos de 1972 e Copa de 1974) e Estados Unidos (Copa de 1994 e Jogos de 1996). Transporte
O COI já cobrou grande atenção em relação à eficiência do transporte durante os Jogos. Em seu projeto, a cidade promete ampliar a capacidade do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro para 25 milhões de passageiros/ano e oferecer atendimento diferenciado aos turistas. Também está prevista a integração das quatro zonas da capital fluminense às áreas mais importantes da cidade em uma rede, e a intenção dos cariocas é a de oferecer viagens rápidas a torcedores e atletas - metade deles deve alcançar suas respectivas instalações em até 10 minutos e 75% devem gastar menos de 25 minutos. De acordo com o projeto, nenhuma viagem terá mais de 50 minutos durante os Jogos.
O Esporte
O ano de 2016 será especial para todos os esportistas brasileiros. Para os atletas de quatro modalidades principalmente, o gosto da Olimpíada será ainda mais adocicado. As seleções brasileiras de badminton, hóquei sobre grama, rúgbi e golfe participarão pela primeira vez de uma Olimpíada, já que o país-sede tem o direito de competir em todos os esportes. São modalidades em que o Brasil tem pouca tradição e, por isso, ficava ausente dos Jogos.
Para que o sabor de fazer história com o uniforme brasileiro não amargue, até lá, será preciso muito trabalho por parte das confederações.
Que o diga o coordenador técnico da seleção de hóquei de grama Eduardo Leonardo.
"Sou bem criterioso e pensar em 2012 seria fora da realidade, é muito difícil. A Lei Piva nos garante R$ 800 mil por ano para bancar todas as despesas. Mas, uma vez que só contamos com esse patrocínio, as coisas não são fáceis. De qualquer forma, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) tem sido muito importante para nós e vamos para 2016 com perspectivas positivas", conta.
O caso do badminton é parecido.
A confederação conta igualmente com os R$ 800 mil por ano da Lei Piva e nada mais. A diferença é que, segundo o presidente Celso Wolf Junior, 2012 ainda faz parte dos sonhos da entidade graças ao brasileiro Daniel Paiola.
"Nosso objetivo ainda é Londres, apesar de ser um feito difícil. Temos um atleta com chances: o Daniel. Em termos de 2016, vamos aguardar a posição do COB para conversar e planejar. Hoje, nosso patrocínio é mesmo apenas a Piva", afirma o presidente.
Um dos grandes problemas dos esportes é a dificuldade por parte dos atletas de manter a rotina de treinamentos necessária. Afinal, pensar na prática desses esportes como ocupação não é possível. "O badminton é um esporte que exige muito sacrifício. Para conseguir resultados, é preciso treinar de cinco a seis horas por dia. E, para poder dedicar-se dessa maneira, quem é que vai largar tudo?", explica Celso.

Avaliação prévia

Prós
  • Instalações do Pan 2007
  • Investimentos em infraestrutura
  • Apoio popular e governamental
  • O fato da América do Sul nunca ter recebido os Jogos Olímpicos
Contras
  • Sistema de transporte
  • Rede hoteleira
  • Violência
  • Proximidade com a Copa do Mundo de 2014
Fonte: Esportes.Terra.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Alimentação e humor

"Você é o que você come"Será que o que você come afeta como você sente, pensa ou age?
Durante muitos anos, os nutricionistas e outros cientistas viam o cérebro como relativamente impermeável aos caprichos das dietas alimentares. Somente sob condições severas de subnutrição acreditava-se que a dieta afetaria a química e o funcionamento do cérebro.
Hoje já é reconhecido que substâncias resultantes da dieta podem influenciar a química do cérebro e afetar o comportamento. A dieta e o comportamento são conceitos baseados em assuntos complicados de neurofisiologia e bioquímica.

As células nervosas (neurônios) transmitem sinais através do cérebro e do corpo para regular o comportamento e as funções corporais, desde um simples andar a dar uma opinião especializada. Esses sinais passam de uma célula nervosa para outra por substâncias químicas chamadas de neurotransmissores.O que se come pode causar flutuações em algumas substâncias químicas do cérebro como a dopanina, norepinefrina e serotonina, que são associadas com mudanças no comportamento, no humor e na vivacidade mental.
Os cientistas agora acreditam que os alimentos podem afetar como você se sente, pensa ou se comporta, ao afetar o cérebro de 3 maneiras:
  • A dieta fornece substâncias como os aminoácidos, para a síntese de vários neurotransmissores, que por sua vez, regulam o comportamento;
  • A dieta fornece ainda as vitaminas e sais minerais que assistem na síntese dos neurotransmissores;

  • Alguns aditivos e substâncias encontrados naturalmente nos alimentos, tal como a cafeína, podem afetar o cérebro, interferindo na comunicação entre as células nervosas ou alterando a síntese, a entrega, a estrutura ou função dos neurotransmissores.

A serotonina, uma substância neurotransmissora, é um bom exemplo da ligação dieta-comportamento. Ela ajuda a regular a sensação de dor, do apetite, do humor e do sono. Níveis elevados de serotonina são associados a melhora no padrão do sono. Baixos níveis de serotonina são encontrados em pessoas que têm um limiar baixo de dor, estão deprimidas ou sofrem de alguma forma de insônia. A serotonina é produzida de um aminoácido chamado triptofan, encontrado nos alimentos que contêm proteínas, tais como leite, queijos, carne vermelha, frango e peixe.
Quando uma pessoa consome suplementos de triptofan, os níveis no cérebro desse aminoácido aumentam, e o cérebro produz mais serotonina. Resultado: as pessoas deprimidas freqüentemente experimentam uma melhora no humor; têm sensações reduzidas de dor; e as que sofrem de insônia, dormem melhor.
Também os alimentos ricos em carboidratos (frutas, massas, etc.) têm efeitos sobre a serotonina. Os carboidratos exigem a liberação da insulina. Esse hormônio aumenta o consumo de aminoácidos nos músculos e órgãos, mas tem um efeito muito pequeno sobre o triptofan. Como os outros aminoácidos estão "ocupados" em outro lugar, a proporção de triptofan no sangue, e conseqüentemente no cérebro, aumenta. O efeito de uma dieta rica em carboidratos nos níveis de serotonina pode explicar porque algumas pessoas têm sono após uma refeição que contém muita massa, doces.
Alguns estudos mostram que as pessoas se sentem sonolentas, relaxadas, e estão propensas a cometerem mais erros no trabalho, até 2 horas após consumir uma refeição rica em amidos ou açúcar, quando comparada a uma refeição rica em proteínas.
Um aminoácido chamado tirosina, que é encontrado no ovo, carne vermelha, queijo, nozes, tem um efeito oposto ao do triptofan. A tirosina ajuda regular o humor e as emoções, a resposta ao stress e algumas habilidades como aquelas que precisam da coordenação mão-olho, tornando a pessoa mais alerta.
Resumindo, para um rendimento ótimo e vivacidade mental durante a tarde, deve se consumir uma refeição pequena no almoço, composta de proteínas e carboidratos equilibradas.
A investigação sobre os efeitos dos alimentos no humor e no comportamento apenas estão começando. Embora pareça improvável que qualquer alimento comum consumido na dieta normal poderá alterar dramaticamente o comportamento, muitos alimentos podem influencias sutilmente como você se sente ou age. Da próxima vez que alguém comentar sobre seu bom ou mal humor; lembre-se do que você comeu na última refeição.
"Muitas pessoas têm problemas de peso não por causa dos alimentos que comem, mas pela inatividade que caracteriza seus estilos de vida."
Aveia e Colesterol
Sabe-se já há algum tempo que a causa básica da doença cardiovascular é a arteriosclerose, uma condição na qual depósitos gordurosos nas paredes das artérias bloqueiam parcial ou totalmente o fluxo de sangue.
O colesterol é o primeiro contribuinte para esses depósitos. Normalmente, o corpo já produz todo o colesterol que precisamos. Mas, o excesso de colesterol, fornecido pela alimentação, principalmente aquela rica em carne vermelha, e produtos do leite, é depositado nas paredes das artérias. O acúmulo de colesterol pode levar a ataques cardíacos, derrames e pressão alta.
Há alguns anos atrás, um professor da Universidade de Kentucky, mostrou evidências de que os alimentos ricos em fibras, incluindo a aveia, poderia reduzir os níveis elevados de colesterol. Em experimentos com homens e mulheres, ele encontrou que 100 gramas de aveia diariamente, cortava os níveis de colesterol de 13 a 19%. Outras pesquisas que se seguiram, mostram efeitos semelhantes, com redução dos níveis de colesterol em cerca de 20%, ainda mais quando ele era combinado com uma dieta prudente. Mas a melhor notícia é que isso reduz as chances da pessoa sofrer um ataque cardíaco em cerca de 40%, o que é muito significante se considerarmos o alto número de pessoas que sofrem ataques cardíacos por ano.
Parece que a aveia tem dois efeitos sobre o colesterol: elimina-o do corpo, e impede o fígado de produzir mais essa substância. A aveia dá um melhor equilíbrio de nutrientes e mais proteínas de alta qualidade do que qualquer outro grão.
Outros estudos científicos indicam que a aveia ajuda a baixar a pressão alta; ajuda a regular o açúcar no sangue e ainda suspeita-se que promova perda de peso, ao fazer as pessoas sentirem menos fome, diminuindo a absorção dos nutrientes e alterando o metabolismo do corpo.
Beta Caroteno
Recentemente, uma substância chamada Beta Caroteno, foi elevada ao status de estrela entre os alimentos, pela descoberta de que ela pode combater o câncer, e pode neutralizar as reações tóxicas que minam as células e envelhecem o corpo. Ela é uma substância precursora da vitamina A, um nutriente vital à visão, reprodução e regulação do crescimento celular. Mais de 20 estudos científicos demonstraram que dietas ricas em Beta Caroteno podem reduzir o risco de câncer dos pulmões até 50%.
O Beta Caroteno é encontrado nas frutas e vegetais com pigmentos amarelos e alaranjados, como na manga, mamão, nectarina, pêssego, batata doce, cenoura, abóbora, espinafre, pimentão vermelho, brócoli, etc.
O Instituto nacional do Câncer dos Estados unidos recomenda dieta que forneça cerca de 6 miligramas de Beta Caroteno por dia. Simplesmente, comendo mais frutas e vegetais dos acima citados, pode reduzir o risco de câncer dos pulmões, que já mata milhares de pessoas por ano.
Equivalente Calórico das Substâncias Alimentícias
Esses valores são baseados em medidas diretas do calor despendido, do oxigênio consumido e do CO2 produzindo em indivíduos em descanso. A combustão de carboidratos e proteínas produz a mesma quantia de energia, cerca de 4 kcal/g.
ALIMENTO/EQUIVALENTE CALÓRICO
(Kcal/g)Gordura / 9.5
Carboidrato / 4.2
Proteína / 4.2
Por outro lado, a combustão de gorduras produz mais do que 2 vezes a energia dos carboidratos e proteínas: cerca de 9 Kcal/g. mas se considerarmos a quantia de oxigênio necessária para a combustão dessas substâncias verificamos que na combustão dos carboidratos é onde se produz a maior quantidade de energia.
ALIMENTO/EQUIVALENTE CALÓRICO (Kcal/lO2)Carboidrato / 5.05
Gordura / 4.7
Proteína / 4.5

Água
Nenhuma substância é mais abundante no corpo do que a água. Cerca de 70% das substâncias corporais são compostas de água. Ela está envolvida em todas as funções das células, órgãos e sistemas. Os seres humanos podem viver muitos dias sem comer, mas morrerão em alguns dias se forem privados de água.
Ela serve várias funções importantes no corpo: serve de material de construção para o protoplasma da célula; age como um poderoso agente ionizante; serve como um meio onde praticamente as reações metabólicas acontecem; providencia material para a evaporação e regulação da temperatura corporal; serve de veículo de transporte para nutrientes; produtos de eliminação e enzimas internas. Ela constitui cerca de 63% do peso total no homem e 52% do peso na mulher.
Aproximadamente metade da água do corpo é intracelular, onde ela propicia um meio de suporte bioquimicamente ativo para reações metabólicas.
A água extracelular (no plasma sangüíneo, fluindo intersticial e infa) compreende cerca de 20-22% do peso corporal e serve como meio de transporte dos gases respiratórios, nutrientes e do calor metabólico.
Em relação ao exterior do corpo, a água é o veículo para eliminação de substâncias através da urina, fezes, suor e para remover o calor através da evaporação do suor das superfícies da pele.
Embora as trocas de calor com o meio ambiente também ocorrem por radiação, condução e convecção, é principalmente através da vaporização das superfícies da pele que o calor excessivo é dissipado durante a atividade física vigorosa. Quando a temperatura corporal é elevada, o centro de termorregulação (hipotálamo) produz uma resposta de sudação. A evaporação subseqüente da superfície da pele resulta em uma dissipação de calor altamente efetiva.
No adulto a perda de água é em média de 2 a 2,5 litros por dia. A quantidade de suor pode exceder 1,8 litros por hora em exercícios vigorosos prolongados.
A sede é o primeiro e o melhor indicador que o nível de água no corpo está diminuindo. Ela é usualmente sentida quando 2% da água corporal é perdida, portanto, sua ingestão é necessária.
É geralmente aceito que a necessidade de beber á medida pela elevação da osmolaridade do fluido corporal para atender a deplecção de água (Astrand e Rodahl, 1970). A elevação da osmolaridade também solicita uma secreção aumentada de hormônio antidiurético da pituitária, que por sua vez, atua sobre o fígado para conservar água pelo aumento da reabsorção através dos tubos renais.
Apesar deste mecanismo de controle, quando os indivíduos suam muito e não restauram as perdas, uma desidratação equivalente a 5% do peso corporal pode ocorrer após horas de atividade no calor. Se a perda de água alcançar de 6 a 10% do peso corporal, o sangue se torna concentrado, o volume sangüíneo é substancialmente reduzido, a sudação diminui, e a temperatura pode subir perigosamente e a exaustão pela desidratação é eminente.
No corpo humano a temperatura corporal é regulada abaixo de um nível crítico (41 Graus C ou 106 Graus F), acima do qual lesões sérias ou morte térmica podem ocorrer.
Infelizmente o esfriamento evaporativo é conseguido às custas da deplecção dos depósitos de água no corpo (desidratação).

Em circunstâncias normais, o mecanismo da sede é adequado para manter o equilíbrio de água, principalmente quando se tem oportunidade de beber e comer à vontade.
Fonte:
BARBANTI, VALDIR J. Aptidão Física Um Convite à Saúde. Editora Manole